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29 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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São Paulo recebe encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo

Agência Brasil

bandeira-de-sao-pauloA cidade de São Paulo recebe até domingo (29) o Bicicultura. O maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. Durante o feriado, o evento vai oferecer 160 atividades, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e prática esportiva, para adultos e crianças. A programação acontece na região central da capital paulista, concentrada no entorno do Teatro Municipal.

Há atividades na Galeria Olido e na Praça das Artes, além de uma bicicletada e de visitas técnicas com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET), que preparou três roteiros diferentes, um por dia, sempre das 16h às 17h30.

Segundo a prefeitura, a reforma viária em curso na cidade, entre 2014 e 2015, resultou no aumento de 66% na quantidade de ciclistas circulando pela capital e a redução de 34% nos registros de mortes por acidentes envolvendo bicicletas. Dados divulgados pela prefeitura mostram que a cidade conta com 414,5 quilômetros de vias para ciclistas.

“O nosso sistema viário era um latifúndio improdutivo, que gerava morte e exclusão. Nós estamos fazendo uma reforma viária e estabelecendo democraticamente o que cabe a cada um. E as pessoas podem ser ao mesmo tempo ciclistas, pedestres, usuários de transporte individual e coletivo. Quando você regulamenta o uso do espaço viário, a convivência se facilita”, disse o prefeito Fernando Haddad na abertura do Bicicultura.

Idealizado e realizado pela União de Ciclistas do Brasil (UCB), Ciclocidade, Instituto CicloBr e Instituto Aromeiazero, o evento tem o objetivo de abrir espaço para o convívio, o compartilhamento de conhecimento e a formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas, entusiastas e interessados na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que a bicicleta proporciona.

29 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Líderes e celebridades lançam campanha contra tráfico de fauna selvagem

Terra

Líderes políticos e celebridades de todo o mundo se uniram na campanha internacional “Wild for Life” (Loucos pela vida) lançada pela ONU contra o tráfico da fauna selvagem, que põe em perigo de extinção muitos espécies em todo o planeta.

A campanha, apresentada durante  a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), pretende envolver todos os atores internacionais para melhorar os esforços e as políticas e reduzir o tráfico dos produtos ilegais que estão acabando com a vida selvagem.

A modelo Gisele Bündchen, o jogador Yaya Touré e o ator Ian Somerhalder se somaram a esta iniciativa junto a políticos de todo o mundo que insistem que a única solução possível é trabalhar conjuntamente.

“Necessitamos de uma mudança radical em nível global e que todos aceitem o desafio de apoiar esta campanha do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)”, afirmou a modelo brasileira em comunicado divulgado para a apresentação desta campanha.

Entre 2010 e 2012, 100 mil elefantes foram assassinados na África para arrancar suas presas e vendê-las no mercado negro de marfim, que a cada ano movimenta até US$ 150 milhões no mundo todo.

No entanto, alertaram, os números não refletem todo o dano meio ambiental, social e econômico do crime organizado, já que esta atividade ilegal também degrada o turismo e proporciona lucro a grupo armados.

A luta contra a caça ilegal deve ser global porque a responsabilidade é compartilhada, já que todos os países estão envolvidos no tráfico ilegal, advertiu o secretário-geral do Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

“A África decidiu trabalhar conjuntamente para elaborar uma estratégia comum”, afirmou a comissária de economia rural e agricultura da União Africana, Rhoda Tumusiime, que lembrou que, além de cooperação, é necessário implementar políticas.

Entre as ações que contempla esta campanha, se encontra aumentar a conscientização global, mobilizar à sociedade ou assegurar que as promessas dos governos se cumpram.

“Não necessitamos muito dinheiro, só necessitamos estar unidos. Não é só responsabilidade política, mas implica a todos os habitantes do planeta. O tráfico da fauna afeta a todos”, lembrou o diretor-executivo da PNUMA, Achim Steiner

O objetivo final é conscientizar a todo o mundo sobre a crise da caça ilegal causada pela demanda crescente de marfim e chifres de rinoceronte na Ásia, onde se vendem a um preço muito elevado para utilizá-los em apózemas supostamente curativas ou afrodisíacos muito populares entre a população local.

