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4 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Diplomata mexicana é indicada para liderar gestão de mudança climática da ONU

Terra

A diplomata mexicana Patricia Espinosa, atual embaixadora do México em Berlim, foi indicada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para liderar a Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), com sede em Bonn, na Alemanha.

Em comunicado, o organismo explicou que Ban Ki-moon concluiu o processo de seleção com a escolha de Espinosa, o que abre um processo de consultas que conduzirá à ratificação definitiva da nomeação.

Espinosa substituirá como secretária executiva da UNFCCC a costa-riquenha Christiana Figueres.

Ex-chanceler do México, ela era um dos dez candidatos listados pela ONU para assumir o posto de chefe da diplomacia climática internacional.

Nascida na Cidade do México em 1958, Espinosa ingressou no Serviço Exterior Mexicano em 1981 e seu primeiro destino dentro da carreira diplomática foi o de agregada de Economia da Missão do México nas Nações Unidas com sede em Genebra.

Após ocupar diversos cargos em missões diplomáticas mexicanas, em 2001 chegou à Alemanha como embaixadora para ser nomeada em junho de 2002 representante de seu país para Áustria, Eslováquia e os Organismos Internacionais sediados em Viena.

Ela deixou estes últimos destinos no final de 2006, momento em que o então presidente do México, Felipe Calderón, a pôs à frente da Secretaria de Relações Exteriores.

Após seis anos no cargo, em 2013 Patricia Espinosa retornou a Berlim como embaixadora de seu país.

4 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Uma trilha para o futuro

Por Marta Moraes – MMA

“Adoro vir às aulas do Programa Trilha do Saber na Escola, porque são sempre dentro da floresta e aprendemos muitas coisas sobre a natureza”. O depoimento do estudante do 4º ano Alencar Souza, de Pinhalzinho (SC), traduz bem o sentimento das crianças com a iniciativa. Implantado a partir de novembro de 2011, no município catarinense, inicialmente como projeto piloto, o programa fez tanto sucesso que foi incorporado, a partir de 2014, à grade curricular da rede municipal de ensino. Anualmente são atendidos um total de 720 crianças e pré-adolescentes do Pré III ao 5° ano do ensino fundamental.

O Trilha do Saber na Escola integra um programa mais abrangente, que possui nome similar (Trilha do Saber), e que já foi agraciado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o Prêmio Boas Práticas em Sustentabilidade Ambiental Urbana, em 2012, no tema “Áreas Verdes Urbanas e Gestão de Áreas de Preservação Permanente”. Em 2013, a iniciativa recebeu a indicação para constar no Bright Green Book – “O Livro Verde do Século 21”, do instituto Smart City Business em conjunto com a ONU Habitat. Recentemente, em 2016, foi condecorada como referência para a inovação e a criatividade na educação básica pelo Ministério da Educação.

Trata-se de um programa de educação ambiental, pesquisa científica e preservação ambiental. Sua infraestrutura é composta por uma trilha interpretativa de educação ambiental e um centro interpretativo, com espaços adaptados a cadeirantes e pessoas com deficiência visual, localizados no principal parque da cidade, que recebe o nome de EFACIP.

Na escola 

O objetivo principal do Trilha do Saber na Escola é sensibilizar os alunos, professores e público indireto para o cuidado com o meio ambiente local e regional. O intuito é promover o conhecimento, valorizar e preservar a natureza. Os encontros são quinzenais, com cada turma, e possuem duração de uma hora e trinta minutos. Durante os encontros, as crianças são acompanhadas pela bióloga Denise Coldebella. “As aulas são bem legais, pois além de aprender podemos ouvir o som de aves diferentes”, afirmou o estudante da 4ª série Kauan Telles. Atualmente o programa é mantido 100% pelo governo municipal de Pinhalzinho, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Segundo a secretaria municipal de Educação e Cultura do município, Ivanda Bach, desde o início, o programa vem procurando proporcionar aos estudantes, e para a comunidade em geral, uma educação ambiental crítica e transformadora, estabelecendo uma nova concepção de ensino-aprendizagem.

