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24 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Institutos no AM arrecadam dinheiro para campanha contra caça de botos

G1

A Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) lançaram a campanha “Alerta Vermelho” para combater a caça de boto-vermelho na Amazônia. Além de buscar assinaturas onlines, o movimento está recebendo doações, em dinheiro. O valor arrecadado deverá ser investido em ações de fiscalização. A carne do mamífero é utilizada como isca para a captura do peixe piracatinga. Estima-se que cerca de 2.500 botos são mortos todos os anos em decorrência da atividade de pesca no Amazonas.

Boto-vermelho, também conhecido como boto-cor-de-rosa, é um dos símbolos da Amazônia Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Boto-vermelho, também conhecido como boto-cor-de-rosa, é um dos símbolos da Amazônia Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

De acordo com os institutos, a campanha busca mobilizar a sociedade por meio da internet. O site www.alertavermelho.org.br, lançado no dia 20 deste mês, contém relatos sobre a ameaça e registros de caçadores. Na página, os visitantes poderão entender e apoiar a campanha.

A ação também busca mover as instituições locais para coibir e monitorar a matança indiscriminada dos botos. Segundo o diretor-executivo da Ampa, Jone César Silva, cerca de 7,5% da população de boto-vermelho – também conhecido como boto-cor-de-rosa – na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, é perdida anualmente. A porcentagem corresponde a cerca de mil animais da espécie, de acordo com o diretor.

“Queremos difundir a problemática que os botos vêm sofrendo nesses últimos anos. Queremos levantar recursos. Esse fundo serve para melhorar as ações do batalhão ambiental do Amazonas. Temos essa parceria. Queremos promover cursos de capacitação de resgate, além de financiar a compra de equipamentos de campos e motores para permitir melhores fiscalizações”, disse.

Outra meta da campanha é produzir uma petição online para antecipar o início da moratória que suspende a pesca da Piracatinga por cinco anos na região Amazônica. O documento, publicado no dia 21 deste mês, determina que a restrição da pesca entre em vigor a partir de janeiro de 2015. Segundo a Ampa, a antecipação evitara que nos próximos cinco meses milhares de botos sejam esquartejados para isca.

Matança 

O boto-vermelho é utilizado como isca na pesca de um peixe chamado piracatinga, que no Brasil é comercializado com “douradinha”. A espécie de pescado se alimenta de carniça e gordura.

De acordo com a Ampa, em uma única pesca, cerca de 20 botos são abatidos. Pesquisadores apontam que a atividade pode levar a espécia a extinção em poucos anos.

Em 2011, foi criado, pela Ampa e Inpa/MCTI, um dossiê denominado Alerta Vermelho para servir como documento oficial do problema de conservação dos botos da Amazônia.

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) investiga, desde junho de 2012, a matança de botos no Amazonas. Segundo o órgão, estudos mostram, que pelo fato de se alimentar de outros animais mortos, a piracatinga também tende a concentrar metais pesados e outros contaminantes, como o mercúrio.

24 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Google oferece US$ 1 milhão a inovação que facilite uso de energia limpa

Terra

O gigante das buscas na internet Google oferece um prêmio de um milhão de dólares por uma inovação que torne a energia de origem solar ou eólica mais prática para uso cotidiano.

O Google se associou ao Instituto de Engenheiros em Eletricidade e Eletrônica para apoiar o “Littlebox Challenge” (Desafio da Caixinha), prometendo contemplar quem apresentar o melhor projeto de um aparelho maior que um laptop, que transforme de forma eficiente a corrente elétrica em alternada, que é a usada em residências e empresas.

As fontes de energia renovável como os painéis solares e os geradores eólicos produzem corrente direta, que deve ser transformada em alternada, que alimenta atualmente os complexos aparelhos que produzem energia a partir de fontes fósseis ou nucleares.

O desafio é miniaturizar os transformadores de energia à décima parte de seu tamanho atual, semelhantes a um ‘cooler’ grande.

