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21 de setembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Presidente destaca meio ambiente na ONU

MMA

O presidente Michel Temer defendeu ambição frente à mudança do clima no discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (20), em Nova York. Na ocasião, o presidente reiterou, ainda, o compromisso do País com o desenvolvimento sustentável e abordou assuntos como a questão internacional dos refugiados.

Marcada para ocorrer nesta quarta-feira (21), a entrega do instrumento de ratificação brasileira do Acordo de Paris sobre mudança do clima foi destacada pelo presidente. “O planeta é um só. Não há plano B. Devemos tomar medidas ambiciosas, sob o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, declarou Michel Temer.

A entrega da ratificação às Nações Unidas contará com a presença do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que acompanha o presidente na viagem oficial a Nova York. O ato encerra a validação nacional do Acordo de Paris, tramitada e aprovada em tempo recorde pelo Congresso Nacional.

Potência ambiental

No plenário, o presidente ressaltou o potencial brasileiro em relação à conservação ambiental e ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. “O Brasil, país mais biodiverso do mundo, detentor de matriz energética das mais limpas, é uma potência ambiental que tem compromisso inequívoco com o meio ambiente”, afirmou o presidente.

As medidas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), para a implementação da Agenda 2030 e para a inclusão social foram apontadas como fundamentais para o País. “O apoio aos países em desenvolvimento será decisivo para a concretização dos ODS”, declarou Michel Temer. “Em uma palavra, desenvolvimento é dignidade – e a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos do Estado brasileiro, conforme previsto no artigo primeiro da nossa Constituição Federal”, acrescentou.

21 de setembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Países debatem inclusão socioambiental

MMA

Referência mundial em termos de avanço em relação às iniciativas tradicionais de conservação ambiental, o programa Bolsa Verde, do governo brasileiro, será apresentado a representantes dos países panamazônicos reunidos em Brasília. O maior programa de inclusão social e preservação ambiental da América Latina é o assunto do I Seminário Panamazônico sobre Proteção Socioambiental, que iniciou nesta terça-feira (20).

Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o seminário vai até o dia 24 de setembro. Participam gestores e beneficiários de programas que agregam proteção ambiental com redução da pobreza em vários países amazônicos.

A ideia é promover a troca de experiências e avaliar a ampliação das iniciativas que associam a inclusão de povos que vivem e trabalham em regiões relevantes para o patrimônio natural, especialmente a Floresta Amazônica. Serão debatidas políticas públicas que contribuem para assegurar o direito à proteção social às populações mais pobres, historicamente as mais afetadas por alterações das condições climáticas e ambientais.

Além do Bolsa Verde, os programas de Transferência Condicionada de Renda (TCR), adotados em alguns países, os de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e os projeto de REDD+ serão abordados no seminário. São iniciativas que integram o que os especialistas chamam de Rede de Proteção Socioambiental.

Na América Latina, além do Bolsa Verde, existem o Pago de Servícios Ambientales, na Costa Rica, o Programa Sociobosque, no Equador, e o Conserbo, na Bolívia. Com base nessas experiências, será proposta no seminário a criação de uma Rede PanAmazônica de Proteção Socioambiental. O encontro prevê, ainda, em seu encerramento, de uma visita em campo, ao Alto Juruá, na Amazônia brasileira, onde são desenvolvidos projetos de inclusão socioambiental bem-sucedidos.

21 de setembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Diversidade da Amazônia pode ajudar economia e floresta, diz estudo

G1

Mata atlantica_Folha_SymbolO uso econômico da biodiversidade da Amazônia, em diálogo com os avanços da chamada Quarta Revolução Industrial (inteligência artificial, robótica, internet das coisas, genômica, edição genética, nanotecnologias, impressão 3D ) é uma via capaz de mudar o destino a que a maior floresta do planeta parece estar condenada caso sigamos no atual modelo de desenvolvimento da região, diz um estudo publicado na segunda (19) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

O trabalho é liderado pelo pesquisador brasileiro Carlos Nobre, climatologista formado pelo MIT. Os autores defendem que floresta amazônica tem recursos biológicos para impulsionar a nova revolução industrial se a sua biodiversidade for protegida.