29 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Eventual vitória de Trump ronda reunião sobre clima na Alemanha

G1

Donald Trump na Casa Branca? Esta possibilidade preocupa alguns dos negociadores reunidos em Bonn, na Alemanha, em uma nova sessão das Nações Unidas sobre o clima, onde os participantes também tentam relativizar, por outro lado, o impacto de uma eventual eleição do magnata.

O virtual candidato republicano à presidência americana já descreveu o aquecimento global como uma farsa perpetrada pela China para ganhar vantagem competitiva na indústria em relação aos Estados Unidos, uma teoria excêntrica até mesmo entre os céticos do clima.

Depois de se limitar, até agora, a opinar sobre o tema nas redes sociais, Trump afirmou em uma entrevista na semana passada que pretende “renegociar” os termos do acordo de Paris, do qual não é “grande fã”.

O tratado estabelece que 196 nações se comprometem a limitar o aquecimento global abaixo de 2 graus, e a ajudar países pobres a lidarem com o impacto das mudanças climáticas.

Em um momento em que as nações se aproximam da ratificação do delicado acordo, a perspectiva de Trump na presidência causa arrepios em alguns participantes da conferência do clima de Bonn.

Quando perguntado sobre o que mais lhe preocupava neste momento, o representante de Mali e presidente do grupo de países africanos, Seyni Nafo, não hesitou: “Que Trump ganhe a eleição”.

Por muito tempo, os Estados Unidos foram o país que mais poluía o planeta, e agora são o segundo, atrás da China.

Desviando-se de um Congresso obstinado e sob o controle republicano, o presidente americano, Barack Obama usou seu poder executivo para confrontar agressivamente o aquecimento global.

Durante o governo Obama, o país se converteu em um impulsor para que o acordo de Paris fosse adotado em dezembro passado, com o objetivo de reduzir as emissões mundiais de gases do efeito estufa.

Aconteceu o contrário durante o mandato de Georges W. Bush, que em 2001 se negou a ratificar o protocolo de Kioto, bloqueando a evolução do processo e provocando o abandono do tratado por Canadá, Japão e Rússia.

Os Estados Unidos mudaram

Os especialistas estimam, porém, que mesmo que seja eleito, Trump não terá poder para modificar o acordo de Paris. O republicano poderia, no entanto, “atrasar a dinâmica”, diz Nafo.

“Mas o que ele quer realmente ‘renegociar’?”, questiona o especialista americano Alden Meyer. “Não acho que ele entenda o que é esse tratado, nem toda a força que há por trás”, lamenta.

“Efetivamente, o que ele não gosta, ou o que lhe disseram que não deveria gostar, é o compromisso de Obama para reduzir as emissões americanas”, acrescenta Meyer.

Mais que retirar os Estados Unidos do acordo de Paris – o que levaria quatro anos de trâmites depois da ratificação – os observadores temem que Trump desmantele as medidas ambientais do país – proteção do ar, consumo de combustível dos veículos, etc.

“Entramos em uma era de convulsão política”, afirmou a negociadora francesa Laurence Tubiana a jornalistas durante o evento. Se os Estados Unidos escolhem “um governo hostil ao acordo de Paris, não vai ajudar”, diz.

“Mas, na minha opinião, isso não fará com que o acordo fracasse”, afirma Tubiana.

“Todos os países se preparam para esta hipótese. E o que ouço é que ‘é necessário fazer todo o possível para que os Estados Unidos continuem’, mas isto não significa que se trate do princípio do fim do acordo”, acrescenta, argumentando que há outros intermediários além do presidente que participam no processo.

Efetivamente, os Estados Unidos e o mundo mudaram desde Kioto, enquanto as consequências das mudanças climáticas continuam sacudindo o planeta.

“Acredito que Donald Trump é um homem de negócios incrível e um político muito interessante, mas a retórica eleitoral é uma coisa, e a realidade do mundo é outra”, diz a negociadora da União Europeia, Elina Bardram.

E “a opinião pública dos Estados Unidos também está bastante satisfeita com o acordo”, conclui.

