Turismo compromete-se com Convenção sobre Mudanças Climáticas
Carbono Brasil
Esta uma das iniciativas incluídas na Declaração de Davos, texto de conclusões da II Conferência Internacional sobre Mudança Climática e Turismo que decorreu na Suíça durante três dias.
Os mais de 600 participantes de uma centena de países que estiveram presentes na conferência de Davos concluíram que o turismo é um dos sectores que contribui para o aquecimento global, sendo responsável por 5% das emissões totais de dióxido de carbono (CO2).
Os mesmos responsáveis sublinharam no entanto que o turismo é, em simultâneo , um dos sectores que mais tem contribuído para levar por diante os “Objectivos do Milénio” , tendentes a inverter a situação actualmente vivida em termos ambientais e a contribuir para o crescimento das economias em todo o mundo.
Neste sentido foi também sublinhado que o turismo deve continuar a lutar pelo seu crescimento tentando, simultaneamente, encontrar mecanismos que permitam reduzir as emissões de carbono para a atmosfera.
Para isto, a Declaração de Davos pede a todo o sector turístico que se comprometa com a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, e pede que seja dado apoio financeiro e técnico aos destinos turísticos e operadores dos países em desenvolvimento para “assegurarem que possam participar da resposta global à mudança climática”.
Os participantes destacaram a importância de se introduzirem programas educacionais e de consciencialização em todos os sectores interessados, inclusive os consumidores.
A Declaração de Davos, que será apresentada em Londres por ocasião do World Travel Market, chama a atenção para a necessidade de se investir cada vez mais em energias renováveis e na conservação dos destinos que actualmente actuam como pulmões terrestres
Museu Goeldi lança livro sobre manejo florestal
Envolverde/Agência Fapesp
Em parceria com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), o Museu Paraense Emilio Goeldi (Mpeg) lançou o livro Manejo Florestal nas Várzeas: Oportunidades e Desafios.
O volume, organizado por dois pesquisadores da Coordenação de Botânica do Mpeg, Rafael Salomão e Mário Jardim, e pelo engenheiro florestal Evaristo Terezo apresenta exemplos bem-sucedidos de manejo em áreas alagáveis da floresta amazônica.
Os 20 autores dos três capítulos que compõem o livro discutem limites técnicos e legais do processo de implantação de manejo florestal na várzea amazônica. Segundo eles, que traçam um panorama da trajetória da atividade na região, embora a exploração em larga escala da madeira na Amazônia tenha iniciado na década de 50, ela remonta aos tempos do Brasil Colônia. A exploração madeireira que ocorre em diferentes graus de intensidade se constitui alvo de disputa fundiária, comercial e política.
A obra é resultado de pesquisas desenvolvidas desde 2003 envolvendo coleta de dados junto a atores da exploração de recursos naturais das várzeas desde o Amazonas até o Pará.
Capítulos
Ao todo, três estudos são apresentados. O primeiro caracteriza e apresenta as restrições e oportunidades da adoção do manejo florestal. Além de apresentar experiências bem-sucedidas de manejo em várzea, ele inclui dados sobre a intensidade, a produtividade e revela medidas de redução de impactos ecológicos.
No segundo capítulo, os autores tratam diretamente da produção como atualmente é conhecida, da comercialização e do potencial de certificação da madeira extraída na várzea com destaque para a importância socioeconômica da atividade. Os obstáculos e oportunidades do manejo de produtos não-madeireiros de floresta de várzea foram incluídos no terceiro capítulo do livro.
Mais informações: (91) 3274-1811 ou 3249-8502.
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