Novas tecnologias digitais como impressão 3D e computação quântica criam o potencial para que as plantas únicas da Amazônia conduzam a avanços importantes na medicina e na engenharia, diz o estudo, segundo a agência Reuters.

“Promovendo os vastos bens da biodiversidade e da biomimética da Amazônia podemos aspirar desenvolver inovações revolucionárias em campos diversos”, afirmou Juan Carlos Castilla-Rubio, um dos autores do estudo e presidente da Space Time Ventures, uma empresa de tecnologia brasileira.

“Por exemplo, uma duradora espuma produzida por uma espécie de sapo tem inspirado a criação de novas tecnologias para capturar dióxido de carbono da atmosfera.”

Plantas amazônicas também poderiam levar a descobertas em relação a antissépticos, cremes contra rugas, remédios ginecológicos e drogas anti-inflamatórias, se elas forem combinadas com novas tecnologias, afirmou o estudo publicado.

O desmatamento e as mudanças climáticas estão ameaçando tornar a maior floresta tropical do mundo numa savana seca, destruindo o potencial biológico, declarou o estudo.

Se mais de 40% da floresta for arrancada, o processo resultante de savanização poderia se tornar irreversível, segundo o estudo. Atualmente cerca de 20 por cento da floresta da bacia amazônica foi derrubada.

“Se as coisas continuarem como estão, a Amazônia vai se transformar em savana. Isso tem enormes consequências”, afirmou Castilla-Rubio.

O Brasil reduziu o índice de desmatamento ilegal em quase 80% na última década, de acordo com o estudo, o que mostra que ainda há tempo de impedir que a floresta se torne uma savana.

A proteção dos direitos indígenas à terra, o combate às mudanças climáticas e a concessão dos incentivos corretos para que empresas deixem de extrair os recursos naturais são cruciais para reduzir ainda mais o desmatamento, disse Castilla-Rubio.

5 de setembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Mundo se aproxima da meta de restaurar florestas danificadas

G1

O mundo se aproximou da meta de restaurar até 2020 vastas áreas de terras e florestas danificadas, disseram no sábado (4) especialistas reunidos no maior encontro mundial de conservacionistas.

Os compromissos são parte do Desafio de Bonn, lançado em 2011 para alcançar em 2020 a restauração de 150 milhões de hectares desmatados e degradados.

“Já cruzamos o marco de 100 milhões de hectares, com 113 milhões, e estamos bem encaminhados para atingir o objetivo do Desafio de Bonn”, disse a ativista de direitos humanos Bianca Jagger em uma coletiva de imprensa.

“Para aqueles que não acham que este é um anúncio importante, vocês deveriam pensar duas vezes. Esta é provavelmente uma das iniciativas mais importantes que existem no mundo hoje”, disse.
Jagger indicou que as terras recuperadas protegerão os recursos hídricos, estimularão a agricultura, gerarão trabalho e combaterão as mudanças climáticas.

Malauí e Guatemala se comprometeram a recuperar 4,54 milhões de hectares de terras degradadas, informaram participantes do simpósio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
No total, 36 governos, organizações e companhias estão comprometidos com o Desafio de Bonn, lançado há cinco anos pela Alemanha e pela UICN e apoiado pela Cúpula do Clima da ONU de 2014.

Sua meta final é chegar a 2030 com 350 milhões de terras restauradas.

A UICN diz que alcançar esse objetivo geraria US$ 170 bilhões por ano em lucros líquidos pela proteção de bacias hidrográficas, melhoria da produtividade das colheitas e produtos florestais, e poderia capturar até 1,7 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano.
Outros países que se comprometeram com o plano recentemente incluem Panamá, Costa do Marfim, República Centro Africana, Guiné e Gana.

