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25 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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China e EUA lançam plano para proteger oceanos do mundo

Terra

China e Estados Unidos lançaram uma iniciativa conjunta na quarta-feira (24) para proteger os oceanos, ressaltando essa cooperação como prova de que os dois países podem trabalhar juntos apesar dos desacordos persistentes.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o conselheiro de Estado chinês, Yang Jeichi, presidiram a primeira reunião de um novo grupo de trabalho sobre os oceanos, no terceiro e último dia de negociações anuais entre Pequim e Washington.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

“Mais uma vez nós estamos desbravando novos caminhos no que diz respeito à China e à capacidade dos Estados Unidos para encontrar uma área em que podemos cooperar, que tem grande importância…para todos os povos”, disse Kerry.

Cerca de 400 funcionários chineses visitam Washington desde domingo para o diálogo estratégico e econômico anual, um fórum para os dois desconfortáveis parceiros tentarem atar laços cada vez mais complexos.

China e Estados Unidos são duas das principais nações pesqueiras do mundo, afirmou Kerry, e também líderes em ciência dos oceanos.

“Então nós temos uma oportunidade real aqui para sermos capazes de trabalharmos juntos para lidar com a conservação e proteção dos oceanos”, explicou, acrescentando que poderia ser “uma peça central no relacionamento recém-definido com a China”.

Yang concordou, dizendo que os oceanos eram “uma pátria comum da humanidade, vitais para nossa sobrevivência e desenvolvimento”.

Mesmo que as duas principais economias do mundo continuem em desacordo sobre alguns aspectos da política marítima – em especial a reivindicação territorial de Pequim sobre a soberania do Mar da China do Sul – Kerry disse que “no meio marinho há uma necessidade urgente de que os nossos países deem um passo à frente e tenham liderança”.

“Os oceanos são parte de nós, todos nós”, Kerry insistiu, dizendo que “precisamos prestar atenção com cuidado às responsabilidades que temos”.

Pequim e Washington estão trabalhando juntos para tentar criar uma área marinha protegida na Antártica no Mar de Ross, declarou Kerry, fazendo referência a um dos últimos verdadeiros lugares selvagens do mundo.

Os Estados Unidos têm procurado há muito tempo criar uma reserva marinha no Mar de Ross que se estende por 1,34 milhão de quilômetros quadrados em uma área muitas vezes referida como o “Último Segredo”, devido a sua condição primitiva.

Ambientalistas dizem que o Oceano Antártico é o lar de mais de 10.000 espécies únicas, incluindo pinguins, baleias e lulas colossais.

Mas, para o desgosto dos ambientalistas, a China bloqueou a iniciativa em uma reunião na Austrália no ano passado.

Os dois países também concordaram em reforçar a cooperação no combate ao tráfico ilegal de animais silvestres.

Uma nova pesquisa divulgada esta semana pelo Pew Research Center mostra que a oferta dos Estados Unidos de se voltar mais para a Ásia ganhou apoio geral em ambos os lados do Pacífico.

Os Estados Unidos ainda são vistos como primeira potência econômica do mundo, ainda mais do que no ano passado. Mas 48 por cento das 45.435 pessoas entrevistadas em 40 países acreditam que a China irá substituir os Estados Unidos como superpotência líder mundial.

Em seu florescente laço econômico, o lado dos Estados Unidos salientou a necessidade de transparência e uma regulamentação adequada para as empresas.

A China é a fonte de investimento direto estrangeiro nos Estados Unidos que mais cresce, e em 2014 as exportações norte-americanas para a China atingiram 124 bilhões de dólares, tornando-se o terceiro maior mercado de exportação.

“Um ingrediente-chave é a adoção de normas reguladoras que sejam transparentes, previsíveis e abertas para envolver as partes de entrada”, explicou o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, em uma mesa redonda com os principais executivos-chefes de empresas chinesas e americanas.

“É também de vital importância que haja políticas de tecnologia não-discriminatórias e mercado aberto em tecnologias de informação e bens de comunicação”.

O vice-premiê chinês Wang Yang, falando através de um intérprete, disse que o investimento empresarial foi uma parte importante do relacionamento.

“Ainda há problemas e obstáculos, e estes requerem novas formas de pensar”, afirmou.

25 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Justiça obriga Holanda a cortar emissões de gases em 25%

G1

Flag Holanda_symbolA Justiça da Holanda ordenou que o governo do país determine o corte de emissões de gases causadores de efeito estufa em pelo menos 25% até 2020, em um caso que ambientalistas esperam transformar em um precedente para decisões semelhantes em outros países.

