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15 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Los Angeles atinge nível de ozônio mais alto desde 2009

UOL

Los Angeles atingiu o nível de ozônio no ar mais alto desde 2009 devido à estabilidade atmosférica, a temperaturas recorde e aos incêndios, informou na sexta-feira (12) uma fonte oficial à AFP.

“Já registramos 93 dias que excedem os padrões federais, comparados com 69 no ano passado”, explicou o porta-voz da agência que monitora a qualidade ambiental no sul do estado da Califórnia (SCAQMD), Sam Atwood.

Em um estudo publicado em abril, a Universidade de Harvard advertiu que o aquecimento global provocaria perigosos picos de ozônio nos Estados Unidos, principalmente na Califórnia.

O ozônio pode provocar problemas pulmonares em adultos e crianças com asma.

A “estabilidade atmosférica” e a falta de depressões são parte da situação que vive esta zona do país, o que fomenta o aumento da poluição, segundo Atwood.

Los Angeles e seu condado, onde residem mais de 10 milhões de pessoas, reúnem outras características que também influenciam na poluição ambiental: pelas suas estradas circula o maior número de veículos dos Estados Unidos, e nas suas águas operam dois portos gigantescos.

A tudo isso se soma o fato de que várias cordilheiras impedem a boa circulação do ar.

“Nossa economia está em expansão, nossa região continua crescendo, cada vez há mais caminhões que chegam aos portos”, afirmou o porta-voz da SCAQMD.

Apesar do aumento do ozônio, as autoridades ambientais comemoram que a emissão de gases poluentes está em declínio graças às políticas verdes impulsadas pelo governo californiano.

Há três décadas, os picos de ozônio eram três vezes maiores que os de hoje, com mais de 200 dias por ano ultrapassando as normativas federais.

15 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Senado aprova participação do Brasil no acordo do clima de Paris

O Senado aprovou na quinta-feira (11) o projeto de decreto legislativo que confirma a adesão do Brasil ao Acordo de Paris sobre o Clima, celebrado em dezembro passado para frear as emissões de gases do efeito estufa e contornar os impactos da mudança climática.

Com a decisão, a proposta segue agora para promulgação pelo próprio Congresso Nacional, ato que validará legalmente as metas com as quais o país se comprometeu perante os outras 194 nações que aprovaram o acordo no ano passado. Para que o acordo entre em vigor, é preciso que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação.

O acordo foi firmado na capital francesa em 12 de dezembro de 2015, e assinado em Nova York, em 22 de abril de 2016, com assinatura de 175 países. O principal objetivo é manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e fazer esforços para limitar esse aumento a 1,5°C.

Conforme o parecer aprovado no Senado, a participação do Brasil envolve o cumprimento de várias metas internas, dentre as quais:

- Reduzir em 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030;

- Diminuir o desmatamento ilegal a zero na Amazônia até 2030;

- Recuperar 12 milhões de hectares de florestas;

- Recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas;

- Aumentar em 5 milhões de hectares da área de integração lavoura, pecuária e floresta;
- Alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na matriz energética em 2030;

- Fomentar medidas de eficiência e melhorias no transporte público em áreas urbanas;

Essas metas fazem parte de uma lei já aprovada em 2009 que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

No parecer do decreto, a relatora no Senado, Kátia Abreu (PMDB-TO), afirmou que as metas são “um tanto ambiciosas, mas que revelam o alto comprometimento da sociedade brasileira em fazer sua parte no que diz respeito à urgente necessidade de redução de emissão de gases de efeito estufa”.

“A relação entre o Acordo de Paris, o engajamento na colaboração internacional para a economia de baixo carbono e os novos rumos do desenvolvimento sustentável corroboram a necessidade de aprovação parlamentar do Acordo de Paris, demonstrando que também o Congresso Nacional brasileiro se sente responsável pelo êxito dessas ações globais”, diz o texto.

15 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Mapeamento inédito mostra retrato mais detalhado sobre a situação da Mata Atlântica em Curitiba

SOS Mata Atlântica

Desmatamento-SXC-SymbolA Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram na sexta-feira, 12, dados inéditos sobre a situação da Mata Atlântica em Curitiba, no Paraná.

