França investe para promover uma “revolução verde”

Enviado em Internacional de Raquel Elena | 31 de Outubro de 2007 @ 13:52

Por Fabrício B. de Almeida - (CarbonoBrasil)

Depois de dois dias de debates na França para tentar engajar o país em uma “revolução verde”, o presidente Nicolas Sarcozy foi convocado a falar sobre o assunto da taxa de carbono. Essa medida, que compõe o pacto ecológico de Nicolas Hulot, consiste em taxar os produtos em função de suas emissões de dióxido de carbono (CO2), principal gás causador do efeito estufa. Sarkozy se comprometeu a estudar a criação de uma taxa “clima-energia”. Ele anunciou também um programa de um bilhão de euros para o setor energético e de novas tecnologias, que terá a duração de quatro anos. As energias renováveis deverão representar 20% da produção francesa até 2020.

Para o setor de transportes, a prioridade foi dada para a questão ferroviária. A linha francesa TGV deverá haver dois mil quilômetros de trilhos suplementares até 2020, desenvolvendo consideravelmente este tipo de transporte, o qual contribui para uma economia menos intensiva em emissões de dióxido de carbono. Já os bondes, terão uma ampliação dos trilhos de 1,5 mil quilômetros.

Um sistema de bônus será organizado para a compra de veículos mais eficientes, incentivando a retirada de circulação de automóveis mais antigos. Assim, os veículos pesados que circulam na França deverão pagar uma ecotaxa.

O objetivo é reduzir a quantidade de caminhões nas auto-estradas, graças ao incentivo ao transporte ferroviário. Apesar das controvérsias, também foi discutida a redução da velocidade máxima nas auto-estradas em 10 km/h, o que permitiria economizar dois milhões de toneladas de CO2 por ano, segundo ecologistas.

O setor residencial é um dos maiores responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa na França, consumindo 42,5% da energia utilizada. Nas novas construções, o objetivo é reduzir o consumo de energia de 240 kWh para 50 kWh em um período, de no máximo, quatro anos. Quanto às antigas, os prédios públicos serão renovados dentro de uma lógica de economia térmica e uma série de medidas serão tomadas nas residências particulares para incentivar a economia energética, como empréstimos de “CO2” a taxas reduzidas.

Saiba mais sobre o pacto ecológico Nicolas Hulot, no website
http://www.fondation-nicolas-hulot.org/

Crianças são mais afetadas pelo aquecimento global, aponta pesquisa

Enviado em Internacional de De Bruyn | 30 de Outubro de 2007 @ 15:11

France Presse - (Washington)

As crianças são especialmente vulneráveis aos efeitos adversos do aquecimento global sobre a saúde, segundo um relatório divulgado na segunda-feira (29).

“As conseqüências diretas antecipadas da mudança climática sobre a saúde incluem danos e morte, produtos do clima extremo e dos desastres naturais, aumento das doenças infecciosas e das doenças vinculadas à poluição do ar e ao calor, potencialmente fatais”, afirma o estudo, apresentado no congresso anual da Academia de Pediatria dos Estados Unidos.

“Em todas essas categorias, as crianças são as mais vulneráveis em relação a outros grupos”, indicou.

Entre os perigos de saúde associados à mudança climática que afetariam as crianças está o aumento de doenças como a malária, asma e problemas respiratórios.

Os autores do estudo pediram aos pediatras, especialmente nos Estados Unidos, país em que ocorre a maior quantidade de emissões de gases de efeito estufa per capita, que promovam práticas que não danifiquem o ambiente.

O informe também advertiu sobre a escassez de comida devido ao aquecimento global e uma menor disponibilidade de água em regiões como a costa oeste dos Estados Unidos.

Produção de sementes orgânicas no Entorno de Brasília abastece região

Enviado em Regional de Raquel Elena | 29 de Outubro de 2007 @ 16:12

Alessandra Bastos - (Agência Brasil)

Cidade Ocidental (GO) - Um dos pontos de pesquisa do Projeto de Manejo da Agrobiodiversidade para os Biomas Cerrado e Caatinga, o Assentamento Cunha também funciona como conector da rede de economia solidária.

O excedente da produção de sementes para pesquisa é distribuído para outros assentamentos e ocupações da região, ligados ao Movimento Rural dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e Movimento de Pequenos Agriculturores (MPA).