Ativistas levaram o caso à Justiça em nome de quase 900 cidadãos holandeses.

Os ativistas argumentaram que o governo tem a obrigação legal de proteger seus cidadãos dos perigos da mudança climática.

Jasper Teulings, do Greenpeace, afirmou que a decisão foi um “marco”.

“Muda todo o debate. Outros casos estão sendo levados (à Justiça) na Bélgica e nas Filipinas. Este é o começo de uma onda de litígios (ligados ao) clima”, disse.

Advogados do governo da Holanda não comentaram a decisão da Justiça depois do julgamento ocorrido em Haia.

Redução menor

Segundo a Justiça holandesa, tendo como base a atual política ambiental do país, a Holanda iria conseguir reduzir apenas 17% das emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2020, o que é menos do que outros países.

“As partes concordam que a gravidade e a magnitude da mudança climática faz com que sejam necessárias medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa”, afirmou a decisão.

Os ativistas entraram com o processo tomando como base leis de defesa dos direitos humanos e de sustentabilidade que afirmam que a Holanda tem o dever de cuidar de seus cidadãos e melhorar o meio ambiente.

O argumento era de que, a não ser que se tomassem providências rapidamente, a próxima metade deste século seria marcada por situações meteorológicas extremas, diminuição das calotas polares e falta de alimentos e água potável.

A correspondente da BBC em Haia, Anna Holligan, afirma que a decisão da Justiça deve obrigar o governo holandês a honrar seus compromissos de cortar as emissões.

“Em termos de implementação na prática, o governo já concordou em fechar usinas de carvão, aumentar o uso de energia eólica e solar e reduzir drasticamente extrações de gás no norte do país”, afirmou.

Mas, agora com a decisão da Justiça, o governo será pressionado a acelerar este processo para alcançar as metas e se transformar em um país mais eficiente em termos de energia dentro dos próximos cinco anos, acrescentou Holligan.

A Holanda, com quase metade de seu território abaixo do nível do mar, é especialmente vulnerável à mudança climática.

No entanto, o carvão e a extração de gás fornecem a maior parte da energia do país, que está atrás de vizinhos como Dinamarca e Alemanha no uso de energia renovável, segundo a correspondente de meio ambiente da BBC Helen Briggs.

Em relação à decisão desta quarta-feira, o governo holandês ainda pode entrar com recurso e ainda não está claro como a decisão será aplicada.

23 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Japão pretende prosseguir com polêmico programa de caça de baleias

Terra

O Japão tem a intenção de prosseguir com o polêmico programa de caça de baleias, apesar da Comissão Baleeira Internacional (CBI) não ter conseguido determinar se este era “científico” ou não, afirmou o principal negociador japonês, citado pela imprensa.

Foto: Divulgação/SXC

Foto: Divulgação/SXC

“Não há nenhuma mudança em nosso programa, que pretende capturar 3.996 pequenas baleias de Minke na Antártica nos próximos 12 anos”, declarou Joji Morishita, o principal negociador japonês na CBI.

“O comitê científico não conseguiu chegar a um consenso sobre o conjunto do programa (de caça da baleia japonês)”, afirma a CBI em um relatório.

“Alguns cientistas consideram que as informações adicionais apresentadas pelo Japão eram suficientes para autorizar o programa, outros não”, completa.

O relatório apresenta as conclusões da reunião anual dos 200 especialistas que integram o comitê científico da CBI, que se encontraram durante duas semanas em San Diego, Estados Unidos, entre 22 de maio e 3 de junho.

O Japão teve que desistir da caça às baleias na Antártica na temporada 2014-2015 por culpa de uma ordem da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que considerou que os japoneses praticavam a atividade com fins comerciais.

No fim de 2014, o país asiático apresentou à CBI um novo programa de caça de cetáceos com objetivos científicos.

Segundo o novo plano, o Japão pretende reduzir a meta anual de pesca a 333 pequenas baleias, contra as quase 900 que eram caçadas no programa anterior.

Tóquio alega que este nível de caça é “necessário” para obter informações sobre a idade da população baleeira e fixar um limite para a pesca, que não coloque em risco a sobrevivência da espécie.

Mas o argumento não convence as organizações de defesa dos animais.

O Japão caçou 251 baleias na Antártica na temporada 2013-2014 e 103 no ano anterior.

