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1 de abril de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Everest, a montanha mais alta do mundo, está cheia de fezes e sem saneamento

Terra

Escalar o Everest tem sido alvo da ambição do ser humano há mais de meio século, mas a glória não é a única coisa duradoura a mais de 6 mil metros de altitude, já que os excrementos daqueles que atingem o topo do mundo se transformaram em um problema e limpá-los é outro ainda maior.

A temporada de escalada no Everest está prestes a começar e, como vem ocorrendo a cada ano, cerca de 300 montanhistas chegarão até seu topo ou farão o mesmo nas próximas semanas antes do fim do mês de maio.

Everest. Foto: Divulgação/SXC.

Everest. Foto: Divulgação/SXC.

O objetivo entre os montanhistas é um só: seguir os passos de Sir Edmund Percival Hillary, o escalador neozelandês que no dia 29 de março de 1953 alcançou junto com o sherpa Tenzing Norgay o cume mais alto do mundo.

Como antes, a rota segue carecendo de banheiros e lugares preparados para o alívio fisiológico nos níveis mais elevados, mas ao contrário de antes, por esse caminho já passaram cerca de 4,5 mil aventureiros, segundo números oficiais do governo do Nepal.

As autoridades estimam que cada alpinista deixa cerca de 8 quilos de resíduos em sua subida.

Poluição

Membros da Associação de Montanhismo do Nepal (NMA) relataram à Agência Efe que o pico mais alto do mundo está sendo contaminado com ferrugem e excrementos.

Com base no cálculo médio de quanto o escalador pode deixar no ambiente, a NMA calcula que foram depositadas 36 toneladas de excremento na maior montanha do planeta nos últimos anos.

No entanto, para se chegar a um número exato, seria preciso subtrair o que organizações como a Asian Trekking, que faz um mutirão de limpeza no Everest todos os anos, retiraram nesse período. De acordo com essa associação, cerca de 700 quilos de excrementos foram removidos do monte desde 2008.

O secretário-geral da NMA, Thakur Raj Pandey, disse à Efe que a associação está planejando trabalhar com as partes envolvidas na proteção do maciço para avançar em um plano que atenue esse problema.

“O acúmulo de resíduos humanos pode fazer o interesse pela escalada no Everest diminuir. Apesar de as dificuldades técnicas serem enormes, necessitamos iniciar algumas ações para limpá-lo”, afirmou Pandey.

Os montanhistas devem passar por quatro acampamentos à medida que sobem de 5.300 até 8.850 metros na tentativa de chegarem ao cume da montanha. Nos primeiros, há uma cobertura sanitária para que os praticantes possam fazer suas necessidades.

No entanto, os acampamentos mais altos carecem de banheiros, obrigando os escaladores a deixarem seus resíduos em terreno aberto, para depois cobri-los com neve e pedras.

O porta-voz do Ministério de Cultura, Turismo e Aviação do Nepal, Umakanta Parajuli, relatou à Efe que o governo vem trabalhando para manter o Everest limpo e que está disposto a tomar mais medidas.

“Não há muitos problemas nos acampamentos em que já existem banheiros, tentaremos identificar as áreas que estão tendo problemas, trabalhando em conjunto com o setor privado e com os guias”, declarou à Efe Parajuli.

O governo espera, no entanto, que as medidas adotadas no ano passado para responder a este problema ajudem a atenuar a situação.

Uma dessas novas regras estabelece que os montanhistas devem retornar ao Acampamento Base não só com a satisfação de ter chegado ao topo do mundo, mas com pelo menos oito quilos de resíduos.

Se não for assim, podem ser multados em até US$ 4 mil, que devem ser depositados antes da tentativa de ascensão de uma das montanhas mais famosas do mundo.

Atualmente, especialistas trabalham para estabelecer uma nova rota entre o Acampamento Base e o Acampamento 1, após a morte de 16 guias no ano passado em uma avalanche na via normal.

