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29 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Relatório do IPCC será guia para acordo climático global em 2015

Agência Brasil

Líderes mundiais aguardam com expectativa a divulgação da síntese do quinto relatório de avaliação sobre mudanças climáticas, elaborado pelo Painel Internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas – o IPCC, na sigla em inglês. Cientistas e membros de governos estão reunidos durante toda a semana, em Copenhague, capital da Dinamarca, a portas fechadas, para finalizar o documento, que promete ser o mais abrangente já elaborado no setor. O encontro será encerrado na sexta-feira (31) e a divulgação do relatório está prevista para domingo (2).

Segundo o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, o documento funcionará como um guia para que os desenvolvedores de políticas públicas consigam chegar a um acordo que permita a redução das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pela elevação da temperatura do planeta. As negociações para um tratado climático global, com metas mais rigorosas para as nações, avançarão até a 21ª Conferência do Clima, em dezembro do ano que vem, em Paris.

A elaboração do quinto relatório do IPCC teve a participação de 830 cientistas de 80 países, divididos em três grupos de trabalho. Os resultados de cada grupo foram divulgados em três documentos, ao longo dos últimos 13 meses. A síntese, que está sendo elaborada esta semana, abordará as principais conclusões e orientações dos cientistas. “O relatório garante o conhecimento necessário para a tomada de decisões bem fundamentadas e para a construção de um futuro melhor e mais sustentável. Com ele, entenderemos melhor as razões pelas quais devemos agir, e as sérias consequências de não agirmos”, enfatizou Pachauri na abertura do encontro.

Por videoconferência, a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, Christiana Figueres, disse que “o quinto relatório é o mais atual e influente trabalho científico em mudanças climáticas já feito no mundo”. O ministro do Clima e Energia da Dinamarca, Rasmus Helveg Petersen, que abriu a conferência, enfatizou que se não houver ação imediata para conter as mudanças climáticas, “a dívida com as futuras gerações será crescente”.

29 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Cientistas australianos criticam plano para salvar a grande barreira de corais

G1

Cientistas australianos demonstraram ceticismo na terça-feira (28) com o plano do governo do país para salvar a grande barreira de corais.

“A ciência afirma claramente. Os corais estão degradados e a situação está piorando. Este plano não vai restaurar os corais, nem sequer manterá a grande barreira em reduzido nível atual”, disse Terry Hughes, da Australian Academy of Science.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

O rascunho do plano do governo é uma resposta à preocupação da Unesco, que ameaçou incluir a barreira de corais na lista de patrimônio mundial em perigo.

O ministro do Meio Ambiente, Greg Hunt, afirmou que a proposta equilibra a proteção dos corais com a vida marinha e o desenvolvimento sustentável a longo prazo, mas para os cientistas não leva em consideração o impacto da mudança climática, nem aspectos como a qualidade ruim da água ou o desenvolvimento da pesca.

“O plano parece estar pensado a curto prazo para responder às preocupações da Unesco sobre a inclusão na lista do patrimônio, ao invés de pensar nos desafios a longo prazo para restaurar os corais”, disse Hughes.

A grande barreira de corais da Austrália enfrenta as consequências da mudança climática, da má qualidade da água que chega de terra firme, assim como a ameaça das estrelas-do-mar.

29 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Reino Unido financiará supercomputador para melhorar a previsão do tempo

UOL

A agência meteorológica britânica Met Office anunciou na terça-feira (28) que receberá do governo um financiamento de 97 milhões de libras (R$ 388 milhões) para construir um supercomputador para melhorar a previsão do tempo.

A decisão de financiar o projeto do “High Performance Computer (HPC)” reforçará, segundo o diretor da Met, Rob Varley, a posição do Reino Unido como país líder no prognóstico do tempo, informou a agência meteorológica.

“Além disso nos proporcionará a capacidade de colaborar na previsão do tempo com outras agências meteorológicas de todo o mundo”, ressaltou Varley.

O computador permitirá que a previsão se atualize a cada hora, o que oferecerá muitos mais detalhes para áreas geográficas concretas e ajudará a prever eventos meteorológicos destrutivos como inundações, fortes nevascas, ventos ou nevoeiros.

