blog.ecoinformacao.com

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Empresa de Benedito Novo desenvolve produto 100% ecológico para caldeiras

Por Silvia Regina  – New Age Comunicação

A geração de vapor é uma operação industrial amplamente utilizada em todo o mundo. Além de ser a forma mais econômica e prática na transferência de calor, é o combustível utilizado em alguns segmentos como: as usinas termelétricas, indústrias têxteis e de tintas, cervejarias e indústria alimentícia. Por isso, a JJ Pellets, uma empresa de Benedito Novo, desenvolveu o Pellet de Pinus, um produto para caldeiras 100% ecológico, certificado pela Fundação do Meio Ambiente (FATMA) e que pode gerar 45% de economia em energia elétrica para as empresas que dele se utilizam.

A empresária Leila Schuls explica que o granulado é composto por resíduos de uma espécie de pinheiro conhecida como Pinus. “O nosso produto é totalmente natural, seu descarte é muito simples e prático e a utilização pode gerar uma economia de 45% de energia elétrica. O pinus não polui o meio ambiente e sua combustão é perfeita para o uso em caldeiras”, conta. Muitas indústrias ainda utilizam outros tipos de combustíveis para a queima em caldeiras – como a lenha, óleos pesados, gasóleos, entre outros – sendo que muitos deles provocam sérias alterações no meio ambiente.

Atualmente, a empresa atende consumidores nas cidades de Balneário Camboriú, Lages, Florianópolis e Curitiba, que utilizam o Pellet de Pinus para aquecer chuveiros, piscinas, fornos e etc. A meta para 2017 é ampliar a carteira de clientes e fornecer o produto para outros estados brasileiros. O produto é vendido em sacos de 20 kg para pizzarias, padarias, academias e hotéis.

“Estamos no mercado desde 2016 e nosso faturamento foi de R$ 1,5 milhão. É um bom faturamento para o primeiro ano, mesmo com a crise e o alto custo para a produção do produto. Por isso, pretendemos ampliar nossas vendas e no futuro exportar. Estamos oferecendo uma solução que contribui na diminuição da poluição atmosférica e protege nosso solo. É possível produzir energia sem causar danos ao nosso planeta”, afirma Leila.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Água: Ministério investirá R$ 135 milhões

MMA

Os estados receberão novos recursos para investimento na área hídrica. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, orientou a renovação por mais cinco anos do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão). A medida aumentará o valor anual por estado para R$ 1 milhão. O anúncio foi feito na terça-feira (28/03), em Brasília, na abertura da 2ª Reunião para o Fortalecimento da Gestão dos Recursos Hídricos.

Ao todo, serão destinados R$ 135 milhões no período de cinco anos. Como representante do ministro, o secretário-executivo do MMA, Marcelo Cruz, destacou a importância da iniciativa. “Estaremos investindo, assim, a para a gestão de recursos hídricos no país de forma democrática e descentralizada, como determina a Lei 9.433 (Lei das Águas)”, declarou. A legislação completou, neste ano, 20 anos.

Outras políticas ambientais com foco na gestão dos recursos hídricos também foram apontadas. Marcelo Cruz ressaltou o programa de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente para Produção de Água, que promove a recuperação de vegetação nativa em nascentes. Serão R$ 48 milhões para recuperar uma área de 5,6 mil hectares. “Ações de recomposição da cobertura vegetal merecem destaque no combate à crise hídrica”, afirmou.

A reunião faz parte da programação do Mês das Águas, celebrado com diversas atividades desde o início de março. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Jair Tannús, afirmou que a integração entre o governo federal, estados, municípios e sociedade é fundamental. “Os desafios reafirmam a importância de uma articulação planejada”, explicou. Segundo ele, é necessário trabalhar em conjunto para aprimorar as políticas brasileiras.

