Perda de mangues no mundo é alarmante, diz FAO

Enviado em Internacional de Paulo Jr | 31 de Janeiro de 2008 @ 17:46

Efe

O relatório “Os Mangues do Mundo 1980-2005″ indica que a área total deste tipo de vegetação caiu de 18,8 milhões de hectares em 1980 para 15,2 milhões em 2005. A Ásia sofreu as maiores perdas desde 1980, com mais de 1,9 milhão de hectares destruídos, fundamentalmente devido a mudanças no uso da terra.

As Américas do Norte e Central e a África também contribuíram significativamente para o desaparecimento, com a eliminação de 690 mil e 510 mil hectares, respectivamente. Em nível nacional, Indonésia, México, Paquistão, Papua Nova Guiné e Panamá registraram as maiores perdas de mangues durante os anos 80, totalizando um milhão de hectares, extensão comparável à da Jamaica.

Entre 1990 e 2005, Vietnã, Malásia e Madagascar foram os países que mais sofreram com o desmatamento, embora outros, como o Paquistão e o Panamá, tenham conseguido reduzir sua taxa de perda de mangues. O estudo da FAO assinala como causas principais do desmatamento a pressão demográfica, a conversão de zonas de grande escala para a criação de peixes e camarões, a agricultura, as infra-estruturas e o turismo. A poluição e os desastres naturais figuram também entre essas causas.

“A taxa de perda de mangues é significativamente mais alta que a perda de qualquer outro tipo de vegetação”, disse Wulf Killmann, diretor da Divisão dos Produtos e Economia Florestais da FAO. Brasil, Indonésia, Austrália, Nigéria e México representam conjuntamente 50% da área total de mangue de todo o planeta.

Ibama autoriza funcionamento do gasoduto Gascav

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 30 de Janeiro de 2008 @ 20:23

Por Sandra Sato - (Ascom/Ibama)

Brasília - O gasoduto Cabiúnas-Vitória – Gascav pode começar a transportar cerca de 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, do Terminal de Cabiúnas, localizado em Macaé/RJ, até a Estação Reguladora de Pressão instalada próxima ao Terminal Industrial Multimodal da Serra, no município da Serra. O presidente substituto do Ibama, Bazileu Margarido, assinou há pouco a licença de operação do gasoduto Cabiúnas-Vitória, empreendimento da Transportadora Gasene S.A., que tem 300 quilômetros de extensão.

Amazônia caindo por terra

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 29 de Janeiro de 2008 @ 14:17

Inpe / Ministério do Meio Ambiente

Gráfico do Desmatamento - Fonte: Inpe e Ministério do Meio Ambiente
O governo federal passou os últimos três anos festejando a diminuição do desmatamento da Amazônia e os últimos quatro anos comemorando o monitoramento em tempo real dessa região. De duas, uma: ou o governo manipulou politicamente os índices parciais desse monitoramento ou ele andava falhando. O fato é que na quarta-feira 23 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) anunciou que 3.235 quilômetros quadrados de floresta foram devastados - e somente entre agosto e dezembro de 2007 (avançaram o pasto e a soja). Isso é recorde. Como o monitoramento só capta 40% da mata que vai para o chão, estima-se que o estrago possa chegar a sete mil quilômetros quadrados. “Até hoje nunca tínhamos detectado desmatamento dessa magnitude nesse período do ano”, disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. Também foi divulgado o ranking mundial que relaciona países (149) e preservação ambiental. O Brasil está na 35ª posição. Em primeiro lugar, a Suíça.

A primeira cidade sustentável

Enviado em Internacional de Paulo Jr | 28 de Janeiro de 2008 @ 11:41

Com muita ousadia e bilhões de dólares, árabes anunciam a construção de uma cidade com taxa zero de poluentes

Por Tatiana de Mello

KARIM SHAIB - AFP - QUASE REALIDADE Maquete de Masdar é apresentada em conferência nos Emirados Árabes
Coragem, muita ousadia, idéias fantásticas, alta tecnologia - e uma ponta de exibicionismo. Esses são alguns fatores para se construir a primeira cidade do planeta cem por cento ecológica. Os árabes têm tudo isso, e muito mais: têm bilhões e bilhões de dólares. Assim, na segunda-feira 21 eles anunciaram ao mundo que serão os pioneiros na montagem dessa cidade totalmente sustentável, incrustada no deserto e erguida no reino do petróleo de Abu Dhabi. Ela vai se chamar Masdar, que em árabe significa fonte, em homenagem à empresa que capitaneia esse arrojado projeto e que pertence à família real da região: a Masdar Abu Dhabi Future Energy Company. Com orçamento inicial de obras na casa dos US$ 5 bilhões e prazo de funcionamento a partir de 2009, esse projeto ambiental prevê uma cidade murada com 50 mil habitantes, envolvendo comércio, lazer, centros tecnológicos e universidades. E tolerância zero na taxa de impacto ambiental e de emissão de poluentes.

