Humanidade tem 7 anos para estabilizar emissões, diz IPCC
Folha Online
“Temos uma janela de oportunidade de apenas sete anos, pois as emissões terão que chegar ao máximo até 2015 e diminuir depois disso. Não podemos permitir um atraso maior”, afirmou.
Pachauri disse a ministros da União Européia, que participam de uma reunião de dois dias em Paris, que as tentativas de enfrentar o problema vão fracassar se o bloco não assumir a liderança nas negociações mundiais.
“Se a União Européia não liderar, temo que qualquer tentativa de fazer mudanças e de gerenciar o problema da mudança climática vá desmoronar”, disse. “Vocês não conseguirão trazer os Estados Unidos, a América do Norte (para as negociações). Vocês não conseguirão trazer outros países do mundo também.”
Limite
A União Européia quer limitar o aquecimento total desde a época pré-industrial a dois graus, objetivo também estabelecido por muitos cientistas.
Pachauri também alertou para esta meta, pois, segundo ele, estão surgindo provas de que a mudança climática está se acelerando mais do que o previsto. Ondas de calor e enchentes estão aumentando e as temperaturas subindo, o que causa o derretimento das geleiras.
Atualmente estão ocorrendo negociações para um novo acordo global que possa substituir o Protocolo de Kyoto, quando seu prazo de vigência for encerrado em 2012.
Em 2007 o IPCC e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelo trabalho de pesquisa e alerta a respeito do aquecimento global.
Sacolas plásticas serão tema de seminário em Porto Alegre
Câmara Municipal de Porto Alegre
O presidente do Legislativo, vereador Sebastião Melo (PMDB), elogiou a iniciativa dos vereadores Mariestela Maffei (PCdoB) e Bernardino Vendrusculo (PMDB) e destacou a importância de reunir todos os segmentos para que o debate seja o mais plural possível. Melo disse que a Câmara dará todo suporte necessário para a realização do evento.
Esclarecimento
Maristela Maffei, autora de projeto que propõe a substituição de sacolas plásticas, em tramitação no Legislativo, disse que mais importante do que votar a proposta neste ano é dar o “pontapé inicial” em discussões sobre todas as alternativas possíveis com a sociedade.
O vice-presidente do Sindiplast, Luís Henrique Hartmann, considera propício o seminário para o esclarecimento de diversas dúvidas. Para o diretor da Braskem, João Ruy Dornelles Freire, é importante buscar soluções conjuntas das alternativas para o equilíbrio e esclarecer as diferenças entre embalagens biodegradáveis e oxibiodegradáveis.
Também a indústria de papel a apóia a realização do evento. O diretor-executivo do sindicato papeleiro, Alício Bottin da Silva, disse que o setor tem condições de atender o mercado, mas que o debate é sempre muito importante.
Arquiteto propõe cidade flutuante ‘high tech’ contra aquecimento global
G1
O arquiteto belga Vincent Callebaut já tem a solução: ele propõe a construção de vilas flutuantes, com sistemas computadorizados capazes de controlar da produção de energia à desalinização da água.
As cidades artificiais propostas por Callebaut, batizadas de ‘Lilypad’, poderiam ser instaladas em qualquer lugar do oceano. Autosustentáveis, cada vila tem capacidade para receber 50 mil moradores.
Utilizando apenas tecnologias já disponíveis hoje em dia, afirma o arquiteto, as vilas flutuantes seriam ecologicamente adequadas.
A energia seria fornecida por placas de captação de raios solares, turbinas eólicas e usinas movidas pelo movimento das ondas do mar.
Um lago construído no centro da ilha serviria para capturar, armazenar e purificar a água da chuva. A cidade proposta também tem três marinas - já que os barcos seriam a principal forma de ligação entre as vilas e com o continente - e montanhas artificiais.
Cientista diz que telas de plasma contribuem para aquecimento global
Efe
O especialista manifestou que é necessário medir as emissões do gás, que não está incluído no Protocolo de Kyoto sobre mudança climática assinado pela maioria dos países do mundo em 1997, quando a produção de NF3 era mínima. Prather calcula que só neste ano serão produzidas 4 mil toneladas de NF3 e que é provável que essa quantidade dobre em 2009.
– É um tipo de gás que está sendo produzido em grandes quantidades e não só não está no Protocolo de Kyoto, mas sequer é necessário informá-lo. Isso é o que me preocupa – disse Prather.
Ele disse ainda que as emissões das usinas de energia a carvão diminuem frente às de gás para as telas de televisão. Calcula-se que atualmente a metade dos aparelhos de televisão produzidos no mundo seja de tela plana.