A visita à trilha inclui aulas expositivas, envolvendo práticas lúdicas, não lúdicas e recursos audiovisuais. As temáticas ambientais trabalhadas são interligadas e englobam os seguintes assuntos: biodiversidade da região oeste catarinense, desmistificação de animais silvestres, espécies exóticas invasoras, tráfico e caça de animais silvestres e os cinco R´s (Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recusar).

Comunidade 

Além do trabalho nas escolas, o Trilha do Saber desenvolve um programa de visitas monitoradas voltado à comunidade, de diferentes faixas etárias, propiciando o contato e o conhecimento a respeito de diversas temáticas ambientais, destacando-se a biodiversidade da região oeste catarinense.

De 2013 a 2015 foram atendidas 3.860 pessoas, entre professores, acadêmicos do ensino superior e colaboradores de empresas privadas, além de alunos e professores dos mais variados níveis de escolaridade. “Nessas visitas, os grupos atendidos são, na maioria, de outros municípios, evidenciando o alcance que o programa está tendo fora daqui”, afirmou o biólogo responsável pelo Trilha do Saber, Robelei Pieper.

Segundo ele, é importante destacar que a trilha interpretativa de educação ambiental acontece em um pedacinho do que resta da Mata Atlântica. “E, nesse espaço, podemos testemunhar a todo o momento a riquíssima biodiversidade do bioma”, enfatizou ele.

Avanços 

Sobre os resultados, o biólogo destaca que num programa como esse é extremante difícil mensurá-los, tendo em vista que as atividades desenvolvidas pelo Trilha do Saber muitas vezes não são perceptíveis num primeiro momento. “É diferente de um asfalto, por exemplo, em que o cidadão pode perceber nitidamente seu início, meio e fim. Em educação ambiental os resultados podem parecer lentos, mas farão a diferença na sociedade e no meio ambiente em um futuro muito próximo”, afirmou.

Mas os resultados vêm aparecendo sim. A mudança na área onde está localizada a trilha de educação ambiental é visível. “Se analisarmos o local do parque nos últimos anos, percebemos que era uma área que sofria muito pela ação do homem. Atualmente, é perceptível o cuidado e o respeito da maioria das pessoas ao transitar pelo local”.

Entre os projetos para o futuro do Trilha do Saber estão: um acervo digital botânico da trilha de educação ambiental; um laboratório de taxidermia; e conclusão do Jardim Evolutivo. “Nossa intenção é que este seja (a exemplo da maioria dos espaços temáticos da Trilha do Saber) adaptado a cadeirantes e deficientes visuais”, conclui ele.

4 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Formigas invasoras representam um grande perigo para os ecossistemas

G1

As formigas têm um papel fundamental nos ecossistemas, mas quando invadem outros, alheios ao seu natural, representam perigo para o meio ambiente e para a saúde humana. Um fenômeno em aumento, resultado dos fluxos comerciais.

O efeito disso é que centenas de formigas invasoras estão se movimentando por todo o planeta até chegar a regiões onde não eram esperadas, como Havaí e outras ilhas do Pacífico.

Na Austrália, por exemplo, o alarme soou com uma picada em uma pessoa, e depois virou motivo de hospitalização em diversos casos, explicou à Agência Efe o responsável do Governo para a proteção das plantas, Kim Ritman.

Divulgação/EcoIn

Divulgação/EcoIn

O caso australiano foi abordado em uma recente conversa sobre medidas fitossanitárias diante das pragas transmitidas por esses insetos na sede da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Roma.

Ritman detalhou que, por meio do transporte de mercadorias, essas espécies entraram principalmente em zonas tropicais do norte do país e em seus arredores, aproveitando que estão acostumadas com esse tipo de temperaturas quentes.

O combate às pragas, que já custou centenas de milhões de dólares ao país, começa por revistar e manter limpos os contêineres de mercadorias que chegam ao solo australiano por ar ou mar.

“Usamos cachorros para o controle das formigas e vemos seu perfil genético para saber se são novas ou se chegaram de outras partes da Austrália”, afirmou o representante.

Quando é detectado que são invasoras, as autoridades matam a formiga rainha com veneno para acabar com as colônias, embora – tenha acrescentado -, não seja fácil e leva tempo.

O especialista do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial do Estado (CSIRO), Ben Hoffmann ressaltou na reunião de Roma que as formigas exóticas causam efeitos indiretos na agricultura promovendo as pestes que afetam cultivos.

