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18 de junho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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96% dos brasileiros dizem se preocupar com o meio ambiente

Eco Desenvolvimento

bandeira-brasilUm estudo da Cupons Mágicos, plataforma que disponibiliza cupons de desconto para compras online, indica que 96% dos brasileiros estão preocupados com o meio ambiente. Porém, a maior parte dos entrevistados diz não estar disposta a ter gastos extras para ser sustentável.

A pesquisa, realizada em Maio de 2016 e que contou com 1306 pessoas maiores de 18 anos em todo o Brasil, foi feita para esclarecer o que os brasileiros pensam acerca do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no último dia dia 5 de junho. O objetivo da data é trazer à tona os problemas ambientais mundiais e lembrar da importância da preservação dos recursos naturais.

De um modo geral, os brasileiros dizem fazer o que podem para impactar o meio ambiente o menos possível, desde que gastos extras não estejam envolvidos. O estudo aponta que 41%, por exemplo, não compram alimentos orgânicos porque são caros e 6% não acreditam que esse tipo de alimento faça a diferença na saúde e no meio ambiente. Quando o assunto é moda, 42% não consomem roupas e acessórios sustentáveis porque são mais caros do que artigos de procedência duvidosa.

Além disso, apenas 19% têm sistema de captação de água da chuva, 9% possuem casas com energia solar e somente 4% cultivam parede ou telhado vivo (forrado com plantas) – recursos que requerem, além de disposição para reformas, investimento para implementar essas melhorias.

Economia 

Já quando atitudes sustentáveis são acompanhadas pela economia de dinheiro, os brasileiros aderem de maneira mais fácil. Ao todo, 80% afirmam utilizar recursos domésticos para impactar o menos possível o meio ambiente. O recurso mais utilizado é a lâmpada LED, aparecendo em 68% das respostas. Ela consome menos energia e, consequentemente, a conta de energia diminui. Já 56% dos entrevistados afirmaram que fazem reciclagem de lixo e fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba já é um hábito de 45% dos brasileiros.

A sustentabilidade não fica restrita ao lar. Também fora de casa, 90% dos brasileiros dizem tomar atitudes para impactar o meio ambiente o menos possível: 86% não jogam lixo na rua ou na natureza, 39% procuram usar transporte público e 34% usam ecobags no supermercado em vez de sacolas de plásticas.

Vilão do meio ambiente 

Os brasileiros também citaram no estudo o que acham ser os maiores vilões do meio ambiente. Para eles, a solução dos maiores problemas ambientais do Brasil depende mais de ações do Estado e de empresas do que de ações individuais de cada cidadão. O desmatamento das florestas (33%) foi o problema apontado como o mais grave, seguido pela poluição de rios, lagos e mar (21%) e a falta de saneamento básico (10%). Por último, ficaram: mudanças climáticas (1,8%), a poluição do ar (7%) e desperdício de água (8%).

18 de junho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Poluição obriga Santiago do Chile a decretar nova emergência ambiental

Terra

Bandeira ChileA prefeitura metropolitana de Santiago decretou para este sábado (18) a terceira pré-emergência ambiental do ano devido aos altos índices de poluição que afetam à capital do Chile, uma das mais poluídas do planeta.

Segundo um comunicado divulgado na noite desta sexta-feira, a medida vale para os veículos com conversor catalítico (selo verde) cujas placas terminem em 4 e 5 e os sem selo verde cujos últimos dígitos sejam 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Estes últimos veículos, sem conversor catalítico, já quase não existem em Santiago, cidade de quase sete milhões de habitantes.

A medida ambiental também ordena a paralisação de fontes fixas industriais e a proibição total do uso de calefatores a lenha e derivados da madeira.

Santiago é considerada uma das cidades mais poluídas da América Latina e registra constantes episódios de alerta ambiental há mais de 20 anos.

18 de junho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Parlamento da Noruega aprova fim das emissões de CO2 até 2030

UOL

NoruegaLegisladores votaram a favor de que a Noruega, um grande produtor de energia, deixe de emitir dióxido de carbono (CO2) na atmosfera até 2030, duas décadas antes do previsto, como consequência do acordo do clima assinado em dezembro de 2015 durante a COP21, em Paris.

Uma resolução foi aprovada na noite de terça-feira por 54 votos a favor e 47 contra, apesar da oposição do governo conservador.