Os trabalhos focarão, ainda, no planejamento do 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em março de 2018, em Brasília. Será a primeira vez que a maior reunião sobre o tema será realizada no Brasil. “Nossa ambição é transformar o Fórum num momento de discussão global para o fortalecimento técnico, institucional e político do Sistema Nacional de Recursos Hídricos”, declarou o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Poluição de comércio internacional matou 700 mil pessoas em um ano, dizem cientistas

G1

A poluição atmosférica de indústrias que produzem bens para exportação é ligada a mais de 700 mil mortes prematuras mundialmente por ano. A qualidade do ar afeta tanto as pessoas que vivem a milhares de quilômetros da fonte da poluição quanto as que vivem próximas, disseram pesquisadores na quarta-feira (29).

Emissões de indústrias na China produtoras de bens para exportação são ligadas a mortes por doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e câncer de pulmão nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com relatório publicado na revista “Nature”.

“Mortalidade prematura relacionada à poluição do ar é mais do que uma questão local e nossas descobertas quantificam a extensão do quanto a poluição atmosférica é um problema global”, disse Dabo Guan, coautor do estudo e professor de economia de mudanças climáticas na Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

“O comércio internacional está globalizando ainda mais a questão da mortalidade por poluição do ar ao permitir que atividades de produção e consumo sejam fisicamente separadas”, disse Guan em comunicado.
O relato é o primeiro a relacionar mortes prematuras mundialmente com comércio internacional, segundo os pesquisadores, e utilizou dados de 2007.

30 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

China pede que Trump cumpra com compromissos do Acordo de Paris

Terra

O governo chinês pediu na quarta-feira (29) ao presidente americano, Donald Trump, que cumpra com os compromissos do Acordo de Paris, que os EUA ratificaram durante o mandato de Barack Obama, apesar da recente ordem do novo líder de acabar com a política contra a mudança climática de seu antecessor.

“Ainda acreditamos que todas as partes (…) devem cumprir com seus compromissos e implementar o acordo”, respondeu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, ao ser perguntado pelo decreto assinado ontem por Trump, com o qual procura a independência energética do país, e criar empregos acabando com as políticas ambientais e com o legado contra a mudança climática de Obama.

O porta-voz reafirmou, durante uma entrevista coletiva, o compromisso da China com o clima e afirmou que o gigante asiático está “decidido” a cumprir com suas obrigações “cem por cento”.

Lu lembrou que o Acordo de Paris, que Trump ameaçou abandonar, não foi fácil de conseguir. “É um marco na campanha global” contra a mudança climática, ressaltou.

“Todas as partes (envolvidas) realizaram contribuições positivas, incluindo a China e Estados Unidos”, acrescentou.

O porta-voz afirmou que a China não será afetada pelo que fizerem outros países. “Tanto se seguirem comprometidos como se não, a China está decidida a cumprir os objetivos”.

O governo chinês seguirá trabalhando com outras nações para fomentar o diálogo e tratará de aumentar seus esforços para conseguir um desenvolvimento econômico “verde”, com um baixo consumo de energias poluentes como o carvão, apontou.

O porta-voz recusou comentar se o presidente da China, Xi Jinping, tratará este assunto durante seu primeiro encontro com Trump, que deve ocorrer na semana que vem nos Estados Unidos, embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente.

“Por enquanto, não tenho informação a oferecer”, se limitou a dizer Lu Kang.

22 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Uso eficiente de recursos naturais pode injetar US$ 2 tri na economia, diz ONU

ONU News

O uso mais inteligente e eficiente dos recursos naturais do mundo pode injetar US$ 2 trilhões na economia global até 2050 e também compensar os custos de uma ação ambiciosa contra a mudança climática, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são da ONU News, em Nova York.

Em um comunicado, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, citou uma nova pesquisa do chamado Painel Internacional de Recursos, um grupo de especialistas de gestão de recursos naturais ligado à agência da ONU, segundo a qual “fazendo um uso melhor dos bens naturais do planeta”, é possível “injetar mais dinheiro na economia para criar empregos e aprimorar meios de subsistência, além de criar os fundos necessários para financiar uma ação climática ambiciosa”.