5 de setembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Ban Ki-moon pede ao G20 que siga os EUA e China e ratifique Acordo de Paris

Terra

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu neste domingo aos membros do G20 que ratifiquem o acordo para combater a mudança climática alcançado na Cúpula do Clima de Paris (COP21), como fizeram no sábado os Estados Unidos e China.

“Peço aos líderes, particularmente que compõem a cúpula do G20, que mostrem sua liderança, acelerando seu processo de ratificação interna, para que possamos transformar as aspirações nas ações transformadoras que o mundo necessita urgentemente”, disse Ban, em entrevista coletiva em Hangzhou, na China.

Nesta semana a cidade chinesa recebe a reunião de cúpula de líderes do G20, onde Ban Ki-moon participará pela última vez como secretário-geral da ONU antes de deixar o cargo, no final do ano.

O dirigente da ONU recomendou aos líderes das principais economias desenvolvidas e emergentes do planeta que formam o Grupo dos Vinte que aproveitem o “impulso” derivado da ratificação dos EUA e China, os dois maiores emissores de gases poluentes.

Os presidentes Barack Obama e Xi Jinping, oficializaram ontem, em Hangzhou, na presença do principal responsável da ONU, seu compromisso com o Acordo de Paris e com a luta contra o aquecimento global.

Graças a estes dois apoios, segundo Ban, o pacto da COP21 já foi ratificado por 26 dos quase 200 países que se comprometeram a cumpri-lo, que representam 39% das emissões mundiais de gases poluentes, por isso falta a ratificação de outros 29 nações e 16% das emissões para entrar em vigor.

Ban pediu que as principais potências tomem a iniciativa em matéria da mudança climática, algo pelo que, segundo sua opinião, “terão sua recompensa”.

O secretário-geral da ONU reivindicou aos membros G20 que, além de ratificar o acordo, disponham de apoios técnicos e financeiros necessários para que possa ser aplicado.

Para Ban, a luta contra a mudança climática é parte da “transformação” que deve se submeter o G20 para se tornar um fórum “com uma visão de longo prazo”, mas também pediu para a cúpula que “trabalhe em conjunto para resolver desafios urgentes como a pobreza, desigualdade e os conflitos”.

O responsável das Nações Unidas lembrou permanecem os conflito na Síria, Iêmen, Sudão do Sul, Líbia e Mali, e alertou que, como consequência, o número de pobres no mundo chegou aos 65 milhões.

Neste sentido, Ban espera a cúpula do G20 aprove um plano de ação para atingir os objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030, a agenda das Nações Unidas, que continua o trabalho dos Objetivos do Milênio, e pediu para que os líderes alinhem suas políticas nacionais com esse programa.

15 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Los Angeles atinge nível de ozônio mais alto desde 2009

UOL

Los Angeles atingiu o nível de ozônio no ar mais alto desde 2009 devido à estabilidade atmosférica, a temperaturas recorde e aos incêndios, informou na sexta-feira (12) uma fonte oficial à AFP.

“Já registramos 93 dias que excedem os padrões federais, comparados com 69 no ano passado”, explicou o porta-voz da agência que monitora a qualidade ambiental no sul do estado da Califórnia (SCAQMD), Sam Atwood.

Em um estudo publicado em abril, a Universidade de Harvard advertiu que o aquecimento global provocaria perigosos picos de ozônio nos Estados Unidos, principalmente na Califórnia.

O ozônio pode provocar problemas pulmonares em adultos e crianças com asma.

A “estabilidade atmosférica” e a falta de depressões são parte da situação que vive esta zona do país, o que fomenta o aumento da poluição, segundo Atwood.

Los Angeles e seu condado, onde residem mais de 10 milhões de pessoas, reúnem outras características que também influenciam na poluição ambiental: pelas suas estradas circula o maior número de veículos dos Estados Unidos, e nas suas águas operam dois portos gigantescos.

A tudo isso se soma o fato de que várias cordilheiras impedem a boa circulação do ar.