Para alcançar o objetivo, a Noruega terá que investir na chamada compensação de carbono – projetos de redução líquida de CO2 na atmosfera, através de reflorestamento ou da melhora da eficiência energética em países pobres, por exemplo.

O ministro do Clima e do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, afirmou em uma carta ao parlamento que a iniciativa era prematura e cara, dizendo que poderia custar 3,2 bilhões de euros por ano.

A oposição, no entanto, defendeu a iniciativa.

“Seria menos dispendioso e as consequências para a sociedade seriam menores se adiássemos esta medida?!” – perguntou Terje Aasland, do Partido Trabalhista.

Como principal produtor de petróleo da Europa Ocidental, a Noruega é um grande emissor de gases do efeito estufa, mas também é um defensor da luta contra as mudanças climáticas.

Suas emissões de gases do efeito estufa aumentaram 1,5% em 2015 em relação ao ano anterior, principalmente depois que um novo campo de petróleo entrou em operação.

A maioria da sua eletricidade, no entanto, já é gerada com hidrelétricas.

Em 2008, a Noruega definiu que chegaria à emissão zero de CO2 em 2030, mas ressaltou que o prazo era dependente de um acordo internacional sobre o clima.

Após o fracasso da cúpula do clima da ONU em Copenhague, em 2009, o prazo foi adiado para 2050.

Em 2015, o acordo do clima alcançado em Paris reativou o objetivo de zerar as emissões até 2030.

Os legisladores também votaram a favor de uma recomendação para ratificar o acordo de Paris.

Durante a COP21, 177 governos definiram o objetivo de limitar o aquecimento global “bem abaixo” de 2ºC, em comparação com os níveis pré-industriais.

Os cientistas alertam que a Terra está a caminho de um aquecimento muito maior e potencialmente catastrófico, e que alcançar a meta de 2ºC exigirá um esforço sem precedentes.

18 de junho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Mudança climática terá impacto maior na América Latina

Terra

As consequências da mudança climática serão mais notórias na América Latina do que em muitas regiões do mundo devido à grande biodiversidade do continente e à forte dependência da economia destes países do setor primário, apontaram nesta quarta-feira à Agência Efe responsáveis do programa Euroclima.

Um dos líderes do Euroclima, um programa que fomenta a cooperação meio ambiental entre a UE e 18 países da América Latina, Horst Pilger, declarou que os efeitos da mudança climática serão notados particularmente na América Latina, reduzindo a biodiversidade em alguns dos países com maior riqueza biológica do mundo, como Brasil, Costa Rica e Colômbia.

Além disso, afetará notoriamente a economia em comparação com regiões como a Europa porque a produção econômica na América Latina “é muito dependente da agricultura e dos recursos primários” e a mudança climática afeta mais este setor do que a indústria e os serviços, afirmou Pilger.

Pilger fez essas declarações no marco da realização dos Dias Europeus do Desenvolvimento, nos quais o Euroclima apresentou seus avanços e o trabalho que realiza em conjunto junto a seus membros implementadores.

Para combater estes desafios que a América Latina enfrenta é necessário fortalecer “a troca de conhecimentos” entre a UE e as instituições, mas também entre os próprios países, no que é conhecido como “cooperação sul-sul”, apontou à Agência Efe o responsável da direção geral de Cooperação Regional em mudança climática da Comissão Europeia, Catherine Ghyoot.

Este programa centrará sua terceira fase, que começa neste ano, em incentivar a cooperação entre nações com o objetivo de “reforçar a resistência da região latino-americana perante a mudança climática e promover oportunidades para um crescimento verde”, segundo apontou o Euroclima em comunicado.

Os representantes do Euroclima asseguraram à Agência Efe que o programa conseguiu que os países da região pudessem intercambiar boas práticas sobre mudança climática.

Além disso, a redução da “vulnerabilidade social e meio ambiental para a mudança climática” acarretaria, segundo os responsáveis deste programa, em uma “redução da pobreza na América Latina”.

“Queremos que a região cresça, mas a um ritmo sustentável”, disse Pilger em referência aos desafios futuros.

A UE procura em termos gerais uma conciliação “da sustentabilidade ambiental com o desenvolvimento constante” em uma região “muito exposta à mudança climática e às catástrofes naturais”, para o que, segundo o Euroclima, foi destinado um orçamento total de cerca de 300 milhões de euros.