23 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Decretada ‘emergência ambiental’ em Santiago por causa da poluição

Terra

A capital chilena enfrentou na segunda-feira (22) sua primeira “emergência ambiental” em 16 anos, devido aos altos índices de poluição, uma medida que paralisará 40% do parque automotivo de Santiago, informou a administração municipal.

A emergência ambiental é a medida máxima de alerta que a legislação chilena contempla quando os níveis de poluição superam o nível 500 de Material Particulado 2,5.

A medida, a primeira tomada desde 1999, paralisará 40% do parque automotivo de Santiago e mais de 3.000 fábricas e outras fontes fixas de poluição da capital chilena, que tem 6,7 milhões de habitantes.

As aulas de educação física serão suspensas em todos os colégios de Santiago e serão habilitadas vias exclusivas de transporte público, entre outras medidas.

Espremida entre várias montanhas, a capital chilena tem uma localização geográfica que atenta contra seus níveis de ventilação, ao que se soma, nos últimos dias, a pouca chuva e temperaturas elevadas para a época.

Os altos níveis de poluição são registrados em Santiago enquanto o Chile recebe a Copa América, que tem a capital como uma de suas principais sedes.

Neste domingo, com índices de contaminação ambiental críticos, disputou-se em Santiago o confronto entre Brasil e Venezuela. Não há jogos previstos para segunda e terça-feira, mas a maioria das seleções que participam do torneio estão concentradas na cidade.

No entanto, por determinação da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), nenhum jogo do torneio pode ser suspenso por este motivo.

23 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Paraná debate situação energética frente a situação nacional

Ambiente Brasil

As informações de possível falta de energia elétrica ou seu aumento por custos alternativos de produção preocupam todos os segmentos da sociedade brasileira, e no Paraná esta situação levou a realização do debate o “Paraná frente a situação energética do país”, que se realiza de 22 a 24 de junho em Curitiba, com apoio de diversas entidades, como a Copel e a Itaipu.

O debate foca a questão técnica e o entendimento de que o Estado do Paraná mesmo sendo um dos maiores produtores, com cerca de 12 % do total, mas que por força do SIN (Sistema Integrado Nacional) e da Política de Segurança Energética não se traduz em auto suficiência e de que está imune a eventual crise de suprimento, distribuição ou geração.

Na economia a atração de empreendimentos para geração de emprego e renda dependem da disponibilidade de energia e estabilidade no seu fornecimento com preços competitivos.

No seu primeiro dia do evento, na segunda-feira (22), o debate contou com o Presidente da Itaipu, Jorge Samek, o representante da Casa Civil do Paraná e ex-Secretário de Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhftig, e do Presidente da Associação Comercial do Paraná, Dr. Antonio Miguel Espolador Neto, com os trabalhos sendo moderados pelo Engº Luciano Pizzatto.

Veja os principais pontos debatidos no primeiro dia:

Para Jorge Samek o problema atual é conjuntural e não estrutural, já que “vivemos o pior stress hídrico de toda a história”.

Segundo ele, projetos foram feitos com a possibilidade de apenas 5% do cenário atual. Mas a crise de 2001 gerou alguns investimentos que têm minimizado a atual crise. Porém, Samek alerta que a substituição de falta de água por térmicas cria um custo altíssimo e mais de 50% do preço de energia no país são impostos.

“O Brasil possui matriz energética invejável. A energia renovável no Brasil é de 41% no total, enquanto que nos países da OECD é de 9,4 % e a média mundial é de 13,4% . Só o setor elétrico renovável no Brasil é 78,4%, nos países da OECD 20,5% e média mundial é de 20,8%.

Jorge Samek explicou que a geração elétrica no país é produzida em sua maioria (64,1%) por hidroelétricas, seguida por gás natural (11,3%) e biomassa (6,6%). A biomassa gera na matriz de todas as energias 16,1% de cana de açúcar e 8,3% por lenha.

O SIN (Sistema Integrado Nacional) criou uma rede de cerca de 125 mil km de redes de transmissão cobrindo 99% da energia produzida no Brasil. A geração de energia no Brasil hoje é de 126.743 Mw e em 2015 deve produzir mais 6000 Mw.