1 de abril de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Governo Dilma reduziu em 72% verba de proteção à Amazônia, diz estudo

G1

Desmatamento-SXC-SymbolLevantamento divulgado na terça-feira (31) pelo portal InfoAmazônia apontou que no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff houve queda de 72% no investimento em medidas de combate e prevenção ao desmatamento na Amazônia.

A comparação é em relação ao segundo mandato de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre 2011-2014, primeiro governo de Dilma, foram investidos R$ 1,77 bilhão para ações de ordenamento fundiário, monitoramento e controle ambiental, além de fomento às atividades produtivas sustentáveis – eixos de trabalho do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM), criado em 2004.

Entre 2007 e 2010, segundo período governado por Lula, o montante aplicado para as mesmas atividades foi de R$ 6,36 bilhões.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a política de combate ao desmatamento continua a ser prioridade do governo federal, que segue investindo na área (leia mais abaixo).

Queda no desmatamento 

Ainda segundo o estudo, apesar da queda no repasse de verbas, o bioma registrou as menores taxas de desmate desde 1988 durante o governo Dilma.

De acordo com os autores, tal fato teria ocorrido já que a presidente “herdou uma situação menos dramática” do que a enfrentada por Lula no início de 2003.

Entre agosto de 2003 e julho de 2004, entre o primeiro e segundo anos do governo Lula, a taxa de desmatamento medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, apontava a perda anual de 25.396 km² de vegetação. Entre agosto de 2011 e julho de 2012, primeiro e segundo anos do governo Dilma, o índice foi de 6.418 km².

O dado mais recente divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente, que se refere ao período de agosto de 2013 a julho de 2014, indica queda de 18% no desmatamento da Amazônia Legal em relação ao ano anterior.

‘Ação contra o desmatamento é prioridade’

Em nota enviada ao G1, o Ministério do Meio Ambiente informou que recebeu o estudo na última sexta-feira (27) e que analisa o conteúdo do documento. A pasta afirma que o combate ao desmatamento continua a ser prioridade e que segue investindo na área.

“Reflexo disso é o registro das quatro menores taxas de desmatamento durante o atual governo, sendo que em 2014 foi registrada a segunda menor taxa de desmatamento desde 1988″, de acordo com a nota enviada pelo ministério.

“Saímos de um patamar de desmatamento de 27,9 mil km² em 2004 para 4,8 mil km² em 2014. A meta de redução do desmatamento em 80% até 2020 está mantida. Estamos convictos que conseguiremos antecipar a meta de 3.925 km² prevista para 2020″, finaliza.

1 de abril de 2015
por Adalberto de Bruyn
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EUA se comprometem a reduzir em até 28% emissões de gases estufa

G1

Os Estados Unidos se comprometera na terça-feira (31) a reduzir entre 26% e 28% as emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2025, como parte da proposta oferecida às Nações Unidas para um acordo climático global. A proposta foi divulgada a oito meses da conferência do clima de Paris, que tem como objetivo alcançar o pacto mundial de redução de poluentes.

Repetindo as cifras anunciadas em Pequim durante a conclusão de um acordo inédito com a China, a Casa Branca anunciou que transmitiu oficialmente o compromisso à secretaria geral da Convenção do Clima das Nações Unidas.

Segundo texto do conselheiro Brian Deese, a proposta mostra como o país irá dobrar a velocidade de redução de emissão “por meio de medidas de custo efetivo que usarão leis já escritas”. O país pretende usar medidas já existentes como padrões de economia de combustível para veículos e melhora da eficiência de aparelhos para atingir o objetivo, de acordo com a proposta.

Com a proposta americana de seu plano de ação, junto com Suíça, membros da União Europeia, Noruega e México, ao todo 30 países já fizeram sua contribuição para o pacto que deve ser assinado na Conferência de Paris, no final deste ano.

30 de março de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Floresta Amazônica perde importância no combate ao aquecimento global

UOL

A capacidade da floresta amazônica de absorver o excesso de dióxido de carbono na atmosfera está diminuindo com o tempo, segundo divulgaram pesquisadores na semana passada. Essa descoberta sugere que limitar as mudanças climáticas pode ser mais difícil do que se esperava.