Inaugurado em 2010, o Euroclima “facilita a integração das estratégias e medidas de mitigação e de adaptação perante a mudança climática” nas políticas de 18 países da América Latina, segundo explica a iniciativa em comunicado.

A União Europeia destinou no período 2010-2016 mais de 16 milhões de euros só através do programa Euroclima para potencializar projetos destinados a diminuir os efeitos da mudança climática na América Latina.

Atualmente o programa está em sua segunda fase e se centra na troca de informação e experiências, na melhora da capacidade agrícola para se adaptar à mudança climática e na tomada de medidas de “adaptação e mitigação com benefícios adicionais” em outros setores.

Entre os parceiros implementadores dos programas membros da comissão pelo Euroclima figuram a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe para as Nações Unidas (Cepal), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia (JRC), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Assistência Técnica do Programa.

29 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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São Paulo recebe encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo

Agência Brasil

bandeira-de-sao-pauloA cidade de São Paulo recebe até domingo (29) o Bicicultura. O maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. Durante o feriado, o evento vai oferecer 160 atividades, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e prática esportiva, para adultos e crianças. A programação acontece na região central da capital paulista, concentrada no entorno do Teatro Municipal.

Há atividades na Galeria Olido e na Praça das Artes, além de uma bicicletada e de visitas técnicas com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET), que preparou três roteiros diferentes, um por dia, sempre das 16h às 17h30.

Segundo a prefeitura, a reforma viária em curso na cidade, entre 2014 e 2015, resultou no aumento de 66% na quantidade de ciclistas circulando pela capital e a redução de 34% nos registros de mortes por acidentes envolvendo bicicletas. Dados divulgados pela prefeitura mostram que a cidade conta com 414,5 quilômetros de vias para ciclistas.

“O nosso sistema viário era um latifúndio improdutivo, que gerava morte e exclusão. Nós estamos fazendo uma reforma viária e estabelecendo democraticamente o que cabe a cada um. E as pessoas podem ser ao mesmo tempo ciclistas, pedestres, usuários de transporte individual e coletivo. Quando você regulamenta o uso do espaço viário, a convivência se facilita”, disse o prefeito Fernando Haddad na abertura do Bicicultura.

Idealizado e realizado pela União de Ciclistas do Brasil (UCB), Ciclocidade, Instituto CicloBr e Instituto Aromeiazero, o evento tem o objetivo de abrir espaço para o convívio, o compartilhamento de conhecimento e a formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas, entusiastas e interessados na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que a bicicleta proporciona.

29 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Líderes e celebridades lançam campanha contra tráfico de fauna selvagem

Terra

Líderes políticos e celebridades de todo o mundo se uniram na campanha internacional “Wild for Life” (Loucos pela vida) lançada pela ONU contra o tráfico da fauna selvagem, que põe em perigo de extinção muitos espécies em todo o planeta.

A campanha, apresentada durante  a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), pretende envolver todos os atores internacionais para melhorar os esforços e as políticas e reduzir o tráfico dos produtos ilegais que estão acabando com a vida selvagem.

A modelo Gisele Bündchen, o jogador Yaya Touré e o ator Ian Somerhalder se somaram a esta iniciativa junto a políticos de todo o mundo que insistem que a única solução possível é trabalhar conjuntamente.

“Necessitamos de uma mudança radical em nível global e que todos aceitem o desafio de apoiar esta campanha do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)”, afirmou a modelo brasileira em comunicado divulgado para a apresentação desta campanha.

Entre 2010 e 2012, 100 mil elefantes foram assassinados na África para arrancar suas presas e vendê-las no mercado negro de marfim, que a cada ano movimenta até US$ 150 milhões no mundo todo.

No entanto, alertaram, os números não refletem todo o dano meio ambiental, social e econômico do crime organizado, já que esta atividade ilegal também degrada o turismo e proporciona lucro a grupo armados.

A luta contra a caça ilegal deve ser global porque a responsabilidade é compartilhada, já que todos os países estão envolvidos no tráfico ilegal, advertiu o secretário-geral do Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

“A África decidiu trabalhar conjuntamente para elaborar uma estratégia comum”, afirmou a comissária de economia rural e agricultura da União Africana, Rhoda Tumusiime, que lembrou que, além de cooperação, é necessário implementar políticas.

