Ministros do Meio Ambiente projetam substituto do Protocolo de Kyoto
Efe - (Copenhague)
O objetivo é obter até 2009 um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, informou o Ministério do Meio Ambiente sueco em comunicado.
A reunião foi realizada em junho deste ano, em Riksgränsen, norte da Suécia, e contou com a participação de representantes de 28 países, entre eles Brasil, Austrália, Argentina, China, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Holanda, Portugal, África do Sul, Reino Unido, Suécia e Estados Unidos.
“Fizemos importantes progressos nos preparativos para Bali, estabelecendo uma plataforma de negociações que contenha elementos para um futuro acordo”, afirmou o ministro do Meio Ambiente sueco, Andreas Carlgren, no comunicado. “Houve um amplo consenso de que a conferência de Bali deve estabelecer um plano com um calendário e passos concretos para um acordo em 2009″, acrescentou Carlgren.
Foram discutidos na reunião a adoção de medidas de correção por parte de todos os países, objetivos mais ambiciosos de redução de emissões poluentes, o desmatamento e desenvolvimento de novas tecnologias.
Os ministros ressaltaram que o desmatamento deveria ser objeto de atenção urgente e que os países industrializados precisam entrar em consenso em relação a “compromissos quantitativos”.
É a terceira reunião informal desse tipo realizada desde 2005. As duas anteriores ocorreram na Groenlândia e na África do Sul. A Argentina se ofereceu para receber a próxima reunião informal em 2008.
Projeto de lei das sacolas biodegradáveis vetado!
Assessoria - (Envolverde)
- Serra veta projeto de lei das sacolas biodegradáveis
O governador José Serra (PSDB) vetou o projeto de lei 534/07, que exigia a adoção de sacolas plásticas oxibiodegradáveis por parte dos estabelecimentos comerciais de São Paulo. O veto foi publicado no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (27). Para o autor do projeto, deputado estadual Sebastião Almeida (PT), o Executivo desperdiçou uma grande chance de ampliar o debate em torno das sacolas de plástico utilizadas pelo comércio. “O veto é questionável, na medida em que outros Estados do país estão adotando os materiais degradáveis”, diz Almeida.
O deputado estadual lembra que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente apresentou argumentos técnicos discutíveis para convencer Serra a vetar o projeto. “A impressão que se tem é que se ouviu apenas um lado nessa discussão. Parece que o lobby das indústrias de plástico influenciou a decisão do secretário Xico Graziano”, destaca.
Almeida lembra que iniciativas semelhantes ao projeto de lei 534/07 começam a se espalhar por todo o país. Algumas grandes redes de supermercado de cidades como Curitiba e Maringá (PR) e Campinas (SP) aderiram ao plástico oxibiodegradável sem que houvesse imposição da lei. “Mas a maioria dos supermercadistas ainda não despertou para o problema do lixo produzido com essas sacolas, sobretudo porque não têm qualquer responsabilidade sobre isso”, lembra o deputado.
Segundo Almeida, ninguém é a favor de continuar despejando plástico na natureza, nem mesmo se ele for composto por material biodegradável. “Não se pode ignorar o problema e deixar tudo como está. Desde 1994, o Estado de São Paulo é governado pelo PSDB, que não fez nada para resolver os problemas com o esgoto das cidades da região metropolitana. Agora vão fechar os olhos para a questão do lixo”, diz Almeida.
O deputado acredita que o governador José Serra pode se arrepender do veto ao projeto no futuro. “Estados como o Rio de Grande do Sul e Paraná já têm projetos tramitando em suas Assembléias Legislativas. No Rio de Janeiro, o próprio governador Sérgio Cabral (PMDB) demonstrou interesse em enviar um projeto nesse sentido para apreciação dos deputados estaduais”, diz Almeida. “Além disso, existe iniciativa semelhante no Congresso Nacional”.
As sacolas oxibiodegradáveis são produzidas a partir da inclusão de um aditivo no processo de produção do plástico. Ele acelera a decomposição do material numa velocidade até 100 vezes maior. Ou seja, um plástico que demoraria 300 anos para desaparecer no ambiente não dura mais do que três anos com essa tecnologia.
Maiores informações - (Envolverde/Assessoria)
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Brasil está entre maiores vítimas de doenças ambientais, diz OMS
France Presse -(Genebra)
Os problemas de saúde provocados pela impureza da água, a poluição atmosférica, o estresse no trabalho ou na circulação automobilística matam a cada ano 13 milhões de pessoas no mundo, destacou a OMS em coletiva de imprensa em Genebra. Essas mortes poderiam ser evitadas num ambiente mais saudável, afirmou o órgão internacional.