Por décadas, as florestas e mares da Terra têm absorvido cerca de metade da poluição causada pelo carbono que as pessoas jogam na atmosfera. Assim, conseguiram limitar o aquecimento do planeta causado por essas emissões.

Em grande parte, as florestas e oceanos se mantiveram constantes enquanto as emissões aumentaram muito. Isso surpreendeu muitos cientistas, mas também foi um aviso de que esse grande “reservatório de carbono” pode não durar para sempre.

Em um amplo estudo, realizado ao longo de 30 anos, que analisou 189 mil árvores distribuídas em 321 terrenos na bacia Amazônica, pesquisadores liderados por um grupo da Universidade de Leeds, na Inglaterra, descobriram que a absorção de dióxido de carbono no local teve seu auge nos anos 90, com cerca de 2 bilhões de toneladas por ano, e desde então caiu pela metade.

Inicialmente, disseram os pesquisadores, a Amazônia respondeu bem aos níveis cada vez maiores de dióxido de carbono, que tem a capacidade de aumentar o crescimento das plantas, mas esse fenômeno parece estar diminuindo. Entre os motivos talvez estejam as secas e outros causadores de estresse, mas o fator principal parece ser o fato de que a aceleração inicial do crescimento agilizou o metabolismo das árvores.

“Com o tempo, o estímulo ao crescimento alimentado por esse sistema faz com que as árvores vivam mais depressa e, assim, morram mais jovens”, explica Oliver L. Phillips, ecologista tropical da Universidade de Leeds e um dos líderes da pesquisa.

Serão necessárias mais pesquisas, mas os cientistas dizem que os modelos de previsão do clima que assumem que a Amazônia é um reservatório de carbono contínuo e robusto podem ser otimistas demais.

Em uma escala global, estudos sugerem que as florestas ainda estão absorvendo muito mais carbono do que soltam na atmosfera, mesmo que estresses como incêndios e ataques de besouros aumentem por causa das mudanças climáticas. Na essência, a ascensão das forças de crescimento ultrapassava a das forças de morte nas florestas do mundo.

A maior questão agora é se isso vai mudar. Será que outras florestas além da Amazônia, como a floresta boreal que circunda o hemisfério Norte, vão eventualmente fazer o mesmo e diminuir seu potencial de absorção de carbono?

Isso significaria que a civilização humana terá menos ajuda das árvores, e que, para limitar o aquecimento global a níveis toleráveis, os corte nas emissões de carbono precisariam ser ainda mais agudos do que o pensado anteriormente.

“As florestas estão nos fazendo um imenso favor, mas não podemos contar com elas para resolver o problema do carbono. Ao invés disso, será necessário aumentar o corte das emissões para estabilizar nosso clima”, avisa Phillips.

30 de março de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Mais de 200 cidades brasileiras aderem à Hora do Planeta, informa WWF

Agência Brasil

A organização não governamental (ONG) WWF informou ne domingo (29) que as 27 capitais brasileiras, mais de 180 municípios e mais de 600 monumentos apagaram as luzes no sábado (28), como parte da mobilização Hora do Planeta. No mundo, houve adesão de mais de 10 mil cidades em 172 países. Trata-se de um movimento simbólico para alertar a população para as alterações climáticas. A manifestação ocorre uma vez por ano, no fim de março. Vários pontos do mundo apagam as luzes das 20h30 às 21h30, em seus horários locais, assumindo compromisso com a sustentabilidade.

De acordo com a WWF, no Brasil houve participação de órgãos públicos, empresas e pessoas físicas. A ONG explica que faz contato prévio com os órgãos públicos, convidando-os a aderir. São contabilizados entre os participantes somente aqueles que preenchem e enviam um termo de adesão. No caso das empresas e pessoas físicas, a participação é livre e não há como contabilizar.