O equipamento será 13 vezes mais potente que o sistema atual da Met e terá 120 mil vezes mais memória que um smartphone.

Quando o supercomputador entrar em funcionamento, o Reino Unido espera que as previsões feitas se transformem em um benefício socioeconômico de 2 bilhões de libras (R$ 8 bilhões), já que os prognósticos permitirão a elaboração de planos de contigência, antes da ocorrência dos fenômenos meteorológicos, para proteger casas e empresas.

O ministro britânico de Ciência, Greg Clark, afirmou que espera que o novo computador faça do Reino Unido um país “mais resistente e preparado para os fenômenos meteorológicos destrutivos e melhore a vida de todos os britânicos”.

Por outro lado, o secretário do Tesouro britânico, Danny Alexander, disse que o Reino Unido é um país fascinado pela meteorologia. Por isso, desde os primeiros barômetros sempre buscou a forma de melhorar as previsões do tempo.

“Este investimento é um ponto crucial na política do governo de fazer do Reino Unido o melhor lugar no mundo para a ciência e a pesquisa”, defendeu Alexander.

O computador poderá realizar mais de 16 quadrilhões de operações matemática por segundo e pesará 140 toneladas.

A construção da máquina será realizado em Exeter ao longo do próximo ano, com uma data prevista para ser iniciada em setembro de 2015. Seu funcionamento, no entanto, não está previsto em plena capacidade até 2017.

27 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Curso de sustentabilidade do MMA abrirá turma no Rio de Janeiro

MMA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abre 50 vagas para o Curso de Sustentabilidade na Administração Pública que será realizado no Rio de Janeiro, de 5 a 7 de novembro. O objetivo da capacitação é promover a responsabilidade socioambiental nos órgãos públicos. As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas a partir desta segunda-feira (27).

Os participantes terão direito a um certificado ao final da capacitação. Eles aprenderão sobre como gerenciar projetos, construções sustentáveis, eficiência energética, eficiência no uso da água, gestão de resíduos (plano de gerenciamento), qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação dos servidores, análise do ciclo de vida e licitações sustentáveis.

Novos hábitos 

Os temas fazem parte do programa Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), que visa estimular a reflexão sobre a responsabilidade socioambiental e a mudança de atitude no ambiente de trabalho. Os cursos ministrados pelo país têm o objetivo de reforçar a implantação do programa nas instituições. O local de trabalho é um ambiente que requer consciência sobre o uso de recursos naturais e bens públicos. A agenda ensina a usá-los de forma econômica e racional. O programa também estimula a gestão adequada dos resíduos e a realização de compras sustentáveis.

Os interessados devem enviar um e-mail para a3p@mma.gov.br contendo nome completo, órgão, setor, telefone e e-mail. As inscrições ficam abertas enquanto restarem vagas. Podem participar gestores públicos e servidores de qualquer órgão da administração pública das esferas federal, estadual e municipal. Só será permitida a inscrição de até dois servidores por órgão. O curso será realizado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, localizado na Avenida Erasmo Braga, nº 115, 4º andar, Centro (RJ), no Auditório Nelson Ribeiro Alves.

27 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Energias renováveis conquistam espaço

Agência FAPESP

Pesquisadores da Alemanha e do Brasil se reuniram na FAPESP Week Munich, no dia 17 de outubro, em um painel para apresentar e debater desafios, soluções e oportunidades em energias renováveis e sustentáveis.

“Vivemos um momento de grande crescimento no mundo como um todo, tanto populacional como econômico, mas não observamos um crescimento proporcional no uso de energias renováveis. A fonte energética que mais cresce é o carvão, o que diz muito sobre a situação que vivemos atualmente”, disse Thomas Hamacher, professor na Universidade Técnica de Munique, moderador do painel e um dos palestrantes.

“Nos últimos anos, as emissões derivadas de combustíveis fósseis têm aumentado mais do que achávamos que fosse ocorrer. Se olharmos para os cenários produzidos pelo IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] no início da década de 1990, vemos que estamos hoje no lado do pior cenário estimado na época”, disse Hamacher.