“Ficamos com dez quilos de sementes e distribuímos a sobra gratuitamente para outros locais, para que eles façam o mesmo trabalho que estamos fazendo e produzam suas próprias sementes e não ficar à mercê do mercado”, afirma o coordenador local do projeto, Ivo Balfknechd.

“Nossa obrigação é também trazer aqui o pessoal de outros assentamentos para capacitá-los a fazer o mesmo que estamos fazendo aqui”.

Para Ivo Balfknechd, o projeto é uma prova de que é possível produzir em larga escala sem consumir agrotóxicos. “Não só há como produzir em escala quantidade suficiente para não necessitar de transgênicos”.

Os três tipos de milho transgênico liberados este ano pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) são mais resistentes a agrotóxico.

Segundo o coordenador do projeto, o assentamento já produziu cerca de 150 tonelada de sementes de milho orgânico. “O pequeno produtor e os assentamentos já estão praticamente independentes das sementes do mercado”.

O projeto foi formatado, inicialmente, para três anos, prorrogáveis por mais seis. Está no segundo ano. Para 2008, o plano é a plantação e manipulação de uma horta medicinal. Centenas de mudas estão prontas para ser replantadas na terra, assim que acabar a estiagem.

Até lá, a diversão de Ivo Balfknechd é a nova produção de mel. Um dos “projetinhos”, como define, que estão sendo desenvolvidos com apoio da Fundação Banco do Brasil. Além da criação de abelha, com a Fundação, foram criadas fossas assépticas e criações de minhocas para adubo.

Macacos do Brasil saem de lista de ameaçados

Enviado em Nacional de De Bruyn | 28 de Outubro de 2007 @ 15:57

Folha de S.Paulo

Três espécies de primatas que habitam o país e estavam listadas entre as mais ameaçadas do mundo saíram do ranking, cuja nova versão foi publicada durante a semana por um grupo de ONGs ambientais. O alívio nacional, no entanto, não suaviza a tragédia global: 29% das 394 espécies conhecidas dos parentes mais próximos do homem estão sob risco de sumir.

Divulgação - Três espécies de macacos que vivem no Brasil saíram da lista de ameaçados de extinção, como o macaco-prego-do-peito-amarelo
Um relatório sobre os 25 primatas (macacos e lêmures) mais ameaçados mostra que hoje existem na natureza apenas algumas dezenas de indivíduos de algumas espécies de gibão e langur. E uma espécie de cólobo-vermelho da África pode estar já extinta.

“Você pode colocar todos os membros sobreviventes dessas 25 espécies em um só estádio de futebol. Isso mostra o quão poucos restam hoje”, afirmou o primatólogo Russel Mittermeier, presidente da Conservação Internacional, uma das ONGs que assinam o relatório.

As principais ameaças aos macacos são a destruição das florestas tropicais, especialmente na Ásia –em parte para a produção de biodiesel, como no caso na Indonésia e da Malásia–, o comércio ilegal de animais silvestres e a carne de caça, especialmente na África.

O cólobo-de-waldron, que habita a Costa do Marfim e Gana, pode estar extinto. E o lóris-esbelto, do Sri Lanka, foi visto só quatro vezes desde 1937.

Segundo a Conservação Internacional, esforços feitos nos últimos anos no Brasil têm tido sucesso em proteger as três espécies nacionais que constavam na última edição da lista, feita em 2004: o mico-leão-de-cara-preta (Leontopithecus caissara), o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternus). Os três são da mata atlântica.

OpinaEco – Em meio a tantas notícias ruins que permeiam o nosso planeta, enfim uma notícia boa. Porém, como mencionado na própria matéria ainda existem muitas espécies em risco de extinção, logo a situação continua sendo preocupante.
O ecoInformação espera que outras espécies possam ser retiradas da lista antes que desapareçam por completo.

Oceanos estão absorvendo menos CO2, diz estudo

Enviado em Internacional de Raquel Elena | 27 de Outubro de 2007 @ 09:54

BBC Brasil

- Os oceanos podem estar perdendo capacidade de absorver dióxido de carbono, alerta uma pesquisa da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.

Durante dez anos, os cientistas avaliaram a absorção oceânica de CO2 – gás que causa o efeito estufa – através de equipamentos instalados em mais de 90 mil navios mercantes que cruzaram o Atlântico norte.

Os resultados mostraram que a absorção de carbono se reduziu pela metade entre os anos 1990 e 2005.