A partir de uma metodologia que reduz de 3 hectares (ha) para 1 ha a área mínima de identificação das imagens captadas por satélite, foi possível produzir um raio-x mais preciso, que inclui fragmentos florestais menores e em estágios iniciais de regeneração. A análise revela que o município tem hoje 3.666 ha, ou 8,6%, de sua Mata Atlântica original. Pela metodologia de 3 ha, considerava-se que este total era de 576 ha, ou 1,3%. Originalmente, 100% do município de Curitiba (43.541 ha) era coberto por Mata Atlântica.

Realizado há 30 anos, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que conta com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, inclui tradicionalmente apenas áreas mais preservadas, acima de 3 ha, por serem essas as capazes de manter a biodiversidade original.

Com a nova metodologia, mais inclusiva, foi possível considerar também áreas com vegetação de porte florestal que tenham sinais de alteração, como bosqueamento e clareiras, ou que ainda estejam em estágios iniciais de regeneração. “São pontos que, mesmo com menor grau de conservação, ainda exercem um papel importante no processo de proteção do solo e dos recursos hídricos”, explica Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do Atlas. De acordo com ela, o mapeamento inédito é um presente para a cidade de Curitiba, que estará disponível para a sociedade e pode ajudar no planejamento de políticas de proteção e recuperação da Mata Atlântica.

A diretora observa também que com o detalhamento de 1 ha foi possível identificar áreas de remanescentes florestais nos maiores parques urbanos, que são representativos para fins de planejamento urbano e indispensáveis para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Esperamos que esse mapeamento, por facilitar o entendimento da ocupação do solo, dê suporte à gestão municipal de Curitiba em ações de conservação. Felizmente, a cidade já conta com o Plano Municipal da Mata Atlântica e diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Mas é importante que se invista na criação de novas áreas protegidas, corredores ecológicos e na recuperação de áreas estratégicas para a proteção da água”, conclui.

Paraná: campeão do desmatamento 

A Mata Atlântica é o bioma predominante no Paraná, presente em 99% de sua área. Restam hoje 11,7% da vegetação original – um pouco menos de 2,3 milhões de hectares (ha). De acordo com os dados do último Atlas, divulgados em maio deste ano, foram desmatados, entre 2014 e 2015, 1.988 ha de florestas nativas no Estado, um aumento de 116% se comparado ao período anterior. Do total devastado, 1.777 ha (89%) ocorreram em regiões de florestas com araucária, espécie símbolo do Paraná e ameaçada de extinção.

Considerado o histórico dos 30 anos de monitoramento, o Paraná lidera o ranking dos maiores desmatados da Mata Atlântica com 456.514 ha destruídos, área que equivale aproximadamente à 11 cidades de Curitiba.

Metodologia

As principais referências para a interpretação realizada no mapeamento detalhado foram as imagens orbitais do sensor LANDSAT 8 de 2015 e os remanescentes florestais do Atlas da Mata Atlântica 2014-2015. Neste mapeamento detalhado, utilizou-se a técnica de interpretação visual, na escala 1:40.000, na tela do computador. A imagem Landsat de 29 de agosto de 2015 (220_78) foi a base para elaboração do mapeamento.

De forma complementar, foram utilizadas as imagens de alta resolução disponíveis no Google Earth para validar e identificar os padrões de mata mapeados. Esta validação confere ao mapeamento maior confiabilidade na diferenciação de áreas de silvicultura e na identificação das áreas de vegetação natural. A utilização das imagens de alta resolução do Google Earth consiste em exportar os polígonos delimitados nas imagens Landsat e confrontá-los com as imagens de alta resolução. Este processo possibilitou a identificação, o detalhamento e maior refinamento do mapeamento.

O mapeamento detalhado mapeia outros fragmentos em menor estado de conservação e identifica áreas de várzea com vegetação natural. No processo de interpretação das novas áreas, os remanescentes florestais são validados e, quando necessário, os limites dos fragmentos são redefinidos ou reclassificados para adequação dos padrões estabelecidos na classificação do mapeamento detalhado.