“Energia é um assunto muito importante no cenário político atual e esses são pontos com os quais temos que lidar. Temos de encontrar soluções globalmente e não individualmente. Não temos uma resposta ainda, mas certamente um caminho é trabalhar mais com energias renováveis”, afirmou.

Hamacher destacou a importância para a Alemanha da questão da chamada “energiewende” (“transição energética”), que visa à substituição do carvão e de derivados do petróleo por fontes renováveis.

No Brasil, país considerado exemplar no uso de energias renováveis – em especial por conta da geração de eletricidade por hidrelétricas e pelo uso do etanol como combustível em veículos –, a pesquisa na área também tem sido intensa.

Um exemplo está no Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que foi apresentado no painel no Deutsches Museum, em Munique, por um dos membros de sua coordenação, Marie-Anne van Sluys, professora no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

Lançado em 2008, o BIOEN tem como objetivo estimular e articular atividades de pesquisa e desenvolvimento, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação em áreas relacionadas à produção de bioenergia no Brasil.

“Levando em conta que o programa se encontra em um cenário muito amplo, ele foi criado com cinco divisões, bem diferentes entre elas”, disse Van Sluys. As divisões do BIOEN estão voltadas para pesquisas em: biomassa para bioenergia; fabricação de biocombustíveis; biorrefinarias e alcoolquímica; aplicações do etanol para motores automotivos; e impactos socioeconômicos e ambientais e uso da terra.

“O BIOEN está focado tanto no conhecimento básico como na geração de novas tecnologias. A participação tem sido muito expressiva. O programa já teve 136 auxílios a pesquisa, envolvendo mais de 400 pesquisadores no Brasil e colaboradores em 15 países, entre os quais a Alemanha”, disse Van Sluys.

Van Sluys destacou que o BIOEN estimulou a criação do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, do Programa Integrado de Pós-Graduação em Bioenergia (que reúne as três universidades estaduais paulistas) e a realização de parcerias em pesquisa com empresas e instituições de diversos países.

O BIOEN também deu origem a 15 projetos de pesquisa apoiados por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e a 12 projetos no Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

Van Sluys falou sobre a importância de fazer com que a cana-de-açúcar se torne um componente ainda mais importante na matriz energética brasileira. Por conta disso, pesquisadores ligados ao BIOEN têm estudado alternativas que permitam aumentar a eficiência da cana na produção de energia.

O grupo liderado por Van Sluys na USP, por exemplo, integra um consórcio internacional de pesquisadores que trabalha no sequenciamento e análise do genoma da cana-de-açúcar e que publicou recentemente um conjunto amplo e diverso de sequências do genoma da planta.

Energia fotovoltaica

Uma alternativa considerada importante na Alemanha para a “energiewende” é o uso da energia solar. Roland Zink, professor no Instituto de Tecnologia de Deggendorf, falou sobre a pesquisa realizada por seu grupo a respeito do uso de energia fotovoltaica na Baviera.

“A instalação de painéis fotovoltaicos, subsidiada pelo governo desde o ano 2000, experimenta um forte crescimento na Alemanha. Muitos sistemas têm sido instalados em telhados e temos visto a implantação de usinas de larga escala para geração de eletricidade”, disse Zink.

“Áreas rurais, como no sudeste da Baviera, têm percebido o potencial das energias renováveis como uma oportunidade de desenvolvimento econômico”, afirmou o pesquisador.

Segundo ele, essa espécie de corrida pelo uso da energia fotovoltaica tem levado a região a experimentar problemas tanto técnicos como sociais. Um problema técnico importante é a instalação não planejada dos sistemas, envolvendo fatores como a escolha de locais menos favoráveis, seja espacial ou economicamente.

O principal problema social, contou Zink, diz respeito às estações de grande porte, que reduzem as áreas de cultivo, já escassas na região, preocupando os agricultores.

O painel sobre energia na FAPESP Week Munich também contou com apresentações dos professores Jürgen Karl (Universidade de Erlangen-Nuremberg), Gilberto De Martino Jannuzzi (Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas) e Denis Coury (Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo).