O relatório Eficiência de Recursos: Potencial e Implicações Econômicas, encomendado em 2015, diz que o investimento em uma ação climática ambiciosa causaria queda de 3,7% no produto global bruto per capita até 2050. No entanto, segundo o documento, o uso mais sustentável de materiais e energia não apenas cobriria o custo de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius, mas também adicionaria US$ 2 trilhões na economia global até 2050.

Outras conclusões apontam para ganhos econômicos assimétricos pela eficiência de recursos e extração mais lenta, que afetariam algumas indústrias, como mineração. De acordo com o relatório, os países, entretanto, ganhariam mais implementando políticas de compensação e transferência para facilitar a transição para práticas mais eficientes do que continuando a apoiar atividades ineficientes.

Além dos benefícios econômicos, a análise mostra que a eficiência e ação climática reduziriam o uso global de recursos em cerca de 28% em 2050, em comparação com tendências atuais.

Segundo estimativas, a população mundial deve crescer 28% até 2050 e usar 71% a mais de recursos por pessoa. Sem medidas urgentes para aumentar a eficiência, o uso global de metais, biomassa, minerais e outros materiais vai subir de 85 bilhões para 186 bilhões de toneladas por ano no mesmo período.

22 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Fenômenos climáticos extremos prosseguirão em 2017, diz ONU

G1

Após um ano de 2016 com temperaturas em nível recorde no qual a banquisa (água do mar congelada) no Ártico seguiu minguando e o nível do mar subindo, as Nações Unidas advertiram na terça-feira (21) que os fenômenos climáticos extremos prosseguirão em 2017.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU, publicou seu relatório anual sobre o estado mundial do clima coincidindo com a jornada meteorológica mundial, que será realizada em 23 de março.

“O relatório confirma que 2016 foi o ano mais quente já registrado. O aumento da temperatura em relação à era pré-industrial alcançou 1,1ºC, ou seja, 0,06ºC mais que o recorde anterior de 2015″, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado.

Segundo a OMM, os fenômenos chamados extremos não apenas seguirão em 2017, mas os estudos recentes “dão a entender que o aquecimento dos oceanos pode ser mais pronunciado do que se acreditava”.

Os dados provisórios dos quais a ONU dispõe revelam que o ritmo de crescimento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera não foi freado.

“Depois que o potente (fenômeno climático) El Niño de 2016 se dissipou, hoje assistimos a outras alterações no mundo que não conseguimos elucidar, estamos ao limite de nossos conhecimentos científicos sobre o clima”, disse por sua vez o diretor do programa mundial de investigação sobre o clima, David Carlson.

O fenômeno El Niño, que ocorre a cada quatro ou cinco anos com intensidade variável, provocou um aumento da temperatura do Pacífico, desencadeando, por sua vez, secas e precipitações superiores à média.

Em geral, este fenômeno chega ao seu ponto máximo no fim do ano, perto do Natal, daí seu nome, em referência ao menino Jesus.

Por sua vez, o Ártico viveu ao menos três vezes neste inverno o equivalente polar de uma onda de calor, segundo a OMM, que ressalta que em alguns dias a temperatura era próxima ao degelo.

Segundo as conclusões dos pesquisadores, as mudanças no Ártico e o degelo da banquisa provocam uma modificação geral da circulação oceânica e atmosférica que afeta, por sua vez, as condições meteorológicas de outras regiões do mundo.

É o caso do Canadá e de grande parte dos Estados Unidos, que tiveram um clima suave pouco habitual, enquanto na península arábica e no norte da África foram registradas no início de 2017 temperaturas anormalmente baixas.

Além disso, as temperaturas na superfície do mar foram em 2016 as mais altas já registradas e o aumento do nível médio do mar prosseguiu, enquanto a superfície da banquisa no Ártico foi inferior à normal durante grande parte do ano.

