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20 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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ONU convoca líderes mundiais para agilizar ratificação do acordo de Paris

Terra

A ONU anunciou na terça-feira (19) que convidou os líderes de todo o mundo para um ato em 21 de setembro em Nova York a fim de fazer avançar o processo de ratificação do acordo de Paris contra a mudança climática.

A reunião, que acontecerá no marco da Assembleia Geral das Nações Unidas, servirá para que alguns países depositem os instrumentos de ratificação do acordo e para que outros se comprometam a fazê-lo antes de fim de ano.

O acordo de Paris entrará em vigor 30 dias depois que pelo menos 55 países, que representem juntos mais de 55% da emissões globais, apresentem perante a ONU ratificação.

O secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, espera que este ato em setembro ajude a garantir uma rápida entrada em vigor do pacto, fechado em dezembro na capital francesa.

Em abril, 175 países se reuniram em cerimônia na sede da ONU para assinar o acordo, um primeiro passo que depois cada Estado deve completar seguindo seus procedimentos nacionais para a ratificação deste tipo de textos internacionais.

Até agora, 19 países ratificaram o acordo e muitos outros, incluídos os dois maiores emissores de gases do efeito estufa (Estados Unidos e China), se comprometeram a fazê-lo ainda neste ano.

20 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Unesco anuncia oito novos patrimônios da Humanidade

Agência Brasil

O Comitê de Patrimônios Mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) acaba de incluir mais oito locais em sua lista.

No último domingo (17), a Unesco anunciou que os novos patrimônios se encontram no Canadá, Chade, na China, no Iraque, Irã, México e Sudão e que um deles é transnacional e está no Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão.

Hubei Shennongjia, na China. Foto: Divulgação/EcoIn

Hubei Shennongjia, na China. Foto: Divulgação/EcoIn

No centro-oeste da China, está o Hubei Shennongjia, um paraíso natural que conta com uma das mais importantes florestas primárias do país e que é lar de algumas especies raras de animais, como o urso-negro-asiático, o leopardo-nebuloso, a salamandra-gigante-da-China e o macaco rhinopithecus.

Também importante para a fauna local, principalmente para baleias, golfinhos, tubarões e aves marinhas, é o Arquipélago de Revillagigedo, no México, formado por quatro ilhas que, na realidade, são cumes de vulcões.

Já na Ilha de Newfoundland, no Canadá, encontra-se a Reserva Ecológica Mistaken Point, formada por íngremes desfiladeiros de 17 quilômetros de comprimento no total que contam com fósseis do período ediacarano.

Paisagem da Ilha de Newfoundland, no Canadá (Foto: Site Newfoundland Labrador)

Paisagem da Ilha de Newfoundland, no Canadá (Foto: Site Newfoundland Labrador)

A Unesco também incluiu os pântanos Ahwar, no Iraque, onde se encontram antigas cidades mesopotâmicas. Já no Irã, o patrimônio é o deserto de Lut, ou Dasht-e Lut, o lugar mais quente do mundo com temperaturas que passaram dos 70 graus em 2005, e lar das dunas mais altas do planeta, que chegam a até 300 metros.

Na África estão mais três patrimônios: o primeiro é o Planalto Ennedi, no Nordeste do Chade, onde água e vento esculpiram cânions e vales, o segundo é o Parque Marinho Nacional de Sanganeb e a Baía de Dundonab e o terceiro é o Parque Marinho Nacional da ilha de Mukkawar.

Já o último Patrimônio da Humanidade está entre os países de Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão. O Tien-Shan ocidental, como é chamado o local, tem altitudes de 700 metros a 4,5 mil metros e paisagens exuberantes.

20 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Curso traz novo olhar para a Caatinga

MMA

Até o dia 27 de julho, 25 produtores rurais e técnicos de assistência e extensão rural estão fazendo, em Canindé de São Francisco (SE), uma imersão no tema manejo florestal da Caatinga. O curso, iniciado em 14 de julho, é uma ação do projeto Manejo Sustentável da Terra do Semiárido do Nordeste brasileiro (Sergipe).