Itaipu 

A Itaipu tem a melhor localização hídrica do país. Segundo Samek, muito da chuva de Brasília para o Sul deságua em Itaipu, enquanto em Belo Monte só produzirá com capacidade seis meses por ano. A usina de Itaipu equivale a 560 mil barris de petróleo/dia ou 49 milhões de m³ de gás natural por dia. Além disso, a usina tem realizado o mais amplo trabalho de sustentabilidade e integração ambiental.

O Dr. Ramiro Wahrhftig, ex- Secretário de Ciência e Tecnologia do Paraná e representante da Casa Civil do Paraná, destacou a história da energia e seu ciclo das hidroelétricas e nucleares para renováveis como solar, eólico e outras.

Segundo ele, o Paraná pode influenciar a política nacional, mas não pode mudá-la. “Como alternativa criamos programas locais como o de energias renováveis com focos em PCHs , biogás, solar , eólica e biomassa.”

O Dr. Ramiro alerta que a tributação da energia na ponta do consumo gera prejuízos imensos ao Paraná além de injustiças sociais. Ele falou ainda da importância de acelerar o processo de licenciamentos ambientais.

“O Paraná ainda tem potencial com PCHs e biomassa de mais 2,8 Gwatts , com investimentos de cerca de R$ 10 bilhões”.

O Dr. Ramiro concluiu falando sobre os altos índices de radiação solar do Estado para uso fotovoltaico. “Curitiba possui índice superior ao de Florianópolis.”

Já o Presidente da ACP, Dr. Antonio Miguel Espolador Neto, explicou que falta uma política estável de preços no Estado. Ele vê uma tendência atual das empreses migrarem do Paraná para o Paraguai, pois o país vizinho possui uma energia mais barata.

O Dr. Antonio questionou o subsídio regional e sua justiça no momento atual, além de uma burocracia exagerada. “A soma do custo de energia elétrica e água subiu em um ano mais de 100%.”

O Dr. Antonio não acredita na redução da carga tributária, até mesmo por considerar inviável na atual situação dos governos estadual e federal.

A continuidade dos debates irá permitir maior entendimento deste complexo tema.

Mais informações, clique aqui.

10 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Juncker pede que compromisso do G7 sobre clima não seja meras palavras

Terra

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu na terça-feira (9) que o compromisso pactuado no seio do G7 para que o aquecimento global não supere os dois graus centígrados com relação aos níveis pré-industriais “não fique em meras palavras”.

“Não queremos que os compromissos assumidos em Elmau (Alemanha) acabem sendo apenas palavras, mas sejam cumpridos em Paris”, destacou o presidente da Comissão Europeia em comunicado, em referência à cúpula climática COP21 que será realizada em Paris no final de ano.

“Tivemos um entendimento comum no G7 acerca de que necessitaremos de objetivos climáticos vinculativos. O caminho entre Elmau e Paris não é longo. As palavras em Elmau agora devem se materializar em ações concretas em Paris”, recalcou Juncker.

Durante o encontro que mantiveram em Elmau no domingo e na segunda-feira, os líderes dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Canadá, França, Itália e Reino Unido mostraram seu “claro reconhecimento” de que o objetivo da comunidade internacional deve consistir em não superar o citado limite de aquecimento.

A Comissão lembrou que a União Europeia “já assumiu um compromisso forte com seu objetivo de reduzir as emissões em 40% com relação a 1990″, e lembrou que o bloco comunitário “demonstrou que a ação diz mais que as palavras”.

“Graças à ação coletiva da UE, as emissões da União reduziram 19%, enquanto o PIB cresceu 45% entre 1990 e 2013″, destacou a instituição.

Durante o G7, os sete países mais industrializados advogaram também por adotar regras vinculativas para o acordo contra a mudança climática da Cúpula do Clima de Paris.

Os países também se mostraram decididos a apoiar financeiramente o Fundo Verde do Clima, um mecanismo que deve contar com 100 bilhões de euros por ano a partir de 2020 para ajudar os países mais afetados pelo aquecimento global.

Por último, os sete indicaram a determinação para conseguir uma economia livre de CO2 para final de século.

A UE aspira conseguir na reunião de Paris em dezembro um acordo global vinculativo que substitua com eficácia o Protocolo de Kyoto a partir de 2020.