5 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Escassez de água pode reduzir crescimento econômico em 6%, diz Banco Mundial

Agência Brasil

Agua_SeloAlgumas regiões do mundo poderão ver as suas taxas de crescimento cair até 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas por um país – até 2050, caso nada seja feito para melhorar as políticas de gestão da água, alertou o Banco Mundial.

Num relatório intitulado High and Dry: Climate Change, Water and the Economy, o banco escreve que as alterações climáticas terão impacto, em primeiro lugar, no ciclo da água, com consequências na alimentação, energia, sistemas urbanos e ambientais.

O crescimento das populações, com maiores rendimentos e em cidades cada vez maiores, irá resultar num aumento exponencial das necessidades de água, mas a água disponível será mais errática e incerta, antecipa o relatório.

A redução da água doce disponível e a competição por parte de setores como a energia ou a agricultura poderão deixar as cidades em 2050 com até menos dois terços da água que tinham em 2015.

Segundo o Banco Mundial, se as políticas de gestão da água se mantiverem como estão e se os modelos climáticos se confirmarem, a escassez de água irá se estender a regiões onde atualmente não existe, como a África central e a Ásia oriental – e piorar gravemente onde já é uma realidade, como o Oriente Médio e o Sahel, na África.

Crescimento ameaçado

Estas regiões, prevê o relatório agora divulgado, poderão ver as suas taxas de crescimento econômico caírem em até 6% do Produto Interno Bruto até 2050, devido aos efeitos da escassez de água na agricultura, na saúde e nos rendimentos.

A boa notícia, revela o Banco Mundial, é que embora as más políticas possam exacerbar o impacto econômico negativo das alterações climáticas, as boas políticas podem ajudar a neutralizá-lo.

Algumas regiões poderão ver as suas taxas de crescimento aumentar até 6% com melhores práticas de gestão dos recursos aquáticos. Os autores do relatório recordam que os impactos da má gestão da água são particularmente sentidos pelos mais pobres, que têm maior probabilidade de depender da agricultura alimentada pela chuva e de viver em zonas mais suscetíveis a inundações, estando também mais vulneráveis ao risco de águas contaminadas e saneamento desadequado.

As mudanças na disponibilidade da água podem também induzir as migrações e incendiar conflitos civis, devido ao impacto que têm nos preços dos alimentos e no crescimento econômico, diz o estudo.

“É por isso que a gestão da água será crucial para o mundo alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as aspirações a uma redução da pobreza e a uma maior prosperidade partilhada”, ressalta o relatório,

“A água é a moeda comum que liga quase todos os ODS”, acrescenta o documento, numa referência aos objetivos definidos em 2015 pela comunidade internacional.

Otimizar a utilização da água através de melhor planejamento e incentivos, expandir a quantidade e disponibilidade de água, sempre que possível e reduzir o impacto dos extremos, da variabilidade e incerteza são as propostas do Banco Mundial para melhor gerir a água no futuro.

5 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Zimbábue venderá animais selvagens para dedicar recursos à conservação

G1

elephante close_redimeniondaO governo do Zimbábue anunciou que venderá parte de sua fauna selvagem para obter dinheiro para a conservação, em uma tentativa de lidar com a seca provocada pelo fenômeno El Niño, que ameaça tanto pessoas como os próprios animais neste país no sudeste da África.

A intenção da Autoridade de Gestão de Parques Nações do Zimbábue é convidar os potenciais clientes a apresentarem ofertas para comprar animais selvagens – as espécies não foram determinadas ainda – mas a decisão foi duramente criticada por várias organizações conservacionistas.

Veteranos ativistas, como o diretor da Força Especial para a Conservação (ZCT), Johnny Rodrigues, denunciaram à Agência Efe que se tenta um movimento mais para espoliar os recursos do país.

“É fácil ver o que há por trás disto: a avareza e a corrupção de poucos caciques que vão ganhar um bom dinheiro, que certamente não se destinará à conservação dos parques”, afirmou Rodrigues.