– E o problema é que não sabemos quanto desse gás está escapando e se infiltrando na atmosfera – disse o cientista.
Projeto vai “desconstruir” a cana atrás de energia verde
Por Eduardo Geraque - Folha de S.Paulo
Os programas foram lançados na sede da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Serão liberados R$ 73 milhões até o fim deste ano e outros R$ 100 milhões entre 2009 e 2013.
Os recursos sairão dos cofres paulista, federal, mineiro e também da iniciativa privada. A gama de assuntos, em todos os casos, é grande. Até o impacto social da cultura da cana, cada vez mais hegemônica, será estudado.
“Acredito que teremos projetos também nesse campo, não apenas do lado tecnológico”, afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.
O programa principal, no entanto, visa soletrar todo o DNA da planta. “Agora, vamos fazer o genoma completo”, disse Marie-Anne Van Sluys, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. O projeto genoma anterior, encerrado em 2003 e comemorado pela comunidade científica, na verdade, revelou só as chamadas seqüências expressas da planta (pedaços de genes transcritos em moléculas de RNA).
“A pergunta importante é: Qual a diferença entre a cana e o arroz?”, diz Van Sluys. Se for contado apenas o número de genes, tanto a cana quanto o arroz e até mesmo o homem estarão mais ou menos próximos. Todos têm entre 40 mil e 43 mil genes.
“O que faz da cana ser a cana?”, pergunta a cientista. A resposta, disse ela, está também no desconhecido, nos 13% dos genes da cana que não foram ainda estudados.
A cana é considerada um grande “frankenstein” genômico porque muitas variedades foram cruzadas entre si.
Zôológico de Londres expõe ‘animais’ feitos de ‘lixo’
O dia online/BBC

A exposição faz parte de uma série de eventos de conscientização ecológica que serão realizados em Londres nas próximas três semanas como parte do festival Love London, Love your Planet (Ame Londres, Ame seu planeta, em tradução livre).
Christopher Harris, um dos organizadores, disse que a mensagem da mostra será importante. “São diferentes materiais, coisas que as pessoas pensam que é lixo e pode ser reutilizado. Queremos provar que nada precisa ser desperdiçado. A estrela principal são os pingüins, a idéia é mostrar como eles estão vivendo com o derretimento das geleiras por causa do aquecimento global”, revela.
“As esculturas realmente provocam um debate sobre os restos deixados pelo homem e o impacto que eles têm no mundo natural”, disse a gerente de sustentabilidade do zoológico de Londres, Sophie Townsend. “Não há melhor ambiente para esse show do que rodeado por algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, muitas das quais estão perto da extinção por causa do desejo insaciável do homem por novos recursos”, acrescentou Townsend.
As esculturas recicladas ficam em exposição no zoológico de Londres até 5 de setembro.
Reunião da Comissão Baleeira “iniciou novo processo”, diz Japão
Efe - Tóquio
A CBI, formada por 81 países, decidiu no final de junho, em Santiago, manter a atual situação sobre as baleias e criar um grupo de trabalho a fim de tentar aproximar posições entre conservacionistas e caçadores de baleias.
Morishita, que compareceu ao Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão (FCCJ, em inglês), em Tóquio, considerou que a decisão tomada “não garante o sucesso” das negociações, mas destacou que se trata do “começo de um novo processo que inclui mais desafios”.
“Para as novas negociações, que serão difíceis, será preciso mais inteligência, vontade e compromisso”, indicou o porta-voz, que esteve presente na 60ª reunião da CBI.
O trabalho em consenso da 60ª reunião da CBI indica que nenhuma resolução será submetida a votação, entre elas a proposta japonesa para reabrir a caça litorânea de baleias e a de Brasil, Argentina e África do Sul, de criar um santuário no Atlântico Sul.
O porta-voz da Agência de Pesca japonesa se referiu ainda à possibilidade de o Japão deixar a CBI, apesar de ter afirmado que o país deverá “continuar pelo menos até a reunião do próximo ano na Ilha da Madeira (Portugal)”, quando mudará a presidência.
Para o futuro, o Japão se comprometeu a tentar chegar a um acordo que possa ser aceito pela maioria dos membros da Comissão, e a buscar um equilíbrio entre conservação e uso sustentável dos recursos.
Brasil é líder total em desmatamento, mostra novo estudo
Por Cláudio Angelo - Folha de S. Paulo
Os dados são de um estudo americano publicado na edição de hoje da revista “PNAS”. Eles mostram que, nesses cinco anos, o país foi campeão de área absoluta desmatada e de velocidade de devastação.
