Ibama encontra madeireiras fantasmas em Rondônia
Globo Amazônia
O órgão não divulgou a quantidade de empresas fantasmas identificadas porque elas ainda estão sob investigação.
A confirmação de uma madeireira como fantasma se dá quando os fiscais vão ao endereço em que ela está registrada e verificam que ela não opera no local, embora declare a movimentação de produtos florestais nos sistemas de controle do governo. O volume de madeira declarado de forma fraudulenta é usado para “esquentar” madeira ilegal em outro local.
As empresas fantasmas, que estão ativas no Cadastro Técnico Federal (CTF) e no Cadastro de Exploradores e Consumidores de Recursos Florestais (Ceprof) da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) emitem notas frias e movimentam milhares de metros cúbicos de madeira ilegal, seguno o Ibama. Elas terão seus cadastros cancelados.
Ainda segundo o órgão ambiental, das 112 madeireiras no município que não são fantasmas e estão registradas junto ao governo federal, 57 não existem fisicamente (ou seja, não têm instalações, mas tampouco movimentam notas de madeira). Das 55 existentes, 14 estão inoperantes e apenas 43 estão ativas.
Todas as empresas operantes encontradas pela fiscalização em Buritis cometiam algum ilícito ambiental e foram autuadas. Seis delas foram embargadas e lacradas.
Ao todo, foram aplicadas 107 multas que somam R$ 10,92 milhões. Além disso, foram apreendidos 5.200 metros cúbicos de madeira (o suficiente para encher mais de 200 caminhões). A ação mobilizou o Ibama, a Polícia Federal, a Força Nacional e o Batalhão de Polícia Ambiental de Rondônia.
G8 está fracassando no combate ao efeito estufa, diz WWF
Reuters
Os “Boletins de Clima do G8″, compilados pelo grupo ambientalista WWF, diz que até mesmo os membros mais verdes do clube dos países ricos - Alemanha, Reino Unido e França - não estão no caminho certo para evitar que o “limiar do perigo” da elevação da temperatura média terrestre seja cruzado. Acredita-se que os piores efeitos do aquecimento global poderão ser evitados se as temperaturas não subirem mais de 2º C acima dos níveis pré-industriais.
Os líderes do G8 reúnem-se na Itália na próxima semana para discutir a crise financeira mundial e a mudança climática, a esperança de obter progressos rumo a um novo pacto global, que deve ser assinado em Copenhague em dezembro, e que substituirá o Protocolo de Kyoto, firmado em 1997.
“Embora possa haver uma possibilidade de bancar o sistema financeiro, não haverá dinheiro para salvar o planeta depois que a mudança climática ultrapassar o limiar do perigo”, disse o líder do WWF, James Leape, no prefácio da avaliação.
O boletim anual do G8 deu destaque negativo ao Canadá, dizendo que o governo conservador do primeiro-ministro Stephen Harper não implementou um plano para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, que no Canadá já estão entre as maiores per capita do mundo, e aumentando. O Canadá sequer está perto de cumprir os compromissos assumidos sob o Protocolo de Kyoto, diz a ONG.
Obama diz que Senado aprovará lei contra mudança climática
Reuters, AP e Dow Jones
Em declarações na Casa Branca, Obama elogiou a Lei que foi aprovada por estreita margem na sexta-feira passada na Câmara, ao dizer que ela criará novas empresas e empregos ecologicamente corretos, ao mesmo tempo que reduzirá a dependência dos EUA por petróleo importado.
Obama também revelou mudanças que ele disse melhorarão a eficiência energética dos EUA, ao impor padrões estritos para as lâmpadas incandescentes, a partir de 2012.
Os novos padrões que estão em um documento emitido pelo Departamento de Energia exigem uma redução de 15% no uso de lâmpadas fluorescentes e de 25% em lâmpadas incandescentes, nos serviços gerais de iluminação pública.
Segundo ele, os novos padrões economizarão US$ 4 bilhões por ano aos consumidores americanos e reduzirão o consumo de eletricidade. Ele afirmou que a Casa Branca participará do processo e ajudará a substituir as lâmpadas atualmente em uso por outras mais eficientes.
Obama tornou a energia um tema central no projeto de lei contra a mudança climática. A Lei foi aprovada por uma margem muito estreita, 219 votos a favor e 212 contrários.
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Unesco declara dois novos patrimônios da humanidade
AE-AP
O litoral do Mar Frísio é uma área de planícies marítimas de natureza rica. A Unesco descreveu o Mar Frísio como um dos últimos ecossistemas em faixa de intermaré onde os processos naturais não foram alterados pela devastação ambiental.

Ao mesmo tempo, a Unesco referiu-se às Dolomitas, nos Alpes italianos, como “um dos mais belos cenários montanhosos” do planeta.

Também na reunião desta sexta-feira, a Unesco ampliou a área do recife de Tubbataha, nas Filipinas, considerada Patrimônio da Humanidade para que a menção também inclua um parque natural. As informações são da Associated Press.