A principal preocupação tem a ver com o meio ambiente e, para ilustrar, mostrou imagens da Ilha Christmas, no oceano Índico, que mostraram como as formigas não nativas transformaram o habitat em uma selva e “puseram em perigo de extinção muitas espécies”.

Entre as mais agressivas, o entomologista citou as “formigas de fogo”, originárias da América do Sul e que chegaram até China e Estados Unidos, e as “argentinas”, presentes em Espanha, Portugal, Itália e França, entre outros tantos países.

Segundo um estudo divulgado pela “The Royal Society”, o número de formigas introduzidas ou estabelecidas em novas regiões poderia ser muito maior do que o documentado até o momento, já que tendem a se movimentar entre regiões vizinhas com um comércio crescente entre elas e com um clima parecido.

Além disso, sua tolerância aos ambientes tropicais faz com que possam se adaptar melhor à mudança climática.

Apesar do risco que causam as espécies exóticas, Hoffmann lembrou que as formigas em geral são consideradas como “indicadores adequados de qualidade ambiental”.

Como grupo dominante em muitos ecossistemas, cumprem uma variedade de funções ecológicas como, por exemplo, cortar partes das plantas, depredar pequenos invertebrados e polinizar cultivos.

Também podem proteger as plantas de outras pestes, contribuem para nutrir o solo e são fonte de alimento para outros seres vivos.

Embora estejam sendo desenvolvidas biotecnologias para conservar as plantas, na erradicação de pragas frequentemente são utilizados compostos químicos tóxicos que, por extensão, podem causar outros problemas e chegar a matar espécies de vital importância, como as abelhas.

Para evitar isso, o especialista do CSIRO pediu extrema precaução no uso de pesticidas e a realização de um registro extenso desses produtos.

3 de maio de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Metade dos grandes investidores ignora mudança climática, diz estudo

G1

Quase metade dos 500 maiores investidores do mundo não está fazendo nada para lidar com a mudança climática por meio de seus investimentos, revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira (2).

Um relatório do Projeto de Revelação dos Detentores de Ativos (AODP, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos cuja meta é aprimorar a administração da mudança climática, mostrou que pouco menos de um quinto dos principais investidores – ou 97, que gerenciam um total de US$ 9,4 trilhões em ativos – estão adotando medidas tangíveis para mitigar o aquecimento global.

Entre elas estão investimentos em ativos pouco poluentes ou o incentivo para que as empresas invistam para ser mais “verdes”.
Outros 157 investidores que administram um total de US$ 14,2 trilhões estão dando os “primeiros passos” para tratar da mudança climática, e 246 que gerenciam US$ 14 trilhões não estão fazendo nada, diz o relatório.

“O risco da mudança climática é hoje um tema dominante para investidores institucionais, e o ano passado testemunhou muitos deles intensificando significativamente as ações para lidar com ela”, afirmou o executivo-chefe do AODP, Julian Poulter, em um comunicado.

“Entretanto… é chocante que quase a metade dos maiores investidores do mundo não estejam fazendo nada para mitigar o risco climático”, disse, acrescentando que os fundos de pensão e as seguradoras que ignoram a mudança climática estão “apostando com as economias e a segurança financeira de centenas de milhões de pessoas”.

O AODP classifica os 500 maiores fundos de pensão, seguradoras, fundos de riqueza soberana e fundações que coletivamente administram 38 trilhões de dólares em ativos no tocante ao sucesso que obtêm no gerenciamento do risco climático em seus portfólios.

Com base em prestações de dados diretas e informações disponíveis ao público, elas são classificadas de ‘AAA’ a ‘D’, e aquelas que não estão tomando nenhuma providência são consideradas ‘X’.

A melhor do ranking foi o Fundo de Pensão da Agência Ambiental da Grã-Bretanha, que tem US$ 3,96 bilhões em ativos.

14 de abril de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Brasil aposta no reflorestamento

MMA

As políticas ambientais brasileiras dos próximos anos terão as ações de reflorestamento como prioridade. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) reiteraram na quarta-feira (13), em Brasília, os esforços para manter as ações de restauração florestal e sustentabilidade na região. Ao todo, oito países com territórios dentro do bioma fazem parte da OTCA.