“Nossa economia está em expansão, nossa região continua crescendo, cada vez há mais caminhões que chegam aos portos”, afirmou o porta-voz da SCAQMD.

Apesar do aumento do ozônio, as autoridades ambientais comemoram que a emissão de gases poluentes está em declínio graças às políticas verdes impulsadas pelo governo californiano.

Há três décadas, os picos de ozônio eram três vezes maiores que os de hoje, com mais de 200 dias por ano ultrapassando as normativas federais.

15 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Senado aprova participação do Brasil no acordo do clima de Paris

O Senado aprovou na quinta-feira (11) o projeto de decreto legislativo que confirma a adesão do Brasil ao Acordo de Paris sobre o Clima, celebrado em dezembro passado para frear as emissões de gases do efeito estufa e contornar os impactos da mudança climática.

Com a decisão, a proposta segue agora para promulgação pelo próprio Congresso Nacional, ato que validará legalmente as metas com as quais o país se comprometeu perante os outras 194 nações que aprovaram o acordo no ano passado. Para que o acordo entre em vigor, é preciso que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação.

O acordo foi firmado na capital francesa em 12 de dezembro de 2015, e assinado em Nova York, em 22 de abril de 2016, com assinatura de 175 países. O principal objetivo é manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e fazer esforços para limitar esse aumento a 1,5°C.

Conforme o parecer aprovado no Senado, a participação do Brasil envolve o cumprimento de várias metas internas, dentre as quais:

- Reduzir em 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030;

- Diminuir o desmatamento ilegal a zero na Amazônia até 2030;

- Recuperar 12 milhões de hectares de florestas;

- Recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas;

- Aumentar em 5 milhões de hectares da área de integração lavoura, pecuária e floresta;
- Alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na matriz energética em 2030;

- Fomentar medidas de eficiência e melhorias no transporte público em áreas urbanas;

Essas metas fazem parte de uma lei já aprovada em 2009 que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

No parecer do decreto, a relatora no Senado, Kátia Abreu (PMDB-TO), afirmou que as metas são “um tanto ambiciosas, mas que revelam o alto comprometimento da sociedade brasileira em fazer sua parte no que diz respeito à urgente necessidade de redução de emissão de gases de efeito estufa”.

“A relação entre o Acordo de Paris, o engajamento na colaboração internacional para a economia de baixo carbono e os novos rumos do desenvolvimento sustentável corroboram a necessidade de aprovação parlamentar do Acordo de Paris, demonstrando que também o Congresso Nacional brasileiro se sente responsável pelo êxito dessas ações globais”, diz o texto.

15 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Mapeamento inédito mostra retrato mais detalhado sobre a situação da Mata Atlântica em Curitiba

SOS Mata Atlântica

Desmatamento-SXC-SymbolA Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram na sexta-feira, 12, dados inéditos sobre a situação da Mata Atlântica em Curitiba, no Paraná.

A partir de uma metodologia que reduz de 3 hectares (ha) para 1 ha a área mínima de identificação das imagens captadas por satélite, foi possível produzir um raio-x mais preciso, que inclui fragmentos florestais menores e em estágios iniciais de regeneração. A análise revela que o município tem hoje 3.666 ha, ou 8,6%, de sua Mata Atlântica original. Pela metodologia de 3 ha, considerava-se que este total era de 576 ha, ou 1,3%. Originalmente, 100% do município de Curitiba (43.541 ha) era coberto por Mata Atlântica.

Realizado há 30 anos, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que conta com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, inclui tradicionalmente apenas áreas mais preservadas, acima de 3 ha, por serem essas as capazes de manter a biodiversidade original.

Com a nova metodologia, mais inclusiva, foi possível considerar também áreas com vegetação de porte florestal que tenham sinais de alteração, como bosqueamento e clareiras, ou que ainda estejam em estágios iniciais de regeneração. “São pontos que, mesmo com menor grau de conservação, ainda exercem um papel importante no processo de proteção do solo e dos recursos hídricos”, explica Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do Atlas. De acordo com ela, o mapeamento inédito é um presente para a cidade de Curitiba, que estará disponível para a sociedade e pode ajudar no planejamento de políticas de proteção e recuperação da Mata Atlântica.