Entre as ações que contempla esta campanha, se encontra aumentar a conscientização global, mobilizar à sociedade ou assegurar que as promessas dos governos se cumpram.

“Não necessitamos muito dinheiro, só necessitamos estar unidos. Não é só responsabilidade política, mas implica a todos os habitantes do planeta. O tráfico da fauna afeta a todos”, lembrou o diretor-executivo da PNUMA, Achim Steiner

O objetivo final é conscientizar a todo o mundo sobre a crise da caça ilegal causada pela demanda crescente de marfim e chifres de rinoceronte na Ásia, onde se vendem a um preço muito elevado para utilizá-los em apózemas supostamente curativas ou afrodisíacos muito populares entre a população local.

29 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Eventual vitória de Trump ronda reunião sobre clima na Alemanha

G1

Donald Trump na Casa Branca? Esta possibilidade preocupa alguns dos negociadores reunidos em Bonn, na Alemanha, em uma nova sessão das Nações Unidas sobre o clima, onde os participantes também tentam relativizar, por outro lado, o impacto de uma eventual eleição do magnata.

O virtual candidato republicano à presidência americana já descreveu o aquecimento global como uma farsa perpetrada pela China para ganhar vantagem competitiva na indústria em relação aos Estados Unidos, uma teoria excêntrica até mesmo entre os céticos do clima.

Depois de se limitar, até agora, a opinar sobre o tema nas redes sociais, Trump afirmou em uma entrevista na semana passada que pretende “renegociar” os termos do acordo de Paris, do qual não é “grande fã”.

O tratado estabelece que 196 nações se comprometem a limitar o aquecimento global abaixo de 2 graus, e a ajudar países pobres a lidarem com o impacto das mudanças climáticas.

Em um momento em que as nações se aproximam da ratificação do delicado acordo, a perspectiva de Trump na presidência causa arrepios em alguns participantes da conferência do clima de Bonn.

Quando perguntado sobre o que mais lhe preocupava neste momento, o representante de Mali e presidente do grupo de países africanos, Seyni Nafo, não hesitou: “Que Trump ganhe a eleição”.

Por muito tempo, os Estados Unidos foram o país que mais poluía o planeta, e agora são o segundo, atrás da China.

Desviando-se de um Congresso obstinado e sob o controle republicano, o presidente americano, Barack Obama usou seu poder executivo para confrontar agressivamente o aquecimento global.

Durante o governo Obama, o país se converteu em um impulsor para que o acordo de Paris fosse adotado em dezembro passado, com o objetivo de reduzir as emissões mundiais de gases do efeito estufa.

Aconteceu o contrário durante o mandato de Georges W. Bush, que em 2001 se negou a ratificar o protocolo de Kioto, bloqueando a evolução do processo e provocando o abandono do tratado por Canadá, Japão e Rússia.

Os Estados Unidos mudaram

Os especialistas estimam, porém, que mesmo que seja eleito, Trump não terá poder para modificar o acordo de Paris. O republicano poderia, no entanto, “atrasar a dinâmica”, diz Nafo.

“Mas o que ele quer realmente ‘renegociar’?”, questiona o especialista americano Alden Meyer. “Não acho que ele entenda o que é esse tratado, nem toda a força que há por trás”, lamenta.

“Efetivamente, o que ele não gosta, ou o que lhe disseram que não deveria gostar, é o compromisso de Obama para reduzir as emissões americanas”, acrescenta Meyer.

Mais que retirar os Estados Unidos do acordo de Paris – o que levaria quatro anos de trâmites depois da ratificação – os observadores temem que Trump desmantele as medidas ambientais do país – proteção do ar, consumo de combustível dos veículos, etc.

“Entramos em uma era de convulsão política”, afirmou a negociadora francesa Laurence Tubiana a jornalistas durante o evento. Se os Estados Unidos escolhem “um governo hostil ao acordo de Paris, não vai ajudar”, diz.

“Mas, na minha opinião, isso não fará com que o acordo fracasse”, afirma Tubiana.

“Todos os países se preparam para esta hipótese. E o que ouço é que ‘é necessário fazer todo o possível para que os Estados Unidos continuem’, mas isto não significa que se trate do princípio do fim do acordo”, acrescenta, argumentando que há outros intermediários além do presidente que participam no processo.