“A concentração de CO2 na atmosfera não para de bater recordes, o que demonstra cada vez com mais clareza a influência das atividades humanas no sistema climático”, explicou Taalas.

17 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Museu do Amanhã ganha na França prêmio de Construção Verde mais Inovadora

Agência Brasil

O Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, ganhou na quinta-feira (16) o prêmio internacional Mipim (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários), na categoria Construção Verde mais Inovadora, superando concorrentes do Reino Unido, da Suécia e da Alemanha. O resultado foi divulgado em Cannes, na França.

Foto: Divulgação/Derek Mangabeira

Foto: Divulgação/Derek Mangabeira

Para o diretor-geral do museu, Ricardo Piquet, o prêmio é um reconhecimento da conexão entre o conteúdo do Museu do Amanhã, que “trata da sustentabilidade do planeta”, e o fato “de ser um prédio sustentável”.

Piquet acentuou que, com o prêmio, a responsabilidade aumenta, na medida em que se tem que preservar os sistemas que foram pensados e projetados para o museu, para dar o caráter sustentável ao prédio. Entre esses sistemas, ele destacou o de captação de água da Baía de Guanabara, as placas de energia solar na cobertura, e o espelho d’água que reduz a temperatura no entorno do museu.

“Todos os quesitos da sustentabilidade e a relação com o tema propriamente dito, a relação do museu com o meio, com o entorno, com a própria Baía de Guanabara. Esses compromissos serão mais percebidos”, frisou Piquet.

“Arquitetura e conteúdo, localização no espaço urbano e integração com meio ambiente, tudo neste museu converge para um despertar de consciência sobre como as escolhas feitas hoje, por cada um de nós, impactam em um amanhã comum”, ressaltou Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, instituição responsável pela concepção do Museu do Amanhã.

O Prêmio Mipim foi criado em 1991. A competição seleciona os mais notáveis projetos já construídos ou em fase de construção em todo o mundo. O Museu do Amanhã concorreu com a sede da Siemens, em Munique, na Alemanha; o edifício residencial 119 Ebury Street, em Londres; e a fábrica da Värtan Bioenergy, em Estocolmo.

No ano passado, o Museu do Amanhã obteve o Selo Ouro da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design – Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português), concedida pelo Green Building Council, principal instituição americana na chancela de edificações verdes. Foi o primeiro museu brasileiro a obter este reconhecimento no segundo mais alto nível de classificação.

Grandeza

Ao visitar o Museu do Amanhã no último da 9, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, se disse “impressionado com a grandeza, com o conceito do museu”. O ministro enfatizou, na ocasião, que o museu “é a cara do Brasil”, em uma referência às suas características de tecnologia e sustentabilidade.

Segundo o ministro, o diferencial do Museu do Amanhã para conquistar o prêmio é a sustentabilidade. “É um museu ecologicamente correto. Isso é um grande diferencial, tem todo um conceito moderno, mas um conceito de sustentabilidade muito diferente do de outros museus.”

Beltrão disse que, do ponto de vista ecológico, os benefícios são fundamentais para que o museu funcione gastando pouca energia, o que torna mais barata sua manutenção. “Aqui, não só conhecemos quem nós fomos, quem somos e quem queremos ser, a questão do amanhã. Mas [há] um conceito de modernidade, de tecnologia, de sustentabilidade que está impregnado aqui no museu”, acrescentou.

17 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Geleiras dos Alpes italianos se rendem à mudança climática

Terra

A situação das geleiras é dramática na Itália, onde quase todo o gelo está derretendo devido à mudança climática e algumas podem desaparecer nas próximas décadas, segundo o Comitê Glaciológico do país (CGI).

“Nos últimos anos, quase 100% das geleiras italianas monitoradas sofreram diversas reduções, fortes contrações, e perderam tanto em extensão como em volume”, explicou à Agência Efe Carlo Baroni, coordenador do setor da Lombardia do CGI.