Segundo o diretor da ZCT, a China já teria feito uma oferta para comprar 130 elefantes e 50 leões – cujo preço ronda os US$ 40 mil por cabeça, o que não foi confirmado oficialmente. Em 2015 o Zimbábue vendeu 24 elefantes a um zoológico chinês apesar da oposição dos grupos conservacionistas.

Por enquanto, o único requisito imposto pelo governo zimbabuano aos possíveis compradores é que devem demonstrar que possuem terrenos e infraestrutura adequada para cuidar dos animais.

Isto significa, segundo Rodrigues, que a maioria dos animais será vendida a investidores internacionais, já que a maioria das 640 reservas privadas que existem no Zimbábue são pequenas demais devido à lei de redistribuição de terras.

O ministro do Meio Ambiente do Zimbábue, Oppah Muchinguri, declarou durante uma viagem oficial à China no começo do ano que seu governo continuaria vendendo animais selvagens sempre que considerasse necessário.

A seca no país, que afeta milhões de pessoas e agravou a já frágil situação econômica do Zimbábue, também provocou uma escassez de água e grama em todos os parques nacionais, o que faz o governo e ONGs temerem reviver a situação de 1992, quando milhares de animais morreram por causa das questões climáticas.

5 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Aluno de escola pública cria máquina que usa energia solar para tratar água

G1

Foram dois anos de trabalho e agora o estudante e morador de Araraquara (SP) Ygor Requinha Romano pode apresentar sua invenção. O jovem de 18 anos criou uma máquina de tratamento de água que funciona com energia solar e elétrica, não precisa de manutenção e custa menos de R$ 1 mil.

O equipamento, premiado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (Febrace), vai ser apresentado nos próximos dias na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), uma das maiores competições para estudantes pré-universitários do mundo.

Como detalhou o jovem, o protótipo tem capacidade para atender até 50 pessoas e foi pensado para ajudar aqueles que sofrem com a falta de água potável, como populações ribeirinhas da região Norte do país.

“Eu espero fazer através da ciência algo que ultrapasse minha capacidade física de ajudar alguém. Um mundo melhor só vai existir quando as pessoas fizerem algo melhor por outras pessoas”.

Experiência

O jovem chegou à cidade há dois meses. Ele morava em Rondônia e trouxe a essência da falta de água vivenciada lá.

“As pessoas não têm água tratada, o comum é ter um poço artesiano que custa cerca de R$ 10 mil. Com isso, muita gente consome água de rios, 94% das pessoas na região não têm esgoto e muito menos água tratada e isso acarreta a mortalidade infantil, infelizmente”.

Outra inspiração foi a natureza. Para ganhar uma renda extra, ele e a mãe começaram a trabalhar como ajudantes de floristas. Com isso, o estudante percebeu uma semelhança entre o que estava estudando e as flores. “A anatomia das flores, as pétalas, tem que dissipar o calor”.

Infância

O protótipo também é fruto da curiosidade de Ygor, que cresceu montando e desmontando brinquedos para entender a lógica de funcionamento. “O extinto de saber por que as coisas acontecem sempre foi muito grande”, relatou.

“Nunca fui aquele aluno exemplar, as aulas me entediavam, mas sempre fui interessado, queria aproveitar ao máximo o conhecimento do professor e isso é complicado em escola pública, já cheguei a ficar nervoso por conta da bagunça dentro da sala de aula”, disse.

Solidariedade

O zelador da escola em que o adolescente estuda em Araraquara foi a peça final do quebra-cabeças do projeto. O homem tinha uma serralheria em casa e ajudou o jovem com todos os custos.

“Ele já tinha passado por situações precárias durante a infância por conta da falta de água, acho que foi isso que o estimulou para que me ajudasse tanto”, contou. “Trabalhei das duas da tarde até as duas da manhã por vários dias. Ele é um engenheiro nato, tem brilho nos olhos, aprendi como ser um ser humano bom com ele”.

Para o futuro, Ygor planeja mais estudos. Quer cursar engenharia física na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ou ir para Harvard. “Estou bastante feliz com a oportunidade de viajar para os Estados Unidos, vou representar o Brasil, existe uma cobrança, um patriotismo. Preciso dar o meu melhor”, afirmou um dia antes de embarcar para Feira.