10 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Estudo revela as 50 Unidades de Conservação amazônicas mais desmatadas

UOL

Pesquisadores do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) divulgaram na terça-feira (9) as 50 UCs (Unidades de Conservação) da Amazônia com maiores desmatamentos entre 2012 e 2014. Os estados do Pará e de Rondônia são os que possuem o maior número de UCs críticas. Entre agosto de 2012 e julho de 2014, 1,5 milhões de hectares foram desmatados na Amazônia, sendo que 10% ocorreram em 160 UCs. Destas, 50 UCs em oito estados concentraram 96% do desmatamento. São elas que estão destacadas no mapa acima.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

As Unidades de Conservação foram criadas como uma das medidas contra o desmatamento na Amazônia. Estas áreas estão sujeitas a normas e regras especiais e são legalmente criadas pelos governos federal, estaduais e municipais. Elas são divididas entre Unidades de Proteção Integral onde é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, ou seja, aquele que não envolve consumo, coleta ou dano aos recursos naturais; e Unidades de Uso Sustentável, onde atividades que envolvem coleta e uso dos recursos naturais são permitidas, mas desde que praticadas de uma forma sustentável.

Segundo os autores do estudo do Imazon, geralmente essas áreas apresentam ocupações irregulares e estão em regiões de influência de grandes obras de infraestrutura, como rodovias e hidrelétricas, e estão vulneráveis por causa da fiscalização ineficiente.

Sete das dez áreas mais desmatadas sofrem com o baixo grau de implementação, ou seja, faltam planos de manejo, conselho gestor, recursos humanos e financeiros suficientes para evitar que o desmatamento seja realizado, segundo o estudo.

Punição 

Os autores recomendam que todos os crimes associados ao desmatamento ilegal sejam punidos com confisco de bens e penas maiores, além da retirada de ocupantes não tradicionais das UCs e a retomada das terras públicas fora das UCs para os reassentamentos necessários. A desapropriação de áreas privadas dentro das Unidades de Conservação seria o primeiro passo para evitar que o desmatamento seja realizado ilegalmente nessas áreas.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou recentemente ao TCU (Tribunal de Contas da União) que existiriam 5,4 milhões de hectares de terras privadas dentro de UCs federais no Brasil para desapropriar a um custo de R$ 7,1 bilhões. Na Amazônia, seriam 3 milhões de hectares a um custo de desapropriação de R$ 2,3 bilhões. Com base nesses números, o TCU estimou que o governo federal demoraria 102 anos para concluir a regularização fundiária das UCs federais se mantivesse o ritmo de investimento apresentado entre 2009 e 2012.

Para garantir a conservação das UCs no bioma Amazônia, o TCU e os Tribunais de Conta dos Estados (TCEs) demandaram que os governos apresentassem planos de ação para sua implementação. Em 2014, o MPF lançou uma campanha nacional em prol da regularização fundiária das UCs e um manual de atuação para orientar os procuradores da República a acompanhar a implementação das UCs e a impulsionar seu processo de regularização fundiária.

9 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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G7 encerra reunião com compromisso sobre mudanças climáticas

G1

Os líderes do G7 concordaram no último dia da cúpula que acontece na Baviera, sul da Alemanha, em afastar suas economias dos combustíveis de carbono, apoiando uma meta global para limitar o aumento das temperaturas médias globais em 2 graus em comparação com os níveis pré-industriais, como informou a AFP.

“Nos comprometemos a fazer nossa parte em atingir uma economia global de baixo carbono em longo prazo, incluindo o desenvolvimento e uso de tecnologias inovadoras e vamos nos empenhar em uma reestruturação do setor energético até 2050″, de acordo com comunicado conjunto.

A chanceler alemã, Angela Merkel, falou desse posicionamento conjunto na entrevista coletiva de encerramento do encontro.

Como noticia a agência EFE, ela destacou que os chefes de Estado e governo do G7 fizeram um “claro reconhecimento” de que o objetivo da comunidade internacional deve ser não superar o limite de aquecimento que os cientistas consideraram como o teto aceitável sem graves consequências.

Isto significa que os membros do G7, que estão entre as nações mais poluentes, deverão reduzir sensivelmente nas próximas décadas suas emissões dos gases que, como o CO2 (gás carbônico), aumentam o aquecimento global.

Além disso, a chanceler explicou que os membros do G7 querem “regras vinculantes” para o acordo contra a mudança climática que deve ser fechado na Cúpula do Clima de Paris, a COP 21.

Merkel indicou que o objetivo da comunidade internacional deve ser conseguir para o final de século uma economia global livre de carbono e reduzir de forma notável as emissões de CO2.