 

 

 

24 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Amazônia legal será exemplo de implantação do Cadastro Rural

MMA

A Amazônia Legal será carro-chefe na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no país. Esta é a proposta da reunião técnica que acontece até esta quinta-feira (24), em Brasília, entre representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. O objetivo é integrar as ações já em curso e identificar oportunidades de cooperação entre os participantes.

Na abertura da reunião, o secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, afirmou que a reunião servirá para dar celeridade ao cadastro ambiental dos imóveis rurais situados na Amazônia Legal. “O CAR é o instrumento chave para que ocorram transformações na região”, destacou. “A motivação do encontro é antecipar problemas e discutir as adversidades na medida em que elas forem surgindo”.

Para o diretor de Infraestrutura Social, Meio Ambiente, Agropecuária e Inclusão Social do BNDES, Guilherme Lacerda, é fundamental que todos os envolvidos no processo atuem de forma conjunta. “É preciso construir uma integração para que tenhamos sucesso”, afirmou. O BNDES gerencia o Fundo Amazônia, entidade que oferece financiamento, por meio de projetos, para a implantação do CAR nos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins.

Alguns estados já recebem os recursos e estão executando o projeto, como Acre, Tocantins, Maranhão, Pará e Rondônia; outros estão com os projetos em fase de análise pelo banco e outros ainda na fase de elaboração. Todos receberam orientação do MMA para elaborar os projetos. “Esses estados que já tem experiência no cadastro servirão de exemplo para os demais”, apontou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral.

Desmatamento

O CAR, segundo o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink, é ferramenta importante para o combate ao desmatamento. Mas destacou que a agenda inclui a convergência entre ações de proteção e de produção. “O Fundo Amazônia tem papel fundamental para dar continuidade à estratégia de proteção ambiental na floresta, aliada a uma produção agrícola mais eficiente e sustentável”, explicou. Reforçando essa ideia, o diretor de Conservação da Biodiversidade do MMA, Carlos Scaramuzza, ressaltou que é fundamental buscar um novo tipo de dinâmica de uso das terras. “A meta do MMA é recuperar 12,5 milhões de hectares de vegetação nativa”, disse.

O coordenador de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Incra, Carlos Eduardo Sturm, falou sobre o cadastro de 7,5 mil projetos de reforma agrária, o que inclui assentamentos consolidados e colonização, totalizando 45 milhões de hectares. “A meta é terminar até maio 2015, quando termina o prazo legal”, disse ele. “Ficamos empolgados porque o módulo de monitoramento do CAR vai dizer exatamente qual o passivo ambiental do Incra, com uma visão do todo. O processo de recuperação e gestão ambiental ganha muito com isso”, comemorou.

O diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, apresentou o funcionamento do sistema do CAR (SiCAR), com destaque para imóveis com áreas mais complexas, como encostas de morro e beiras de rios. Cada estado do Brasil tem a sua especificidade e o SiCAR está preparado para cadastrar todas elas. O diretor afirmou que quem se cadastrar pode tirar dúvidas na Central de Comunicação disponível no endereço eletrônico www.car.gov.br.

O que é 

O CAR é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país. Foi criado em criado em 2012 pela Lei 12.651. 

18 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Acordo global de biodiversidade pode entrar em vigor sem o Brasil

G1

A Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CBD) anunciou, na segunda-feira (14) , que o Protocolo de Nagoya – acordo que define regras internacionais para acesso e compartilhamento dos recursos da biodiversidade – entrará em vigor em 12 outubro. Isso será possível porque o número de países que ratificaram (aprovaram internamente) o acordo chegou a 51 (eram necessárias no mínimo 50 ratificações).

O Brasil, porém, apesar de ter sido um dos primeiros a assinar o protocolo, em fevereiro de 2011, ainda não o ratificou. A proposta de ratificação foi enviada ao Congresso Nacional em 2012, mas até hoje não foi votada.

