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29 de maio de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Merkel classifica discussão sobre clima no G7 como “muito insatisfatória

Terra

A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou no sábado como “muito insatisfatória” a discussão sobre o acordo contra a mudança climática feita ao longo da Cúpula do G7 na cidade italiana de Taormina.

“Foi muito difícil e muito insatisfatória a discussão geral sobre o tema do clima”, avaliou Merkel em declarações à imprensa ao final do encontro, no qual todos os participantes, exceto os Estados Unidos, reiteraram o compromisso de implementar “rapidamente” o Acordo do Clima de Paris.

“Isso significa que por enquanto não há nenhum sinal de que os Estados Unidos permanecerão no Acordo de Paris ou não. O fato de não ter sido possível conseguir avanços aqui é naturalmente uma situação na qual temos que dizer que um acordo internacional importante simplesmente não recebe apoio. Este não é um acordo qualquer. É um acordo básico para dar forma à globalização”, lamentou Merkel.

De acordo com a chanceler, a sessão de sábado do G7 começou com uma reunião prévia com representantes de cinco países africanos, encontro que considerou “muito positivo”.

“Os países africanos deixaram muito claro que a mudança climática é de uma importância essencial para eles, assim como também o financiamento. E quando pensamos nos pequenos Estados-ilha cuja existência depende disso percebemos a importância do acordo sobre o clima. Ainda não tivemos uma posição comum aqui, mas deixamos muito claro que não abdicamos das nossas posições”, insistiu Merkel.

Segundo a declaração final do G7, os chefes de Estado e governo de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu disseram entender que Washington não está em condições de se juntar à iniciativa no momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que “na próxima semana” decidirá se o país deve continuar fazendo parte do Acordo Climático de Paris.

29 de maio de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Ameaçadas de extinção, girafas são trazidas da Áustria para projeto de reprodução em Itatiba/SP

G1

Um casal de girafas da espécie Rothschild, também conhecida como girafa do norte, que nasceu em um zoológico da Áustria, foi trazido ao Brasil para participar de um projeto de conservação e reprodução. Os animais foram levados para um zoológico particular em Itatiba (SP), no mês passado.

O parque, que foi inaugurado em 1994 e tem 500 mil metros quadrados de área verde, é o único do país a ter girafas da espécie Rothschild.

O veterinário responsável pelo zoo, Alexandre Resende, explica que existem cerca de 2.600 girafas do norte em vida livre no mundo, o que coloca a espécie em risco de extinção.

“É uma das girafas mais ameaçadas. De 2015 para 2016, um estudo mostrou o quanto a população Rothschild decresceu. Comumente o zoo de Itatiba tem contato com a Europa para troca de animais, então fomos indicados pelo zoológico da Áustria para fazer parte de um programa, que visa a reprodução da espécie e até a reintrodução da natureza”, explica.

O casal Rothschild trazido do continente europeu é jovem, tem menos de 1 ano e meio de vida e veio acompanhado pelo especialista holandês em importação e exportação de animais Frank van der Woude.

Para serem trazidas ao Brasil, as girafas não podiam passar dos três metros de altura e, por isso, houve uma corrida contra o tempo.

“Essa espécie de girafa é a maior. Já nasce grande e chega a seis metros de altura. Para fazer o transporte de fauna internacional tem uma série de exigências e burocracias a serem cumpridas. Então ficamos com medo de não dar tempo porque as girafas estavam quase no limite de altura. Mas, no fim, os órgãos fiscalizadores avaliaram a documentação e liberaram o animal”, comemora Alexandre.

As girafas do norte, que ainda não receberam um nome, foram colocadas em uma espécie de caixa e transportadas do zoológico austríaco até o aeroporto de Luxemburgo.

Já no Brasil, os animais foram levados até o parque em Itatiba em um caminhão prancha depois de 48 horas de viagem.

Primeiramente, as girafas foram soltas em uma área para adaptação e permanceram no local por dois dias, fechadas até se recuperarem da longa viagem e finalmente conhecerem o seu recinto.

A dieta das Rothschild consiste em uma ração específica, frutas picadas, como maçã e banana, além de diversos legumes e folhas.

“Apesar do transporte ser complicado e gerar estresse, elas estão super bem e não tiveram problemas. Já voltaram a comer no mesmo dia e, em questão de temperatura, a nossa é muito boa. Elas estão acostumadas com uma variação térmica muito maior na África, então para elas é muito confortável”, destaca o veterinário.