Desenvolvido desde dezembro de 2015 no estado, o projeto é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o apoio de instituições nacionais e estaduais.

O objetivo é fortalecer a estrutura de governança ambiental no tema, para combater os principais fatores da degradação de terras em Sergipe e no nordeste do Brasil. Numa segunda fase, deverá ser replicado nos 11 Estados mais suscetíveis à desertificação que compõem o semiárido brasileiro.

Alternativas 

O curso é realizado pela Fundação Araripe, com o apoio da Universidade de Campina Grande e do governo de Sergipe. Amanda Feitosa, coordenadora técnica da fundação, explica que um dos intuitos é estimular nos produtores um novo olhar para a Caatinga. “Queremos mostrar que não existe só a madeira. Temos espécies nativas muito valorizadas, como o umbu, o licuri e o maracujá da Caatinga”, conta.

Com vídeos, amostras de artesanato de fibra de caruá e de produtos comestíveis já comercializados (como geleia, biscoito, farinha) e intercâmbios, a organização do curso espera mostrar a força dessas espécies.

Programação 

A programação inclui palestras e debates sobre inventário florestal; aspectos legais do manejo; o potencial forrageiro da Caatinga; e alternativas em produtos não madeireiros no bioma.

Além disso, durante a capacitação serão realizadas aulas práticas no assentamento Valmir Mota (que fica a 6 km de Canindé). Entre essas atividades em campo, estão geoprocessamento e elaboração de mapas; manejo agrossilvipastoril; inventário florestal e cubagem (prática de cálculo da amostragem de madeira por metro cúbico). A comunidade do assentamento tem como atividade principal a produção em pequenas áreas, voltada a soja, milho, trigo, fruticultura, olericultura e leite.

19 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Catalogar todas as espécies de árvores da Amazônia levaria 300 anos, mostra levantamento

G1

A Floresta Amazônica tem uma variedade tão grande espécies de árvores que catalogá-las levaria três séculos, segundo estimativas de um novo estudo.

O trabalho publicado no periódico Scientific Reports fez um levantamento dos mais de 500 mil exemplares reunidos por museus nos últimos 300 anos.

Foto: Divulgação/EcoIn.

Foto: Divulgação/EcoIn.

E mostrou que aproximadamente 12 mil espécies foram descobertas até hoje.

Com base nesse número, cientistas preveem que ainda restam a serem descobertos ou descritos em detalhes cerca de 4 mil tipos raros de árvores.

Só foi possível elaborar essa lista graças à digitalização dos acervos de museus ao redor do mundo. Os pesquisadores dizem que ela ajudará quem busca proteger a florestal tropical com a maior biodiversidade do mundo.

“A lista dará aos cientistas uma melhor noção do que há de fato na bacia amazônica, e isso contribuirá com os esforços de preservação”, diz um dos autores do estudo, Hans ter Steege, do Centro de Biodiversidade Naturalis, da Holanda.

19 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Flores e borboletas já não aparecem ao mesmo tempo devido à mudança climática

Terra

As flores já não florescem ao mesmo tempo da época de voo das borboletas devido à mudança climática, que está causando um aquecimento global e piorando a seca do Mediterrâneo, o que afeta a interação flor-borboleta, segundo um estudo do Centro de Pesquisa Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF-UAB).

O estudo do centro catalão (nordeste da Espanha) determinou que as altas temperaturas e a baixa pluviosidade provocam uma descoordenação entre a época de floração e a época de voo das borboletas.

Mudança Climática é uma das causas para a diminuição de borboletas. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Mudança Climática é uma das causas para a diminuição de borboletas. Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Segundo explicou o pesquisador do CREAF Constantí Stefanescu, os momentos de máxima floração e de abundância das borboletas estão separados por uma média de 70 dias e aumentam nos anos de seca pronunciada.

Esta perda de sincronia afeta negativamente tanto as borboletas, que têm mais dificuldades para encontrar alimento, como as plantas, que perdem polinizadores potenciais.

