China e Índia anunciam adesão a acordo do clima
AP e Reuters
Em um comunicado de apenas uma frase, o negociador chinês para mudanças climáticas, Su Wei, autorizou a adesão da China à lista de países que não têm metas legais, mas sim voluntárias, de diminuição dos gases de efeito estufa. A lista foi capitaneada pelo presidente americano, Barack Obama, nas horas finais da Conferência de Copenhague, depois que os chefes de Estado reunidos não conseguiram chegar a um acordo que tivesse a aprovação de todos os países participantes.
Assim como a China, a Índia enviou um comunicado à ONU, na segunda-feira, em que afirmava “manter o conteúdo do acordo”. Mais de cem países responderam ao questionamento, feito pela Dinamarca, se manteriam a adesão ao acordo firmado em dezembro.
A demora na resposta das duas economias mais poluidoras do mundo emergente gerou preocupação. Sem a presença de China e Índia, o já frágil acordo climático firmado em dezembro poderia vir abaixo.
No entanto, ambos países evitaram usar a palavra “vinculante”, o que foi visto como uma tentativa dos dois países de se manterem distantes de endossarem o acordo plenamente.
A acordo climático definido em Copenhague prevê que a comunidade internacional deve limitar o aquecimento global a 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Mas não há um claro objetivo de redução das emissões.
O acordo estabeleceu também um fundo de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar os efeitos da mudanças climáticas.
Ranking Mundial
Com 1,92 bilhão de toneladas de CO2 emitidos em 2008, a China lidera o ranking mundial de poluição atmosférica, segundo informações levantadas pelo Centro de Análise de Informações sobre CO2 dos Estados Unidos. Os americanos estão na segunda colocação do ranking, com 1,54 bilhão de toneladas emitidas, seguido da Índia, com 479 milhões de toneladas. O Brasil ocupa a 15ª colocação, emitindo 111 milhões de toneladas de CO2.
IBM projeta plástico biodegradável à base de vegetais
France Presse - (San Francisco)
A empresa promete a obtenção de um plástico biodegradável fabricado de tal maneira que permita economizar energia, segundo Chandrasekhar “Spike” Narayan, diretor de Ciência e Tecnologia do Centro de Pesquisas da IBM em Almaden, no norte da Califórnia.
Pesquisadores das universidades de Almaden e Stanford ressaltaram que seus resultados anunciavam o início de uma era de sustentabilidade para a indústria do plástico, com “produtos quase eternos que não encherão as lixeiras em todo o mundo”.
“Esta descoberta e este novo enfoque por meio do uso de catalisadores orgânicos poderão nos permitir obter moléculas bem definidas e biodegradáveis a partir de fontes renováveis de uma maneira responsável” para com o ambiente, ressaltou a IBM em um comunicado.
A descoberta da “química verde” com “catalisadores orgânicos” permite obter um plástico reciclável várias vezes, em vez de apenas uma, como ocorre com o fabricado por meio do uso de catalisadores de óxido de metal.
Medicina
Esses “plásticos verdes” poderão também servir para aperfeiçoar tratamentos médicos, como o tratamento contra o câncer, destinado a eliminar as células malignas sem afetar as sãs.
“Estamos explorando novas formas de aplicar a tecnologia e nossa perícia em ciências de materiais para criar um sólido futuro sustentável para o ambiente”, afirmou o diretor do laboratório de pesquisas, Almaden Cheng.
A IBM trabalha com cientistas na “Cidade saudita para a Ciência e a Tecnologia” de King Abdul Aziz para pôr em prática a descoberta.
“Estamos começando a estudar a variedade de coisas que podemos fazer com isso”, ressaltou Narayan.
Os resultados do trabalho foram publicados nesta semana na revista “American Chemical Society’s Macromolecules”.
Cidade japonesa critica filme sobre caça de golfinhos que ganhou Oscar
Efe - (Tóquio)
“The Cove”, dirigido pelo norte-americano Louie Psihoyos, aborda o sangrento massacre de golfinhos em Taiji, cidade litorânea de 3,5 mil habitantes onde os pescadores alegam que a caça desses mamíferos é uma tradição centenária.