4 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Diplomata mexicana é indicada para liderar gestão de mudança climática da ONU

Terra

A diplomata mexicana Patricia Espinosa, atual embaixadora do México em Berlim, foi indicada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para liderar a Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), com sede em Bonn, na Alemanha.

Em comunicado, o organismo explicou que Ban Ki-moon concluiu o processo de seleção com a escolha de Espinosa, o que abre um processo de consultas que conduzirá à ratificação definitiva da nomeação.

Espinosa substituirá como secretária executiva da UNFCCC a costa-riquenha Christiana Figueres.

Ex-chanceler do México, ela era um dos dez candidatos listados pela ONU para assumir o posto de chefe da diplomacia climática internacional.

Nascida na Cidade do México em 1958, Espinosa ingressou no Serviço Exterior Mexicano em 1981 e seu primeiro destino dentro da carreira diplomática foi o de agregada de Economia da Missão do México nas Nações Unidas com sede em Genebra.

Após ocupar diversos cargos em missões diplomáticas mexicanas, em 2001 chegou à Alemanha como embaixadora para ser nomeada em junho de 2002 representante de seu país para Áustria, Eslováquia e os Organismos Internacionais sediados em Viena.

Ela deixou estes últimos destinos no final de 2006, momento em que o então presidente do México, Felipe Calderón, a pôs à frente da Secretaria de Relações Exteriores.

Após seis anos no cargo, em 2013 Patricia Espinosa retornou a Berlim como embaixadora de seu país.

4 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Uma trilha para o futuro

Por Marta Moraes – MMA

“Adoro vir às aulas do Programa Trilha do Saber na Escola, porque são sempre dentro da floresta e aprendemos muitas coisas sobre a natureza”. O depoimento do estudante do 4º ano Alencar Souza, de Pinhalzinho (SC), traduz bem o sentimento das crianças com a iniciativa. Implantado a partir de novembro de 2011, no município catarinense, inicialmente como projeto piloto, o programa fez tanto sucesso que foi incorporado, a partir de 2014, à grade curricular da rede municipal de ensino. Anualmente são atendidos um total de 720 crianças e pré-adolescentes do Pré III ao 5° ano do ensino fundamental.

O Trilha do Saber na Escola integra um programa mais abrangente, que possui nome similar (Trilha do Saber), e que já foi agraciado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o Prêmio Boas Práticas em Sustentabilidade Ambiental Urbana, em 2012, no tema “Áreas Verdes Urbanas e Gestão de Áreas de Preservação Permanente”. Em 2013, a iniciativa recebeu a indicação para constar no Bright Green Book – “O Livro Verde do Século 21”, do instituto Smart City Business em conjunto com a ONU Habitat. Recentemente, em 2016, foi condecorada como referência para a inovação e a criatividade na educação básica pelo Ministério da Educação.

Trata-se de um programa de educação ambiental, pesquisa científica e preservação ambiental. Sua infraestrutura é composta por uma trilha interpretativa de educação ambiental e um centro interpretativo, com espaços adaptados a cadeirantes e pessoas com deficiência visual, localizados no principal parque da cidade, que recebe o nome de EFACIP.

Na escola 

O objetivo principal do Trilha do Saber na Escola é sensibilizar os alunos, professores e público indireto para o cuidado com o meio ambiente local e regional. O intuito é promover o conhecimento, valorizar e preservar a natureza. Os encontros são quinzenais, com cada turma, e possuem duração de uma hora e trinta minutos. Durante os encontros, as crianças são acompanhadas pela bióloga Denise Coldebella. “As aulas são bem legais, pois além de aprender podemos ouvir o som de aves diferentes”, afirmou o estudante da 4ª série Kauan Telles. Atualmente o programa é mantido 100% pelo governo municipal de Pinhalzinho, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Segundo a secretaria municipal de Educação e Cultura do município, Ivanda Bach, desde o início, o programa vem procurando proporcionar aos estudantes, e para a comunidade em geral, uma educação ambiental crítica e transformadora, estabelecendo uma nova concepção de ensino-aprendizagem.