O Protocolo de Nagoya foi definido em outubro de 2010, na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10) em Nagoya, no Japão. Seu principal objetivo é definir as regras para garantir uma distribuição internacional dos benefícios provenientes dos recursos da biodiversidade no mundo.

Na prática, os países que ratificaram o protocolo se comprometem em compartilhar os benefícios vindos da exploração de recursos naturais, como plantas ou animais, com o país de origem desses recursos. Eles têm também a garantia de que recursos naturais retirados de seu próprio país serão submetidos à mesma regra.

O protocolo também pretende criar novos incentivos para a conservação da biodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais. Em nota divulgada pela CBD, o secretário executivo do órgão, o brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias, afirmou que “o Protocolo de Nagoya é central para libertar o poder da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável, através da criação de incentivos para a conservação e o seu uso sustentável, garantindo a equidade na partilha de benefícios”.

A primeira reunião para discutir o Protocolo será feita simultaneamente à 12ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 12), na Coreia do Sul, entre 13 e 17 de outubro. Só participarão das decisões os países que já tiverem ratificado o protocolo.

Procurado pelo G1, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que a ratificação depende apenas do Congresso Nacional e que o governo federal “trabalhou muito para convencer o Congresso a ratificar o Protocolo, inclusive com empenho pessoal da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira no processo”.

18 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Estudo situa Brasil como um dos piores países em eficiência energética

Terra

O Brasil e o México encerram o ranking das 16 principais economias do planeta no quesito eficiência energética, que a Alemanha, com suas rígidas normas de construção, lidera, informou um grupo ambientalista na quinta-feira (17).

O estudo sobre as 16 potências, realizado pelo Conselho para uma Economia Energeticamente Eficiente, colocou o Brasil na penúltima posição e o México, na última, e se disse preocupado com o ritmo dos esforços de Estados Unidos e Austrália.

Segundo os autores da pesquisa, o Brasil e o México demonstraram investimentos escassos em programas de eficiência energética, embora suas usinas térmicas sejam eficientes.

Lanterna do grupo, o México carecia de eficiência energética no transporte de carga, destinando poucos recursos ao transporte ferroviário.

No topo da lista, o conselho atribuiu à Alemanha, a maior economia europeia, a melhor pontuação por suas normas em prédios residenciais e comerciais, na tentativa de reduzir em 20% até 2020 o consumo de energia com relação a 2008.

“Alegra-nos receber um segundo prêmio em uma semana”, reagiu Philipp Ackermann, adido na embaixada alemã de Washington, em alusão à Copa do Mundo de futebol, conquistada no Brasil.

Ackermann destacou que seu país alcançou um crescimento econômico, ao mesmo tempo em que melhorou sua eficiência energética e reduziu os efeitos ambientais do comércio de energia.

“Todos concordamos, penso, que a energia mais barata é aquela que não é preciso produzir”, observou Ackermann.

O estudo situou a Itália em segundo lugar, destacando a eficiência nos transportes e o conjunto da União Europeia em terceiro lugar. China e França empataram em quarto, seguidas de Japão e Inglaterra.

O informe destacou que a China usou menos energia por metro quadrado do que qualquer outro país, embora suas normas de construção nem sempre sejam rigorosas.

“A China pode fazer muito mais, também desperdiçam muita energia, mas estão realmente progredindo”, afirmou Steven Nadel, diretor executivo do conselho.

O estudo destacou, no entanto, um “claro retrocesso” na Austrália, cujo primeiro-ministro, Tony Abbott, é um cético das mudanças climáticas. De fato, nesta quinta-feira a Austrália aboliu um controverso imposto sobre o carbono.

Os Estados Unidos ficaram na 13ª posição. Segundo o estudo, a principal economia do mundo fez avanços, mas em nível nacional desperdiça energia de forma absurda.

