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22 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Ecoinformação em férias

Caro (a) Leitor (a),

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O Ecoinformação está entrando em férias. Dentro de poucos dias estaremos de volta deixando você por dentro das informações mais importantes sobre o meio ambiente e tudo que nos cerca.

Agradeçemos a compreensão e até a volta!

Grande abraço,

Adalberto de Bruyn

22 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criação de corredor ecológico

Terra

A Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criar um “ambicioso” corredor ecológico para proteger um vasto território montanhoso e selvagem do norte da América do Sul e fazer um aporte “para deter as mudanças climáticas”, afirmou nesta segunda-feira o presidente Juan Manuel Santos.

“É um corredor muito ambicioso, seria o maior do mundo, com 135 milhões de hectares, que o batizamos de corredor Triplo A, porque seria Andino, Amazonas e Atlântico, que iria dos Andes ao Atlântico, no Brasil, e teria que ser três países: Brasil, por certamente, um pouco de Venezuela e Colômbia”, disse Santos ao programa de TV oficial Agenda Colômbia.

“Vamos propor criar este corredor ecológico para preservá-lo e como aporte da humanidade nesta discussão sobre as mudanças climáticas, de como deter as mudanças climáticas”, acrescentou o presidente.

A partir desta semana, o ministro do Ambiente da Colômbia, Gabriel Vallejo, e a chanceler, María Ángela Holguín, começarão a dialogar com os governos de Brasil e Venezuela para buscar seu apoio à proposta.

O corredor ecológico seria formado em 62% do território de Brasil, 34% da Colômbia e 4% da Venezuela, informou Vallejo em uma entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal El Tiempo.

Santos explicou que “se parece uma boa ideia aos outros países, (o objetivo) é fazer este aporte para a humanidade na cúpula das mudanças climáticas, a COP21, no final deste ano, em Paris”.

“Nós, os colombianos, temos que fazer de tudo para que se possa deter a mudança climática porque seremos os primeiros a sofrer as consequências precisamente por nossa riqueza no campo da biodiversidade”, reforçou o presidente.

Entre novembro e dezembro deste ano, os países do mundo se reunirão em Paris para buscar um acordo global para frear as mudanças climáticas.

22 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Aquecimento climático, uma bomba-relógio que origina conflitos no mundo

UOL

Os cientistas e especialistas em temas de segurança alertam há anos para o risco de que o aquecimento climático gere instabilidade e conflitos se prosseguir ao ritmo atual, algo que, segundo alguns, já está ocorrendo.

As emissões de dióxido de carbono provocam temporais, ondas de calor, secas ou inundações e se continuar assim os fenômenos extremos serão cada vez mais frequentes, e consequentemente as disputas pelos recursos.

“Menos água e recursos alimentares, aumento das migrações, tudo isso aumentará indiretamente os riscos de conflitos violentos”, afirmam em seu último relatório os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Alguns consideram que este fenômeno já é uma realidade, enquanto outros, mais prudentes, não estão certos.

“Em alguns países africanos, o aumento dos conflitos violentos é o sinal mais chamativo dos efeitos acumulados da mudança climática”, afirmou em 2012 o Institute for Security Studies (ISS), com sede na África do Sul.

“No Sahel, a desertificação gerou conflitos entre produtores de gado e agricultores pelas terras disponíveis”, ressalta o documento, que afirma que “os efeitos deste tipo, vinculados ao clima, já originaram conflitos violentos no norte de Nigéria, Sudão e Quênia”.

Em 2007, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a violência na região sudanesa de Darfur se devia, em parte, às rivalidades entre nômades e agricultores sedentos por água e terras de pastoreio.

Em 2011, vários observadores também relacionaram as Primaveras Árabes com o calor provocado pelas mudanças climáticas em diversos países produtores de cereais.

O aumento recorde dos preços dos alimentos pela crise dos cereais russos, ucranianos e cazaques foi a faísca que desencadeou a revolta nos países do Mediterrâneo já asfixiados pela pobreza, desemprego e opressão política, estimam.

Para o ex-vice-presidente americano Al Gore, a mudança climática também desempenhou um papel na guerra na Síria.

“De 2006 a 2010 uma seca histórica, vinculada ao clima, destruiu 60% das fazendas da Síria, 80% do gado e levou um milhão de refugiados às cidades, onde se encontraram diante de outro milhão de refugiados que fugiam da guerra no Iraque”, declarou em Davos em janeiro.