4 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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2015 é recordista em calor e emissão de gases, diz agência americana

G1

O ano de 2015 superou o de 2014 como o mais quente da história, desde que os registros começaram, e bateu recordes na emissão de gases do efeito estufa, segundo o relatório anual da Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).

De acordo com este estudo, o clima em 2015 esteve muito influenciado pelo fenômeno do El Niño, que impactou o planeta de uma forma sem precedentes.

A temperatura da superfície global da terra ficou situada entre 0,42ºC e 0,46ºC acima da média global registrada entre 1981 e 2010. A temperatura da superfície do mar registrou entre 0,33ºC e 0,39ºC acima da média do mesmo período. Ambas romperam a marca de 2014, tornando-se as temperaturas mais altas desde a segunda metade do século XIX, época na qual aparecem os primeiros registros.

Estados Unidos, Europa e África registraram o segundo ano mais quente de sua história, enquanto alguns países como Espanha, Suíça, Rússia, Belarus, Lituânia e Finlândia quebraram o recorde.

A China também viveu o ano mais quente de sua história, pelo menos desde que existem dados. Além de recordes de temperaturas, há registros históricos em secas e precipitações ao longo do planeta.

Emissão de gases

O relatório, chamado “estado do clima”, também revelou um recorde em emissões de gases do efeito estufa como o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio e o metano, que alcançaram 399,4 partes por milhão (ppm), 2,2 vezes mais que o ano anterior.

O nível dos mares também foi o mais alto desde que começou a ser medido em 1993, com um aumento de 70 milímetros desde 1993, enquanto a temperatura do Ártico foi 1,2ºC superior à média de entre 1981 e 2010.

Os recordes podem ficar obsoletos muito em breve já que o primeiro semestre de 2016 já foi o mais quente da história, ainda impactado pelo El Niño.

4 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Ministro reforça Política de Resíduos Sólidos

MMA

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, afirmou que o ministério está revisando a destinação dos recursos de fundos que financiam o meio ambiente e a maneira com que estão sendo gastos nos País. O objetivo é incluir ou priorizar alocação de recursos para a gestão de resíduos sólidos. Sarney Filho também se comprometeu em discutir, no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a concessão de emendas parlamentares para a mesma finalidade.

“Nós vamos fazer com que esses recursos dos fundos, que não são orçamentários, possam beneficiar as populações e o meio ambiente de municípios, priorizando aqueles no entorno de unidades de conservação, com ações de ganho socioambiental”, afirmou o ministro.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3/8), na Câmara dos Deputados, durante evento da Frente Parlamentar Ambientalista para debater o sexto ano da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/10.

Na ocasião, Sarney Filho disse que era uma alegria participar do evento, pois a Frente Parlamentar Ambientalista é um espaço importante para a atuação legislativa, do qual ele participou por muitos anos e que ajudou a criar. “Foi a Frente Parlamentar Ambientalista que tomou a dianteira para a aprovar a PNRS”, reforçou. Para o ministro, apesar de a Lei ser muito boa, não é fácil implantá-la na integralidade. “Entendemos que grande parte dos municípios brasileiros esbarra em falta de estrutura, recursos e corpo técnico. Mas pelo fato de existir, a legislação já trouxe avanços palpáveis. Agora, é importante que os poderes municipal, estadual e federal possam contribuir e cooperar de forma mais efetiva para a implementação da Política Nacional.”

Avanços 

O gerente de Resíduos Sólidos do MMA, Eduardo Santos, apontou os avanços após a implantação da Lei e as perspectivas para o futuro. Entre os avanços, ele destacou a inclusão dos catadores de materiais recicláveis na cadeia produtiva do resíduo sólido; a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduo e o marco legal para a atividade.

Também foram destacados a criação de metas para a eliminação de lixões; a instituição de instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal, metropolitano e municipal; e a necessidade de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Catadores 

O representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Severino Lima Júnior, considera o catador o ator principal da cadeia produtiva em questão. “Há seis anos a gente discutia essa participação e hoje ela está sendo vivida”, destacou.