Florest_Redimensionada

O anúncio ocorreu na abertura do I Seminário Regional para Países Membros da OTCA sobre Desmatamento Ilegal, promovido pelo MMA até sexta-feira (15). O secretário-executivo do MMA, Carlos Klink, afirmou que, além do combate ao corte ilegal de vegetação, o Brasil se concentrará em políticas de restauração. “Queremos ser, também, o país do reflorestamento”, destacou Klink.

Integrantes da OTCA, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela compartilham essas iniciativas. A secretária-geral da Organização, Jacqueline Mendoza Ortega, explicou que a parceria e o compartilhamento de políticas desenvolvidas pelas oito nações são essenciais. “O projeto de monitoramento da OTCA é pioneiro e inaugura a perspectiva de integração para o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia”, declarou.

Desafio 

O objetivo é manter a sequência de redução das taxas de desmatamento ilegal no país. No ano passado, a queda foi de 79% em relação aos índices registrados em 2004, quando foi instituído o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). “A conjuntura é desafiadora. Mas temos, do nosso lado, a tecnologia e a cooperação”, exemplificou a presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marilene Ramos.

Aliada ao combate ao desmatamento ilegal, a intenção é estabelecer uma economia baseada no valor da floresta em pé. “Os resultados das políticas têm uma importância global”, ressaltou o secretário-executivo do MMA, Carlos Klink. Segundo ele, serão desenvolvidas ações voltadas para a conservação da biodiversidade e para o estabelecimento da bioeconomia. “É possível trabalhar a proteção juntamente com a produção de riquezas”, acrescentou.

14 de abril de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Estudo aponta que plástico é principal depredador dos oceanos

G1

O plástico, em forma de garrafas, sacos ou tampas, é o principal depredador dos oceanos, denunciou na terça-feira (12), a ONG Surfrider após um estudo de contaminação em cinco pontos da costa francesa e espanhola.

Com a ajuda de centenas de voluntários, a ONG realizou em 2015 em várias zonas da Grã-Bretanha e do País Basco um estudo dos resíduos que contaminam as praias, a costa e os fundos marinhos, no âmbito de um projeto de alcance europeu.

“Todos os dias oito milhões de toneladas de resíduos acabam no oceano. E 80% da poluição de nossos mares é de origem terrestre e consequência da atividade humana, com repercussões terríveis na biodiversidade e no conjunto de nosso meio ambiente”, afirma o presidente da Surfrider Foundation Europe, Gilles Asenjo, em um comunicado.

Segundo a ONG, o plástico constitui “mais de 80%” dos resíduos nos cinco lugares do estudo. É o caso da praia de Burumendi, em Mutriku (Espanha), onde 96,6% dos 5.866 resíduos recolhidos são de plástico ou de poliestireno.

Na praia de La Barre, em Anglet (França), a proporção é de 94,5% de um total de 10.884 resíduos.
O plástico e o poliestireno também estão presentes em abundância na praia de Porsmilin da localidade francesa de Locmaria-Plouzané (83,3%, 2.945 resíduos).

A proporção é muito menor na praia de Murguita de San Sebastián (Espanha), onde há 61% de plástico e de poliestireno, mas também 18% de vidro.

E na praia de Inpernupe, em Zumaia (Espanha), cerca de metade dos resíduos são vidro (47,9%) e 29,1% são plástico e poliestireno.

Além de plástico, os voluntários também encontraram nos cinco locais do estudo cordas e redes de pesca, guimbas de cigarro, recipientes de comida, tampas, garrafas de vidro e de plástico, sacos e fraldas. Em cada lugar, a Surfrider estabeleceu uma lista dos dez principais resíduos.

14 de abril de 2016
por Adalberto de Bruyn
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China admite que 80% de suas águas subterrâneas estão poluídas

Terra

China Bandeira_150A primeira pesquisa das autoridades ambientais chinesas sobre a qualidade de seus aquíferos revelou que 80% das águas subterrâneas do país estão poluídas, de acordo com informações publicadas nesta terça-feira (12) pela imprensa oficial chinesa

O estudo, realizado mediante análise de 2.103 poços selecionados nas principais bacias do país, mostra que a água de 1.685 deles não é apta para consumo humano, e uma importante parte destes, 994 (um 47,3% do total), nem sequer podem ser destinadas a usos agrícolas ou industriais.