Festival de cinema em Goiás premia filme sobre oceanos
Por Andrea Palatnik - France Presse - (Goiás)
“Uma mudança no mar”, que fala sobre o aumento alarmante da acidez dos oceanos, foi escolhido pelo júri na categoria melhor longa-metragem, enquanto “Corumbiara”, que denuncia o massacre de povos indígenas em Rondônia, foi premiado com o Troféu Cora Coralina, de melhor obra do festival.
“Minha maior satisfação seria ver o Ministério Público de Rondônia abrir uma investigação para esclarecer este caso”, declarou Carelli, já com o prêmio nas mãos. “O que aconteceu foi um crime de genocídio.”
A história de “Corumbiara” começou há mais de 20 anos, quando o massacre foi denunciado pela primeira vez. Na época, o cineasta conseguiu registrar com sua câmera os vestígios das tribos atacadas, que jamais haviam tido contato com o homem branco, mas o caso não chegou à justiça.
Segundo Carelli, nove anos se passaram até que fossem encontrados os primeiros sobreviventes, depois mais dois anos para descobrir índios capazes de traduzir a língua falada por eles. Dois dos que escaparam apresentavam marcas de tiros.
“Uma mudança no mar”, que disputava o prêmio com mais três longas, alerta para a crescente degradação do oceano causada pela absorção de parte do dióxido de carbono lançado na atmosfera pelo homem.
O filme acompanha o educador norueguês radicado nos Estados Unidos Sven Huseby, que fica atônito ao ler um artigo sobre a acidificação dos oceanos e tenta entender as causas do fenômeno.
Ettinger causa perplexidade ao revelar que o oceano absorveu 118 milhões de toneladas cúbicas de CO2 em 200 anos —43% disso apenas nas duas últimas décadas–, e que a maior ameaça desta mudança é a completa extinção da vida marinha.
Na categoria média-metragem, na qual concorriam 15 produções, o escolhido foi “Arrakis”, do italiano Andrea di Nardo, que define seu filme como um “documentário-tributo” às vítimas do amianto.
“‘Arrakis’ é meu primeiro documentário, eu não esperava que fosse chegar tão longe”, disse o diretor, explicando que Arrakis é o nome de um planeta desértico e sem vida em um livro de ficção científica do escritor Frank Herbert.
“Quando Capelli narra, o público não o vê, e por isso não lida com a imagem, lida diretamente com a doença. Este é o maior impacto”, observa Di Nardo, referindo-se à voz rouca do narrador, Silvestro Capelli, ex-operário de uma fábrica de amianto que desenvolveu um câncer na garganta e precisou ter a laringe e as cordas vocais retiradas.
As outras produções premiadas do Fica são “Mar de dentro”, de Paschoal Samora, que concorria na categoria curta-metragem com mais sete filmes, e “Na parte inferior do mundo”, do dinamarquês Jakob Gottshau, que ganhou o prêmio de Melhor Série Televisiva.
O prêmio para Melhor Produção Eleita por Júri Popular ficou com o longa-metragem “Kalunga”, de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe, enquanto “A árvore da música”, de Otávio Juliano, venceu na votação da imprensa.
Proposta para reduzir matança de baleias enfrenta impasse
Associated Press

Países que se põem à caça, como EUA, os membros da União Europeia e a Austrália querem fortalecer as restrições que constam de uma moratória da caça firmada em 1986.
A frota japonesa caça baleias na Antártida e no noroeste do Pacífico, valendo-se de uma brecha no acordo da CBI que permite a caça para fins científicos. O governo japonês também argumenta que a proibição da caça comercial viola tradições culturais.
Críticos dizem que o programa de estudos científicos não passa de uma fachada para caça comercial, e que avanços tecnológicos tornam desnecessária a matança dos animais. Ambientalistas vêm enfrentando a frota baleeira japonesa em alto-mar, a fim de impedir as caçadas.
Delegados de mais de 80 países examinam uma proposta submetida à CBI pela qual o Japão abriria mão pelo menos parte de sua cota de caça para fins científicos na Antártida, em troca do direito de realizar caça comercial em suas águas territoriais.
Mas observadores familiarizados com as negociações dizem que tanto os defensores quanto os opositores da caça parecem determinados a não ceder.
A ativista de defesa das baleias do Greenpeace, Sara Holden, teme que as negociações caminhem para um impasse. “Minha principal preocupação é que os delegados vão se limitar a ficar sentados, contentando-se em conversar enquanto as baleias continuam a morrer”, disse.
A CBI havia encomendado, no ano passado, um relatório sobre como conciliar o manejo das populações e a conservação das baleias.
Impacto da mudança climática já é irreversível, admitem EUA
France Presse - (Washington)
O aquecimento climático se traduz por uma elevação das temperaturas e do nível dos oceanos e pelo derretimento de geleiras e neves hibernais, destaca o documento elaborado pelo Programa de Pesquisa americano sobre o Aquecimento Climático, redigido por várias secretarias e a Casa Branca.