O sucesso da adaptação também se deve à presença de um semelhante. Ayana, como é chamada, é uma girafa do sul, tem nove anos e veio emprestada de um zoológico de Belo Horizonte (MG). Como nunca reproduziu, a girafa acabou “adotando” o casal Rothschild.

“As girafas são animais muito gregários, ou seja, gostam de viver em grupo. Como a Ayana é a mais velha, ela acha que é mãe das duas e toma conta. Isso é bom para nós”, conta Alexandre.

O objetivo do parque é a conservação da Rothschild através de reprodução sob cuidados humanos, mas o casal recém-chegado ainda não atingiu a maturidade sexual, que acontece entre os quatro e cinco anos.

Outro recinto está sendo construído para quando houver a reprodução. A gestação das girafas varia de 14 a 16 meses, com um único filhote por cria.

Além das girafas, o zoológico particular de Itatiba também trabalha com a educação ambiental, pesquisa e a conservação e reprodução em cativeiro de outras espécies raras e ameaçadas de extinção. São cerca de 1 mil animais de 180 espécies diferentes que vivem no parque, localizado no quilômetro 95,5 da rodovia Dom Pedro I.

29 de maio de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Novo índice de aproveitamento para transformação de tora em madeira serrada combate desmatamento ilegal

Ibama

O novo limite máximo de aproveitamento para conversões de tora em madeira serrada informadas pelo sistema do Documento de Origem Florestal (DOF) entrou em vigor na última semana. O Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) foi reduzido de 45% para 35%. O objetivo da mudança é impedir a geração de créditos excedentes (fictícios) de madeira no sistema DOF.

A redução foi proposta pelo Ibama e pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) com a finalidade de aperfeiçoar regras para o transporte e a industrialização de madeira extraída legalmente. Aprovada por unanimidade, resultou na publicação da Resolução Conama n° 474/2016.

Na vigência do CRV anterior (45%), para cada metro cúbico de tora consumida nas serrarias, o sistema concedia 0,45 m³ de madeira serrada na forma de crédito. Porém, segundo estudos científicos revisados pelo Ibama que analisaram a produção de cerca de 2,5 mil serrarias, o rendimento do processo de transformação da tora não passa de 35% na maioria das indústrias. Como resultado, havia sobra de crédito nos sistemas de controle que movimentava um mercado ilegal estimado em R$ 500 milhões ao ano.

A redução do coeficiente tem reflexo direto na redução do desmatamento ilegal na Amazônia e representa um avanço para o setor empresarial de base florestal ao impedir fraudes que tornavam a competição insustentável para indústrias que operam em conformidade com a lei. As indústrias capazes de obter rendimento superior a 35% em razão de técnicas específicas não serão prejudicadas. A norma permite a apresentação de estudo que comprove a obtenção de índices superiores de aproveitamento. Se aprovado pelo órgão ambiental, a empresa passa a dispor de coeficiente personalizado no sistema DOF.

O roteiro para elaboração do estudo está no Anexo III na Resolução Conama 411/2009 e deve ser apresentado ao órgão ambiental competente. Apenas nos casos em que a concessão florestal ou o licenciamento ambiental forem de competência federal o empreendedor deverá submeter seu pedido ao Ibama.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Empresa de Benedito Novo desenvolve produto 100% ecológico para caldeiras

Por Sílvia Regina  – New Age Comunicação

A geração de vapor é uma operação industrial amplamente utilizada em todo o mundo. Além de ser a forma mais econômica e prática na transferência de calor, é o combustível utilizado em alguns segmentos como: as usinas termelétricas, indústrias têxteis e de tintas, cervejarias e indústria alimentícia. Por isso, a JJ Pellets, uma empresa de Benedito Novo, desenvolveu o Pellet de Pinus, um produto para caldeiras 100% ecológico, certificado pela Fundação do Meio Ambiente (FATMA) e que pode gerar 45% de economia em energia elétrica para as empresas que dele se utilizam.

A empresária Leila Schuls explica que o granulado é composto por resíduos de uma espécie de pinheiro conhecida como Pinus. “O nosso produto é totalmente natural, seu descarte é muito simples e prático e a utilização pode gerar uma economia de 45% de energia elétrica. O pinus não polui o meio ambiente e sua combustão é perfeita para o uso em caldeiras”, conta. Muitas indústrias ainda utilizam outros tipos de combustíveis para a queima em caldeiras – como a lenha, óleos pesados, gasóleos, entre outros – sendo que muitos deles provocam sérias alterações no meio ambiente.