As medições foram realizadas pelo Ministério de Recursos Aquáticos da China, que publica mensalmente dados de poluição nacional, mas até agora nunca tinha analisado com detalhe essas águas subterrâneas.

Os resultados indicam que “a poluição de água é tão grave como a atmosférica”, afirmou hoje com relação ao relatório a organização meio ambiental Greenpeace, através da ambientalista Ada Kong.

“É positivo que o Ministério reconheça a magnitude do problema, o passo seguinte é empreender ações sérias para enfrentar esta crise”, ressaltou o especialista.

A principal razão desta poluição é o excessivo uso de pesticidas e adubos químicos na agricultura, já que muitas de suas substâncias poluentes são filtradas através do solo aos aqüíferos subterrâneos.

“A poluição ameaça a saúde da população local e os cultivos, além de constituir um possível risco geológico, já que o excessivo uso de água subterrânea pode gerar afundamentos no terreno”, afirmou Kong em comunicado do Greenpeace.

A situação é especialmente grave em regiões mais áridas da China onde a dependência de água subterrânea é maior, como o nordeste do país e a Mongólia Interior (norte), já que nessas zonas a porcentagem de poluição nos aquíferos estudados alcança 90%.

Os resultados do estudo alarmaram os cidadãos chineses, perante o temor de que a água de suas torneiras esteja altamente poluída, o que obrigou o Ministério de Recursos Aquáticos a esclarecer que a qualidade dessa água é “em geral boa” já que procede de aquíferos mais profundos do que os estudados.

O Greenpeace pediu perante isso análise específicas para a água subterrânea de maior profundidade, destinada ao consumo humano, e se queixou da descoordenação entre dois ministérios chineses (o mencionado de Recursos Aquáticos e o de Proteção Meio Ambiental), que freia as medidas para solucionar o problema.

Em 2015, o governo chinês lançou um plano de ação com o objetivo de que no final desta década a porcentagem de água subterrânea de baixa qualidade não supere 15% do total.

Também estabeleceu que para 2020, 70% das água das sete grandes bacias fluviais do país tenha qualidade alta, e que 95% da água das torneiras nas cidades -onde a maioria da população bebe água engarrafada- alcance níveis ótimos para o consumo.

14 de abril de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Lançado plano nacional para proteger corais

MMA

No Brasil, os recifes de coral se distribuem por aproximadamente 3 mil quilômetros de costa, do Maranhão ao sul da Bahia, representando as únicas formações recifais do Atlântico Sul. Nessa área existem unidades de conservação federais, estaduais e municipais que protegem uma parcela significativa desses ambientes. Mas, no geral, esses sensíveis ecossistemas vêm sofrendo um rápido processo de degradação por causa das atividades humanas.

Para reverter esse quadro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, aprovou o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos – PAN Corais. A portaria que oficializa o plano foi publicada em março no Diário Oficial da União (DOU).

Além de melhorar o estado de conservação dos ambientes coralíneos por meio da redução dos impactos antrópicos (produzidos pelo homem) e da ampliação da proteção e do conhecimento, o PAN Corais busca conservar 52 espécies de peixes e invertebrados aquáticos ameaçadas de extinção, entre elas anêmonas e cavalos-marinhos.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Dez objetivos e 146 ações 

Para isso, foram definidas 146 ações, distribuídas em dez objetivos específicos, que deverão ser realizadas no prazo de cinco anos. Essas ações serão desenvolvidas em 18 áreas-foco, ao longo do litoral brasileiro, incluindo regiões no interior da Zona Econômica Exclusiva, além do mar territorial, do Maranhão até Santa Catarina.

Todo esse trabalho será coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul), do ICMBio, e pela ONG Instituto Coral Vivo, com supervisão da Coordenação Geral de Manejo para Conservação, da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (CGESP/DIBIO), também do ICMBio.

De acordo com a portaria, o PAN Corais será monitorado anualmente, para revisão e ajuste das ações, com uma avaliação intermediária prevista para o meio da vigência do plano e avaliação final ao término do ciclo de gestão.