O CGI conta com mais de um século de existência, realiza a cada ano campanhas de monitoramento das massas de gelo do país (a grande maioria delas na cadeia montanhosa dos Alpes, no norte do país) e trabalha com 200 operadores graciologistas, embora todos eles sejam voluntários.

Baroni esclareceu que há alguns anos as geleiras “adquirem espessura ao invés de perder” devido aos “altos e baixos nas temperaturas e precipitações”, mas que “a tendência não para”, e apontou que o principal motivo da redução das massas de gelo é o aquecimento global.

“O aquecimento global é incontestável por causas que podemos deduzir: há uma evidência de que a emissão dos gases do efeito estufa, sobretudo CO2 e metano, são relevantes para o aquecimento”, destacou Baroni.

Divulgação/EcoIn.

Divulgação/EcoIn.

Como geólogo, Baroni não vê “um problema conceitual na contração ou expansão das geleiras”, mas sim em que “nada seja feito para reduzir a poluição, algo extremamente necessário”, e embora seja consciente das pressões políticas que rodeiam este tema, “o que é certo é que geleiras estão se descongelando”.

Este derretimento das geleiras traz uma série de riscos evidentes que estão aumentando. Tristemente, a Itália é vítima deles, como o deslizamento de terras que deixou dezenas de mortos em janeiro no centro do país. Além do risco trazido pela mobilidade das geleiras, em zonas altas das montanhas, que cada vez são mais visitadas por turistas.

Baroni nomeia casos concretos como o da geleira Adamello (no vale Camonica, entre as regiões da Lombardia e Trentino-Alto Ádige) e do Careser (na cadeia montanhosa Ortles-Cevedale, no vale do Peio, na região de Trentino-Alto Ádige), que é monitorada desde 1967 e que “em poucas dezenas de anos diminuirá muitíssimo, até desaparecer em 2050, aproximadamente”.

Outro caso que chama atenção da Associação Italiana de Guias Ambientais Excursionistas, a única de seu âmbito reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico, é o caminho que percorre Morteratsch (montanha do maciço de Bernina) e que está cheio de sinais que mostram como a geleira foi retrocedendo desde 1845 até hoje, com uma média de 200 metros a cada década.

Seu vice-presidente, Filippo Camerlenghi, fala de uma “situação dramática” em uma geleira que “tem milhares fendas”, por isso que a associação chama a atenção das “pessoas para a mudança climática e o fato de que as geleiras estão diminuindo, algo que está tendo muita atenção por parte do público e das escolas”.

Além disso, em novembro do ano passado uma equipe de pesquisadores do Instituto para a Dinâmica dos Processos Ambientais do Conselho Nacional de Pesquisa de Veneza (CNR) publicou um artigo que afirma que as geleiras da montanha de Ortles, também na cordilheira Bernina, estão se deslocando após sete mil anos de existência.

O CGI lamenta a falta de interesse das autoridades no monitoramento contínuo das geleiras, em comparação, por exemplo, com o dos vulcões, e da falta de fornecimento dos instrumentos pertinentes.

Além disso, reivindica maior cooperação por parte da administração das regiões, que, segundo Baroni, “adquirem as imagens atualizadas das geleiras, mas não disponibilizam livremente”, o que dificulta seu trabalho de comunicação com os países que compartilham os Alpes.

O presidente do CGI, Massimo Frezzotti, declarou em conversa por telefone com a Efe que “não se pode esquecer que as massas de gelo representam a caixa d’água doce durante o verão”, razão pela qual as geleiras “alimentam a agricultura e a indústria”.

“O que podemos fazer para evitar este descongelamento? Individual e localmente, muito pouco, porque houve alguns projetos que foram criados principalmente para permitir que as pessoas esquiem no verão”, lamentou Baroni, enquanto as geleiras dos Alpes continuam descongelando sem pausa.