“A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama [centro do Japão]. Portanto, não é um ato ilegal”, ressaltou Kazutaka Sangen.
“É lamentável que em algumas cenas do documentário se apresentem fatos como se fossem reais, sem que tenham sido estudados cientificamente”, acrescentou.
Sangen pediu “respeito” a todas as culturas alimentícias e ressaltou que o consumo de carne de golfinho “se baseia em uma tradição de muitos anos”.
Vergonha
No entanto, Rosana Tsibana, 45, embaixadora da boa vontade da província japonesa de Okinawa e diretora de responsabilidade social da empresa de cosméticos Surya Brasil, disse à Folha Online que, “como descendente de japoneses”, sente “vergonha dessa prática do país”.
“O Japão sempre foi tão apegado à verdade, a um espírito de solidariedade e respeito”, diz ela, que se refere à prática da pesca como “crueldade marinha”. Ela participou em janeiro de protesto contra a caça de baleias e golfinhos em frente ao consulado do Japão.
Um porta-voz da prefeitura de Taiji afirmou ainda à Agência Efe que o prêmio ao documentário colocou a cidade no centro das atenções. “Este era um lugar muito tranquilo, mas temo agora que isso possa mudar”, ressaltou.
A entrega do Oscar a “The Cove” foi aplaudida pelo grupo ambientalista Greenpeace. Segundo a ONG, o filme contribuirá para apoiar a luta internacional pela preservação das espécies marinhas.
“Espero que ele sirva de apoio às medidas em favor da preservação, assim como para a luta do Greenpeace no Japão”, disse à Agência Efe Greg McNevin, um porta-voz da ONG nesse país.
Além dos golfinhos, McNevin falou sobre o combate contra a caça de baleias por parte do Japão. O país deteve a captura desses animais com motivos comerciais em 1986, pela pressão internacional, mas a retomou em 1987 por “motivos científicos”.
“O combate à caça de baleias também tem uma longa trajetória no Japão. Esperamos que este prêmio contribua para apoiá-lo”, complementou o porta-voz do Greenpeace.
Comissão aprova projeto de lei sobre reciclagem de vidros automotivos
estadao.com.br
O projeto segue agora para votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se aprovado, as empresas do setor têm até 120 dias para se adequar à nova lei.
Este projeto é uma iniciativa do Instituto Autoglass Socioambiental de Educação, ação social mantida pela Autoglass - uma das empresas líderes do segmento, que recicla a cada mês cerca de 600 toneladas de vidros, evitando que o material seja despejado na natureza. A Autoglass adota a logística reversa: traz o vidro descartado de qualquer parte do País para a reciclagem em empresas especializadas instaladas em São Paulo e Porto Alegre.
Segundo Fernando Carreira, presidente do Instituto Autoglass, em apenas dez anos são mais de dez milhões de peças substituídas e, se descartado no meio ambiente, o vidro não tem perspectiva de degradação nos próximos mil anos. “Estimamos que em 2010 apenas 10% dos vidros automotivos serão reciclados”, diz.
Rede de supermercado vai eliminar sacolas plásticas em até 4 anos
Por André Palhano - Colaboração para a Folha de S. Paulo
O anúncio oficial da decisão, uma das mais expressivas ações de sustentabilidade das grandes redes varejistas no país, será feito no próximo dia 15, na loja do Carrefour localizada em Piracicaba, interior de São Paulo.
O evento contará com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Segundo o diretor de Sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez, a decisão vale tanto para as sacolas plásticas entregues ao consumidor quanto para os sacos plásticos utilizados dentro das lojas (por exemplo, para acondicionar frutas ou legumes). E envolve todas as marcas do grupo (Carrefour, Atacadão e Dia%).
“Depois de diversas ações para reduzir o uso das sacolas, chegamos à conclusão de que deveríamos ser mais definitivos nessa questão, adotando uma das medidas mais radicais que o varejo pode adotar, uma vez que afeta diretamente os hábitos do consumidor: o banimento definitivo do plástico”, antecipou Pianez à Folha.