O estudo, no qual também participou a Universidade das Ilhas Baleares (arquipélago espanhol no Mediterrâneo), analisou durante 17 anos a interação entre flores e borboletas.

Os dados obtidos no Parque Natural dos Aiguamolls do Empordà (Gerona, nordeste) indicam que nos últimos anos há uma menor coincidência entre o momento em que as plantas alcançam o máximo da floração e o momento de mais abundância das borboletas.

Os pesquisadores concluíram que a causa deste fenômeno é a mudança climática, que provoca desajustes entre as 12 espécies de borboletas estudadas e as flores das quais se alimentam.

O estudo mostra que, em casos extremos, a separação entre os lepidópteros e as flores pode chegar a ser de 160 dias “e, se isto continuar, poderia fomentar a queda nas populações das borboletas”.

19 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Planta presente no Brasil é capaz de colonizar áreas desmatadas

Agência FAPESP

As espécies de árvores nativas pioneiras – que têm capacidade de colonizar ambientes degradados em razão de sua alta capacidade reprodutiva e crescimento rápido, entre outras características – têm sido priorizadas em programas de restauração de florestas tropicais desmatadas.

Isso porque essas árvores facilitam a transição da terra desmatada para a floresta em recomposição ao estabilizar o terreno e melhorar a conectividade entre os fragmentos florestais restantes, além de aumentar a permeabilidade do solo e contribuir para iniciar a montagem de redes de polinizadores e dispersores de sementes de plantas, apontam especialistas na área.

Flor de Miconia affinis. Foto: Antonio R. Castilla

Flor de Miconia affinis. Foto: Antonio R. Castilla

Apesar da importância ecológica dessas espécies pioneiras pouco se sabe, por exemplo, sobre como elas mantêm a diversidade genética nas populações naturais e o fluxo genético entre fragmentos florestais distantes uns dos outros, por exemplo, pondera Rodolfo Jaffé, pesquisador do Instituto Tecnológico Vale (ITV).

“Ter conhecimento da genética dessas espécies é fundamental para conseguir uma restauração mais eficiente ou a recuperação de funções ecossistêmicas-chave em curto ou médio prazo”, disse Jaffé à Agência FAPESP.

“É claro que esses ecossistemas recuperados por meio das espécies de árvores nativas pioneiras nunca serão iguais aos originais. Mas a ideia é chegar o mais próximo possível”, afirmou Jaffé, que realizou pós-doutorado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) com Bolsa da FAPESP.

O pesquisador, em parceria com colegas da University of Texas em Austin, nos Estados Unidos, onde fez um estágio de pesquisa também com Bolsa da FAPESP, estudou os padrões de diversidade e diferenciação genética da espécie de árvore nativa pioneira Miconia affinis (conhecida popularmente no Brasil como jacatira-branca), que ocorre na região do Canal do Panamá, na América Central.

Os resultados do estudo foram descritos em um artigo publicado na revista PLoS One.

“A região do Canal do Panamá, que é um hotspot de biodiversidade global, perdeu em torno de 30% das suas florestas nos últimos 50 anos em razão do avanço da agropecuária, e isso tem resultado em uma forte erosão e em um acúmulo muito grande de sedimentos nos córregos e canais, influenciando negativamente todo a bacia e o sistema hídrico da região”, afirmou Jaffé.

“Por isso, o governo do país tem interesse em recuperar as áreas desmatadas para diminuir a erosão e o acúmulo de sedimentos no Canal, e as espécies de árvores nativas pioneiras presentes na região seriam boas candidatas para serem usadas em programas de restauração”, explicou.

A fim de avaliar se áreas desmatadas constituem uma barreira para as populações dessa espécie de árvore que mede entre 3 e 6 metros de altura e está amplamente distribuída na região neotropical (que vai desde o México ao Brasil), os pesquisadores coletaram folhas de cerca de 30 árvores em período de inflorescência e infrutescência de 11 populações diferentes, espalhadas pela região do Canal do Panamá.