Com o objetivo de comparar o impacto dessas doenças nas diferentes regiões do mundo, a OMS calculou os anos de duração de doenças sofridas por causa desses diferentes problemas de saúde para cada mil habitantes.
Os países mais pobres do mundo, como Angola, Burkina Fasso, Mali e Afeganistão, figuram todos na parte mais crítica da classificação, com um total de 316 anos perdidos.
Esses países são vítimas de diversos “maus procedimentos” ambientais, desde a má qualidade da água até a utilização de combustíveis na cozinha –o que provoca problemas respiratórios.
A Índia soma 68 anos de doenças por mil habitantes, a Rússia, 54 anos, o Brasil, 37 anos e a China, 34.
Icebergs podem ajudar a combater gases do efeito estufa
France Presse - (Chicago)
Examinando duas gigantescas ilhas de gelo no mar de Weddell, pesquisadores descobriram que os icebergs atraem bandos de aves marinhas, além de colônias de algas, krill e peixes. É possível que esses pequenos ecossistemas marinhos ajudem a diminuir a quantidade de dióxido de carbono presente na atmosfera, seqüestrando o gás para as profundezas do oceano graças às algas, que absorvem carbono por meio da fotossíntese, passando-o adiante dentro da cadeia alimentar.”Ao mesmo tempo que o derretimento das calotas polares na Antártida contribui para elevar o nível do mar e desencadear outras tantas mudanças climáticas, a função de remover carbono da atmosfera pode ter implicações para o clima que ainda precisam ser estudadas”, afirmou Ken Smith, oceanógrafo do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), na Califórnia (EUA).
É cedo para definir como esse fenômeno afetaria o oceano Austral. Considerado um dos “pulmões” do mundo, ele é um depósito natural do dióxido de carbono produzido pelo homem, avaliou Smith. Com base em suas descobertas e imagens de satélite, os cientistas acreditam que os icebergs podem incrementar a produção biológica do mar de Weddell em cerca de 40%.
Efeito auréola
O número de icebergs do oceano aumentou na última década, enquanto o aquecimento global reduziu sensivelmente o tamanho das calotas polares.
Segundo o estudo, divulgado na publicação “Science”, Smith e sua equipe examinaram dois icebergs no mar de Wenddell no início de 2005, utilizando um equipamento submarino com câmeras, operado a distância.
As ilhas geladas mediam 20 quilômetros de comprimento e mais de 40 metros de altura, uma delas chegando a se estender por cerca de 300 metros dentro d’água.
Os pesquisadores encontraram grandes concentrações de vida marinha, como fitoplâncton e krill, além de aves como fulmares e petréis, que circulam num raio de até 3,5 quilômetros em torno dos icebergs.
A equipe de cientistas atribui esse “efeito auréola” ao fato de que, com o derretimento dos icebergs, o material orgânico terrestre acumulado no gelo se espalha, “fertilizando” as águas ao redor.
O gelo derretido aparenta ser rico em ferro, que estimula a proliferação de fitoplâncton, base mais elementar da cadeia alimentar.
“O oceano Austral sofre com a falta de material orgânico terrestre, pois não é abastecido por grandes rios. Os icebergs são um estuário em movimento, distribuindo os nutrientes contidos nesse material, cujo suprimento é normalmente feito pela água doce dos rios em outras áreas dos oceanos”, afirmou Timothy Shaw, especialista em geoquímica na Universidade da Carolina do Sul.
RMA apóia criação de UC na Baixada Santista
Processo em andamento no Ministério do Meio Ambiente visa a criação de um Refúgio da Vida Silvestre
Por RMA - Rede de ONGs da Mata Atlântica
Os ecossistemas costeiros são áreas especialmente frágeis e com uma enorme concentração de biodiversidade. São também as áreas naturais de grande impactos com as ocupações humanas dos últimos quinhentos anos, por terem sido as primeiras a serem colonizadas. Ocupando toda a costa brasileira, são encontrados basicamente três principais ecossistemas sendo os Mangues, as Restingas e os Costões Rochosos, que em conjunto com as praias e o Oceano Atlântico, formam todo o berçário da vida marinha e também terrestre.
Essas áreas sempre tiveram uma grande ocupação humana, e nelas estão instaladas metrópoles como o Rio de Janeiro, Salvador, Vitória, Recife e Santos, assim como as zonas portuárias e atualmente os inúmeros condomínios.
Com o crescimento destes grandes centros urbanos litorâneos e também com o recente desenvolvimento dos municípios menores, os ecossistemas costeiros têm estado cada vez mais ameaçados, devido às pressões humanas.
Na Baixada Santista, região do Estado de São Paulo, a ONG Instituto iBiosfera - Conservação & Desenvolvimento Sustentável, vem desenvolvendo um trabalho há dois anos para que cerca de 19.000 hectares destes ecossistemas, que hoje ainda se encontram bem preservados, sejam transformados em uma Unidade de Conservação.