A diretora observa também que com o detalhamento de 1 ha foi possível identificar áreas de remanescentes florestais nos maiores parques urbanos, que são representativos para fins de planejamento urbano e indispensáveis para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Esperamos que esse mapeamento, por facilitar o entendimento da ocupação do solo, dê suporte à gestão municipal de Curitiba em ações de conservação. Felizmente, a cidade já conta com o Plano Municipal da Mata Atlântica e diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Mas é importante que se invista na criação de novas áreas protegidas, corredores ecológicos e na recuperação de áreas estratégicas para a proteção da água”, conclui.

Paraná: campeão do desmatamento 

A Mata Atlântica é o bioma predominante no Paraná, presente em 99% de sua área. Restam hoje 11,7% da vegetação original – um pouco menos de 2,3 milhões de hectares (ha). De acordo com os dados do último Atlas, divulgados em maio deste ano, foram desmatados, entre 2014 e 2015, 1.988 ha de florestas nativas no Estado, um aumento de 116% se comparado ao período anterior. Do total devastado, 1.777 ha (89%) ocorreram em regiões de florestas com araucária, espécie símbolo do Paraná e ameaçada de extinção.

Considerado o histórico dos 30 anos de monitoramento, o Paraná lidera o ranking dos maiores desmatados da Mata Atlântica com 456.514 ha destruídos, área que equivale aproximadamente à 11 cidades de Curitiba.

Metodologia

As principais referências para a interpretação realizada no mapeamento detalhado foram as imagens orbitais do sensor LANDSAT 8 de 2015 e os remanescentes florestais do Atlas da Mata Atlântica 2014-2015. Neste mapeamento detalhado, utilizou-se a técnica de interpretação visual, na escala 1:40.000, na tela do computador. A imagem Landsat de 29 de agosto de 2015 (220_78) foi a base para elaboração do mapeamento.

De forma complementar, foram utilizadas as imagens de alta resolução disponíveis no Google Earth para validar e identificar os padrões de mata mapeados. Esta validação confere ao mapeamento maior confiabilidade na diferenciação de áreas de silvicultura e na identificação das áreas de vegetação natural. A utilização das imagens de alta resolução do Google Earth consiste em exportar os polígonos delimitados nas imagens Landsat e confrontá-los com as imagens de alta resolução. Este processo possibilitou a identificação, o detalhamento e maior refinamento do mapeamento.

O mapeamento detalhado mapeia outros fragmentos em menor estado de conservação e identifica áreas de várzea com vegetação natural. No processo de interpretação das novas áreas, os remanescentes florestais são validados e, quando necessário, os limites dos fragmentos são redefinidos ou reclassificados para adequação dos padrões estabelecidos na classificação do mapeamento detalhado.

4 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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2015 é recordista em calor e emissão de gases, diz agência americana

G1

O ano de 2015 superou o de 2014 como o mais quente da história, desde que os registros começaram, e bateu recordes na emissão de gases do efeito estufa, segundo o relatório anual da Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).

De acordo com este estudo, o clima em 2015 esteve muito influenciado pelo fenômeno do El Niño, que impactou o planeta de uma forma sem precedentes.

A temperatura da superfície global da terra ficou situada entre 0,42ºC e 0,46ºC acima da média global registrada entre 1981 e 2010. A temperatura da superfície do mar registrou entre 0,33ºC e 0,39ºC acima da média do mesmo período. Ambas romperam a marca de 2014, tornando-se as temperaturas mais altas desde a segunda metade do século XIX, época na qual aparecem os primeiros registros.

Estados Unidos, Europa e África registraram o segundo ano mais quente de sua história, enquanto alguns países como Espanha, Suíça, Rússia, Belarus, Lituânia e Finlândia quebraram o recorde.