Para os cientistas, a redução na capacidade dos oceanos de absorver os gases que causam o efeito estufa pode piorar o aquecimento global.

Dúvidas

As descobertas, publicadas na revista científica Journal of Geophysical Research, foram consideradas surpreendentes pelos cientistas, que se disseram ainda preocupados com a hipótese de, no futuro, os oceanos ficarem saturados com emissões.

De todo o CO2 lançado na atmosfera, metade é absorvida pelos oceanos e vai parar em reservatórios naturais de carbono, como os oceanos e as florestas.

O repórter de Meio Ambiente da BBC Roger Harrabin, disse que os pesquisadores não sabem se o fenômeno se deve à mudança no clima ou a variações naturais.

“Como esta medição nunca foi feita antes, não sabemos em que medida o oceano mudou no passado. De maneira geral, imaginamos que o oceano absorve dióxido de carbono à mesma taxa todo o tempo”, disse à BBC um dos autores do estudo, o professor Andrew Watson.

“O que se demonstrou é que isso não acontece. Duvidamos que essa mudança se deva inteiramente à ação do homem – achamos que se deve pelo menos em parte a uma oscilação natural, que pode ser revertida. Mas não sabemos em que medida.”

Temperatura pode gerar extinção em massa de espécies, diz estudo

Enviado em Internacional de De Bruyn | 26 de Outubro de 2007 @ 19:53

Ansa - (Londres)

Cientistas britânicos da Universidade de York concluíram que as altas temperaturas previstas para os próximos séculos vão provocar uma extinção em massa da biodiversidade, que poderia incluir o ser humano.

As temperaturas previstas seriam comparáveis a uma etapa de grande existência de gases do efeito estufa, ocorrida há 251 milhões de anos, quando 95% das plantas e animais desapareceram da face da Terra.

Os especialistas examinaram o vínculo entre as temperaturas e a biodiversidade em um período de 520 milhões de anos, seguindo todos os registros fósseis acessíveis.

Segundo o estudo, a biodiversidade no planeta é muito alta durante períodos de temperaturas médias, e baixa durante tempos de clima quente. E foram justamente os períodos de muito calor que provocaram as piores extinções terrestres.

“Nossos resultados vêm da primeira evidência clara de que o clima global pode explicar variações substanciais nos registros fósseis, de uma forma simples e consistente”, disse o cientista Peter Mayhew, coordenador da pesquisa.

Previsões

“Se nossos resultados seguirem a linha de projeção de altas temperaturas, a magnitude [da mudança climática prevista] será, por conseqüência, comparável com as flutuações de longo prazo no clima terrestre, algo que sugere o aumento da extinção de espécies”, prosseguiu.

O estudo, publicado na revista britânica especializada “Proceedings of the Royal Society B”, comparou informações coletadas sobre a biodiversidade marinha e terrestre com temperaturas de mares e continentes durante os mesmos períodos.

Os cientistas descobriram que quatro dos cinco períodos com maior extinção de espécies na Terra estiveram associados a grandes massas de gases do efeito estufa, em condições climáticas mais quentes e chuvosas, em lugar de climas mais frios ou temperados.

“Poderíamos esperar, no pior dos casos, que nos próximos séculos permaneçam na Terra poucas gerações de humanos. Temos que descobrir agora porque as altas temperaturas e as extinções estão vinculadas dessa forma”, concluiu Mayhew.

Álcool polui tanto quanto gasolina

Enviado em Geral de Raquel Elena | 25 de Outubro de 2007 @ 09:47

Por Sandra Riva - ( ECOinforme)

O carro flex chegou com um forte argumento de venda no mercado nacional: o álcool mais em conta que a gasolina para o bolso do consumidor. As montadoras comemoram o grande volume de vendas, que já chega a 85% dos veículos comercializados no País.

Outro fator que impulsionou a versão flex no mercado foi o apelo ecológico. Diferente da gasolina, o álcool é um combustível renovável e a própria cana-de-açucar absorve o gás carbônico no processo de fotossíntese. Já o combustível derivado do petróleo libera o carbono e contribui para a concentração do CO2 na atmosfera, o que provoca a destruição da camada de ozônio.

Mas, segundo o gerente de Desenvolvimento de Motores da Volkswagen do Brasil, Henry Joseph, os dois combustíveis poluem praticamente o mesmo. “Depois que foram estabelecidos limites de emissões, os níveis ficaram quase em patamares iguais”.