De acordo com Severino, a atuação dos catadores na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ajudou a acabar com a desconfiança com o trabalho da categoria. “Demonstramos excelência e hoje participamos da economia circular. Investimos em formação, equipamentos, logística. Nosso trabalho hoje é procurado e temos o reconhecimento da população e de dirigentes de órgãos públicos e privados”.

Interlocução 

Para o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Ricardo Tripoli (PSDB/SP), ter como ministro do Meio Ambiente alguém com facilidade e conhecimento do funcionamento do parlamento é um avanço na interlocução com o governo federal. Ele destacou que, no sexto ano de implantação, há motivos para comemorar. “O tratamento adequado dos resíduos sólidos é uma questão de saúde pública. Quanto mais lixo tratado, menos leitos de hospitais ocupados. Há ainda um componente econômico que é o valor agregado aos resíduos secos e orgânicos.”

A mesa de abertura do evento contou ainda com a participação do diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, e do presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), Victor Bicca.

4 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Alcatrazes agora é unidade de conservação

MMA

O presidente Michel Temer assinou na noite de terça-feira (2) o decreto que cria o Refúgio de Vida Silvestre (RVS) do Arquipélago de Alcatrazes, uma antiga reivindicação dos ambientalistas. A mais nova unidade de conservação (UC) federal fica no litoral norte de São Paulo, no município de São Sebastião. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, afirmou que a nova área protegida “significa um grande avanço, principalmente num bioma que é pouco lembrado, que é o bioma marinho.”

“Trata-se de um passo importante, uma sinalização da nova gestão, de que nós estamos inteiramente em consonância com as preocupações globais a respeito do mar. A criação desta unidade marinha será muito importante, não somente para a manutenção da biodiversidade, mas também para atrair o turismo”, destacou o ministro.

alcatrazes

O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, José Pedro de Oliveira, também destacou a decisão do governo, e citou o longo processo de luta pela proteção da biodiversidade de Alcatrazes. “O Santuário preservará ambientes naturais únicos e de notável beleza cênica nas águas brasileiras, além de proteger os animais que usam a área para alimentação, reprodução e abrigo”, afirmou o secretário.

Para o secretário, “o decreto nos incentiva a levar adiante outras importantes áreas protegidas, vitais para a sobrevivência da biodiversidade”.

Apoio dos militares

Logo que assumiu o MMA, o ministro Sarney Filho esteve reunido com o ministro da Defesa, Raul Jungman, para pedir o apoio dos militares à criação da nova unidade de conservação. Jungman reforçou a posição do ministro Sarney Filho e lembrou que os dois ministérios já contavam com o apoio da Comissão Interministerial dos Recursos do Mar (CCRM), coordenada pela Marinha.

O arquipélago, que serve de baliza à navegação na costa brasileira desde o descobrimento do Brasil, está situado em alto mar. Até dois anos atrás, a ilha principal de Alcatrazes, que se eleva a quase 300 metros acima do nível do mar, deixou de ser alvo de tiro de aferimento de canhões de navios da Marinha.

“Esse foi o primeiro entendimento entre os Ministérios da Defesa e do Meio Ambiente, agora consolidado com criação do Santuário”, explicou José Pedro de Oliveira.

Proteção e turismo

A mais nova unidade de conservação abriga rica biodiversidade e tem potencial para turismo de mergulho. Com ela, sobe para 326 o número de UCs geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no País.

Com 67,3 mil hectares, o Refúgio busca proteger os ambientes naturais únicos criados pela associação de características geológicas, geomorfológicas e correntes marinhas; preservar a diversidade biológica, incluindo as espécies insulares, endêmicas, ameaçadas ou migratórias que utilizam a área para alimentação, reprodução e abrigo; garantir os bens e serviços ambientais prestados pelos ecossistemas marinhos; e conciliar os interesses de conservação da natureza com os de soberania nacional, já que se trata de área estratégica para a Marinha Brasileira.

O local é área de ocorrência de espécies ameaçadas e endêmicas (exclusivas), como Elecatinus figaro (peixe), Scinax alcatraz (anfíbio) e Bothrops alcatraz (réptil), constantes do Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente, e invertebrados marinhos raros e em risco de desaparecer. Além disso, tem forte potencial para o turismo de mergulho, o que pode gerar emprego e renda para a comunidade da região.