Apesar de estar localizada sobre 10% do petróleo do mundo, leia-se solo dos Emirados Árabes Unidos, Masdar não lançará mão desse tesouro. Será abastecida por fontes alternativas, como a energia eólica (captada em fazendas especialmente construídas na periferia) e a energia solar (gerada naquela que será a maior usina fotoelétrica do mundo). Mais: a água necessária e potável será obtida em usinas de dessalinização, enquanto a água não potável, descartada pela cidade, servirá para irrigar as plantações destinadas à produção de biocombustíveis e o suntuoso projeto de paisagismo. Sob temperaturas que batem nos 50º, ninguém em Masdar andará de carro com ar-condicionado, mesmo porque não haverá carros. As ruas, estreitas, serão sombreadas e ventiladas, projetadas para saudáveis e agradáveis caminhadas. Entre um ponto e outro, nenhuma distância ultrapassará os 200 metros, e o transporte público, para quem não quiser andar a pé, será efetuado sobre trilhos.

Idéias para o Mundo
”Abu Dhabi está embarcando numa viagem para se transformar na capital mundial da revolução da energia renovável”, diz Jean-Paul Jeanrenaud, diretor da WWF International, uma das mais conceituadas ONGs ambientais do mundo. O sultão e responsável pela construção da cidade, Ahmed al Jaber, orgulha-se: “Masdar será um laboratório para se testar e se desenvolver alternativas sustentáveis que poderão ser aplicadas em todo o mundo.” Para isso, empresas receberão incentivos fiscais para se instalarem, respeitando as regras locais, e será criado um centro tecnológico em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dos EUA. Na verdade, os primeiros habitantes da nova cidade serão escolhidos justamente de acordo com os propósitos do sultão - ou seja, se a previsão é de 50 mil habitantes, serão cientistas, técnicos e acadêmicos que pisarão inicialmente esse templo ambiental para experimentá-lo e corrigir eventuais falhas. Depois virá a população geral, leiga em tecnologia sustentável, mas que terá a oportunidade inédita de viver extremamente bem na primeira “cidade limpa” da história da humanidade.

Ecológicos são destaque em Detroit

Enviado em Internacional de Paulo Jr | 27 de Janeiro de 2008 @ 12:25

Por Luís Meneghim – (Jornal Notícias do Dia/Joinville - SC)

- Indústria automotiva investe no desenvolvimento de carros mais econômicos e menos poluentes para encarar o futuro

FOTO: Luís Meneghim – Dodge Zeo
Detroit (EUA)
– A indústria automobilística norte-americana mostra no Salão Internacional do Automóvel de Detroit, aberto ao público entre 19 e 27 de janeiro, que busca novos caminhos.

Em tempos de petróleo cada vez mais caro, efeito estufa e o medo da recessão econômica, esta edição demonstrou que todos os investimentos foram dirigidos para lançar carros mais econômicos e menos poluentes. As grandes estrelas do salão foram os veículos ecológicos, movidos com tecnologia híbrida (motores elétricos e a gasolina), a etanol (álcool) e até hidrogênio, com índices de emissão zero.

Entre os carros ecologicamente corretos, o conceito esportivo Dodge Zeo é um bom exemplo de carro “plug in”. Seu nome que dizer Zero Emissions Operation (operação sem emissões), obtida graças à célula de combustível de hidrogênio. A General Motors, que detém a marca Cadillac, mostrou o Provoq, crossover de linhas esportivas e porte robusto. Através de uma pilha a combustível é capaz de rodar 450 quilômetros com um tanque de hidrogênio. A Chrysler tentou reunir na minivan EcoVoyager o binômio ecologia e economia. O escapamento emite apenas vapor d’água e a propulsão reúne motor elétrico e baterias de íon lítio. O portentoso Hummer HX também foi apresentado numa versão que roda com até 85% de etanol no tanque.
Até a Ferrari não escondeu sua preocupação ecológica. A marca de Maranello surpreendeu com uma versão do F430 Spider flex fuel. O modelo teve seu motor V8 4.3 litros modificado para receber E85, o combustível composto por até 85% de álcool. E saiu ganhando: a potência do esportivo passou de 497 cv para 507 cv.

As marcas orientais também mostraram novidades “verdes”. A Toyota apresentou o A-Bat Concept, uma picape pequena equipada com tecnologia híbrida (movida a gasolina e eletricidade). A Nissan abusou da excentricidade com a minivan conceitual Forum, que tem bancos giratórios, câmeras no lado de fora que filmam todo o exterior e um forno de microondas para fazer pipocas.