A diferença do carro flex está, apenas, na emissão de hidrocarbonetos (HC). Segundo o engenheiro, os tipos de hidrogênio e oxigênio liberados com a queima do álcool são menos reativos na atmosfera do que os formados pela gasolina.

Além dos hidrocarbonetos, outros vilões da poluição dos carros são os óxidos de nitrogênio (NOx), aldeídos, substâncias químicas que podem se apresentar em até 12 tipos de combinações de gases poluentes, e o material particulado, a fumaça preta liberada pelos escapamentos dos ônibus e caminhões a diesel.

O poluente mais condenado pelos ambientalistas é o monóxido de carbono (CO), cuja emissão foi bastante reduzida em função dos catalisadores. “Um carro zero, que sai de fábrica com catalisador, polui 40 vezes menos que um carro antigo, que não tem o equipamento”, explica o gerente de Desenvolvimento de Motores da Volkswagen do Brasil.

Ônibus movido a álcool vai circular em SP

Enviado em Regional de De Bruyn | 24 de Outubro de 2007 @ 10:37

Folha Online

A partir de dezembro vai circular em São Paulo um ônibus movido a etanol, em vez de diesel. A iniciativa, do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa), vai durar pelo menos um ano e tem o objetivo de demonstrar a viabilidade do veículo.

O ônibus vai circular no corredor Jabaquara - São Mateus, percorrendo 11 linhas em quatro municípios: São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André.

Divulgação - Ônibus movido a álcool emite 80% menos CO2, gás que é o principal causador do efeito estufa
De acordo com o Cenbio, vinculado à USP (Universidade de São Paulo), o veículo emite 90% menos material particulado -partículas de carbono prejudiciais à saúde - que os movidos a diesel.

E também propicia uma redução de cerca de 80% na emissão de CO2 (dióxido de carbono), um dos principais causadores do efeito estufa. O ônibus também não emite enxofre, associado à chuva ácida.

12 mil ônibus a menos

Segundo José Roberto Moreira, presidente do Conselho Gerenciador do Cenbio, caso toda a frota da Grande São Paulo fosse movida a etanol, haveria uma emissão de poluentes equivalente a “apenas” 3.000 ônibus. Atualmente há cerca de 15.000 veículos como esses circulando na região.

“Ou seja, do ponto de vista do ambiente, seria a mesma coisa que tirar 12.000 ônibus das ruas”, afirma Moreira.

Com a demonstração de um ano, a expectativa é sensibilizar as empresas de transporte e o poder público a substituírem o diesel pelo etanol.

Economia

O especialista afirma que o álcool já é uma alternativa viável economicamente, mesmo que ainda seja um pouco mais cara.

Conforme dados do Cenbio, o etanol com aditivo custa cerca de 20% mais que o diesel. Já a operação do ônibus a álcool como um todo, incluindo os custos com veículo, combustível e mão-de-obra, resulta em gastos de 6% a 7% maiores.

“Achamos que é possível baixar essa diferença, porque os preços do petróleo estão em alta. Vamos contar com a ajuda dos nossos amigos árabes”, brinca Moreira, em referência aos principais produtores mundiais de petróleo.

O ônibus foi montado no Brasil, com um motor vindo da Suécia. A iniciativa é resultado do Projeto Best (Bioetanol para o Transporte Sustentável), programa internacional coordenado no Brasil pelo Cenbio.

Outras oito cidades participam do programa: Estocolmo (Suécia), Madri e País Basco (Espanha), Roterdam (Holanda), La Spezia (Itália), Somerset (Inglaterra), Nanyang (China) e Dublin (Irlanda).

Sem reciclagem, Brasil descarta 4,7 bi de garrafas PET na natureza

Enviado em Geral de Raquel Elena | 23 de Outubro de 2007 @ 19:22

Por Elisangela Roxo (Estadão/EcoInformação)

Utilizadas principalmente por indústrias de refrigerantes e sucos, as garrafas PETs movimentam hoje um mercado que produz cerca de 9 bilhões de unidades anualmente só no Brasil, das quais 53% não são reaproveitadas. Com isso, cerca de 4,7 bilhões de unidades por ano são descartadas na natureza, contaminando rios, indo para lixões ou mesmo espalhadas por terrenos vazios. Entre 1995 e 2005, a produção de PET, o plástico politereftalato de etila, para a fabricação de garrafas subiu de 120 mil toneladas para cerca de 374 mil toneladas, alavancada principalmente pela indústria de refrigerante.