Conclusões prudentes 

Os cientistas do clima são mais prudentes ao estabelecer vínculos diretos entre o aquecimento climático e os conflitos.

“Costumam citar o exemplo de Darfur”, mas “a realidade é mais sutil e a maior parte dos pesquisadores admite que o contexto político e econômico foi o principal fator do conflito”, escreveu o climatólogo Jean Jouzel.

Para Mark Cane, professor de ciências da terra e do clima da universidade Columbia de Nova York, na Síria, cabe vincular o descontentamento popular com a seca de 2007-2010, a pior registrada no país.

Mas lembra que é complicado atribuir um fenômeno meteorológico concreto à mudança climática, um movimento que atua ao longo das décadas.

Além disso, é impossível afirmar que um conflito “não teria ocorrido sem esta ou aquela anomalia climática”, acrescenta. Entram em jogo a política e outros fatores.

No momento, as forças armadas estão se preparando, afirma Neil Morisetti, ex-almirante e ex-conselheiro do clima do governo britânico.

Em muitos países, os analistas militares já incluem a mudança climática em sua avaliação de riscos, afirma.

E o Pentágono trabalha com a hipótese de um futuro sombrio. Em seu mapa do caminho de 2014 “para uma adaptação à mudança climática no mundo”, afirma que o aumento das temperaturas e os fenômenos climáticos extremos aumentarão “a instabilidade mundial, a fome, a pobreza e os conflitos”.

17 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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EUA correm risco de ‘mega seca’ inédita em mil anos

G1

Deserto_SymbolO sudoeste e as planícies centrais dos Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma mega seca a partir de 2050 – a maior em mil anos, segundo pesquisadores.

Algumas regiões, como a Califórnia, já enfrentam uma séria escassez de chuvas, mas a situação é branda se comparada com alguns períodos dos séculos 12 e 13.

“Essas mega secas durante os anos 1100 e 1200 persistiram por 20, 30, 40, 50 anos de cada vez e foram secas que ninguém na história dos Estados Unidos jamais experimentou”, disse Ben Cook, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa.

São esses eventos climáticos sem precedentes no último milênio que podem vir a acontecer, segundo os novos modelos.

“As secas que as pessoas conhecem – como a que foi chamada de dust bowl nos anos 1930 por causa das tempestades de areia, a seca dos anos 1950 ou mesmo a atual seca na Califórnia e no sudoeste – foram secas naturais que esperava-se que durassem apenas alguns anos ou talvez uma década”, disse Cook.
“Imagine se a seca atual na Califórnia continuasse por mais 20 anos”, comparou.

Duplo efeito

O estudo reforçou um consenso sobre as secas que deverão afligir o sudoeste e as planícies centrais americanas (uma larga faixa de território do norte do Texas até as Dakotas do Norte e do Sul) em consequência das crescentes emissões de gases na atmosfera.

Elas serão causadas por um fenômeno duplo: a precipitação reduzida (redução da quantidade de chuvas e neve) e o aumento da evaporação (impulsionado pelas altas temperaturas, que deixará os solos mais ressecados).

Para o novo estudo, a equipe de Cook comparou reconstruções das condições climáticas do passado feitas a partir da análise dos anéis de crescimento das árvores – os anéis são mais largos em anos mais úmidos. Foram levados em conta também outros 17 modelos climáticos, além de índices diferentes usados para descrever a quantidade de umidade que se manteve nos solos.

Com estas informações, os pesquisadores conseguiram entender a variação natural do sistema climático, separando o que são situações normais e o que seriam situações extremas.

O que o grupo descobriu foi que, após 2050, o sudoeste e as planícies centrais provavelmente passarão por períodos de estiagem que ultrapassariam até mesmo a chamada “anomalia climática medieval” nos séculos 12 e 13.

“Tanto no sudoeste quanto nas planícies centrais, estamos falando de um risco de 80% de uma seca de 35 anos até o final do século, se a mudança climática se consumar”, disse o coautor do estudo Toby Ault, da Universidade de Cornell.

“E esse é um ponto muito importante – não estamos necessariamente presos neste alto risco de uma mega seca se tomarmos providências para retardar os efeitos da emissão dos gases estufa nas temperaturas globais.”