“Esta foi uma importância vitória dos ambientalistas, agora consolidada pela criação do Santuário, afirmou José Pedro de Oliveira.

Consulta pública

A consulta pública para a criação da unidade foi realizada em 30 de março de 2011, na cidade de São Sebastião. Inicialmente foi proposta a criação de um Parque Nacional Marinho em virtude do interesse local na visitação e utilização do arquipélago para atividades de mergulho, sendo proposta uma área de cerca de 21 mil hectares.

Em 2014 novas tratativas foram realizadas junto à Marinha do Brasil, que culminaram com a alteração da categoria da proposta para de Refúgio de Vida Silvestre e a ampliação da área para cerca de 67 mil hectares, aumentando em três vezes a área protegida.

3 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Temperaturas, efeito estufa e nível do mar atingiram níveis recordes em 2015

G1

As temperaturas, o nível dos mares e as emissões de gases do efeito estufa atingiram novos recordes no ano passado, tornando 2015 o pior ano na história moderna para uma série de indicadores-chave, segundo relatório internacional divulgado na terça-feira (2).

Derretimento das geleiras, secas, inundações. O relatório anual sobre o estado do clima (“State of the Climate”, em inglês) pinta um quadro sombrio da Terra em um documento de 300 páginas no qual 450 cientistas participaram.

“Vários indicadores, tais como as temperaturas na terra, na superfície dos oceanos e as emissões de gases do efeito estufa bateram os recordes registrados há apenas um ano”, advertem os especialistas.

“A maioria dos indicadores de mudanças climáticas continuaram a apresentar uma tendência de aquecimento global”, que registrou recordes de calor pelo segundo ano consecutivo, segundo o relatório.

O fenômeno climático El Niño, particularmente forte em 2015, “exacerbou” a tendência de superaquecimento no ano passado, acrescentam os cientistas.

“Sob o efeito combinado do El Niño e uma tendência de longo prazo para o aquecimento, a Terra registrou recordes de calor pelo segundo ano consecutivo”.

Chuva de recordes 

As concentrações de três dos principais gases que provocam o efeito estufa, dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso, “atingiram novos recordes em 2015″, indica o documento, que é baseado em dezenas de milhares de dados extraídos de várias fontes independentes.

No Havaí, no vulcão Mauna Loa, a concentração de dióxido de carbono registrou “o maior aumento desde o início da coleta de dados, há 50 anos”, o que permitiu superar pela primeira vez a barra simbólica de 400 partes por milhão (ppm), a 400,8 ppm.

Em todo o planeta, o CO2 se aproximou deste limite em 2015, chegando a 399,4 ppm, um aumento de 2,2 ppm em relação a 2014.

Os oceanos atingiram seu nível mais alto, com cerca de 70 milímetros mais do que a média registrada em 1993.

O nível dos oceanos sobe gradualmente na Terra, com um avanço de cerca de 3,3 milímetros por ano, mas o aumento é mais rápido em determinados pontos do Pacífico e do Oceano Índico.

Este fenômeno poderia acelerar nas próximas décadas, à medida que as geleiras e icebergs derretem, ameaçando as vidas de milhões de habitantes das zonas costeiras.

O ano de 2015 também marcou uma temporada de chuvas mais abundantes do que a média, provocando graves inundações.

Secas severas também afetaram superfícies quase duas vezes maiores em 2015 do que no ano anterior (14% versus 8% em 2014).

Propagação de algas

O Ártico, uma área particularmente sensível às alterações climáticas, continua sofrendo com o aquecimento.

“A temperatura na superfície terrestre do Ártico registrou os níveis alcançados em 2007 e 2011, que foram recordes desde o início das medições no início do século XX, um aumento de 2,8ºC desde aquela época”, segundo o relatório.

No mundo, a diminuição das geleiras nos maciços alpinos continuou pelo 36º ano consecutivo. Por outro lado, as temperaturas foram mais frias na Antártida.

As águas mais quentes agravaram o fenômeno da propagação das algas, que afetou no ano passado uma importante região do Pacífico Norte, desde a Califórnia até Columbia Britânica, no Canadá, com “efeitos significativos sobre a vida marinha, os recursos costeiros e as pessoas que dependem desses recursos”.