17 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Quase 900 animais em risco de extinção nascem em reserva no PR

UOL

Pelo menos 892 animais ameaçados de extinção se reproduziram no Refúgio Biológico Bela Vista, no oeste do Paraná, desde sua construção no final dos anos 70.

O espaço de 1.908 hectares, localizado entre os Parques Nacionais do Iguaçu e da Ilha Grande, foi criado pela Itaipu Binacional para diminuir os impactos da criação da usina de Itaipu na região.

Por lá, veterinários e pesquisadores estimulam a reprodução de espécies quase extintas no Estado como a anta (Tapirus terrestris) e a harpia (Harpia harpyja), conhecida também como gavião real, além de outras como o veado bororó (Mazama nana), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), jaguatirica (Leopardus pardalis) e jacaré-de-papo amarelo (Caiman latirostris).

Ao todo, 1.017 animais entre mamíferos, aves e répteis são mantidos no refúgio com bioma de Mata Atlântica. Destes, 199 deles em um criadouro e 208 em um zoológico aberto para visitação.

Harpia e anta são as mais ameaçadas 

Segundo Vanderlei de Moraes, veterinário da divisão de áreas protegidas de Itaipu Binacional, 70% dos animais que nascem no refúgio sobrevivem, fator importante para a conservação das espécies.

“O primeiro passo para garantir o êxito do trabalho é garantir que os animais selvagens vivam bem em cativeiro. O maior interesse é pela Harpia que já teve 16 filhotes nascidos em cativeiro. A última vez que uma harpia foi vista na natureza paranaense foi em 2005, na região de General Carneiro”, diz.

Para garantir o alto índice de sobrevivência dos filhotes, uma equipe de 30 pessoas composta por veterinários, biólogos e auxiliares técnicos mantêm os bichos bem alimentados, vacinados, com dentista e exames médicos feitos em um hospital veterinário localizado no próprio refúgio.

“Depois é só montar os grupos e os casais reprodutores e a partir dai direcionar para que tenham filhotes. Mas só consideramos o sucesso da reprodução depois que eles ultrapassam os três meses de vida”, diz Moraes.

Desafio é evitar cruzamento entre parentes 

Além dos cuidados com a saúde dos animais, outro desafio enfrentado pela equipe é garantir que os filhotes não nasçam por cruzamento entre parentes, o que aumenta a chance de nascerem com doenças.

“A reprodução é lenta, o ambiente muito ameaçado e ainda temos o risco de consanguinidade porque há poucos animais em cativeiro. A saída é ficar formando casais com animais de outros zoológicos para manter a população geneticamente viável”, afirma Moraes.

O refúgio mantém ainda um programa para reinserir espécies na natureza. De 2006 a 2014, já reintegrou 129 animais entre os quais espécies como o gato-maracajá, veado-mateiro, lobo guará e cervo-do-pantanal.

“São experiências de soltura nas quais usamos um rádio transmissor ou rádio colar para monitorá-los à distância. Mas por enquanto só usamos em alguns animais acidentados que foram cuidados no refúgio para perceber se eles tinham se adaptado ao tratamento”.

17 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados

Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram na quarta-feira (16) três acordos nas áreas de meio ambiente, processamento de dados de satélite e troca de informaçõesde sobre cidadãos. Eles participam da 6ª Reunião de Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorre desde segunda-feira (15) em território brasileiro.

O acordo na área ambiental visa a desenvolver pareceria em diversos temas: mudança climática, diversidade biológica, reflorestamento, conservação de recursos hídricos, gestão de resíduos, biocombustíveis produtos derivados de plantas medicinais, qualidade do ar.

Os dois países ainda firmaram acordo que define as condições para expansão do recebimento e processamento de dados de satélites de sensoriamento remoto indianos pela estação terrestre brasileira de gestão de recursos naturais, localizada em Cuiabá (MT). As imagens contribuirão para combater queimadas na Amazônia.