“A utilização das sacolas plásticas é um tema sobre o qual nós, varejistas, somos constantemente questionados pela sociedade. E com razão, dados os impactos da destinação inadequada desse produto. Essa é uma contribuição importante”, afirmou.
Para compensar possíveis impactos negativos da medida em relação aos consumidores, que no caso brasileiro utilizam de maneira intensiva as sacolas plásticas, especialmente como sacos de lixo, o Carrefour oferecerá opções para o transporte das compras, como sacolas retornáveis vendidas a preço de custo e caixas de papelão usadas nas lojas, entre outras.
Em conjunto com a Basf, a empresa também desenvolveu uma sacola plástica com capacidade para até dez quilos feita de material bioplástico 100% degradável.
Um produto que, segundo o Carrefour, é totalmente absorvido pela natureza em até 18 semanas (uma sacola plástica comum leva até 300 anos para se decompor).
O diretor acrescenta que a expectativa do Carrefour em relação aos impactos da decisão sobre os consumidores é positiva. “Nossa percepção é que o consumidor já tem maturidade suficiente para entender que ele também tem um papel a cumprir nesse sentido.”
Nos últimos anos, o grupo adotou o banimento dos plásticos em diversos países nos quais opera, como França, Bélgica, Polônia e Espanha.
Para evitar que o consumidor sinta-se prejudicado ao não poder contar com as sacolas plásticas para acondicionar seu lixo doméstico, a rede varejista oferecerá ainda sacos de lixo produzidos com plástico reciclado a um custo subsidiado, além de promover fóruns e palestras com os consumidores para esclarecer o impacto ambiental das sacolas plásticas tradicionais.
Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com
Cearenses trocam lixo reciclável por créditos de energia
Efe
O programa Ecoelce, implantado em fevereiro de 2007 pela distribuidora de energia elétrica Coelce, empresa do grupo espanhol Endesa e que atua no Ceará, estimula seus clientes residenciais e empresariais a separar os resíduos sólidos e entregá-los em pontos de coleta onde são pesados e transformados em créditos em reais para o pagamento das contas de luz.
Os benefícios do programa não se limitam aos usuários que entregam os materiais recicláveis, tais como plástico, papel, papelão, vidro e metais, mas se estende a cooperativas de bairros pobres aos quais a empresa doa os resíduos para a fabricação de canos e vassouras, entre outros artigos.
A iniciativa recebeu nesta quarta-feira uma menção na seção espanhola do Prêmio Europeu do Meio Ambiente à Empresa 2009/2010 na categoria de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Sustentável.
Desde que foi implantado, o Ecoelce recebeu a inscrição de 220 mil clientes. O programa reciclou cerca de 8.500 toneladas de materiais e concedeu descontos nas contas de luz de quase R$ 1 milhão.
Com os créditos acumulados, muitos clientes de baixa renda acabaram zerando a fatura. É o caso de Maria Gorete Costa Oliveira, de 50 anos, moradora do bairro Vila Ellery, em Fortaleza. Ela não paga a conta de luz há 17 meses. “Antes pagávamos uns R$ 50 de luz, e o só fato de não ter que pagar essa conta já nos deixa satisfeitos”, explica a mulher, visitante assídua de um dos 60 pontos de coleta de materiais recicláveis distribuídos por todo o Ceará.
‘Conscientização verde’
As empresas ou clientes de alta renda que se inscreveram no programa pagam normalmente suas contas de luz e doam os créditos obtidos com a reciclagem a sete instituições beneficentes previamente inscritas no Ecoelce. Segundo o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e Responsabilidade Social da Endesa Brasil, Eugenio Cabanes Durán, há gente que não precisa dos créditos de energia, mas se inscreve no programa por “consciência ecológica”. “O Ecoelce sintetiza o compromisso da Endesa com a sustentabilidade ao contemplar simultaneamente aspectos sociais, econômicos e ambientais”, disse Cabanes à Efe.