Karl falou sobre combustíveis renováveis e alternativas de armazenamento. Segundo ele, o uso de energias renováveis tem crescido na Alemanha, respondendo atualmente por mais de 30% da produção de energia no país e substituindo com sucesso as fontes nucleares e o gás natural importado principalmente da Rússia.

“À medida que o uso das fontes renováveis aumentar, precisaremos de capacidades de armazenamento que permitam, por exemplo, manter a energia solar ou do vento não apenas por algumas horas, mas por dias e semanas”, disse.

Jannuzzi, que também é membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), falou sobre a flexibilização do sistema energético brasileiro, com o uso de novas tecnologias e aumento da eficiência energética.

Segundo Jannuzzi, a demanda energética no Brasil tem crescido mais rapidamente do que o Produto Interno Bruto: 4,5% de 2012 a 2013, contra 2,3% de aumento no PIB. O setor energético, que historicamente é dependente da geração por hidrelétricas, tem mudado nos últimos anos, com o crescimento de outras fontes, como o maior uso de termoelétricas.

Coury, que coordena o Projeto Temático “Desenvolvimentos tecnológicos para a proteção, análise, supervisão e automação dos sistemas elétricos do futuro”, apoiado pela FAPESP, falou sobre pesquisas conduzidas por seu grupo com “smart grids”.

“Smart grids” são redes de distribuição automatizadas, baseadas em inteligência computacional e tecnologias da informação. Com uma comunicação interativa entre as partes, elas permitem otimizar o uso de energia elétrica.

Nas “smart grids”, uma máquina de lavar, por exemplo, pode ser programada para funcionar apenas quando receber a informação de que naquele momento a demanda por energia no sistema caiu abaixo de um determinado valor. Ou a energia na casa do consumidor pode ter seu preço aumentado ou diminuído conforme os picos de uso.

25 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Animais viram refeição em restaurante de zoológico da Suíça

Terra

Um zoológico da Suíça encontrou uma maneira um tanto incomum de controlar sua população de animais: os bichos são consumidos no restaurante local. A informação é do Daily Mail.

O Langenberg Wildlife Park, situado perto de Zurique, admite que não tem espaço suficiente para todos os javalis e veados selvagens, então essas espécies são usadas para matar a fome dos visitantes. A poucos metros de onde os animais brincam, em campos e áreas florestais, os visitantes podem desfrutar de pratos como javali selvagem assado, carne de veado ao molho de conhaque, salsichas de javali e carpaccio de cervos selvagens.

Entre os pratos oferecidos no menu do restaurante está o javali assado com purê de batatas e legumes da época. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Entre os pratos oferecidos no menu do restaurante está o javali assado com purê de batatas e legumes da época. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

O local não cobra a visitação, e recebe, por ano, meio milhão de pessoas interessadas em ver seus 16 animais nativos, incluindo ursos, veados, lobos, um bisão europeu e um cavalo-de-przewalski, um equino em extinção.

O zoológico admite ter matado e servido 49 veados e 10 javalis selvagens desde 2002, apesar de ter promovido projetos de reassentamento para outros animais.

O menu de entrada oferece carpaccio de veado selvagem com salada de cogumelos quentes, rúcula, queijo raspado e vinagrete de ervas por £ 17,30. Os pratos principais incluem javali assado com purê de batatas e legumes da época por £ 18,30 e veado com molho de conhaque com maçãs da região francesa da Normandia por £ 25,80.

Uma petição que prevê a proibição da matança dos animais no zoológico suíço já recebeu mais de 100 mil assinaturas na internet. Comentários no aplicativo TripAdvisor listaram críticas ao local. “Adoramos os animais, mas não queremos comê-los, obrigado”, escreveu um usuário. “Estamos um pouco perturbados e tristes ao descobrir que alguns dos animais do Zoo são servidos como comida no restaurante”, comentou outro.

E a bizarrice não para por aí. O restaurante do parque Langenberg recebe uma menção especial no site do conselho de turismo de Zurique pelas suas “deliciosas especialidades de carne”.