Em seguida, extraíram o DNA das folhas e utilizaram marcadores moleculares microssatélites – pequenas regiões do DNA, que variam de um indivíduo para outro – para obter uma assinatura genética (genótipo) de cada uma delas.

Por meio de mapas de alta resolução da cobertura florestal e elevação da região do Canal do Panamá, além de ferramentas de genética da paisagem, eles avaliaram a influência de fatores como a distância geográfica, a altitude e o desmatamento sobre a estrutura e a diversidade genética dessas populações de árvores.

Os resultados das análises estatísticas indicaram que a diferenciação genética dessa espécie de árvore que geralmente coloniza clareiras, áreas ciliares e encostas expostas, aumentou significativamente de acordo com a altitude e a distância geográfica entre as populações.

“Isso quer dizer que, quanto mais afastadas, mais diferenciadas geneticamente são as populações dessa espécie de planta, e quanto mais próximas, mais parecidas são geneticamente. Esse padrão, chamado de isolamento por distância, é esperado para a maioria das populações de plantas”, afirmou Jaffé.

As análises também indicaram que a Miconia affinis apresenta níveis mais elevados de diversidade genética intrapopulacional e menores níveis entre populações do que muitas espécies de plantas pioneiras.

Curiosamente, o nível de diferenciação genética entre populações da planta, que, no Brasil, ocorre na Mata Atlântica, Cerrado e na Amazônia, foi menor do que a média relatada para árvores tropicais, mas semelhante ao de espécies tropicais pioneiras com dispersão mediada pelo vento, apontaram os pesquisadores.

“Esse alto nível de diversidade genética e baixo nível de diferenciação genética entre as populações da planta é devido, provavelmente, à propensão das espécies para colonizar paisagens recentemente desmatadas, levando a um aumento na conectividade entre as populações em toda a região”, estimam os pesquisadores.

Efeito da altitude

Os pesquisadores também constataram que a elevação influencia a diferenciação genética em populações da planta.

As populações da planta localizadas em pontos mais altos eram geneticamente mais diferenciadas do que as situadas em lugares com altitude menor, independentemente da distância que as separam, afirmou Jaffé.

“Uma das razões para isso é que a temperatura mais baixa e a maior precipitação em locais de alta altitude, em comparação com locais de baixa altitude, podem afetar o trabalho dos polinizadores e dos dispersores de sementes dessa espécie de planta”, explicou o pesquisador.

A Miconia affinis é visitada por uma grande diversidade de abelhas sociais e solitárias, e as sementes de seus frutos são dispersas por uma variedade de espécies de pássaros, morcegos e macacos.

A temperatura mais baixa e a maior precipitação em locais mais elevados podem afetar as condições de voo dos insetos e diminuir a abundância de polinizadores nessas regiões.

Temperatura e precipitação também fazem com que a floração das plantas aconteça antes da que ocorre em locais com mais baixas altitudes, apontou o pesquisador.

“Isso faz com que os polinizadores fiquem só no lugar onde ocorre a floração primeiro e que não visitem as populações de plantas localizadas em locais mais baixos, onde ainda não há flor. E essa diferença na fenologia [floração das plantas] pode influenciar suas estruturas genéticas”, afirmou.

Os pesquisadores não encontraram evidências do efeito do desmatamento sobre a diferenciação genética de populações da planta.

Uma das hipóteses levantadas por eles é que a alta capacidade de dispersão e colonização dessa espécie de planta promove o fluxo de genes da árvore em toda a região do Canal do Panamá, independentemente da cobertura florestal.

“As populações dessa espécie de planta conseguem manter fluxo genético mesmo através de áreas desmatadas”, disse Jaffé. “Os polinizadores e dispersores de sementes conseguem visitar as plantas, atravessar áreas desmatadas e polinizar as plantas de populações situadas em outros locais”, afirmou.