Na área consular, Brasil e Índia assinaram memorando de entendimento que estabelece mecanismo de consulta entre consulados e movimentação de pessoas entre os dois países.

Segundo o Itamaraty, o intercâmbio comercial entre os países aumentou de US$ 1 bilhão, em 2003, para US$ 9,49 bilhões no ano passado. A Índia ocupa a 12ª posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil.

17 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Indonésia passa o Brasil como país que mais desmata no mundo

Terra

Desmatamento-SXC-SymbolA Indonésia passou o Brasil como o país que mais desmata no mundo, com quase o dobro de destruição na última averiguação feita em 2012 nas florestas nas quais vivem alguns dos animais mais ameaçados do planeta.

Assim revela um recente relatório publicado na revista “Nature Climate Change” que mostra que o arquipélago indonésio perdeu quase o dobro (840 mil hectares) de massa florestal que o Brasil (460 mil hectares) em 2012, último ano do qual se têm dados.

A pesquisadora Arunarwati Margono, uma das autoras do estudo, explicou à Agência Efe que o mais preocupante é que o alarmante desmatamento na Indonésia afeta as florestas primárias, massas florestais virgens que abrigam animais em perigo de extinção tais como tigres, rinocerontes asiáticos e orangotangos.

Margono afirmou que, embora o governo indonésio tenha aprovado uma moratória em 2011 com a intenção de limitar a poda de florestas nativas, na realidade a medida se limita a proteger as florestas mais intactas, o que deixa outras sem proteção.

“Por isso dividimos as florestas em duas classes em nossa pesquisa, aquelas que jamais foram alteradas e aquelas que em algum momento sofreram perturbações por causa da atividade humana”, argumentou.

Margono declarou que os pesquisadores descobriram algo “interessante”: que 98% da perda de florestas primárias foi registrada na categoria desprotegida pela moratória, causando uma notável perda de habitats para fauna protegida e liberando enormes quantidades de dióxido de carbono à atmosfera.

O estudo, intitulado “A perda de coberta florestal primária na Indonésia entre 2000-2012″, foi realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Maryland (Estados Unidos) e do World Resource Institute com dados do Ministério de Florestas da Indonésia.

Segundo os cientistas, desde a mudança de século, a Indonésia perdeu pelo menos 15,79 milhões de hectares de massa florestal, equivalente em extensão a um terço da Espanha peninsular.

Enquanto isso, nestes anos, no Amazonas a perda florestal decaiu para uma média anual de 113.800 hectares, na Indonésia aumentou em 47,6 mil hectares a cada ano, um avanço motivado especialmente pelas indústrias de celulose e de óleo de palma.

Segundo Margono, os resultados de seu estudo em ilhas como Sumatra, onde 70% de suas florestas foram alteradas ou derrubadas, devem servir de advertência para outras zonas do país com menor degradação.

“(Sumatra) é no que se transformarão no futuro outras ilhas, se continuar um intensivo uso das florestas; seguem Kalimantan (Bornéu) e Papua que, se não for feito nada, podem acabar igual”, disse a pesquisadora, que durante sete anos recopilou informação no Ministério de Florestas indonésio.

Os esforços de Margono, uma especialista reconhecida em desmatamento, por criar um único mapa estatístico no qual baseia futuras políticas florestais, receberam o respaldo de Joko “Jokowi” Widodo, o candidato das últimas eleições presidenciais que a maioria das enquetes apontam como vitorioso.

Jokowi, embora sem um plano ambicioso para frear o desmatamento, se mostrou disposto a otimizar o uso da informações sobre desmatamento para melhorar a defesa das selvas.

“Atualmente não dispomos de um só mapa para a conservação de florestas, por isso que temos uma superposição de dados muito diversos”, disse em um debate televisado Jokowi.

Margono e sua equipe confiam que Jokowi, se finalmente se transformar presidente, possa enfrentar este problema com os melhores dados em mãos.