Atualmente, a empresa atende consumidores nas cidades de Balneário Camboriú, Lages, Florianópolis e Curitiba, que utilizam o Pellet de Pinus para aquecer chuveiros, piscinas, fornos e etc. A meta para 2017 é ampliar a carteira de clientes e fornecer o produto para outros estados brasileiros. O produto é vendido em sacos de 20 kg para pizzarias, padarias, academias e hotéis.

“Estamos no mercado desde 2016 e nosso faturamento foi de R$ 1,5 milhão. É um bom faturamento para o primeiro ano, mesmo com a crise e o alto custo para a produção do produto. Por isso, pretendemos ampliar nossas vendas e no futuro exportar. Estamos oferecendo uma solução que contribui na diminuição da poluição atmosférica e protege nosso solo. É possível produzir energia sem causar danos ao nosso planeta”, afirma Leila.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Água: Ministério investirá R$ 135 milhões

MMA

Os estados receberão novos recursos para investimento na área hídrica. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, orientou a renovação por mais cinco anos do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão). A medida aumentará o valor anual por estado para R$ 1 milhão. O anúncio foi feito na terça-feira (28/03), em Brasília, na abertura da 2ª Reunião para o Fortalecimento da Gestão dos Recursos Hídricos.

Ao todo, serão destinados R$ 135 milhões no período de cinco anos. Como representante do ministro, o secretário-executivo do MMA, Marcelo Cruz, destacou a importância da iniciativa. “Estaremos investindo, assim, a para a gestão de recursos hídricos no país de forma democrática e descentralizada, como determina a Lei 9.433 (Lei das Águas)”, declarou. A legislação completou, neste ano, 20 anos.

Outras políticas ambientais com foco na gestão dos recursos hídricos também foram apontadas. Marcelo Cruz ressaltou o programa de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente para Produção de Água, que promove a recuperação de vegetação nativa em nascentes. Serão R$ 48 milhões para recuperar uma área de 5,6 mil hectares. “Ações de recomposição da cobertura vegetal merecem destaque no combate à crise hídrica”, afirmou.

A reunião faz parte da programação do Mês das Águas, celebrado com diversas atividades desde o início de março. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Jair Tannús, afirmou que a integração entre o governo federal, estados, municípios e sociedade é fundamental. “Os desafios reafirmam a importância de uma articulação planejada”, explicou. Segundo ele, é necessário trabalhar em conjunto para aprimorar as políticas brasileiras.

Os trabalhos focarão, ainda, no planejamento do 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em março de 2018, em Brasília. Será a primeira vez que a maior reunião sobre o tema será realizada no Brasil. “Nossa ambição é transformar o Fórum num momento de discussão global para o fortalecimento técnico, institucional e político do Sistema Nacional de Recursos Hídricos”, declarou o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Poluição de comércio internacional matou 700 mil pessoas em um ano, dizem cientistas

G1

A poluição atmosférica de indústrias que produzem bens para exportação é ligada a mais de 700 mil mortes prematuras mundialmente por ano. A qualidade do ar afeta tanto as pessoas que vivem a milhares de quilômetros da fonte da poluição quanto as que vivem próximas, disseram pesquisadores na quarta-feira (29).

Emissões de indústrias na China produtoras de bens para exportação são ligadas a mortes por doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e câncer de pulmão nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com relatório publicado na revista “Nature”.

“Mortalidade prematura relacionada à poluição do ar é mais do que uma questão local e nossas descobertas quantificam a extensão do quanto a poluição atmosférica é um problema global”, disse Dabo Guan, coautor do estudo e professor de economia de mudanças climáticas na Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

“O comércio internacional está globalizando ainda mais a questão da mortalidade por poluição do ar ao permitir que atividades de produção e consumo sejam fisicamente separadas”, disse Guan em comunicado.
O relato é o primeiro a relacionar mortes prematuras mundialmente com comércio internacional, segundo os pesquisadores, e utilizou dados de 2007.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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China pede que Trump cumpra com compromissos do Acordo de Paris

Terra

O governo chinês pediu na quarta-feira (29) ao presidente americano, Donald Trump, que cumpra com os compromissos do Acordo de Paris, que os EUA ratificaram durante o mandato de Barack Obama, apesar da recente ordem do novo líder de acabar com a política contra a mudança climática de seu antecessor.

“Ainda acreditamos que todas as partes (…) devem cumprir com seus compromissos e implementar o acordo”, respondeu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, ao ser perguntado pelo decreto assinado ontem por Trump, com o qual procura a independência energética do país, e criar empregos acabando com as políticas ambientais e com o legado contra a mudança climática de Obama.