Vivendo em estiagem 

Ault definiu as condições de uma mega seca usando o exemplo da cidade de Tucson, no Arizona, onde a precipitação está em 80% dos níveis esperados desde o final dos anos 1990. Se isso continuar por mais duas décadas, a situação se qualifica como mega seca.

Apesar do desafio, o pesquisador se disse otimista com a possibilidade de desenvolver estratégias para lidar com o problema.

“Os registros que temos de mega secas do passado são baseados em estimativas de anéis de crescimento. Se você pensar bem, isso é um pouco animador, porque significa que as secas não foram ruins a ponto de matar todas as árvores”, disse Ault.

“Estou otimista porque uma mega seca não significa não ter água – significa apenas ter muito menos água do que nos acostumamos a ter no século 20.”

O estudo, divulgado na publicação científica Science Advances, foi discutido no encontro anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências, que acontece em San Jose, na Califórnia.

17 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Banco genético nos EUA tenta evitar a extinção de animais

UOL

Toda vez que um animal ameaçado de extinção morre no zoológico de San Diego, os pesquisadores vão até o local, independentemente do horário, para retirar esperma e óvulos, além da orelha e do globo ocular. A missão tem um objetivo único: congelar as células dos animais no nitrogênio líquido para que se tornem parte do maior banco genético animal – apelidado de “Frozen Zoo” (Zoológico Congelado, em tradução livre).

Os tanques de aço inoxidável do Frozen Zoo guardam o material genético de mais de 10.000 animais de mais de 1.000 espécies e subespécies.

Atualmente, a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção, como o rinoceronte branco — do qual só restam cinco espécimes no planeta -, pode depender desse banco genético. Os frascos com as células podem até mesmo ser usados em experiências para ressuscitar animais extintos recentemente, como o pássaro Hawaiian Po’ouli.

O trabalho do “Frozen Zoo” começou quando o rinoceronte branco de 42 anos, Angalifu, que vivia no zoológico, morreu de câncer em dezembro. Os cinco animais restantes dessa espécie são incapazes de se reproduzir.

Extinção - Restam apenas 5 da mesma espécie. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Extinção – Restam apenas 5 da mesma espécie. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Os cientistas começaram a correr contra o relógio para encontrar a melhor maneira de utilizar o esperma congelado no banco genético para criar um outro rinoceronte branco antes da espécie se extinguir, o que poderia acontecer dentro de uma década.

O banco é um arquivo genético que tem ajudado na inseminação artificial, fertilização in vitro, clonagem e na utilização de células-tronco.

Com espécies sendo extintas numa velocidade rápida, os zoológicos acabam assumindo papéis importantes na conservação e na hora de decidir quais são os animais em que vale a pena concentrar os esforços para salvar. Muitos críticos acreditam que tais recursos deveriam ser usados somente para espécies que ainda têm chances de recuperação.

Desafio

O habitat natural do rinoceronte branco é em países devastados pela guerra, como o Sudão e o Congo, e que são incapazes de deter os caçadores, que matam esses animais para vender seus chifres — artigo cobiçado na Ásia por ser considerado afrodisíaco.

Além das questões de habitat natural, existe ainda a dificuldade de produzir descendentes em número suficiente para evitar a consanguinidade (relação entre indivíduos que apresentam grau de parentesco).

“Nós podemos fazer todos os tipos de coisas, mas uma coisa é criar um ou outro animal, e outra é conseguir criar uma população sustentável do ponto de vista genético”, afirma George Seidel, professor da Universidade Estadual do Colorado, que tem feitos estudos sobre ressuscitar um mamute.

Os desafios, no entanto, não são intransponíveis para as espécies criticamente ameaçadas ou possivelmente em extinção, na opinião de Barbara Durrant, diretora de fisiologia reprodutiva no Zoológico de San Diego, que abriga o “Frozen Zoo”. “Nós não estamos muito interessados em trazer de volta os dinossauros ou mamutes. Não há realmente nenhum lugar para eles agora”, afirma.

O “Frozen Zoo” detém culturas de células a partir de 12 rinocerontes brancos – mais do que a população que vive no local. “Já houve outras espécies que voltaram a ter uma população maior, então nós pensamos que há uma boa razão para fazermos isso com o rinoceronte branco”, afirma Durrant.