A visita à trilha inclui aulas expositivas, envolvendo práticas lúdicas, não lúdicas e recursos audiovisuais. As temáticas ambientais trabalhadas são interligadas e englobam os seguintes assuntos: biodiversidade da região oeste catarinense, desmistificação de animais silvestres, espécies exóticas invasoras, tráfico e caça de animais silvestres e os cinco R´s (Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recusar).

Comunidade 

Além do trabalho nas escolas, o Trilha do Saber desenvolve um programa de visitas monitoradas voltado à comunidade, de diferentes faixas etárias, propiciando o contato e o conhecimento a respeito de diversas temáticas ambientais, destacando-se a biodiversidade da região oeste catarinense.

De 2013 a 2015 foram atendidas 3.860 pessoas, entre professores, acadêmicos do ensino superior e colaboradores de empresas privadas, além de alunos e professores dos mais variados níveis de escolaridade. “Nessas visitas, os grupos atendidos são, na maioria, de outros municípios, evidenciando o alcance que o programa está tendo fora daqui”, afirmou o biólogo responsável pelo Trilha do Saber, Robelei Pieper.

Segundo ele, é importante destacar que a trilha interpretativa de educação ambiental acontece em um pedacinho do que resta da Mata Atlântica. “E, nesse espaço, podemos testemunhar a todo o momento a riquíssima biodiversidade do bioma”, enfatizou ele.

Avanços 

Sobre os resultados, o biólogo destaca que num programa como esse é extremante difícil mensurá-los, tendo em vista que as atividades desenvolvidas pelo Trilha do Saber muitas vezes não são perceptíveis num primeiro momento. “É diferente de um asfalto, por exemplo, em que o cidadão pode perceber nitidamente seu início, meio e fim. Em educação ambiental os resultados podem parecer lentos, mas farão a diferença na sociedade e no meio ambiente em um futuro muito próximo”, afirmou.

Mas os resultados vêm aparecendo sim. A mudança na área onde está localizada a trilha de educação ambiental é visível. “Se analisarmos o local do parque nos últimos anos, percebemos que era uma área que sofria muito pela ação do homem. Atualmente, é perceptível o cuidado e o respeito da maioria das pessoas ao transitar pelo local”.

Entre os projetos para o futuro do Trilha do Saber estão: um acervo digital botânico da trilha de educação ambiental; um laboratório de taxidermia; e conclusão do Jardim Evolutivo. “Nossa intenção é que este seja (a exemplo da maioria dos espaços temáticos da Trilha do Saber) adaptado a cadeirantes e deficientes visuais”, conclui ele.

4 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Formigas invasoras representam um grande perigo para os ecossistemas

G1

As formigas têm um papel fundamental nos ecossistemas, mas quando invadem outros, alheios ao seu natural, representam perigo para o meio ambiente e para a saúde humana. Um fenômeno em aumento, resultado dos fluxos comerciais.

O efeito disso é que centenas de formigas invasoras estão se movimentando por todo o planeta até chegar a regiões onde não eram esperadas, como Havaí e outras ilhas do Pacífico.

Na Austrália, por exemplo, o alarme soou com uma picada em uma pessoa, e depois virou motivo de hospitalização em diversos casos, explicou à Agência Efe o responsável do Governo para a proteção das plantas, Kim Ritman.

Divulgação/EcoIn

Divulgação/EcoIn

O caso australiano foi abordado em uma recente conversa sobre medidas fitossanitárias diante das pragas transmitidas por esses insetos na sede da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Roma.

Ritman detalhou que, por meio do transporte de mercadorias, essas espécies entraram principalmente em zonas tropicais do norte do país e em seus arredores, aproveitando que estão acostumadas com esse tipo de temperaturas quentes.

O combate às pragas, que já custou centenas de milhões de dólares ao país, começa por revistar e manter limpos os contêineres de mercadorias que chegam ao solo australiano por ar ou mar.

“Usamos cachorros para o controle das formigas e vemos seu perfil genético para saber se são novas ou se chegaram de outras partes da Austrália”, afirmou o representante.

Quando é detectado que são invasoras, as autoridades matam a formiga rainha com veneno para acabar com as colônias, embora – tenha acrescentado -, não seja fácil e leva tempo.