O porta-voz reafirmou, durante uma entrevista coletiva, o compromisso da China com o clima e afirmou que o gigante asiático está “decidido” a cumprir com suas obrigações “cem por cento”.

Lu lembrou que o Acordo de Paris, que Trump ameaçou abandonar, não foi fácil de conseguir. “É um marco na campanha global” contra a mudança climática, ressaltou.

“Todas as partes (envolvidas) realizaram contribuições positivas, incluindo a China e Estados Unidos”, acrescentou.

O porta-voz afirmou que a China não será afetada pelo que fizerem outros países. “Tanto se seguirem comprometidos como se não, a China está decidida a cumprir os objetivos”.

O governo chinês seguirá trabalhando com outras nações para fomentar o diálogo e tratará de aumentar seus esforços para conseguir um desenvolvimento econômico “verde”, com um baixo consumo de energias poluentes como o carvão, apontou.

O porta-voz recusou comentar se o presidente da China, Xi Jinping, tratará este assunto durante seu primeiro encontro com Trump, que deve ocorrer na semana que vem nos Estados Unidos, embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente.

“Por enquanto, não tenho informação a oferecer”, se limitou a dizer Lu Kang.

22 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Uso eficiente de recursos naturais pode injetar US$ 2 tri na economia, diz ONU

ONU News

O uso mais inteligente e eficiente dos recursos naturais do mundo pode injetar US$ 2 trilhões na economia global até 2050 e também compensar os custos de uma ação ambiciosa contra a mudança climática, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são da ONU News, em Nova York.

Em um comunicado, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, citou uma nova pesquisa do chamado Painel Internacional de Recursos, um grupo de especialistas de gestão de recursos naturais ligado à agência da ONU, segundo a qual “fazendo um uso melhor dos bens naturais do planeta”, é possível “injetar mais dinheiro na economia para criar empregos e aprimorar meios de subsistência, além de criar os fundos necessários para financiar uma ação climática ambiciosa”.

O relatório Eficiência de Recursos: Potencial e Implicações Econômicas, encomendado em 2015, diz que o investimento em uma ação climática ambiciosa causaria queda de 3,7% no produto global bruto per capita até 2050. No entanto, segundo o documento, o uso mais sustentável de materiais e energia não apenas cobriria o custo de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius, mas também adicionaria US$ 2 trilhões na economia global até 2050.

Outras conclusões apontam para ganhos econômicos assimétricos pela eficiência de recursos e extração mais lenta, que afetariam algumas indústrias, como mineração. De acordo com o relatório, os países, entretanto, ganhariam mais implementando políticas de compensação e transferência para facilitar a transição para práticas mais eficientes do que continuando a apoiar atividades ineficientes.

Além dos benefícios econômicos, a análise mostra que a eficiência e ação climática reduziriam o uso global de recursos em cerca de 28% em 2050, em comparação com tendências atuais.

Segundo estimativas, a população mundial deve crescer 28% até 2050 e usar 71% a mais de recursos por pessoa. Sem medidas urgentes para aumentar a eficiência, o uso global de metais, biomassa, minerais e outros materiais vai subir de 85 bilhões para 186 bilhões de toneladas por ano no mesmo período.

22 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Fenômenos climáticos extremos prosseguirão em 2017, diz ONU

G1

Após um ano de 2016 com temperaturas em nível recorde no qual a banquisa (água do mar congelada) no Ártico seguiu minguando e o nível do mar subindo, as Nações Unidas advertiram na terça-feira (21) que os fenômenos climáticos extremos prosseguirão em 2017.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU, publicou seu relatório anual sobre o estado mundial do clima coincidindo com a jornada meteorológica mundial, que será realizada em 23 de março.

“O relatório confirma que 2016 foi o ano mais quente já registrado. O aumento da temperatura em relação à era pré-industrial alcançou 1,1ºC, ou seja, 0,06ºC mais que o recorde anterior de 2015″, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado.

Segundo a OMM, os fenômenos chamados extremos não apenas seguirão em 2017, mas os estudos recentes “dão a entender que o aquecimento dos oceanos pode ser mais pronunciado do que se acreditava”.

Os dados provisórios dos quais a ONU dispõe revelam que o ritmo de crescimento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera não foi freado.

“Depois que o potente (fenômeno climático) El Niño de 2016 se dissipou, hoje assistimos a outras alterações no mundo que não conseguimos elucidar, estamos ao limite de nossos conhecimentos científicos sobre o clima”, disse por sua vez o diretor do programa mundial de investigação sobre o clima, David Carlson.