“Não é a nossa meta vender a carne no restaurante. Se os animais têm filhos, então temos de gerir os números. Não é tão fácil controlar a criação de veados e javalis. O programa de reassentamento é só para os cavalos em vias de extinção, gatos selvagens e bisões. Não há necessidade de reassentar veados e javalis na Suíça, porque há muitos deles”, declarou o porta-voz do zoológico, Martin Zoo Kilchenmann.

25 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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ONU celebra acordo da União Europeia sobre gases do efeito estufa

G1

A Organização das Nações Unidas, ONU, celebrou na sexta-feira (24) o acordo europeu para a redução das emissões de gases, que considerou um “estímulo valioso” para a assinatura de um pacto mundial em 2015 em Paris. Os objetivos fixados pela União Europeia (UE) incluem o corte de ao menos 40% do total de gases lançados até 2030 em relação aos níveis de 1990.

“Aplaudo este passo que proporciona um estímulo valioso para o acordo climático mundial em 2015 em Paris”, declarou a secretária da ONU para o clima, Christiana Figueres, que está em Bonn, Alemanha, onde os países discutem os diferentes parâmetros do pacto. “Abre a porta para uma ambição maior de todos os países”, disse no penúltimo dia de negociações.

“O fato de que 28 países da UE, que estão em diferentes fases do desenvolvimento econômico, sejam capazes de alcançar um bom compromisso é um bom presságio sobre a possibilidade de que todos os países cheguem a um acordo efetivo no próximo ano”, completou Figueres.

O que muda? 

A UE deverá incluir em sua matriz energética ao menos 27% de produção de energia de fontes renováveis. A economia de energia terá uma meta sugerida de 27%, não sendo obrigatória.

Soma-se a isso o compromisso de fomentar as interconexões energéticas, um tema de grande interesse para Espanha e Portugal, que permitirá conectar a península ibérica à rede de distribuição elétrica europeia.

Os avanços não foram suficientes, segundo as organizações ambientalistas. O Greenpeace lamentou que os presidentes europeus tenham “freado uma energia limpa”. A organização Oxfam considerou o acordo “insuficiente” e destacou que a UE deve colocar todo seu peso para combater a mudança climática. A ONG Friends of the Earth denunciou, por sua vez, que o acordo “põe os países poluentes na frente do povo”.

23 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Nível de água dos principais reservatórios do país é o mais baixo desde 2001

Agência Brasil

A falta de chuvas dos últimos meses fez com que o volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas que operam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingisse na terça-feira (21) o nível mais baixo desde 2001, ano em que o país foi obrigado a adotar o racionamento de energia. Fontes de abastecimento hídrico das principais usinas geradoras de eletricidade do país, os reservatórios atingiram, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 20,93% de sua capacidade máxima nessa terça-feira. Na mesma data de outubro de 2001, o volume registrado atingia 21,39% do limite máximo.

Há duas semanas, a ONS divulgou uma projeção apontando que, caso a estimativa de chuvas para os próximos dias se confirme, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuará caindo e chegará, em 31 de outubro, a apenas 19,9% da capacidade máxima, o mais baixo percentual registrado desde 2000.

Nas duas regiões, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para alterar esse quadro. Nos reservatórios de Ilha Solteira e de Três Irmãos, no noroeste paulista, os níveis de armazenamento chegaram a zero – o que não significa que o rio tenha secado ou que as usinas tenham deixado de operar, embora o façam com restrições.

A situação é preocupante também na Região Nordeste. Na média, os reservatórios operavam, ontem, com apenas 17,5% de sua capacidade máxima. Abastecida pelas águas do Rio São Francisco, o reservatório da Usina de Sobradinho (BA) armazenava apenas 23,7% de seu limite máximo. Já as usinas de Luiz Gonzaga (BA/PE) e de Três Marias (MG) tinham, respectivamente, 17,7% e 3,5% da capacidade de armazenamento.

Repetidas vezes, autoridades do governo federal afirmaram que não há risco de desabastecimento de energia, pois o Sistema Interligado Nacional é “estruturalmente equilibrado” e “dispõe das condições para garantir o abastecimento nacional”, conforme nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro. Uma das medidas adotadas para compensar a eventual queda de geração das usinas hidrelétricas, complementando-a, é o acionamento das usinas térmicas – mais caras.