A Endesa Brasil, que opera nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, considera que o balanço do programa Ecoelce em seus primeiros três anos é mais do que satisfatório. As 2,35 toneladas de papel recicladas evitaram o corte de 79 mil árvores e permitiram uma economia de 220 milhões de litros de água, por exemplo.
Mais recentemente, o programa começou a receber também embalagens longa vida e óleo de cozinha usado. A iniciativa foi estendida pela empresa à Ampla, distribuidora de energia no estado do Rio de Janeiro, e tomada pela Endesa como projeto piloto para sua implantação progressiva nas demais empresas do grupo na América Latina. “O Ecoelce é um exemplo do que se pode fazer com poucos recursos financeiros orientados a resultados concretos”, apontou Cabanes.
O Ecoelce foi agraciado em 2008 no World Business and Development Awards, premiação organizada pela ONU para reconhecer a contribuição de empresas aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Com 54% do bioma, Caatinga perde duas cidades de SP por ano
Por Marta Salomon - Folha de S. Paulo
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resta pouco mais da metade - 53,62% - da cobertura vegetal original típica do semiárido nordestino.
A principal causa de desmatamento na região é a produção de energia. Abatida, a mata nativa é transformada em lenha e carvão destinados a abastecer siderúrgicas nos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo ou a mover indústrias de gesso e cerâmica instaladas no próprio semiárido.
“Sem estimularmos alternativas de geração de energia, como gás natural ou energia eólica [dos ventos], não vamos conter o desmatamento na caatinga”, observou ontem o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) ao divulgar os números do monitoramento do bioma, que só existe no Brasil.
Minc classificou de “intolerável” o ritmo do corte da vegetação no local e anunciou para breve novas ações de repressão no semiárido. Recentemente, o ministério mandou parar parte das indústrias de gesso instaladas na região.
Dados de satélite indicam que a caatinga perdeu, num período de seis anos, entre 2002 e 2008, 16.576 quilômetros quadrados de vegetação nativa. Isso equivale a 2% do bioma, que detém cerca de 10% do território nacional. O ritmo do desmatamento é semelhante ao verificado na Amazônia.
Apesar do porte menor das árvores, o abate da caatinga foi responsável pelo lançamento de 25 milhões de toneladas de carbono por ano na atmosfera.
Isso significa o dobro do corte das emissões de carbono planejado pelo governo com medidas de eficiência energética em 2020. Ou o equivalente à geração de energia por fontes alternativas, como pequenas hidrelétricas e usinas eólicas, também em 2020, conforme as metas oficiais do país.
O desmatamento na caatinga preocupa porque a região do semiárido já foi identificada como uma das áreas mais vulneráveis no Brasil às mudanças climáticas. Um terço da economia pode ser afetado com o aumento da temperatura.
Carlos Minc adiantou que o bioma também deve contar com metas para a redução do abate de árvores, da mesma forma que a Amazônia e o cerrado.
“A Amazônia é fundamental, mas o ministério não pode ser samba de uma nota só”, disse. Uma das medidas em estudo é a criação de mais unidades de conservação na caatinga, como a que será estabelecida na serra das Confusões (PI) neste mês. Áreas protegidas representam atualmente 7% do bioma.
Bahia e Ceará concentram mais da metade do desmatamento medido pelo ministério no período mais recente, até 2008. O município de Acopiara (CE) lidera o ranking. Em Alagoas, o ritmo foi menor, mas restam poucas áreas preservadas no Estado.
O padrão de corte de árvores na caatinga é diferente do verificado em outros biomas já monitorados. Nos últimos anos, os satélites mostram que o desmatamento ocorreu de forma pulverizada na região.
Japão quer retomada da pesca comercial das baleias
France Presse - (Tóquio)
A CBI impõe desde 1986 uma moratória ilimitada que proíbe a caça comercial das baleias. A organização autoriza, no entanto, com cotas específicas, a caça a título de “pesquisa científica”, que a alegada pelo Japão.