O fenômeno El Niño, que ocorre a cada quatro ou cinco anos com intensidade variável, provocou um aumento da temperatura do Pacífico, desencadeando, por sua vez, secas e precipitações superiores à média.

Em geral, este fenômeno chega ao seu ponto máximo no fim do ano, perto do Natal, daí seu nome, em referência ao menino Jesus.

Por sua vez, o Ártico viveu ao menos três vezes neste inverno o equivalente polar de uma onda de calor, segundo a OMM, que ressalta que em alguns dias a temperatura era próxima ao degelo.

Segundo as conclusões dos pesquisadores, as mudanças no Ártico e o degelo da banquisa provocam uma modificação geral da circulação oceânica e atmosférica que afeta, por sua vez, as condições meteorológicas de outras regiões do mundo.

É o caso do Canadá e de grande parte dos Estados Unidos, que tiveram um clima suave pouco habitual, enquanto na península arábica e no norte da África foram registradas no início de 2017 temperaturas anormalmente baixas.

Além disso, as temperaturas na superfície do mar foram em 2016 as mais altas já registradas e o aumento do nível médio do mar prosseguiu, enquanto a superfície da banquisa no Ártico foi inferior à normal durante grande parte do ano.

“A concentração de CO2 na atmosfera não para de bater recordes, o que demonstra cada vez com mais clareza a influência das atividades humanas no sistema climático”, explicou Taalas.

17 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Museu do Amanhã ganha na França prêmio de Construção Verde mais Inovadora

Agência Brasil

O Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, ganhou na quinta-feira (16) o prêmio internacional Mipim (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários), na categoria Construção Verde mais Inovadora, superando concorrentes do Reino Unido, da Suécia e da Alemanha. O resultado foi divulgado em Cannes, na França.

Foto: Divulgação/Derek Mangabeira

Foto: Divulgação/Derek Mangabeira

Para o diretor-geral do museu, Ricardo Piquet, o prêmio é um reconhecimento da conexão entre o conteúdo do Museu do Amanhã, que “trata da sustentabilidade do planeta”, e o fato “de ser um prédio sustentável”.

Piquet acentuou que, com o prêmio, a responsabilidade aumenta, na medida em que se tem que preservar os sistemas que foram pensados e projetados para o museu, para dar o caráter sustentável ao prédio. Entre esses sistemas, ele destacou o de captação de água da Baía de Guanabara, as placas de energia solar na cobertura, e o espelho d’água que reduz a temperatura no entorno do museu.

“Todos os quesitos da sustentabilidade e a relação com o tema propriamente dito, a relação do museu com o meio, com o entorno, com a própria Baía de Guanabara. Esses compromissos serão mais percebidos”, frisou Piquet.

“Arquitetura e conteúdo, localização no espaço urbano e integração com meio ambiente, tudo neste museu converge para um despertar de consciência sobre como as escolhas feitas hoje, por cada um de nós, impactam em um amanhã comum”, ressaltou Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, instituição responsável pela concepção do Museu do Amanhã.

O Prêmio Mipim foi criado em 1991. A competição seleciona os mais notáveis projetos já construídos ou em fase de construção em todo o mundo. O Museu do Amanhã concorreu com a sede da Siemens, em Munique, na Alemanha; o edifício residencial 119 Ebury Street, em Londres; e a fábrica da Värtan Bioenergy, em Estocolmo.

No ano passado, o Museu do Amanhã obteve o Selo Ouro da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design – Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português), concedida pelo Green Building Council, principal instituição americana na chancela de edificações verdes. Foi o primeiro museu brasileiro a obter este reconhecimento no segundo mais alto nível de classificação.

Grandeza

Ao visitar o Museu do Amanhã no último da 9, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, se disse “impressionado com a grandeza, com o conceito do museu”. O ministro enfatizou, na ocasião, que o museu “é a cara do Brasil”, em uma referência às suas características de tecnologia e sustentabilidade.

Segundo o ministro, o diferencial do Museu do Amanhã para conquistar o prêmio é a sustentabilidade. “É um museu ecologicamente correto. Isso é um grande diferencial, tem todo um conceito moderno, mas um conceito de sustentabilidade muito diferente do de outros museus.”

Beltrão disse que, do ponto de vista ecológico, os benefícios são fundamentais para que o museu funcione gastando pouca energia, o que torna mais barata sua manutenção. “Aqui, não só conhecemos quem nós fomos, quem somos e quem queremos ser, a questão do amanhã. Mas [há] um conceito de modernidade, de tecnologia, de sustentabilidade que está impregnado aqui no museu”, acrescentou.