Mesmo assim, com 3,6% de perda na Amazônia em relação ao total de floresta que havia em pé no ano 2000, o país ganhou até da Indonésia - dona da indústria madeireira mais predatória do mundo. Na África, onde a pressão do agronegócio industrial ainda não chegou, a taxa foi de 0,8%.
O estudo, liderado por Mathew Hansen, da Universidade do Estado de Dakota do Sul, contabilizou 272 mil quilômetros quadrados de florestas perdidas na América Latina, na África e no Sudeste Asiático.
A fatia do leão coube ao Arco do Desmatamento brasileiro, em especial Mato Grosso. “Por área, o Brasil responde por 47,8% de toda a derrubada de florestas tropicais, quase quatro vezes mais do que o segundo maior [desmatador], a Indonésia, que tem 12,8% do total”, dizem os pesquisadores.
Apesar de sistemas de monitoramento do desmatamento não serem novidade nenhuma para um país como o Brasil, o novo trabalho é um dos primeiros a estipular a área desmatada nesse bioma no mundo todo.
Esse tipo de monitoramento é crucial numa época em que o mundo reconhece a importância do desmatamento como fonte de gases-estufa e que países tropicais pleiteiam receber dinheiro na forma de créditos de carbono por controlá-lo.
“Muitos países não têm sistemas como o do Brasil, então a abordagem pode ser útil na capacitação para monitorar florestas”, disse à Folha Ruth DeFries, da Universidade de Maryland, co-autora do estudo.
DeFries e colegas desenvolveram uma metodologia que combina imagens dos satélites Modis (mais rápidos) e Landsat (mais preciso). Em vez de olhar imagem por imagem de país por país, o grupo pegou uma amostra limitada de imagens e extrapolou o desmatamento para regiões vizinhas. “É uma abordagem estatística” diz Carlos Souza Jr., do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que já trabalhou com DeFries.
Segundo ele, a correlação encontrada pelo grupo foi “muito boa”. Ou seja, a notícia é muito ruim.
Brasil “precisa de ajuda” contra desmate, diz Tony Blair
Afra Balazina
A fala de Blair ocorreu no mesmo dia em que o fórum parlamentar fechou um documento de recomendações aos líderes do G8+5 pedindo mecanismos de mercado para as emissões de CO2 evitadas pela floresta em pé. O Brasil é contra tais mecanismos, tendo criado um fundo voluntário para que nações ricas recompensem o país pela redução no desmate –o Fundo Amazônia.
Questionado pela Folha sobre o aumento do desmatamento na Amazônia nos últimos meses, ele respondeu que “o presidente Lula está mostrando liderança nessa questão, mas é importante que a comunidade internacional dê apoio ao Brasil para conter a devastação da floresta”.
O ex-premiê, que virou uma espécie de lobista do tema mudança climática, entregou na sexta-feira um documento ao premiê japonês, Yasuo Fukuda, sugerindo como avançar nas negociações do regime de combate ao aquecimento global após 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto.
Em seu discurso ontem, ele ressaltou que, como o desmatamento representa 20% das emissões globais, são necessários fundos e programas específicos para tratar a questão.
O documento de consenso dos parlamentares do G8+5 cita as ações contra o desmatamento como “essenciais” nos acordos pós-Kyoto.
Segundo o documento, os países com florestas tropicais têm muito a ganhar dos potenciais mecanismos de mercado que transfiram fundos pela manutenção da floresta em pé.
“Tais mecanismos de mercado devem ser uma parte de uma abordagem mais ampla para o desenvolvimento de um pagamento por serviços de ecossistema”, diz o relatório.
O material de consenso será entregue hoje a Fukuda, para ser levado à reunião do G8 em Hokkaido no próximo dia 7. Segundo participantes ouvidos pela reportagem, a discussão sobre os biocombustíveis ainda não é considerada madura o suficiente para integrar um documento desse tipo.
Como metas de longo prazo, os parlamentares concordam em redução de emissões entre 25% e 40% (em relação a 1990) até 2020 e de ao menos 60% a 80% de redução até 2050. “Metas duras criam demanda no mercado de carbono, promovendo incentivo para inovação e investimento em fontes de energia com baixa produção de carbono”, diz o texto.
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Cientistas dizem que Pólo Norte irá derreter até o final do ano
Bom Dia Brasil
- Oceano Ártico ficaria pela primeira vez na história completamente sem gelo

O derretimento seria motivado pelo aquecimento global. De acordo com os cientistas, no verão, parte do gelo marinho desaparece, mas que a cada ano a camada fica menor. As informações são do Bom Dia Brasil.