Além disso, os sete países mais industrializados indicaram sua disposição em aumentar as contribuições ao Fundo Verde do Clima, um instrumento aprovado em 2009 para ajudar financeiramente os países em vias de desenvolvimento mais afetados pelos efeitos do aquecimento global. Este mecanismo deve estar dotado com US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, mas por enquanto os compromissos anunciados não alcançam essa quantidade.

De acordo com Merkel, os compromissos do G7 encorajariam muitos países emergentes a realizar seus próprios compromissos nacionais de redução de emissões de CO2 para a Cúpula do Clima de Paris.

Rússia 

Os países do G7 estão dispostos a reforçar as sanções contra a Rússia se for necessário, disse Angela Merkel durante o discurso de encerramento da reunião do G7.

“Uma suspensão das sanções está vinculada ao respeito aos acordos de Minsk”, que buscam principalmente o estabelecimento do cessar-fogo no leste da Ucrânia, afirmou, segundo divulgado pela agência Reuters.

“Estamos preocupados com a recente intensificação dos combates na linha de contato. Reiteramos o chamado a todas as partes para que o cessar-fogo seja respeitado e as armas pesadas sejam retiradas”, afirmou o G7 em seu comunicado final.

O G7 esteve disposto a mostrar sua firmeza e sua unidade diante da Rússia, excluída deste tipo de encontro desde a anexação da Crimeia, em março de 2014. Esta anexação levou à adoção de sanções pelos americanos e pelos países da União Europeia.

“Lembramos que a duração das sanções deve estar claramente ligada à aplicação integral dos acordos de Minsk e ao respeito da soberania da Ucrânia pela Rússia. Estas sanções poderão ser retiradas quando a Rússia cumprir com seus compromissos”, afirma o comunicado do G7.

“No entanto, estamos igualmente dispostos a tomar medidas restritivas adicionais para que a Rússia sofra mais consequências se suas ações tornarem isso necessário”, acrescenta o texto.

Os países do G7 pedem à Rússia “que cesse todo apoio transfronteiriço às forças separatistas e que exerça a considerável influência de que dispõe sobre os separatistas para que eles cumpram totalmente os compromissos assumidos em Minsk”.

A Rússia informou nesta segunda-feira que não viu novidades nos comentários dos líderes do G7, mantendo uma linha dura sobre sanções, e sugeriu que há diferenças entre os Estados membros.

“Sim, prestamos atenção às últimas declarações sobre sanções. Não são novidade”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.

“Também chamamos atenção ao fato de que entre os participantes existem divergências em suas abordagens. Alguns falam da necessidade de diálogo com a Rússia e a impossibilidade de resolver problemas sérios sem este diálogo, então continuamos observando de perto”, acrescentou.

9 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Projeto Tamar comemora aumento da população de tartarugas marinhas

Agência Brasil

O projeto Tamar, patrocinado pelo Programa Petrobras Socioambiental, está comemorando o aumento da população de cinco espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção, que vivem em águas do Brasil – Caretta caretta (tartaruga cabeçuda), Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente), Chelonia mydas (tartaruga-verde), Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva) e Dermochelys coriacea (tartaruga-de-couro).

“Foi uma alegria grande quando a gente pegou a última estatística”, disse na segunda-feira (8) à Agência Brasil o oceanógrafo Guy Marcovaldi, coordenador do Projeto Tamar. Nos últimos cinco anos, essas cinco espécies de tartarugas marinhas aumentaram em 86,7% seu contingente populacional. O grande destaque foi a tartaruga-oliva, encontrada no estado de Sergipe e no extremo norte da Bahia. Essa é a menor espécie de tartaruga marinha que aparece na costa brasileira, com peso entre 50 e 60 quilos.

Diferentemente das outras quatro espécies verificadas no Brasil, a tartaruga-oliva atinge a maturidade entre 11 e 16 anos, enquanto as outras começam a se reproduzir entre 20 e 30 anos de idade. A tartaruga de maior peso (700 quilos) é a tartaruga-de-couro, com população restrita ao estado do Espírito Santo.

Nos primeiros 15 anos de vida do Projeto Tamar, que completa 35 anos em 2015, Guy Marcovaldi relatou que foi sendo ampliado o esforço dos biólogos nas praias e multiplicada a ação geográfica. “Nós fomos conquistando novas praias para salvar mais tartarugas”. Nos 15 anos seguintes, houve maior conscientização ambiental, acompanhada de melhores técnicas para salvar e ampliar o número de nascimentos de tartarugas.