23 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Boeing e China desenvolvem combustível de avião a partir de óleo de cozinha usado

Por Gabriela Garcia - Info Online

A Boeing e a empresa estatal chinesa de aviação lançaram um projeto piloto para transformar óleo de cozinha usado em combustível para aviões.

O governo chinês estima que 1,8 bi de litros de gasolina poderão ser produzidos por ano. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

O governo chinês estima que 1,8 bi de litros de gasolina poderão ser produzidos por ano. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

A fábrica da joint-venture na cidade de Hangzhou será capaz de converter quase 240 mil litros de óleo de cozinha usado em combustível, anualmente.

A Boeing e o governo chinês estimam que, nos próximos anos, 1,8 bilhões de litros de combustível possam ser produzidos anualmente na China a partir do “óleo de esgoto”, como a substância é conhecida no país.

O óleo de cozinha usado é uma preocupação das autoridades de saúde pública chinesas, devido ao seu uso comum em restaurantes e bares do país.

Segundo a imprensa chinesa, algumas quadrilhas do país retiram o óleo de cozinha usado do esgoto e de sarjetas e depois o revendem como se fosse novo.

No ano passado, um homem foi condenado a prisão perpétua por fazer e traficar o “óleo de esgoto”.

22 de outubro de 2014
por Adalberto de Bruyn
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EUA e China podem fazer a diferença – para melhor – no balanço do clima

Terra

Estados Unidos e China, os maiores emissores de gases causadores do efeito estufa, poderiam diminuir em quase um quarto a meta de redução de emissões até 2020, exigida para conter o aquecimento global – afirmaram cientistas na terça-feira (21).

Se mudarem rapidamente suas práticas para efetuar cortes profundos nas emissões de combustíveis ricos em carbono, como o carvão e o petróleo, os dois países reduziriam suas emissões em 2,8 gigatoneladas de carbono equivalente (GtCO2e) com base nas projeções atuais para 2020, revelou uma análise da ONG Climate Action Tracker (CAT).

Isso significa que os dois países, sozinhos, poderiam “preencher 23% da lacuna de emissões”, de cerca de 12 GtCO2e, projetada para 2020.

Regularmente atualizada por cientistas da CAT, a lacuna de emissões é a diferença entre os cortes necessários para alcançar a meta das Nações Unidas de limitar o aquecimento global a 2ºC, com base nos níveis anteriores à Revolução Industrial, e o que tem sido alcançado nas atuais políticas nacionais.

Em 2030, as reduções coletivas de Estados Unidos e China poderiam ser de até 6,7 GtCO2e, acrescentou o CAT em seu informe, divulgado enquanto negociadores se reuniam em Bonn, na Alemanha, para negociar um novo pacto climático internacional. A expectativa é de que seja assinado em 2015.

A análise se baseou em um cenário da “melhor prática global”, que prevê reduções muito maiores do que as contempladas tanto pela China quanto pelos Estados Unidos em seus planos nacionais.

“China e Estados Unidos discutem atualmente suas pretendidas ‘contribuições nacionais determinadas’ para um acordo climático internacional em 2015″, destacou o informe.

“Ao determiná-las, eles estarão olhando de perto a proposta da outra parte. Como os maiores emissores de gases de efeito estufa, ambos poderiam se orientar para melhorar significativamente sua ação na direção da melhor prática global”, prosseguiu.

Contudo, a expectativa é de que a utilização de carvão pelos dois países no futuro é compatível com a meta de 2ºC – acrescentou o documento.

“As políticas atuais, segundo as quais os Estados Unidos reduzem o (uso do) carvão em cerca de 20%, e a China estabiliza o uso de carvão até 2030, estão longe das reduções profundas indicadas”, continuou.

As negociações em Bonn devem criar as bases para as negociações em nível ministerial previstas para acontecer em dezembro em Lima.

Já a cúpula peruana deve abrir o caminho para a assinatura de um pacto em Paris em 2015 e que deve reunir, pela primeira vez, 195 países, ricos e pobres, na mesma arena de compromissos a partir de 2020.