O especialista do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial do Estado (CSIRO), Ben Hoffmann ressaltou na reunião de Roma que as formigas exóticas causam efeitos indiretos na agricultura promovendo as pestes que afetam cultivos.

A principal preocupação tem a ver com o meio ambiente e, para ilustrar, mostrou imagens da Ilha Christmas, no oceano Índico, que mostraram como as formigas não nativas transformaram o habitat em uma selva e “puseram em perigo de extinção muitas espécies”.

Entre as mais agressivas, o entomologista citou as “formigas de fogo”, originárias da América do Sul e que chegaram até China e Estados Unidos, e as “argentinas”, presentes em Espanha, Portugal, Itália e França, entre outros tantos países.

Segundo um estudo divulgado pela “The Royal Society”, o número de formigas introduzidas ou estabelecidas em novas regiões poderia ser muito maior do que o documentado até o momento, já que tendem a se movimentar entre regiões vizinhas com um comércio crescente entre elas e com um clima parecido.

Além disso, sua tolerância aos ambientes tropicais faz com que possam se adaptar melhor à mudança climática.

Apesar do risco que causam as espécies exóticas, Hoffmann lembrou que as formigas em geral são consideradas como “indicadores adequados de qualidade ambiental”.

Como grupo dominante em muitos ecossistemas, cumprem uma variedade de funções ecológicas como, por exemplo, cortar partes das plantas, depredar pequenos invertebrados e polinizar cultivos.

Também podem proteger as plantas de outras pestes, contribuem para nutrir o solo e são fonte de alimento para outros seres vivos.

Embora estejam sendo desenvolvidas biotecnologias para conservar as plantas, na erradicação de pragas frequentemente são utilizados compostos químicos tóxicos que, por extensão, podem causar outros problemas e chegar a matar espécies de vital importância, como as abelhas.

Para evitar isso, o especialista do CSIRO pediu extrema precaução no uso de pesticidas e a realização de um registro extenso desses produtos.

3 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Metade dos grandes investidores ignora mudança climática, diz estudo

G1

Quase metade dos 500 maiores investidores do mundo não está fazendo nada para lidar com a mudança climática por meio de seus investimentos, revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira (2).

Um relatório do Projeto de Revelação dos Detentores de Ativos (AODP, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos cuja meta é aprimorar a administração da mudança climática, mostrou que pouco menos de um quinto dos principais investidores – ou 97, que gerenciam um total de US$ 9,4 trilhões em ativos – estão adotando medidas tangíveis para mitigar o aquecimento global.

Entre elas estão investimentos em ativos pouco poluentes ou o incentivo para que as empresas invistam para ser mais “verdes”.
Outros 157 investidores que administram um total de US$ 14,2 trilhões estão dando os “primeiros passos” para tratar da mudança climática, e 246 que gerenciam US$ 14 trilhões não estão fazendo nada, diz o relatório.

“O risco da mudança climática é hoje um tema dominante para investidores institucionais, e o ano passado testemunhou muitos deles intensificando significativamente as ações para lidar com ela”, afirmou o executivo-chefe do AODP, Julian Poulter, em um comunicado.

“Entretanto… é chocante que quase a metade dos maiores investidores do mundo não estejam fazendo nada para mitigar o risco climático”, disse, acrescentando que os fundos de pensão e as seguradoras que ignoram a mudança climática estão “apostando com as economias e a segurança financeira de centenas de milhões de pessoas”.

O AODP classifica os 500 maiores fundos de pensão, seguradoras, fundos de riqueza soberana e fundações que coletivamente administram 38 trilhões de dólares em ativos no tocante ao sucesso que obtêm no gerenciamento do risco climático em seus portfólios.

Com base em prestações de dados diretas e informações disponíveis ao público, elas são classificadas de ‘AAA’ a ‘D’, e aquelas que não estão tomando nenhuma providência são consideradas ‘X’.

A melhor do ranking foi o Fundo de Pensão da Agência Ambiental da Grã-Bretanha, que tem US$ 3,96 bilhões em ativos.