A temporada de furacões no Atlântico foi particularmente moderada pelo segundo ano consecutivo, em grande parte como resultado do El Niño, embora o número de ciclones tropicais “tenha sido bem acima da média global”.

3 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Agrotóxicos ameaçam colônias de aves da Antártica

Agência FAPESP

Pesquisadores confirmaram a presença de contaminantes orgânicos no sangue de petréis-gigantes do sul de diversas colônias na Península Antártica. Estudos de carcaças e outros tecidos já tinham dado sinais da contaminação, agora confirmados a partir de amostras de sangue em que foi detectada a presença de diversas substâncias nocivas, entre as quais o DDT, pesticida banido nos Estados Unidos em 1972, quando se constatou que seu uso ameaçava a sobrevivência de diversas espécies de aves de rapina.

A pesquisa foi realizada pela bióloga Fernanda Imperatrice Colabuono, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Ela estudou os animais das colônias de petréis-gigantes das ilhas Elefante e Livingston, no arquipélago das Shetland do Sul, na Península Antártica, com bolsa de pós-doutorado e bolsa de estágio de pesquisa no exterior da FAPESP.

A pesquisa teve apoio também da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e do National Institute of Standards and Technology dos Estados Unidos, com o apoio logístico do Programa Antártico Brasileiro.

O petrel-gigante-do-sul (Macronectes giganteus) é um animal magnífico e um importante predador de topo no Atlântico Sul e Oceano Austral. Com envergadura de asas de cerca de 2 metros, é uma das maiores aves voadoras do planeta, menor apenas que o albatroz e o condor. São também longevos. Petréis-gigantes podem viver mais de 50 anos. Passam a vida nos céus dos mares do Sul do planeta, à procura de comida.

Na época do acasalamento, durante o verão antártico, os petréis-gigantes retornam à mesma colônia onde nasceram. Para os biólogos, essa é uma vantagem para o estudo da espécie. Uma vez identificado e marcado, um indivíduo pode ter sua vida estudada por vários anos.

Nos verões antárticos de 2011/2012 e 2012/2013, Colabuono coletou amostras de sangue de 113 indivíduos e constatou a presença de contaminantes orgânicos como bifenilos policlorados (PCBs), hexaclorobenzeno (HCB), pentaclorobenzeno (PeCB), diclorodifeniltricloroetano (DDTs) e derivados, o pesticida clordano (banido nos Estados Unidos em 1988) e o formicida Mirex (banido nos Estados Unidos em 1978 e recentemente no Brasil).

Segundo Colabuono, todos esses poluentes orgânicos são persistentes no meio ambiente, têm ação cancerígena, causam disfunção hormonal e problemas reprodutivos. Os resultados foram publicados num artigo em Environmental Pollution.

Colabuono afirma que, comparado aos níveis de contaminação nas aves do hemisfério norte, os níveis de contaminação detectados nas colônias de petreis na Península Antártica ainda são baixos. O objetivo agora é monitorá-los no longo prazo, para se “ter um indicativo da tendência de aumento ou decréscimo desses contaminantes ao longo dos anos no ambiente em que estas aves vivem”, diz a bióloga.

Cadeia de contaminação

O DDT é transportado pelo ar e pela chuva. Uma vez em rios e lagos, se acumula na cadeia alimentar. Os insetos contaminados são comidos por peixes e estes por outros predadores. Em cada patamar da cadeia alimentar o nível de acúmulo de DDT nos tecidos aumenta.

Seus efeitos nocivos se tornam mais visíveis quando se atinge o ápice da cadeia, nos predadores de topo. O petrel-gigante é um deles. Ele se alimenta de peixes, lulas e até de carcaças de outras aves. Ou seja, no trajeto de uma longa vida, ao comer centenas de quilos de peixes contaminados, a quantidade de contaminantes nos tecidos do petrel sempre aumenta.

Foi o que aconteceu nos Estados Unidos com os falcões-peregrinos e os condores da Califórnia. Nos anos 1960, suas populações começaram a declinar dramaticamente. Os condores chegaram a contar apenas umas poucas centenas de indivíduos. Estavam a um passo da completa extinção.