No país, pontos famosos como o Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana, em Brasília, participaram do movimento. No exterior, a Torre Eiffel, em Paris, permaneceu no escuro durante cinco minutos. O monumento não desligou as luzes por mais tempo por razões de segurança. Cerca de 300 outros monumentos em Paris participaram da Hora do Planeta. A ponte de Sidney, na Austrália, a Times Square, em Nova York, o Big Ben, em Londres, e a Torre Taipei (um dos edifícios mais altos do mundo), em Taiwan, também apagaram as luzes.

26 de março de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Cientistas holandesas usam composto vegetal para desenvolver asfalto ecologicamente correto

Por Gabriel Garcia – Info Online

Uma equipe de cientistas holandesas afirma ter criado uma forma de utilizar um composto presente nas células vegetais na substituição do betume durante a fabricação de asfalto.

Foto: Divulgação/SXC.

Foto: Divulgação/SXC.

Segundo os pesquisadores da TNO, um laboratório que transforma ciência em aplicações sustentáveis que podem ser usadas no mundo real, uma molécula conhecida como lignina pode substituir o betume.

O betume, conhecido popularmente como piche, é um composto extraído da destilação do petróleo, processo altamente poluente.

A lignina, que mantém a água longe das células das plantas, além de uni-las, é quimicamente parecida com o betume. Ambos os compostos possuem um grande número de anéis de carbono em sua estrutura.

Durante a conferência anual da Sociedade de Químicos dos Estados Unidos, o pesquisador Ted Slaghekm, da TNO, demonstrou ser possível integrar a lignina no betume, em nível molecular, produzindo uma mistura capaz de ser usada para criar asfalto.

A equipe de cientistas holandesas afirma que a lignina pode ser usada para melhorar as qualidades materiais das misturas de betume, tornando-o mais resistente em altas temperaturas ou mais maleável no frio.

A lignina corresponde a quase um terço de todo material seco presente nas árvores. Na produção de papel, ela é removida do processo, sendo jogada no lixo. Estima-se que todos os anos, sejam eliminadas 50 milhões de toneladas da substância no mundo todo.

A TNO planeja testar o novo composto em uma ciclovia na Holanda, ainda neste ano.

26 de março de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Perda por água desperdiçada chega a R$ 8 bilhões ao ano, aponta estudo

G1

Agua_SeloMais de 6,5 bilhões de metros cúbicos de água tratada foram desperdiçados no país em 2013, o que equivale a uma perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano, aponta estudo do Instituto Trata Brasil. Tais perdas correspondem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013, de acordo com a entidade.

O volume de água tratada não contabilizada pelas empresas de saneamento do país corresponde a 39,1% do total produzido no país. O Brasil desperdiça água que poderia encher 6,5 vezes o Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, sem considerar as reservas técnicas.

Na projeção do estudo, se em cinco anos houvesse uma queda de 15% nas perdas no Brasil – ou seja, de 39,1% para 33% –, os ganhos totais acumulados em relação ao ano inicial seriam de R$ 3,85 bilhões.

O estudo do Trata Brasil utiliza os dados mais recentes do Ministério das Cidades sobre perdas de água no Brasil, que são de 2013. O índice de perdas de faturamento avalia o quanto da água produzida pelo sistema de abastecimento não foi faturado pelas empresas responsáveis. Essa água é tanto a que é desperdiçada na tubulação, quanto a utilizada de forma irregular através de ligações clandestinas e fraudes – e que, portanto, não é cobrada.

Considerando as regiões do país, a com o índice mais baixo é a Sul, com 34,7%. Já a Norte tem o percentual mais elevado: 60,6%, muito acima da média nacional.

“O Norte tem os piores indicadores de saneamento. É uma região que descuidou do setor. Tem a maior capacidade hídrica do país e usa os rios para diluir os esgotos”, diz Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

Evolução baixa

Ao comparar os dados de 10 anos do país, o estudo aponta que o indicador de perda de faturamento evoluiu pouco: passou de 42,2% em 2004 para 39,1% em 2013. Segundo Carlos, a evolução tímida se deu por descaso. “A gente viveu até hoje com a sensação de ter muita água, então nunca ninguém olhou esse indicador com cuidado. Apesar de isso ser algo absurdo, pois é uma perda financeira, já que uma empresa que perde 30%, 40% da água que trata perde dinheiro também”, diz.