No dia 15 de março, a presidência do ICMBio publicou nova portaria, definindo o Grupo de Assessoramento Técnico do PAN Corais, composto por 21 membros, que vai auxiliar no acompanhamento da implementação das ações. Ainda este ano, serão editados o sumário executivo e o livro do PAN, contendo diferentes dimensões de diagnóstico e planejamento dos trabalhos.

Diálogo e articulação

“O PAN Corais é o produto de um amplo processo de diálogo e articulação entre pesquisadores, pescadores, ONGs e outros setores da sociedade, constituindo-se em uma ferramenta muito importante de planificação de ações de conservação deste ecossistema tão ameaçado”, disse Roberta Aguiar dos Santos, do Cepsul e coordenadora do PAN Corais.

Segundo ela, para que o plano tenha êxito, é fundamental o envolvimento das mais diferentes instâncias de governo, conselhos e fóruns de elaboração e deliberação de políticas públicas. “Isso demandará um esforço coletivo dos articuladores das ações propostas e de um conjunto cada vez maior de pessoas e instituições”, afirmou.

Para Clovis Castro, coordenador executivo do PAN e do projeto Coral Vivo e professor do Museu Nacional/UFRJ, o plano abre uma nova etapa para ações de conservação e uso sustentável dos ambientes coralíneos, representando o amadurecimento coletivo e evolução de iniciativas anteriores do governo e da sociedade brasileira.

“O processo de construção do PAN Corais abordou todas os principais temas relacionados à conservação desses ecossistemas, como pesca sustentável, pesquisa, poluição, turismo, espécies exóticas, mudanças do clima e da qualidade da água. Seu conteúdo sinaliza ações prioritárias a serem realizadas nesses ambientes, podendo ser utilizado para direcionar os esforços de órgãos governamentais, agentes financiadores, instituições de pesquisa, organizações não-governamentais e outros”, disse Castro.

1 de abril de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Especialistas alertam para o risco de extinção de animais polinizadores no mundo

Por  Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil/EBC-EcoAgência

A preservação de espécies de animais polinizadores é importante não apenas para a biodiversidade do planeta, mas para garantir a oferta de alimentos para a população. Mais de três quartos das principais lavouras de alimentos no mundo dependem, em algum grau, dos serviços de polinização animal, seja para garantir o volume ou a qualidade da produção e cerca de 90% das plantas  também dependem dessas espécies.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Essas informações e os problemas que cercam os polinizadores foram estudadas pelos especialistas da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), criada no âmbito das Nações Unidas. O grupo divulgou um estudo alertando que um número crescente de espécies de animais polinizadores está ameaçado de extinção em todo o mundo.

O relatório “Polinização, polinizadores e produção de alimentos”, divulgado durante sessão plenária da IPBES, no último dia 26 de fevereiro, em Kuala Lumpur, na Malásia, aponta que fatores como a mudança no uso da terra, a agricultura intensiva, o uso indiscriminado de pesticidas e alterações climáticas estão colocando em risco a biodiversidade dos polinizadores e, em consequência, a produção de alimentos, o equilíbrio dos ecossistemas, a saúde e bem-estar das pessoas e a economia global.

Os polinizadores mais conhecidos são as abelhas, mas há também outras espécies, como moscas, borboletas, besouros, pássaros, morcegos e alguns vertebrados, como lagartos e pequenos mamíferos.

Insuficiência de dados

Além de borboletas e abelhas, outras espécies como moscas,besouros, pássaros, morcegos e alguns vertebrados também são polinizadores.

A professora sênior do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Vera Fonseca, uma das coordenadoras do relatório, explica que, apesar de não haver uma avaliação em nível global, por insuficiência de dados, os estudos disponíveis mostram que 16,5% dos polinizadores são ameaçados com algum nível de extinção, e cerca de 30% deles estão em ilhas.

“No Brasil, temos cinco espécies de abelhas que são consideradas ameaçadas em nível nacional. Temos também listas regionais como no Rio Grande do Sul, por exemplo, e temos vários lugares onde não há absolutamente dado algum sobre monitoramento e avaliação de polinizadores. Nós temos muitas falhas no conhecimento nesse caso”, disse Vera, explicando que é preciso estudar melhor essas populações para fazer políticas específicas de tirar essas abelhas da lista vermelha de extinção.