Os pesquisadores também observaram que essa espécie de planta, que vive, em média, 64,3 anos, e gera sementes pela primeira vez em seis anos, também em média, é capaz de manter alta diversidade genética, independentemente da quantidade de floresta que a circunda.

“Esse conjunto de características torna a Miconia affinis uma ótima candidata para ser usada em programas de reflorestamento”, disse Jaffé.

18 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Eficiência energética é tema de cursos em SP

MMA

Os interessados na etiquetagem de eficiência energética em edificações de todo o país terão acesso a capacitações promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A próxima cidade a receber os treinamentos será São Paulo. No próximo dia 19, haverá um minicurso para o setor privado e, entre os dias 21 e 22, será realizado um curso para o setor público sobre o tema. Já em 20 de julho, será a vez da oficina sobre a importância do selo de eficiência energética para os prédios públicos.

As inscrições para os treinamentos que ocorrerão na capital paulista já estão abertas. Na oficina, haverá demonstração de etiquetas da envoltória, sistema de iluminação, sistema de condicionamento de ar e da etiqueta geral. Há ainda a análise do impacto ambiental do processo de tornar um edifício público eficiente energeticamente, abordando a redução do consumo e da emissão dos gases de efeito estufa e dos efeitos no processo licitatório de projetos e obras.

Já o curso para o setor público vai se concentrar na contextualização da etiquetagem e eficiência energética. Além de abordar a legislação e os impactos da etiquetagem nos processos licitatórios de projetos e obras, haverá apresentações sobre bonificações, cálculo das etiquetas com o uso da ferramenta Webprescritivo e análise de custo benefício. Além disso, as aulas incluirão informações sobre etiqueta da envoltória, sistemas de iluminação e outros temas.

Treinamentos 

Brasília, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Manaus são as cidades contempladas com as capacitações neste ano. Os treinamentos são promovidos pelo MMA, por meio do Projeto Transformação do Mercado de Eficiência Energética (Projeto 3E), financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

As oficinas e minicursos têm quatro horas de duração e são destinadas ao público em geral. Já os cursos têm 20 horas, das quais 16 horas são presenciais e quatro, a distância. Esses cursos são voltados para técnicos, engenheiros e arquitetos e visam aprofundar conceitos e demonstrar a aplicação da etiqueta em edifícios.

Saiba mais

Coordenado pelo MMA, o Projeto 3E tem o objetivo de contribuir com a economia de até 4 milhões de MWh de eletricidade nos próximos 20 anos, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 2 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO2eq).

A Etiqueta PBE Edifica foi desenvolvida em uma parceria entre o Inmetro e a Eletrobras/PROCEL Edifica. As etiquetas podem ser obtidas para edificações comerciais, de serviços, públicas e residenciais. O selo atesta que o prédio atende aos requisitos de desempenho e, em alguns casos, de segurança estabelecidos em normas e regulamentos técnicos.

18 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Poluição do ar mata 6,5 milhões de pessoas por ano, diz agência

G1

As mortes prematuras causadas pela poluição atmosférica continuarão a aumentar até 2040, a menos que o mundo altera a maneira como usa e produz energia, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE) em um documento divulgado em junho.

Cerca de 6,5 milhões de mortes em todo o mundo são atribuídas todos os anos à má qualidade do ar em espaços abertos e fechados, o que a torna a quarta maior ameaça à saúde humana, atrás da pressão alta, dos riscos decorrentes de hábitos alimentares e do fumo.

Poluentes danosos como os materiais particulados – que podem conter ácidos, metais, partículas de solo e de poeira – óxidos sulfúricos e óxidos de nitrogênio são responsáveis pelos efeitos mais disseminados da poluição atmosférica.

Os minúsculos materiais particulados podem causar câncer de pulmão, derrames e doenças cardíacas no longo prazo, além de desencadear sintomas, como ataques cardíacos, que matam mais rápido.

A liberação destes poluentes se deve sobretudo à produção e ao uso irregular ou ineficiente de energia, disse a IEA em um relatório especial sobre energia e poluição do ar.