Do mesmo modo, o índice de perdas na distribuição – ou seja, o quanto da água tratada não foi consumida no sistema de abastecimento por causa de desperdícios – passou de 45,6% para 36,9%. Mesmo com uma queda maior, o instituto avalia que os níveis ainda não estão em um patamar adequado. “A queda é positiva, mas ainda é um absurdo trabalhar com níveis de 37% no país. Países desenvolvidos trabalham com média de 15%”, afirma Carlos.

Segundo o presidente do instituto, a esperança é que a atual crise hídrica que o país está enfrentando seja um “divisor de águas”. “Essa crise pode servir para colocar pressão não apenas nas empresas, para que haja uma troca das redes antigas de água, mas também nos prefeitos, que são responsáveis pelas concessões de serviço; nos governadores, que precisam passar metas mais ousadas para as empresas estaduais; e no governo federal, que tem que pressionar para conseguir indicadores melhores.”

Cenários de redução 

O estudo ainda aponta três cenários possíveis de redução dos índices de água desperdiçada e não cobrada. O primeiro, otimista, alcança perdas de 15% em 2033; o segundo, de base, atinge 20%; e o terceiro, conservador, chega a 25% em 20 anos.

O trabalho indica que os ganhos nos cinco primeiros anos já seriam significativos. Mesmo no cenário mais conservador, o montante seria de R$ 3,85 bilhões. No cenário base, o ganho bruto com a redução de perdas até 2033, considerando aumento das receitas e redução dos custos de produção, pode chegar a R$ 53,47 bilhões.

“Mesmo o cenário base precisa de um grande esforço para ser realizado. É um desafio grande, precisa ter foco e planejamento anual das empresas e das esferas de poder envolvidas”, diz Carlos. “E, claro, a população deve manter seu papel fiscalizatório, sempre atenta aos vazamentos para poder cobrar.”

22 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Ecoinformação em férias

Caro (a) Leitor (a),

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O Ecoinformação está entrando em férias. Dentro de poucos dias estaremos de volta deixando você por dentro das informações mais importantes sobre o meio ambiente e tudo que nos cerca.

Agradeçemos a compreensão e até a volta!

Grande abraço,

Adalberto de Bruyn

22 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criação de corredor ecológico

Terra

A Colômbia proporá a Brasil e Venezuela criar um “ambicioso” corredor ecológico para proteger um vasto território montanhoso e selvagem do norte da América do Sul e fazer um aporte “para deter as mudanças climáticas”, afirmou nesta segunda-feira o presidente Juan Manuel Santos.

“É um corredor muito ambicioso, seria o maior do mundo, com 135 milhões de hectares, que o batizamos de corredor Triplo A, porque seria Andino, Amazonas e Atlântico, que iria dos Andes ao Atlântico, no Brasil, e teria que ser três países: Brasil, por certamente, um pouco de Venezuela e Colômbia”, disse Santos ao programa de TV oficial Agenda Colômbia.

“Vamos propor criar este corredor ecológico para preservá-lo e como aporte da humanidade nesta discussão sobre as mudanças climáticas, de como deter as mudanças climáticas”, acrescentou o presidente.

A partir desta semana, o ministro do Ambiente da Colômbia, Gabriel Vallejo, e a chanceler, María Ángela Holguín, começarão a dialogar com os governos de Brasil e Venezuela para buscar seu apoio à proposta.

O corredor ecológico seria formado em 62% do território de Brasil, 34% da Colômbia e 4% da Venezuela, informou Vallejo em uma entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal El Tiempo.

Santos explicou que “se parece uma boa ideia aos outros países, (o objetivo) é fazer este aporte para a humanidade na cúpula das mudanças climáticas, a COP21, no final deste ano, em Paris”.