O incentivo às coleções biológicas, o trabalho de museus e a formação de taxonomistas é importante, segundo a professora, para montar uma base de dados de estudo, avaliação e proposição de políticas públicas e ações futuras.

“Nem sabemos direito quais são os polinizadores silvestres de cada cultura, então cada vez que se tem um uso inadequado de pesticidas, por exemplo, isso prejudica também a fauna local. Isso precisa ser estudado e avaliado para unirmos não só o controle de pragas, que a agricultura precisa, mas também as boas práticas de uso e conservação de polinizadores e medidas de mitigação se necessário”, explicou a professora.

Aumento da produtividade agrícola

Vera diz que entre as espécies cultivadas no Brasil que dependem ou são beneficiadas pela polinização animal estão o açaí, maracujá, abacate, tomate, mamão, dendê, a maçã, manga, acerola, e muitas outras frutas, além da castanha-do-pará, do cacau e do café. Soja, algodão e canola também produzem mais quando suas lavouras são visitadas por polinizadores.

“Muitas vezes esses vários polinizadores vêm de uma área preservada perto de uma cultura agrícola. Temos muitos polinizadores importantes para serem usados na agricultura e eles têm um valor grande para a nossa produção”, disse, contando que a riqueza gerada com auxílio dos polinizadores no Brasil foi estimada em torno de US$ 12 bilhões.

Plantação de soja

O desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável é uma das medidas necessárias para reverter esse quadro, com a diversificação das paisagens agrícolas e a redução do uso de pesticidas. É possível ainda manejar espécies de abelhas próximo às lavouras, para aumentar a diversidade e a combinação com espécies silvestres. “No Brasil temos cerca de 1,8 mil espécies de abelha, além das outras espécies de polinizadores manejáveis”, disse Vera.

A professora explicou ainda que, à medida que a população vai crescendo e necessitando de mais alimentos, a expansão agrícola vai colocando a conservação sob pressão. “Uma produção maior em menor área é tudo que os conservacionistas também querem. E nossa grande ferramenta para isso é o uso dos polinizadores”, explicou.

O relatório sobre os polinizadores é o primeiro de uma série de diagnósticos sobre a situação da biodiversidade no planeta, previstos para serem divulgados pelo IPBES até 2019. O grupo de especialistas divulgou ainda um sumário direcionado aos formuladores de políticas públicas, a ser enviado aos países.

“Nesse sumário estão estratégias que poderiam ser usadas para políticas de conservação, informações sobre como promover as condições para a vida dos polinizadores, como transformar as paisagens agrícolas e como fazer a aproximação entre a sociedade, a natureza e os polinizadores”, disse a professora.

 

27 de janeiro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Curitiba terá um novo parque

Por Sabrina Rodrigues/SMMA – Wikiparques

No início deste mês, a Prefeitura de Curitiba (PR) e o shopping Pátio Batel firmaram o termo de implantação de um parque municipal junto a área do Bosque Gomm, no bairro Batel. À época da construção do shopping center, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) referente ao empreendimento previa a abertura de uma nova via de circulação de carros na região, mas, com este novo acordo, a exigência é substituída pela implantação da unidade de conservação.

O projeto do parque desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) leva em consideração as demandas da sociedade e dos moradores do local. “A cidade ganha e a comunidade também. É mais um espaço de convivência e lazer para a população e as intervenções irão valorizar ainda mais a Casa Gomm, que agora terá ao seu lado um parque bem estruturado”, comentou Renato Lima, Secretário de Meio Ambiente.

Imagem do projeto

As ações do TAC ficam por conta do shopping Pátio Batel e a fiscalização da execução das obras e a preservação do parque ficará sob a responsabilidade da SMMA. Dentre as obras que serão executadas, destacam-se: um gazebo coberto para descanso dos frequentadores, um deck de madeira para apresentações artísticas e culturais, parquinho com brinquedos destinados para crianças com deficiência e espaços destinados para o uso da comunidade, como aulas de tai chi chuan, ginástica e criação de canteiros de flores. Também está prevista a criação de uma Estação de Sustentabilidade, um programa desenvolvido pela Prefeitura de Curitiba que estimula a entrega voluntária de resíduos pela população.