Efetivamente, os Estados Unidos e o mundo mudaram desde Kioto, enquanto as consequências das mudanças climáticas continuam sacudindo o planeta.

“Acredito que Donald Trump é um homem de negócios incrível e um político muito interessante, mas a retórica eleitoral é uma coisa, e a realidade do mundo é outra”, diz a negociadora da União Europeia, Elina Bardram.

E “a opinião pública dos Estados Unidos também está bastante satisfeita com o acordo”, conclui.

5 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Escassez de água pode reduzir crescimento econômico em 6%, diz Banco Mundial

Agência Brasil

Agua_SeloAlgumas regiões do mundo poderão ver as suas taxas de crescimento cair até 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas por um país – até 2050, caso nada seja feito para melhorar as políticas de gestão da água, alertou o Banco Mundial.

Num relatório intitulado High and Dry: Climate Change, Water and the Economy, o banco escreve que as alterações climáticas terão impacto, em primeiro lugar, no ciclo da água, com consequências na alimentação, energia, sistemas urbanos e ambientais.

O crescimento das populações, com maiores rendimentos e em cidades cada vez maiores, irá resultar num aumento exponencial das necessidades de água, mas a água disponível será mais errática e incerta, antecipa o relatório.

A redução da água doce disponível e a competição por parte de setores como a energia ou a agricultura poderão deixar as cidades em 2050 com até menos dois terços da água que tinham em 2015.

Segundo o Banco Mundial, se as políticas de gestão da água se mantiverem como estão e se os modelos climáticos se confirmarem, a escassez de água irá se estender a regiões onde atualmente não existe, como a África central e a Ásia oriental – e piorar gravemente onde já é uma realidade, como o Oriente Médio e o Sahel, na África.

Crescimento ameaçado

Estas regiões, prevê o relatório agora divulgado, poderão ver as suas taxas de crescimento econômico caírem em até 6% do Produto Interno Bruto até 2050, devido aos efeitos da escassez de água na agricultura, na saúde e nos rendimentos.

A boa notícia, revela o Banco Mundial, é que embora as más políticas possam exacerbar o impacto econômico negativo das alterações climáticas, as boas políticas podem ajudar a neutralizá-lo.

Algumas regiões poderão ver as suas taxas de crescimento aumentar até 6% com melhores práticas de gestão dos recursos aquáticos. Os autores do relatório recordam que os impactos da má gestão da água são particularmente sentidos pelos mais pobres, que têm maior probabilidade de depender da agricultura alimentada pela chuva e de viver em zonas mais suscetíveis a inundações, estando também mais vulneráveis ao risco de águas contaminadas e saneamento desadequado.

As mudanças na disponibilidade da água podem também induzir as migrações e incendiar conflitos civis, devido ao impacto que têm nos preços dos alimentos e no crescimento econômico, diz o estudo.

“É por isso que a gestão da água será crucial para o mundo alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as aspirações a uma redução da pobreza e a uma maior prosperidade partilhada”, ressalta o relatório,

“A água é a moeda comum que liga quase todos os ODS”, acrescenta o documento, numa referência aos objetivos definidos em 2015 pela comunidade internacional.

Otimizar a utilização da água através de melhor planejamento e incentivos, expandir a quantidade e disponibilidade de água, sempre que possível e reduzir o impacto dos extremos, da variabilidade e incerteza são as propostas do Banco Mundial para melhor gerir a água no futuro.

5 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Zimbábue venderá animais selvagens para dedicar recursos à conservação

G1

elephante close_redimeniondaO governo do Zimbábue anunciou que venderá parte de sua fauna selvagem para obter dinheiro para a conservação, em uma tentativa de lidar com a seca provocada pelo fenômeno El Niño, que ameaça tanto pessoas como os próprios animais neste país no sudeste da África.

A intenção da Autoridade de Gestão de Parques Nações do Zimbábue é convidar os potenciais clientes a apresentarem ofertas para comprar animais selvagens – as espécies não foram determinadas ainda – mas a decisão foi duramente criticada por várias organizações conservacionistas.

Veteranos ativistas, como o diretor da Força Especial para a Conservação (ZCT), Johnny Rodrigues, denunciaram à Agência Efe que se tenta um movimento mais para espoliar os recursos do país.

“É fácil ver o que há por trás disto: a avareza e a corrupção de poucos caciques que vão ganhar um bom dinheiro, que certamente não se destinará à conservação dos parques”, afirmou Rodrigues.

