Fiscalização do Ibama multa circo por maus-tratos em Itajaí/SC
Por Kézia Macedo (Ibama/Sede)
Os animais foram encontrados em situação degradante. O elefante estava acorrentado por um dos pés com uma corrente de cinqüenta centímetros, que impedia que o animal pudesse se locomover adequadamente. Os outros bichos estavam abrigados em compartimentos com tamanhos inadequados para a movimentação. Um compartimento de apenas quatro metros quadrados abrigava um urso marrom com cicatrizes na testa. Esse recinto estava infectado com fezes do felino. Sete tigres eram mantidos num espaço suficiente para abrigar apenas um deles. A pata de um dos tigres não tem garras, o que comprova a mutilação.
Na jaula onde havia um chimpanzé adulto não estava iluminada o suficiente e em seu piso foi encontrado muito lixo: restos de papéis, plásticos, garrafas de pet, copinhos (vazios) de yogurte, copos descartáveis. Os fiscais presenciaram o chimpanzé comer uma bala, alimentação inadequada com a qual o circo vinha mantendo o animal. Eles constataram, com a ajuda do sítio da Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (APASFA), que a situação desse animal já vem se arrastando ao longo dos tempos, pois o relato fotográfico encontrado na internet era idêntico às condições observadas durante a inspeção ao circo.
OpinaEco - Temos que dar os parabéns a equipe de fiscalização do Escritório Regional do Ibama de Itajaí. Fatos como os relatados na matéria não são nenhuma surpresa. Maus-tratos aos animais é bem mais comum do que podemos imaginar. Por isso as autoridades competentes devem acirrar as fiscalizações para poder colocar atrás das grades “pessoas” que, de certo, se divertem com quem não tem como se defender!
A equipe do Ecoinformação está de olho!