Sem ação, as mortes prematuras anuais causadas pela poluição atmosférica exterior irão aumentar das cerca de 3 milhões atuais para 4,5 milhões em 2040. Os óbitos prematuros devidos à poluição atmosférica nos lares, entretanto, devem cair dos atuais 3,5 milhões para 2,9 milhões.

A Ásia sozinha será responsável por quase 90% do aumento das mortes.

Embora exista a previsão de que as emissões globais irão diminuir de forma geral até 2040, as políticas energéticas atuais e em planejamento não bastarão para melhorar a qualidade do ar, disse o relatório.

As emissões de gases de efeito estufa devem continuar a cair em países industrializados e os sinais recentes de declínio na China devem continuar, mas as emissões provavelmente irão aumentar na Índia, no sudeste da Ásia e na África, já que nestas regiões o crescimento da demanda de energia se sobrepõe aos esforços para melhorar a qualidade do ar.

A IEA afirmou que aumentar o investimento total em energia em 7%, ou 4,7 trilhões de dólares, até 2040 poderia ajudar a fazer com que as mortes prematuras causadas pela poluição exterior caíssem para 2,8 milhões e as dos lares para 1,3 milhão.

“Isso é uma ninharia. Com um aumento de 7% você pode salvar mais de três milhões de vidas”, disse o diretor-executivo da IEA, Fatih Biro, aos repórteres em Londres.

Novas políticas de energia e qualidade do ar também irão resultar em ar mais limpo. Cada país precisa ter uma meta de qualidade do ar crível e de longo prazo, afirmou o relatório.

Deve haver um pacote de medidas para o setor energético, como a instalação de filtros em usinas movidas a carvão, maior uso de energia renovável e maior eficiência energética e controle de emissões, diz o documento.

18 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Pulverização aérea de agrotóxico provoca danos persistentes, dizem especialistas

Agência Brasil

Em 2006, uma nuvem tóxica oriunda da pulverização aérea em plantações de soja chegou à área urbana e provocou intoxicação aguda em crianças e idosos de Lucas do Rio Verde (MT). Já em 2013, quase 100 pessoas, entre professores e alunos, tiveram intoxicação depois que um avião jogou defensivos agrícolas sobre uma escola de Rio Verde (GO).

O professor do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Wanderley Pignati, que participou da perícia dos dois casos, acredita que a poluição causada por agrotóxicos pode ser considerada intencional, uma vez que, para atingir o alvo, afeta também o solo e a água.

“Não é acidente. O avião passa ao lado e, de qualquer jeito, o vento vai levar para um lado ou para outro. Essa história de que o vento não leva o veneno para outro lugar fere os princípios da aviação, inclusive, pois se o vento estiver parado, o avião nem levanta voo”, disse o especialista durante uma palestra na Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, em maio deste ano.

Um dos principais argumentos contra a pulverização aérea é a chamada deriva, quando a aplicação de defensivo agrícola não atinge o local desejado e se espalha para outras áreas. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Aldemir Chaim, no artigo Tecnologia de aplicação de agrotóxicos, de 2004, declara que a aplicação de agrotóxicos no século atual não é muito diferente da forma como era praticada no século passado. A principal característica dessa aplicação é o desperdício de produto químico.

Em 1999, Chaim e outros pesquisadores desenvolveram uma forma de quantificar esse desperdício em diferentes formas de aplicação de agrotóxicos. Dependendo da altura das plantas, apenas metade do produto aplicado atinge o alvo. O restante cai no solo ou se perde pela deriva. Em 2013, a Embrapa desenvolveu o Programa Gotas, um software que ajuda na calibração das pulverizações.

Segundo Pignati, no caso da pulverização aérea, a deriva pode atingir áreas mais distantes devido ao espaço entre o alvo e o avião: quanto mais alto a aeronave estiver da lavoura que receberá os defensivos, maior será a deriva por conta da ação do vento.

A professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) Raquel Rigotto participou de um estudo que identificou princípios ativos de agrotóxicos no solo da região da Chapada do Apodi – uma das áreas mais ocupadas pelo agronegócio no Ceará. Segundo a especialista, as substâncias encontradas – difenoconazol e epoxiconazol – são muito tóxicas: o difenoconazol, por exemplo, pode comprometer seriamente o fígado e é tido como possível causador de câncer, segundo classificação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês).

A especialista acredita que as substâncias podem chegar até mesmo às cisternas que abastecem as casas durante a seca.Também foram encontrados princípios ativos de agrotóxicos no aquífero Jandaíra, localizado entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. As águas subterrâneas são usadas tanto pelo setor produtivo como pelas populações dos oito municípios cearenses, incluindo Limoeiro do Norte, e potiguares que abrangem o aquífero.

“Esses contaminantes são transportados pelo vento, podem se depositar no telhado das casas e, quando vem a chuva, ela lava os telhados e é essa a água que as calhas recolhe e se dirige para as cisternas. Temos uma preocupação muito grande se essas águas, que muitas vezes garantem o abastecimento hídrico das famílias nos períodos de seca, podem também estar contaminadas com esses produtos”, indaga Raquel.

14 de julho de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Estudo indica que aquecimento global também interfere nas nuvens

G1

As nuvens, reguladoras térmicas do planeta, também mudaram em razão das mudanças climáticas, o que poderia contribuir para aumentar o aquecimento global, segundo um estudo publicado na terça-feira (13) na revista “Nature”.

Desde os anos 1980, a nebulosidade diminuiu nas áreas temperadas de latitude média, com uma expansão das zonas secas subtropicais em direção aos polos, revela a análise de cerca de 20 imagens de satélite. E em todas as partes as nuvens subiram sua latitude.

Foto: Divulgação/EcoIn.

Foto: Divulgação/EcoIn.

“Essas mudanças reforçam a absorção pela Terra da radiação solar e reduzem o retorno das radiações térmicas para o espaço”, explicou Scripps Institution of Oceanography, da Universidade da Califórnia em San Diego, que participou do estudo.

“Isso exacerba o aquecimento mundial, aumentando as concentrações de gases do efeito estufa (GES)”.

As nuvens regulam a temperatura da Terra, enviando para o espaço uma parte da radiação solar antes que elas alcancem o chão. À noite, elas agem como um cobertor para minimizar a perda de calor.

Sua influência nas alterações climáticas é “uma dos principais áreas de incerteza para os cientistas que trabalham sobre o clima e que tentam antecipar sua evolução futura”, disseram os pesquisadores.

Os satélites, originalmente concebidos para prever a meteorologia, não são estáveis o suficiente para acompanhar a evolução das nuvens ao longo das décadas. Mas a equipe foi capaz de corrigir os dados, agindo sobre a órbita dos satélites, na calibração dos instrumentos e na degradação de sensores.

Desta forma, os resultados mostraram claras alterações na distribuição das nuvens, que os autores logo colocaram em paralelo com a história das concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera.

Gases de efeito estufa influenciam nuvens

Os pesquisadores estabeleceram que “o comportamento das nuvens pareceu consistente com o aumento, gerado pelo homem, das concentrações de gases do efeito estufa”, aponta o instituto de pesquisa em um comunicado.

Enquanto nenhuma correlação foi estabelecida com outros fatores potenciais, tais como os níveis de ozônio, aerossóis de origem antropogênica, ou mudanças naturais na radiação solar.

Em contrapartida, outro fator de influência, duas grandes erupções vulcânicas – a erupção do Chichon no México em 1982 e do Monte Pinatubo nas Filipinas em 1991 – agiram sobre as nuvens e tiveram um efeito de resfriamento por alguns anos, enviando poeira para o ar refletindo a luz solar.

“Mas, a menos que um novo evento vulcânico desse tipo aconteça, os cientistas esperam que as tendências que afetam as nuvens continuem, enquanto o planeta está se aquecendo como resultado do aumento das concentrações de gases do efeito estufa”, advertem os autores.