Os espermas do banco genético têm sido utilizados em inseminações artificiais para reproduzir animais em extinção desde o panda gigante até o faisão chinês. As células congeladas também já foram usadas para clonar dois tipos de gado ameaçados. O gauro – um bisão indiano – viveu apenas alguns dias, enquanto o banteng – também conhecido como tembadau – sobreviveu por sete anos até quebrar uma perna. No entanto, ambos animais tinham defeitos genéticos.

O rinoceronte branco e o Mandrillus leucophaeus – espécie relacionada aos babuínos e ao mandril – foram os primeiros animais em vias de extinção que tiveram suas células-tronco obtidas e armazenadas no “Frozen Zoo”.

Teoricamente, as células-tronco podem produzir qualquer tecido do corpo. Isso significa que as células-tronco de um rinoceronte macho poderiam produzir tanto esperma quanto óvulos em laboratório, mas o método só foi testado uma vez em ratos.

17 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criação de corredor ecológico

Terra

A Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criar um “ambicioso” corredor ecológico para proteger um vasto território montanhoso e selvagem do norte da América do Sul e fazer um aporte “para deter as mudanças climáticas”, afirmou na segunda-feira (16) o presidente Juan Manuel Santos.

“É um corredor muito ambicioso, seria o maior do mundo, com 135 milhões de hectares, que o batizamos de corredor Triplo A, porque seria Andino, Amazonas e Atlântico, que iria dos Andes ao Atlântico, no Brasil, e teria que ser três países: Brasil, por certamente, um pouco de Venezuela e Colômbia”, disse Santos ao programa de TV oficial Agenda Colômbia.

“Vamos propor criar este corredor ecológico para preservá-lo e como aporte da humanidade nesta discussão sobre as mudanças climáticas, de como deter as mudanças climáticas”, acrescentou o presidente.

A partir desta semana, o ministro do Ambiente da Colômbia, Gabriel Vallejo, e a chanceler, María Ángela Holguín, começarão a dialogar com os governos de Brasil e Venezuela para buscar seu apoio à proposta.

O corredor ecológico seria formado em 62% do território de Brasil, 34% da Colômbia e 4% da Venezuela, informou Vallejo em uma entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal El Tiempo.

Santos explicou que “se parece uma boa ideia aos outros países, (o objetivo) é fazer este aporte para a humanidade na cúpula das mudanças climáticas, a COP21, no final deste ano, em Paris”.

“Nós, os colombianos, temos que fazer de tudo para que se possa deter a mudança climática porque seremos os primeiros a sofrer as consequências precisamente por nossa riqueza no campo da biodiversidade”, reforçou o presidente.

Entre novembro e dezembro deste ano, os países do mundo se reunirão em Paris para buscar um acordo global para frear as mudanças climáticas.

9 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Negociações para grande acordo sobre o clima são retomadas

G1

As negociações sobre o clima foram retomadas no domingo (8) em Genebra, em uma primeira reunião formal para preparar o texto do grande acordo que será assinado em Paris por 195 Estados, que seguem divididos sobre pontos chave.

Estas negociações intermediárias, sob a égide da ONU, têm por objetivo alcançar no fim do ano na capital francesa o mais ambicioso acordo já assinado para lutar contra o aquecimento climático, que substituirá o protocolo de Kyoto para os anos posteriores a 2020.

As negociações começaram na manhã deste domingo com uma sessão plenária antes de abrir caminho às sessões de trabalho a portas fechadas.

“Devido ao fato de a sessão de Genebra ser a única reunião de negociação até maio, seu objetivo é produzir um texto de negociação no dia 13 de fevereiro”, após o fim das sessões de trabalho, ressaltaram em uma nota os dois co-presidentes dos debates, o argelino Ahmed Djoghlaf e o americano Daniel Reifsnyder, que apelaram para negociações construtivas.

O objetivo é conhecido: é preciso limitar o aumento da temperatura mundial a +2°C em comparação com a era pré-industrial. Caso contrário, está previsto um distúrbio climático que terá graves consequências nos ecossistemas, nas sociedades e economias, em particular nas regiões mais pobres.

Ao ritmo atual, o mundo se aproxima de um aumento de 4 a 5 graus no fim do século se não forem tomadas medidas drásticas para reduzir as emissões de gás de efeito estufa, provocadas em grande parte pelo uso maciço de energias fósseis.

Na última segunda-feira a Organização meteorológica mundial confirmou que o ano de 2014 foi o mais quente já registrado no planeta, refletindo uma clara tendência.