Noruega e Islândia se recusam a respeitar a moratória e continuam caçando com fins comerciais. Os três países já mataram mais de 30.000 baleias.
Brasil fica para trás na corrida pela nova economia “verde”
Por Natália Paiva - Folha de S.Paulo
Enquanto potências como EUA e China investem centenas de bilhões de dólares na área, vista como a nova fronteira do desenvolvimento mundial, o Brasil nem sequer tem um modelo nacional, afirmam acadêmicos e ambientalistas. No setor privado, negócios verdes esbarram em gargalos como estrutura tributária inadequada, falta de marco regulatório e ausência de incentivo.
Nessa corrida, o país tem as vantagens da biodiversidade e de escolhas feitas no passado (como a aposta no álcool e na hidroeletricidade). No entanto, desperdiça o enorme potencial de fontes de energia, como solar, eólica e de biomassa, e avança lentamente em áreas-chave, como etanol celulósico, segundo especialistas.
“Talvez esse conforto esteja trazendo uma reação de certa forma comodista, diferentemente dos países premidos por urgência de mudança energética, que estão fazendo esforços para diversificar suas fontes de energia e mudar padrões produtivos e de consumo”, afirma o economista Ricardo Abramovay, do Núcleo de Economia Socioambiental da USP.
Globalmente, uma fatia média de 16,4% dos pacotes de estímulo lançados no ano passado para mitigar os efeitos da crise econômica foi ‘verde’ (US$ 513 bilhões em 17 grandes economias), segundo o HSBC. A Bloomberg New Energy Finance estima que 16% desses fundos verdes sejam destinados a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas.
No Brasil, só R$ 1,5 bilhão, ou cerca de 5% do total de estímulos fiscais anticrise, focou o setor produtivo “limpo”, como o IPI reduzido para carros “flex”. E, segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, feito em todas as pastas a pedido da Folha, em 2009 o governo gastou R$ 2,5 bilhões em ações verdes (R$ 380 milhões diretamente ligados à pesquisa, sem contar atividade espacial).
O montante, fatia de 0,36% do Orçamento executado (descontadas estatais e transferências), é considerado baixo e “questionável” por especialistas, por contar programas que não teriam relação com a área, como Luz para Todos (que leva energia a locais isolados) e Pronaf (de agricultura familiar).
Para o cientista político Sergio Abranches, o país continua sem uma “política integrada de sustentabilidade” e a Política Nacional de Mudança Climática –sancionada em dezembro, mas ainda sem regulamentação– não deverá mudar esse cenário, por se concentrar em combate a desmatamento e “um pouco em agricultura”.
A geógrafa da UFRJ Bertha Becker, especialista da questão amazônica, diz que “ainda não estão claramente definidos” o que são “desenvolvimento sustentável” e “economia verde”, mas que investimento em pesquisa e ciência “certamente ajudaria” o país a criar modelo de uso inteligente dos recursos.
“Se não investirmos em capacitação científica, para ficarmos na ponta do desenvolvimento de baixo carbono, vamos ficar para trás. No século 20, não fizemos, os asiáticos fizeram. Agora, está zerando de novo a capacidade produtiva. Quem investir mais se destacará”, afirma Abranches.
Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com
Senadores dos EUA descartam lei do clima; acordo no México é comprometido
Reuters
Embora a administração Obama e e um núcleo bipartidário de senadores ainda veja esperança da aprovação da lei, crucial para a retomada das negociações internacionais de clima, os entrevistados são pessimistas.
O aquecimento global (cada vez mais desacreditado pelos americanos) poderia ser deixado de lado por políticos com foco em questões que rendam mais votos, de olho na eleição legislativa que acontece em novembro.
“A economia precisa de um grande impulso, especialmente na geração de empregos. Acho que será esse nosso foco”, disse o democrata Carl Levin.
“E, se pudermos fazer algo na [reforma na] saúde neste ano, essas coisas consumirão a maior parte do oxigênio. Então é difícil ver como chegaríamos à questão do clima.”
Se a lei não passar neste ano, é zero a chance de um acordo internacional contra emissões no México.