Esta área se encontra nos municípios paulistas de Bertioga, Santos e Guarujá e basicamente é composta por restingas e um grande manguezal, que fica no canal do Guarujá.
A área ainda protege diversas espécies da fauna silvestre como a onça-pintada, o jacaré-do-papo-amarelo, antas, lontras, guarás-vermelhos, cinco espécies de primatas e diversas outras espécies.
As mais raras são o tucano-de-bico-preto, espécie que era considerada extinta no Estado de São Paulo e que foi reencontrada na região, e 13 espécies endêmicas de anfíbios, que apenas são encontradas naquela área e em nenhum outro lugar do Planeta.
A região também preserva muitas espécies de flora, tendo mais de 600 espécies de árvores catalogadas e uma diversidade de espécies arbustivas, trepadeiras e outras.
Junto de toda esta área, ainda se encontra a praia de Itaguaré, com cinco quilômetros de extensão, sendo a última de toda a Baixada Santista que tem suas matas originais totalmente preservadas.
Toda esta região é alvo da especulação de grandes grupos e projetos imobiliários que pretendem a construção de novos e enormes condomínios residenciais de alto padrão para casas de veraneio, apesar da inexistência de amparo legal para tais empreendimentos, seja em razão da proteção conferida pela Lei da Mata Atlântica, seja pelas normas específicas de proteção às Áreas de Preservação Permanente.
Já existe um processo aberto no Ministério do Meio Ambiente (MMA), para estudar a criação de um Refúgio da Vida Silvestre (RVS) nestas áreas e assim, toda esta riqueza poderá ser definitivamente protegida sob forma de lei.
A Baixada Santista abrange os municípios paulistas de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga. Em toda a sua extensão, que originalmente era toda ocupada por esses ecossistemas costeiros, não existem áreas de Mangues e Restingas que sejam protegidas como Unidade de Conservação.
Blumenau oferece Roteiro de Natureza
Por Silvia Regina
O grande amigo de Charles Darwin, escolheu Blumenau para viver e realizar suas pesquisas. O roteiro traz um pouco da história da vida de Fritz Muller, iniciando o passeio pelo Museu que leva o seu nome, além de pontuar os parques São Francisco de Assis, das Nascentes, Spitzkopf, região da Nova Rússia, trilhas, fauna e flora. O Museu da Água e o local onde estão depositados os restos mortais de Fritz Muller, no cemitério da Igreja Evangélica de Confissão Lutherana (patrimônio histórico de Santa Catarina) também fazem parte deste roteiro encantador. São nove atrativos (entre parques e museus) e treze trilhas com intensidade e dificuldades diferenciadas. Você vai precisar de pelo menos quatro dias para visitar todos os locais. As visitas podem ser agendadas na Central de Atendimento ao Turista, da rótula do Sesi entrada sul da cidade, ou pelo telefone (47) 3222-3176.
Mais informações no site: www.turismoblumenau.com.br
Fiscalização do Ibama multa circo por maus-tratos em Itajaí/SC
Por Kézia Macedo (Ibama/Sede)
Os animais foram encontrados em situação degradante. O elefante estava acorrentado por um dos pés com uma corrente de cinqüenta centímetros, que impedia que o animal pudesse se locomover adequadamente. Os outros bichos estavam abrigados em compartimentos com tamanhos inadequados para a movimentação. Um compartimento de apenas quatro metros quadrados abrigava um urso marrom com cicatrizes na testa. Esse recinto estava infectado com fezes do felino. Sete tigres eram mantidos num espaço suficiente para abrigar apenas um deles. A pata de um dos tigres não tem garras, o que comprova a mutilação.
Na jaula onde havia um chimpanzé adulto não estava iluminada o suficiente e em seu piso foi encontrado muito lixo: restos de papéis, plásticos, garrafas de pet, copinhos (vazios) de yogurte, copos descartáveis. Os fiscais presenciaram o chimpanzé comer uma bala, alimentação inadequada com a qual o circo vinha mantendo o animal. Eles constataram, com a ajuda do sítio da Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (APASFA), que a situação desse animal já vem se arrastando ao longo dos tempos, pois o relato fotográfico encontrado na internet era idêntico às condições observadas durante a inspeção ao circo.
OpinaEco - Temos que dar os parabéns a equipe de fiscalização do Escritório Regional do Ibama de Itajaí. Fatos como os relatados na matéria não são nenhuma surpresa. Maus-tratos aos animais é bem mais comum do que podemos imaginar. Por isso as autoridades competentes devem acirrar as fiscalizações para poder colocar atrás das grades “pessoas” que, de certo, se divertem com quem não tem como se defender!
A equipe do Ecoinformação está de olho!