Se não houver modificação no consumo de energia, o aumento das temperaturas vai provocar ondas de calor mais frequentes, advertem os autores do estudo.
Os furacões, que se abatem regularmente sobre o sudeste, vão se tornar ainda mais devastadores na medida em que se reforçam, ao passar por oceanos com águas mais quentes.
As regiões que já constataram um aumento das precipitações vão, provavelmente, sofrer com mais chuva e neve no futuro, enquanto que as mais áridas, como as do sudoeste, deverão conhecer períodos de seca com mais frequência.
O aquecimento terá um impacto sobre a agricultura no Meio Oeste americano, considerado o “celeiro” do país. Vai também fazer aumentar a demanda por energia, através da utilização mais frequente dos sistemas de climatização, segundo o relatório.
“A mudança climática já está presente em seu quintal”, resumiu Jerry Melillo, um dos autores do relatório, intitulado “Global Climate Change Impacts in the United States” (”Impactos da Mudança Climática Global nos EUA”, em inglês).
Mesmo se forem tomadas rapidamente medidas de redução das emissões dos gases de efeito estufa, os estudiosos do aquecimento climático dizem que seu impacto já é irreversível. “Se diminuirmos as emissões, a mudança climática e suas consequências continuarão em parte a se fazer sentir, uma vez que esses gases já estão presentes na atmosfera”, aponta o estudo.
Desde sua chegada à Casa Branca no dia 20 de janeiro, Barack Obama reorientou totalmente a política dos Estados Unidos em relação à mudança climática. O antecessor George W. Bush, que contestava a própria existência do fenômeno, havia se recusado a ratificar o protocolo de Kyoto sobre a redução de emissões poluentes.
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Lula lança em MT programa para regularizar terras na Amazônia
Por João Domingos
Anteriormente, o prazo de regularização era de cinco anos. Na cerimônia, Lula anunciou que vai convocar os governadores da Amazônia e prefeitos da região, nos dias 15 e 16 de julho, que mais têm problemas com incêndio, para fazer um grande pacto sobre a participação de cada um no combate às queimadas. A preocupação do presidente é com o risco de retaliação de países europeus de boicotarem produtos brasileiros, por conta da emissão de CO2 provocado por queimadas.
Em discurso sob sol escaldante, Lula reafirmou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é candidata à Presidência da República, e em tom de brincadeira disse que os ministros que o acompanhavam em Mato Grosso deveriam ter ido para Rondônia, onde Dilma lançou o programa de combate ao desmatamento, porque o mandato dele já está acabando.
Em entrevista depois da cerimônia, o presidente disse que tem tempo para sancionar a MP 458, que trata da legalização das terras da Amazônia e que as ONGs não falam a verdade quando afirmam que essa MP vai permitir a grilagem de terras. Segundo o presidente, pelo contrário, o que a MP faz é justamente impedir a grilagem.
Com relação ao terceiro mandado,Lula considera o assunto encerrado, com o parecer contrário do relator do projeto, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado José Genoino (PT-SP).
Barco naufraga e derrama 5 mil litros de óleo no Rio Negro
Por Fabiana Marchezi - Central de Notícias
De acordo com informações do 9º Distrito Naval da Amazônia, da Marinha do Brasil, o barco que afundou, o Jean Filho XXX, é um empurrador da empresa J.F. Oliveira Navegação Ltda, que servia para mover balsas por longas distâncias até outras cidades amazônicas. Por isso, transportava combustível suficiente para se deslocar por mais de uma semana sem abastecer.
Um inquérito administrativo foi aberto para apurar as causas do naufrágio. Segundo a Marinha, a embarcação está legalizada perante a Capitania dos Portos e a empresa proprietária está tomando as providências necessárias para evitar que o óleo se espalhe pelo rio.
Paul McCartney defende dieta vegetariana para combater aquecimento
Efe - (Londres)
O músico e suas filhas, Stella e Mary, apoiam a campanha “Meat Free Monday” (”segunda-feira sem carne”, em tradução livre), cujo objetivo é reduzir as emissões de gás que causam o efeito estufa, um dos causadores do aquecimento no planeta.

“Deveríamos nos preocupar com a mudança climática porque, se não fizermos isso, deixaremos um problema gravíssimo como herança para nossos filhos e netos”, disse McCartney ao jornal “The Independent”. O músico é vegetariano há muitos anos.
O presidente do Painel Intergovernamental da ONU sobre a Mudança Climática (IPCC, em inglês), Rajendra Pachauri, recomenda um dia de dieta vegetariana por semana.
Alguns conhecidos chefs britânicos se somaram à campanha e oferecerão menus vegetarianos especiais às segundas-feiras.
Paul McCartney, que conseguiu o apoio da viúva do também ex-beatle George Harrison, Olivia, negou ao “Independent” que esteja aproveitando a campanha da ONU para impulsionar ideias vegetarianas.