Segundo o diretor da ZCT, a China já teria feito uma oferta para comprar 130 elefantes e 50 leões – cujo preço ronda os US$ 40 mil por cabeça, o que não foi confirmado oficialmente. Em 2015 o Zimbábue vendeu 24 elefantes a um zoológico chinês apesar da oposição dos grupos conservacionistas.

Por enquanto, o único requisito imposto pelo governo zimbabuano aos possíveis compradores é que devem demonstrar que possuem terrenos e infraestrutura adequada para cuidar dos animais.

Isto significa, segundo Rodrigues, que a maioria dos animais será vendida a investidores internacionais, já que a maioria das 640 reservas privadas que existem no Zimbábue são pequenas demais devido à lei de redistribuição de terras.

O ministro do Meio Ambiente do Zimbábue, Oppah Muchinguri, declarou durante uma viagem oficial à China no começo do ano que seu governo continuaria vendendo animais selvagens sempre que considerasse necessário.

A seca no país, que afeta milhões de pessoas e agravou a já frágil situação econômica do Zimbábue, também provocou uma escassez de água e grama em todos os parques nacionais, o que faz o governo e ONGs temerem reviver a situação de 1992, quando milhares de animais morreram por causa das questões climáticas.

5 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Aluno de escola pública cria máquina que usa energia solar para tratar água

G1

Foram dois anos de trabalho e agora o estudante e morador de Araraquara (SP) Ygor Requinha Romano pode apresentar sua invenção. O jovem de 18 anos criou uma máquina de tratamento de água que funciona com energia solar e elétrica, não precisa de manutenção e custa menos de R$ 1 mil.

O equipamento, premiado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (Febrace), vai ser apresentado nos próximos dias na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), uma das maiores competições para estudantes pré-universitários do mundo.

Como detalhou o jovem, o protótipo tem capacidade para atender até 50 pessoas e foi pensado para ajudar aqueles que sofrem com a falta de água potável, como populações ribeirinhas da região Norte do país.

“Eu espero fazer através da ciência algo que ultrapasse minha capacidade física de ajudar alguém. Um mundo melhor só vai existir quando as pessoas fizerem algo melhor por outras pessoas”.

Experiência

O jovem chegou à cidade há dois meses. Ele morava em Rondônia e trouxe a essência da falta de água vivenciada lá.

“As pessoas não têm água tratada, o comum é ter um poço artesiano que custa cerca de R$ 10 mil. Com isso, muita gente consome água de rios, 94% das pessoas na região não têm esgoto e muito menos água tratada e isso acarreta a mortalidade infantil, infelizmente”.

Outra inspiração foi a natureza. Para ganhar uma renda extra, ele e a mãe começaram a trabalhar como ajudantes de floristas. Com isso, o estudante percebeu uma semelhança entre o que estava estudando e as flores. “A anatomia das flores, as pétalas, tem que dissipar o calor”.

Infância

O protótipo também é fruto da curiosidade de Ygor, que cresceu montando e desmontando brinquedos para entender a lógica de funcionamento. “O extinto de saber por que as coisas acontecem sempre foi muito grande”, relatou.

“Nunca fui aquele aluno exemplar, as aulas me entediavam, mas sempre fui interessado, queria aproveitar ao máximo o conhecimento do professor e isso é complicado em escola pública, já cheguei a ficar nervoso por conta da bagunça dentro da sala de aula”, disse.

Solidariedade

O zelador da escola em que o adolescente estuda em Araraquara foi a peça final do quebra-cabeças do projeto. O homem tinha uma serralheria em casa e ajudou o jovem com todos os custos.

“Ele já tinha passado por situações precárias durante a infância por conta da falta de água, acho que foi isso que o estimulou para que me ajudasse tanto”, contou. “Trabalhei das duas da tarde até as duas da manhã por vários dias. Ele é um engenheiro nato, tem brilho nos olhos, aprendi como ser um ser humano bom com ele”.

Para o futuro, Ygor planeja mais estudos. Quer cursar engenharia física na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ou ir para Harvard. “Estou bastante feliz com a oportunidade de viajar para os Estados Unidos, vou representar o Brasil, existe uma cobrança, um patriotismo. Preciso dar o meu melhor”, afirmou um dia antes de embarcar para Feira.