A Indonésia abriga as maiores florestas tropicais do mundo, e nelas estão 10% de todas as plantas do planeta, 12% dos mamíferos, 17% dos pássaros e 16% dos anfíbios-répteis.

Ao mesmo tempo, o país é o maior produtor de óleo de palma do mundo e um dos maiores produtores de papel e madeira, indústrias que com o desmatamento contribuem para que a Indonésia seja o terceiro maior emissor de dióxido de carbono.

17 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Califórnia vai aplicar multa de R$ 1.200 por dia para quem desperdiçar água

Torneira_SymbolLegisladores da Califórnia, nos Estados Unidos, aprovaram na noite de terça-feira (15) a aplicação de uma multa diária de US$ 500 (cerca de R$ 1.200) para moradores que desperdiçarem água. O Estado enfrenta a pior seca de sua história.

A penalidade vale para pessoas que forem flagradas regando jardins e lavando o carro ou a calçada com mangueiras que não tenham sistema de fechamento no bico.

Fontes decorativas que utilizem água tratada também são enquadradas pela lei, que determina que estes equipamentos operem com circulação e reutilização de água.

“Esperamos que os californianos pelo menos não desperdicem água”, afirmou Felicia Marcus, do Comitê de Controle de Recursos Hídricos. “Muitas comunidades estão passando por momentos difíceis no Estado, o mínimo que podemos fazer é não gastar água potável regando jardins”.

A regulamentação não se aplica ao uso da água no interior das residências, apesar de alguns municípios da Califórnia terem imposto metas de redução para a população.

As agências locais de fornecimento de água que não fiscalizarem e divulgarem a nova lei podem ser multadas em US$ 10 mil (cerca de R$ 23 mil) por dia.

Em São Paulo 

Dois meses após o início da captação do volume morto do Cantareira, o nível dos reservatórios do sistema caiu para 18% na terça-feira.

O percentual corresponde apenas ao volume morto – como é chamada a água que fica no fundo das represas -, já que todo o volume útil do sistema já foi consumido.

O nível do Alto Tietê, o segundo maior sistema que abastece a região metropolitana de São Paulo, também não para de cair.

Na terça-feira, o índice de armazenamento chegou a 23,5%, mais de dez pontos percentuais a menos em comparação a dois meses atrás. No mesmo dia de 2013, o nível estava em 63,4%. (Fonte: UOL)

16 de julho de 2014
por Adalberto de Bruyn
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Produção de energia eólica aumenta 44,4% em um ano

Agência Brasil

Eolica_SymbolA produção de energia eólica aumentou 44,4% no último ano, segundo a edição do Boletim de Operações de Usinas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A comparação é entre os meses de maio de 2013 e 2014.

No mesmo período, a geração de energia termelétrica aumentou 20,7%. Apesar de apresentar uma redução de 5,1%, a energia produzida por hidrelétricas mantém-se predominante, sendo responsável por 66,5% da produção brasileira.

De acordo com a CCEE, em maio, fontes eólicas produziram 747 megawatts (MW) médios e térmicas, 17.307 MW médios. O boletim informa que o salto na entrega das térmicas foi impulsionado pelas usinas nucleares: foram produzidos 1.763 MW médios – número 154,1% acima do registrado em maio de 2013. As usinas térmicas a carvão geraram 1.823 MW médios (aumento de 37,3%) e as de biomassa 3.038 MW médios, produção 21,6% superior à registrada em maio de 2013.

A capacidade instalada somou 127.026 MW provenientes de 1.118 usinas que estão operando comercialmente no período. Ainda segundo o boletim divulgado na terça-feira (15), a geração total de energia pelas usinas do Sistema Integrado Nacional foi 60.978 MW médios. Apesar de a geração ter sido 2,8% inferior à registrada em abril, é 1,8% maior do que o resultado obtido em maio de 2013.