16 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Seca e desmatamento põem floresta amazônica em risco

Terra

A floresta amazônica está em risco de cair em um círculo vicioso de seca e desmatamento provocado pela ação humana e pela redução das precipitações na região, segundo um estudo publicado na segunda-feira (13) na revista “Nature”.

A pesquisa, liderada pela cientista Delphine Clara Zemp do Instituto de Pesquisa Climática de Potsdam (PIK, por sua sigla em alemão), foi realizada através de uma complexa e inovadora análise dos fluxos de água que permitiram aprofundar na estreita relação existente entre o desmatamento e a seca.

“Por um lado sabemos que a redução de precipitações aumenta o risco de desmatamento e, pelo outro, este desflorestamento pode intensificar a seca na região”, manifestou Zemp.

“Por isso que quanto maior a seca, menor a floresta, e quanto menor a floresta, maior a seca e assim sucessivamente. As consequências deste círculo vicioso entre as plantas do solo e a atmosfera que as rodeia não estão claras”, acrescentou.

Mas a cientista afirmou que este estudo “proporciona mais luz sobre esta questão, sublinhando o risco de que o desmatamento está diretamente relacionado com a redução de precipitações”.

Embora a média de precipitações não varie drasticamente, a extensão das secas afetará o Amazonas e poderia finalmente se transformar em uma savana, segundo as previsões lançadas pela publicação.

“O ciclo de água no Amazonas é mistura de física e biologia, mas é além disso uma das maiores maravilhas da natureza”, explicou o coautor Henrique M.J. Barbosa da Universidade de São Paulo (Brasil).

“Embora o ciclo seja muito poderoso, também é surpreendentemente suscetível às mudanças ambientais e a ação humana está impondo perturbações maciças no Amazonas pela poda de árvores e pelos gases do efeito estufa que reduzem a umidade e as precipitações e termina afetando até as partes inexploradas da floresta”, detalhou.

Além disso, o estudo sustenta que uma das fortalezas que tem a floresta para resistir a esta ameaça é a diversidade na vegetação.

“Como cada espécie reage de uma maneira diferente, ter uma grande diversidade na vegetação pode significar que o ecossistema resista melhor”, afirmou Marina Hirota da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil), outra responsável pelo estudo.

“Preservar a biodiversidade se transforma não só em uma questão de amar a natureza, mas em um elemento estabilizador do sistema terrestre”, concluiu.

16 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
Comentários desativados

Pesquisadores vão extrair óvulos das 2 últimas fêmeas de rinoceronte branco do norte para salvar espécie

G1

As duas últimas fêmeas de rinoceronte branco do norte que existem no mundo, Fatu e Naeem, serão estimuladas hormonalmente para obter óvulos para que possam ser fecundados em um laboratório, após o sucesso de uma equipe de especialistas com a subespécie irmã, o rinoceronte branco do sul.

“É o mamífero do planeta que está em maior perigo de extinção”, afirmou à Agência Efe Jan Stejskal, porta-voz do zoológico tcheco de Dvur Kralove, proprietário dos animais, que vivem atualmente na reserva Ol Pejeta Conservancy, no Quênia.

 Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Com o método de extração do gameta feminino conhecido como aspiração folicular (OPU, ovum pick-up em inglês) tentarão salvar a subespécie do rinoceronte branco do norte (Ceratotherium simum cottoni), da qual existem apenas cinco exemplares na atualidade, que são incapazes de se reproduzirem por meios naturais.

Os óvulos das fêmeas serão depois fecundados com esperma congelado, para tentar obter embriões que serão também congelados.
“É mais viável congelar um embrião que um óvulo”, explicou Stejskal.

Isto dará tempo aos especialistas para que possam desenvolver a técnica de implantação no útero de uma fêmea de rinoceronte branco do sul (Ceratotherium simum simum), que será a mãe substituta.

A razão é que Fatu, por uma certa patologia no útero, e Naeem, por defeitos em suas patas traseiras, “não podem levar a bom termo a gestação”, disse o porta-voz.