Em média, a população de tartarugas vinha aumentando em torno de 1 milhão de animais a cada cinco anos. “E nos últimos cinco anos, dobrou o número de filhotes e de fêmeas desovando, porque aquelas crianças que a gente viu nascer durante todos esses anos se transformaram em adultos e começaram a se reproduzir. Então, teve o que a gente chama em biologia de bloom [proliferação ou explosão]“. Com a última estatística, essa tendência se consolidou.

Nos primeiros cinco anos do projeto, a população de filhotes somava 83 mil tartarugas. No segundo quinquênio, já eram 764 mil, evoluindo no terceiro quinquênio para 1,6 milhão. Entre 1995 e 1999, o número alcançava 2,1 milhões, subindo para 3,1 milhões entre 2000 e 2004, e atingindo 4,5 milhões entre 2005 e 2009. No período recente de 2010 a 2014, “deu um pulo para 8,4 milhões”, disse o coordenador. Isso ocorreu, segundo ele, porque as praias brasileiras começaram a ser repovoadas pelas tartarugas jovens e com muita capacidade de reprodução.

Embora a nova geração de tartarugas marinhas seja um sinal de recuperação das espécies que incidem no Brasil, Marcovaldi salientou que “elas saíram da UTI, mas ainda não tiveram alta. Já não estão para morrer”, fazendo comparação com o ser humano. Isso significa que a curva descendente observada até o final da década de 1980 começou a se reverter e mostrar tendência ascendente, “se afastando da extinção”. Nos últimos cinco anos, essa curva “deu uma guinada para cima. Mas ainda não chegou a números que permitam a gente dizer que elas estão livres da ameaça de extinção”.

A população adulta de tartarugas fêmeas no Brasil soma em torno de 20 mil. Guy Marcovaldi estimou que para afastar por completo o risco de extinção, serão necessários “pelo menos” mais 35 anos de trabalho. Sediado na Bahia, o Projeto Tamar se estende pelos estados de Sergipe, Pernambuco, do Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, de São Paulo e Santa Catarina.

O coordenador aguarda a próxima estatística, que será divulgada em dois ou três meses, e indicará a reprodução ocorrida no último ano. A tendência, entretanto, só estará visível nos próximos cinco anos, concluiu.

9 de junho de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Manter os oceanos “em forma”, um dos desafios da conferência sobre o clima

Terra

O papel dos oceanos e sua “boa forma” devem ser mais considerados nas negociações do clima em dezembro, em Paris – é o que estima a Plataforma do Oceano e Clima da Unesco, que lançou um apelo nesse sentido na última semana.

“Nós estamos lançando um apelo na forma de uma petição em três línguas (francês, inglês e espanhol) que será entregue aos estados participantes das negociações sobre o clima”, explicou Romain Troublé, secretário-geral da Tara Expeditions, membro da plataforma criada há um ano pelo órgão das Nações Unidas, que reúne ONGs, institutos de pesquisa e atores do meio marítimo.

O apelo pede um acordo ambicioso em Paris, lembrando que “silenciosamente, o oceano sobre com as mudanças climáticas” que se traduzem pelo aumento das temperaturas, a alteração das correntes e a acidificação que impactam diretamente os ecossistemas marinhos.

Os oceanos são responsáveis pela maior parte do oxigênio na atmosfera. Divulgação/SXC

Os oceanos são responsáveis pela maior parte do oxigênio na atmosfera. Divulgação/SXC

Os impactos colocam em perigo o papel dos oceanos de grandes reguladores do clima, produtor de oxigênio e contribuinte para a segurança alimentar mundial, explicou durante coletiva de imprensa na Unesco a bióloga Sandra Bessudo, encarregada dos oceanos no governo colombiano.

“O oceano capta 90% do calor oriundo o efeito estufa e um quarto das emissões de CO2″, ressaltou a pesquisadora Françoise Gail, conselheira científica da plataforma.

Philippe Valette, oceanógrafo, insistiu na necessidade de “guardar um oceano na melhor saúde possível a fim de oferecer um futuro palpável”. “Nós esperamos decisões importantes neste sentido durante a COP21″, a conferência da ONU sobre o clima em Paris, prevista para o final deste ano.

Além de um acordo suficientemente ambicioso para limitar o aquecimento do planeta, os membros da plataforma querem que a capacidade de armazenagem de carbono pelos oceanos seja mantida por meio de um reforço das áreas de proteção marinhas.