“Nós, os colombianos, temos que fazer de tudo para que se possa deter a mudança climática porque seremos os primeiros a sofrer as consequências precisamente por nossa riqueza no campo da biodiversidade”, reforçou o presidente.

Entre novembro e dezembro deste ano, os países do mundo se reunirão em Paris para buscar um acordo global para frear as mudanças climáticas.

22 de fevereiro de 2015
por Adalberto de Bruyn
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Aquecimento climático, uma bomba-relógio que origina conflitos no mundo

UOL

Os cientistas e especialistas em temas de segurança alertam há anos para o risco de que o aquecimento climático gere instabilidade e conflitos se prosseguir ao ritmo atual, algo que, segundo alguns, já está ocorrendo.

As emissões de dióxido de carbono provocam temporais, ondas de calor, secas ou inundações e se continuar assim os fenômenos extremos serão cada vez mais frequentes, e consequentemente as disputas pelos recursos.

“Menos água e recursos alimentares, aumento das migrações, tudo isso aumentará indiretamente os riscos de conflitos violentos”, afirmam em seu último relatório os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Alguns consideram que este fenômeno já é uma realidade, enquanto outros, mais prudentes, não estão certos.

“Em alguns países africanos, o aumento dos conflitos violentos é o sinal mais chamativo dos efeitos acumulados da mudança climática”, afirmou em 2012 o Institute for Security Studies (ISS), com sede na África do Sul.

“No Sahel, a desertificação gerou conflitos entre produtores de gado e agricultores pelas terras disponíveis”, ressalta o documento, que afirma que “os efeitos deste tipo, vinculados ao clima, já originaram conflitos violentos no norte de Nigéria, Sudão e Quênia”.

Em 2007, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a violência na região sudanesa de Darfur se devia, em parte, às rivalidades entre nômades e agricultores sedentos por água e terras de pastoreio.

Em 2011, vários observadores também relacionaram as Primaveras Árabes com o calor provocado pelas mudanças climáticas em diversos países produtores de cereais.

O aumento recorde dos preços dos alimentos pela crise dos cereais russos, ucranianos e cazaques foi a faísca que desencadeou a revolta nos países do Mediterrâneo já asfixiados pela pobreza, desemprego e opressão política, estimam.

Para o ex-vice-presidente americano Al Gore, a mudança climática também desempenhou um papel na guerra na Síria.

“De 2006 a 2010 uma seca histórica, vinculada ao clima, destruiu 60% das fazendas da Síria, 80% do gado e levou um milhão de refugiados às cidades, onde se encontraram diante de outro milhão de refugiados que fugiam da guerra no Iraque”, declarou em Davos em janeiro.

Conclusões prudentes 

Os cientistas do clima são mais prudentes ao estabelecer vínculos diretos entre o aquecimento climático e os conflitos.

“Costumam citar o exemplo de Darfur”, mas “a realidade é mais sutil e a maior parte dos pesquisadores admite que o contexto político e econômico foi o principal fator do conflito”, escreveu o climatólogo Jean Jouzel.

Para Mark Cane, professor de ciências da terra e do clima da universidade Columbia de Nova York, na Síria, cabe vincular o descontentamento popular com a seca de 2007-2010, a pior registrada no país.

Mas lembra que é complicado atribuir um fenômeno meteorológico concreto à mudança climática, um movimento que atua ao longo das décadas.

Além disso, é impossível afirmar que um conflito “não teria ocorrido sem esta ou aquela anomalia climática”, acrescenta. Entram em jogo a política e outros fatores.

No momento, as forças armadas estão se preparando, afirma Neil Morisetti, ex-almirante e ex-conselheiro do clima do governo britânico.

Em muitos países, os analistas militares já incluem a mudança climática em sua avaliação de riscos, afirma.

E o Pentágono trabalha com a hipótese de um futuro sombrio. Em seu mapa do caminho de 2014 “para uma adaptação à mudança climática no mundo”, afirma que o aumento das temperaturas e os fenômenos climáticos extremos aumentarão “a instabilidade mundial, a fome, a pobreza e os conflitos”.