A China também viveu o ano mais quente de sua história, pelo menos desde que existem dados. Além de recordes de temperaturas, há registros históricos em secas e precipitações ao longo do planeta.

Emissão de gases

O relatório, chamado “estado do clima”, também revelou um recorde em emissões de gases do efeito estufa como o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio e o metano, que alcançaram 399,4 partes por milhão (ppm), 2,2 vezes mais que o ano anterior.

O nível dos mares também foi o mais alto desde que começou a ser medido em 1993, com um aumento de 70 milímetros desde 1993, enquanto a temperatura do Ártico foi 1,2ºC superior à média de entre 1981 e 2010.

Os recordes podem ficar obsoletos muito em breve já que o primeiro semestre de 2016 já foi o mais quente da história, ainda impactado pelo El Niño.

4 de agosto de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Ministro reforça Política de Resíduos Sólidos

MMA

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, afirmou que o ministério está revisando a destinação dos recursos de fundos que financiam o meio ambiente e a maneira com que estão sendo gastos nos País. O objetivo é incluir ou priorizar alocação de recursos para a gestão de resíduos sólidos. Sarney Filho também se comprometeu em discutir, no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a concessão de emendas parlamentares para a mesma finalidade.

“Nós vamos fazer com que esses recursos dos fundos, que não são orçamentários, possam beneficiar as populações e o meio ambiente de municípios, priorizando aqueles no entorno de unidades de conservação, com ações de ganho socioambiental”, afirmou o ministro.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3/8), na Câmara dos Deputados, durante evento da Frente Parlamentar Ambientalista para debater o sexto ano da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/10.

Na ocasião, Sarney Filho disse que era uma alegria participar do evento, pois a Frente Parlamentar Ambientalista é um espaço importante para a atuação legislativa, do qual ele participou por muitos anos e que ajudou a criar. “Foi a Frente Parlamentar Ambientalista que tomou a dianteira para a aprovar a PNRS”, reforçou. Para o ministro, apesar de a Lei ser muito boa, não é fácil implantá-la na integralidade. “Entendemos que grande parte dos municípios brasileiros esbarra em falta de estrutura, recursos e corpo técnico. Mas pelo fato de existir, a legislação já trouxe avanços palpáveis. Agora, é importante que os poderes municipal, estadual e federal possam contribuir e cooperar de forma mais efetiva para a implementação da Política Nacional.”

Avanços 

O gerente de Resíduos Sólidos do MMA, Eduardo Santos, apontou os avanços após a implantação da Lei e as perspectivas para o futuro. Entre os avanços, ele destacou a inclusão dos catadores de materiais recicláveis na cadeia produtiva do resíduo sólido; a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduo e o marco legal para a atividade.

Também foram destacados a criação de metas para a eliminação de lixões; a instituição de instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal, metropolitano e municipal; e a necessidade de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Catadores 

O representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Severino Lima Júnior, considera o catador o ator principal da cadeia produtiva em questão. “Há seis anos a gente discutia essa participação e hoje ela está sendo vivida”, destacou.

De acordo com Severino, a atuação dos catadores na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ajudou a acabar com a desconfiança com o trabalho da categoria. “Demonstramos excelência e hoje participamos da economia circular. Investimos em formação, equipamentos, logística. Nosso trabalho hoje é procurado e temos o reconhecimento da população e de dirigentes de órgãos públicos e privados”.

Interlocução 

Para o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Ricardo Tripoli (PSDB/SP), ter como ministro do Meio Ambiente alguém com facilidade e conhecimento do funcionamento do parlamento é um avanço na interlocução com o governo federal. Ele destacou que, no sexto ano de implantação, há motivos para comemorar. “O tratamento adequado dos resíduos sólidos é uma questão de saúde pública. Quanto mais lixo tratado, menos leitos de hospitais ocupados. Há ainda um componente econômico que é o valor agregado aos resíduos secos e orgânicos.”

A mesa de abertura do evento contou ainda com a participação do diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, e do presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), Victor Bicca.