Foi quando se descobriu o papel do DDT naquela tragédia. Ao se acumular no corpo das fêmeas adultas, o DDT era repassado à casca de seus ovos, que se tornavam finas e frágeis, partindo com grande frequência. A reprodução da espécie estava ameaçada. Em 1972, a produção, comercialização e o uso do DDT foram banidos nos Estados Unidos. Com o tempo, as populações de falcões e condores começaram a se recuperar.

O Brasil é atualmente o maior consumidor mundial de agrotóxicos. O uso proibido do DDT foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas em 2009 – mas, como ele persiste no meio ambiente, sua presença ainda é detectada nos tecidos de animais como o petrel. A preocupação de Colabuono em acompanhar a vida de seus petréis-gigantes tem fundamento.

3 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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ONU está otimista com adesão de EUA e China a acordo climático este ano

UOL

O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Erik Solheim, afirmou na segunda-feira (1º), no Panamá, que está “otimista” que os Estados Unidos e a China vão ratificar ainda neste ano o acordo climático alcançado em Paris em dezembro passado.

“Neste assunto, sou otimista”, disse Solheim a correspondentes de jornais estrangeiros à pergunta sobre se acreditava que Estados Unidos e China assinariam ainda em 2016 o acordo global para combater as mudanças climáticas.

“Estou bastante convencido de que vão encontrar maneiras de ratificar” o acordo, acrescentou Solheim, que baseia seu otimismo no fato de 179 países já terem ratificado o tratado firmado na Conferência do Clima da ONU em Paris (COP21), destacando que “os principais atores estão fazendo muito”.

O tratado entrará em vigor 30 dias depois da ratificação de ao menos 55 países que representem 55% das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O acordo adotado em Paris por 195 países procura reduzir as emissões de gases do efeito estufa, para conter o aquecimento global “muito abaixo de 2ºC” e, se possível, abaixo de 1,5ºC, em relação aos níveis pré-industriais.

A China e os Estados Unidos, os maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo, ainda não ratificaram o acordo, assim como a Índia e outras potências industrializadas.

No entanto, Solheim disse que os chineses “estão trabalhando muito” para reduzir o preço da energia solar “a uma velocidade que ninguém pensava ser possível”, e isso é “uma enorme contribuição”.

O governo americano de Barack Obama “tomou um grande número de iniciativas” – entre elas, assinar, em outubro próximo em Kigali (Ruanda), uma nova versão do protocolo de Montreal para reduzir outros tipos de “gases poluentes perigosos”.

“Estados Unidos e China trabalharam bem juntos, e a atitude dos empresários mudou completamente”, elogiou Solheim, acrescentando que quase todas as partes veem oportunidades de fazer negócios e ganhar dinheiro, se se adaptarem à agenda contra as mudanças climáticas.

20 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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ONU convoca líderes mundiais para agilizar ratificação do acordo de Paris

Terra

A ONU anunciou na terça-feira (19) que convidou os líderes de todo o mundo para um ato em 21 de setembro em Nova York a fim de fazer avançar o processo de ratificação do acordo de Paris contra a mudança climática.

A reunião, que acontecerá no marco da Assembleia Geral das Nações Unidas, servirá para que alguns países depositem os instrumentos de ratificação do acordo e para que outros se comprometam a fazê-lo antes de fim de ano.

O acordo de Paris entrará em vigor 30 dias depois que pelo menos 55 países, que representem juntos mais de 55% da emissões globais, apresentem perante a ONU ratificação.

O secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, espera que este ato em setembro ajude a garantir uma rápida entrada em vigor do pacto, fechado em dezembro na capital francesa.

Em abril, 175 países se reuniram em cerimônia na sede da ONU para assinar o acordo, um primeiro passo que depois cada Estado deve completar seguindo seus procedimentos nacionais para a ratificação deste tipo de textos internacionais.

Até agora, 19 países ratificaram o acordo e muitos outros, incluídos os dois maiores emissores de gases do efeito estufa (Estados Unidos e China), se comprometeram a fazê-lo ainda neste ano.