“Devemos iniciar uma profunda ‘descarbonização’ da economia mundial e, por fim, conseguir na segunda metade do século a neutralidade climática”, ou seja, um equilíbrio entre as emissões e a capacidade da terra em absorvê-las, explica a responsável pelo clima da ONU, Christiana Figueres.

No entanto, Figueres já advertiu que não se deve esperar da reunião de Genebra um texto finalizado, e sim um documento que reflita um pouco melhor os pontos comuns.

“Esperamos que os governos sejam capazes de trabalhar juntos para produzir um testo mais manejável”, afirmou.

Confiança entre governos 

De fato, os Estados estão divididos sobre os meios que devem ser utilizados, como reflete o projeto de acordo de 37 páginas que será estudado em Genebra, e que propõe um leque de opções sobre uma série de questões chave.

“Como dividir a carga das reduções das emissões entre os países do Norte e os do Sul, mais vulneráveis, menos preparados e muito necessitados de energia? Que papel desempenham os grandes países emergentes: China, Brasil, Índia…?”.

Os países em desenvolvimento também esperam que as nações industrializadas mobilizem os fundos prometidos para financiar ao mesmo tempo as medidas de adaptação e de luta contra o aquecimento climático (US$ 100 bilhões anuais até 2020).

“Devemos garantir que este acordo não apenas seja ambicioso e encarado para o futuro, mas que seja justo e igualitário”, declarou na véspera da reunião o presidente do grupo dos países menos avançados (LDC).

Paralelamente às negociações, os Estados estão convidados a comunicar no decorrer do ano seus compromissos em matéria de redução de suas emissões.

Mas ainda não se sabe no novo acordo qual será o mecanismo de revisão e de progressão para estes compromissos, no momento insuficientes para respeitar o objetivo de +2 graus.

Além disso, que forma jurídica será dada ao futuro acordo de Paris? E que novas ações serão tomadas para o período 2015-2020, que os cientistas consideram crítico?

“Reforçar a confiança entre governos” será um assunto chave, ressalta o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), dotado do status de observador nestas negociações, e que convoca todos a ’sair da rotina’ diante da gravidade da situação.

6 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Mundo está inerte para crise da água causada pelo clima, alerta o IPCC

G1

A escassez de água pode levar a conflitos entre comunidades e nações, já que o mundo ainda não está plenamente consciente da crise hídrica que muitos países enfrentam como resultado da mudança climática, alertou o chefe do conselho climático da Organização das Nações Unidas (ONU).

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

O relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) prevê um aumento de 0,3 a 4,6 graus Celsius na temperatura global até o final do século 21.

Países como a Índia devem ser fortemente atingidos pelo aquecimento global, que trará mais anomalias climáticas, como secas, que levarão a uma carência séria de água e afetarão a produção agrícola e a segurança alimentar.

“Infelizmente, o mundo não acordou de fato para a realidade do que iremos enfrentar em termos de crises no que diz respeito à água”, declarou o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, aos participantes de uma conferência sobre segurança da água.

“Se você olhar os produtos agrícolas, as proteínas animais – cuja demanda está aumentando –, são muito dependentes de água. Ao mesmo tempo, do lado do abastecimento, haverá várias limitações. Primeiro porque haverá profundas mudanças no ciclo da água devido à mudança climática.”

Especialistas em desenvolvimento de todo o mundo vêm demonstrando uma preocupação cada vez maior com a segurança da água nos últimos anos.

Inundações e secas mais frequentes causadas pela mudança climática, a poluição dos rios e lagos, a urbanização, o abuso na extração de água subterrânea e o aumento das populações fazem com que muitas nações como a Índia enfrentem graves carências de água.

Além disso, a demanda de mais energia em países como a Índia para sustentar seu crescimento econômico resultou na necessidade de direcionar mais água para hidrelétricas e usinas nucleares.

Os meses secos de junho e julho, durante os quais acontecem cortes de energia e falta água com frequência, são um retrato da crise hídrica iminente na Índia.

Os hospitais de Nova Délhi cancelaram operações a certa altura de 2013 por não terem água para os funcionários esterilizarem os instrumentos, limparem as salas de cirurgia ou lavarem as mãos. Shoppings de luxo foram forçados a desligar o ar-condicionado e fechar banheiros.