Agora, o que tem despertado a preocupação de ambientalistas e autoridades ligadas ao setor é o interesse crescente de fabricantes de cerveja por esse tipo de embalagem. Duas pequenas empresas já usam o produto para comercializar chope em São Paulo, e uma terceira, em Recife, está testando resina plástica para embalagem de cerveja. Segundo a engenheira química Renata Vault, seriam necessários mais 4,5 bilhões de garrafas para atender à demanda das cervejarias.

Além do problema com o descarte das unidades na natureza, especialistas chamam a atenção para o fato de hoje não haver responsabilidade jurídica sobre a destinação do material por parte de quem fabrica ou consome PETs. Diferentemente do que acontece com latas de alumínio, que pela reciclagem voltam a ser latinhas, PET não pode ser transformado novamente em garrafa.

“Além de ser foco de proliferação de insetos (quando deixada na natureza), o custo da PET também está no volume ocupado nos aterros e no transporte do lixo”, diz o consultor ambiental Francisco Sertório. O diretor do Instituto Brasil Ambiente, Sabetai Calderoni, aponta as enchentes como o principal problema das garrafas plásticas descartadas. “Elas acabam invadindo piscinões e trazem prejuízo à sociedade.”

Apesar de 53% da produção ainda não ser reaproveitada, especialistas também lembram que a própria reciclagem não é a melhor opção. “A reciclagem tem um custo muito alto para o ambiente”, diz Renata Vault, que também é autora do livro Ciclo de Vida de Embalagens para Bebidas no Brasil. Para fazer a reciclagem do excedente atual, seriam necessários 224 milhões de quilowatts por hora de energia elétrica e 120 milhões de litros de água. “O ideal seria a redução do uso deste tipo de embalagem”, afirma Renata. Sobre o baixo índice de reciclagem, a engenheira diz ser difícil dimensionar se é decorrente da falta de capacidade das recicladoras ou da dificuldade de coleta.

LIMINAR

Desde 2002, uma liminar concedida em uma ação civil movida pelo procurador da República em Marília, Jefferson Aparecido Dias condiciona a fabricação de cerveja em PET em todo o País a um Estudo do Impacto Ambiental (EIA) e a um Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Antes de o Ministério da Agricultura autorizar o envasamento, o Ibama precisa aprovar os estudos. “Só não entrei com uma ação contra os refrigerantes porque na época não era procurador”, diz Dias.

Empresas, no entanto, já comercializam chope em PET sem ter os estudos. A Cervejaria Atlas produz cerca de 150 mil unidades mensais de chope artesanal em PET desde 1996. “A liminar não pode alcançar o passado”, diz o sócio da Atlas, Maurício Baduy. Já a Belco, que também produz chope, diz que a empresa não fez o estudo porque a liminar é válida apenas para cerveja.

A Frevo, de Recife, está testando diferentes tipos de resina para produzir cerveja em PET. “Temos intenção de diminuir custos de logística e ganhar mercado, o que é muito difícil de ser feito por uma cervejaria independente”, diz o diretor superintendente do grupo, Francisco Mota. Ele explica que o peso da embalagem PET equivale a um sétimo da de vidro.

A Ambev informou, por meio da assessoria, que a empresa tem tecnologia e estudo sobre impacto ambiental, mas só pensa em adotar a embalagem se as demais cervejarias usarem. Por nota, a Femsa, que comercializa a Kaiser, diz ser favorável ao desenvolvimento de tecnologias que garantam ao consumidor mais opção desde que elas mantenham a qualidade do produto e segurança ao consumidor e ao ambiente.

Tecnologia do carvão limpo pode gerar mais poluição

Enviado em Internacional de De Bruyn | 22 de Outubro de 2007 @ 19:32

Efe - (Madri)

Carvão limpo, uma tecnologia que indústrias e governos apresentam como um avanço na luta contra a mudança climática, pode se transformar no próximo campo de batalha para os ecologistas.

Ainda é cedo, já que as tecnologias para obtê-lo estão em fase experimental, mas tudo indica que isso ocorrerá.

Os ecologistas afirmam que o carvão limpo gera mais CO2, um armazenamento inseguro e a redução de investimentos em energias responsáveis.

O carvão limpo tem como missão capturar o dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa, para evitar seu retorno à atmosfera e não contribuir para a mudança climática.

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