Pachauri disse ser necessário usar a tecnologia para ajudar a utilizar a água de maneira mais eficaz, especialmente na agricultura, área na qual há muito desperdício.

“Naturalmente, esta (crise hídrica) também levará a tensões – provavelmente algum conflito entre grupos e Estados ribeirinhos”, declarou.

A Índia se encontra no centro de uma disputa com seus vizinhos do leste e do oeste, Bangladesh e Paquistão, que acusam Nova Délhi de monopolizar os cursos de água.

6 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Costume chinês pode incentivar caça ilegal de tigres, afirmam especialistas

G1

Conservacionistas vão tentar reduzir a demanda por partes de tigre na China, numa campanha para salvar os grandes felinos, alertaram especialistas em uma conferência de combate à caça ilegal em Katmandu.

 Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Milhares de tigres habitavam as florestas no sul e sudeste da Ásia, mas o número de animais caiu para cerca de 3.000 mundialmente. Especialistas dizem que a caça ilegal é motivada por um próspero mercado na China, onde partes do animal são usadas como símbolo de status e na medicina tradicional.

Existe uma cultura entre as pessoas mais ricas da China (sobre possuir partes de tigre)”, disse Michael Baltzer, líder do WWF Tiger Alive Initiative, referindo-se às pessoas que adornam cabeças de tigres e decoram salas de estar com tapetes feitos com suas peles.

“A criação de tigres na China encoraja (a caça) por estimular a demanda por partes de tigre”, disse Debbie Banks, chefe da Tiger Campaign, da Agência de Investigação Ambiental, com sede na Grã-Bretanha.

Cem tigres por ano foram mortos para venda ilegal desde a virada do século, disse James Compton, diretor do setor asiático da Traffic, uma rede de monitoramento de troca e venda de vida selvagem.

Os números são baseados em partes de tigres apreendidas e reportadas por autoridades. Indicam que o número atual de mortes pode ser bem maior.

Tigres vão ser caçados enquanto houver demanda, afirma Anil Manandhar, do grupo de conservação WWF Nepal. “Nossa meta não deve ser somente zero para a caça ilegal, mas também zero para a demanda de partes de vida selvagem”, disse Manandhar durante a conferência.

O Nepal está sediando a conferência contra a caça ilegal de animais, com participação de representantes de 13 países e grupos de conservação para criar uma estratégia para combater essas ações na Ásia.

3 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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ONU confirma que 2014 foi o ano mais quente registrado na Terra

G1

O ano de 2014 foi o mais quente registrado na Terra, confirmou nesta segunda-feira (2) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma instituição especializada das Nações Unidas com sede em Genebra.

A temperatura média do ar no ano passado na superfície do planeta superou em 0,57 grau Celsius a média caculada para o período de referência 1961-1990, que foi de 14,00 graus. Também supera os máximos de 2010 (0,55 grau acima) e de 2005 (+0,54 grau), segundo a OMM.

“Nosso século conta com 14 dos 15 anos mais quentes. Acreditamos que este reaquecimento mundial se manterá, já que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e o aumento da entalpia (calor contido) dos oceanos nos levam a um futuro mais quente”, indicou seu secretário-geral, Michel Jarraud.

O ano de “2014 é, em valores nominais, o ano mais quente já observado, embora exista uma diferença muito pequena entre os três anos mais quentes”, explicou.

A organização meteorológica calculou que 93% do calor preso na atmosfera pelos gases de efeito estufa, que procedem da exploração de combustíveis fósseis e de outras atividades humanas, está armazenado nos oceanos.

Eles desempenham um papel essencial em termos de regulação térmica do sistema climático mundial. “A temperatura média na superfície dos oceanos alcançou novos recordes em 2014″, adverte a OMM.

O organismo lembra que este máximo de calor em 2014 ocorreu na ausência de um verdadeiro episódio do El Niño, um fenômeno que reaquece o clima, e que ocorre quando as temperaturas da superfície do mar, mais altas que o normal no leste do Pacífico tropical, interagem com os sistemas de pressões atmosféricas.

A OMM publicou sua análise das temperaturas mundiais diante da perspectiva de negociações anuais sobre as mudanças climáticas que serão realizadas em Genebra de 9 a 14 de fevereiro. Estas negociações ajudarão a alcançar um acordo na cúpula sobre o clima que será realizada em Paris em dezembro.