Fotos da Amazônia revelam ‘mentira’ de ‘conquista’ do Brasil, diz jornal

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 26 de Janeiro de 2008 @ 13:57

BBC Brasil

As fotos aéreas da Amazônia revelaram a “mentira da recente ‘grande conquista’ brasileira em conter desmatamento da Amazônia”, diz uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal britânico “The Guardian”.

A destruição da floresta era “um desastre ecológico que, aparentemente, havia sido evitado”, afirma o jornal, citando o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto passado de que o desmatamento estava controlado.

“Ontem, no entanto, a boa notícia veio por água abaixo quando ministros admitiram que depois de três anos de queda o desmatamento está em alta de novo.”

Segundo o Guardian, a destruição da floresta vem sendo causada por uma combinação da ação de madeireiras, fazendeiros e criadores de gado nos últimos 40 anos. A reportagem cita ambientalistas, que afirmam que 20% da floresta já foi destruída e que outros 40% poderão ser perdidos até 2050, caso a tendência não seja revertida.

Ambientalistas já vinham alertando para o aumento do desmatamento, afirma o autor da matéria, o correspondente Tom Phillips, que sobrevoou o norte do Mato Grosso e o sul do Pará com um grupo de ativistas do Greenpeace em setembro passado.

“Nas duas regiões os sinais de aumento do desmatamento foram fáceis de identificar. No Mato Grosso, havia vastas áreas de terra mexida, abrindo o caminho para plantações de soja. A paisagem estava coberta de árvores caídas, queimadas como palitos de fósforo. No Pará uma teia de estradas de terra ilegais era visível, passando por áreas relativamente intactas da floresta em direção às áreas abertas recentemente.”

A notícia de que o desmatamento da Amazônia aumentou nos últimos meses de 2007 também foi destaque no Daily Telegraph, que cita algumas das medidas que o governo deverá tomar, entre elas, a criação de uma “lista negra” de proprietários e companhias que vêm violando leis ambientais e o congelamento na emissão de novas licenças para exploração madeireira nas áreas mais afetadas.

“Até a divulgação da nova descoberta, o presidente Lula e outros membros do governo brasileiro vinham dizendo, em várias reuniões internacionais, que o país estava conseguindo manter o desmatamento sob controle. ”

“Se a tendência dos últimos cinco meses continuar, a taxa anual de desmatamento ainda vai ficar bem abaixo do pico de 27 mil km² de 2004, mas será um aumento substancial em relação ao ano anterior, e um constrangimento para o governo brasileiro, que busca ganhar reconhecimento internacional por sua contribuição para o clima conservando o que resta da Amazônia”, afirma o Telegraph.

Entidade alerta para o risco de desaparecimento de corais no Caribe

Enviado em Internacional de Paulo Jr | 25 de Janeiro de 2008 @ 10:56

Efe - (Espanha)

Madri - A União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) alerta para o risco de desaparecimento dos corais do Mar do Caribe e para a possibilidade de uma situação similar à ocorrida em agosto de 2005, quando as altas temperaturas marinhas mataram grandes quantidades destes organismos.

Em um relatório, cientistas dizem não ter dúvidas de que a “catastrófica situação” de pouco mais de dois anos atrás - que acabou com praticamente metade dos corais de uma área entre o litoral do estado americano da Flórida, as Antilhas Francesas e as Ilhas Cayman - vai acontecer novamente.

Segundo um comunicado da organização, em 2005, a alta temperatura do mar somada ao efeito dos furacões que passaram pela região provocou a morte dos corais e a perda de cor de entre 50% e 95% deles.

De acordo com o responsável do Programa Marinho Global da IUCN, Carl Gustaf Lundin, “é muito provável que o extremo aquecimento das águas ocorra outra vez”, o que pode levar a “conseqüências graves” para a população de corais do Caribe.

Por isso, a IUCN adverte da necessidade de tomar medidas para frear a mudança climática em um “momento crucial” para os corais, organismos de “importância vital” para os ecossistemas marítimos e de altíssimo valor econômico.

A entidade também pede aos Governos para que reduzam suas emissões de CO2 e, aos cidadãos, para que atuem na conservação dos corais.

A publicação deste relatório marca o início de uma campanha de conscientização promovida pela aliança internacional em 2008, declarado o “Ano Internacional dos Corais”.

Plástico biodegradável é produzido a partir do amido de mandioca

Enviado em Outros de Raquel Elena | 24 de Janeiro de 2008 @ 19:21

Por Júlio Bernardes - (Agência USP/Envolverde)

Uma pesquisa do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP produziu plástico biodegradável a partir do amido de mandioca, obtendo os chamados amidos termoplásticos (TPS). O estudo, realizado pela química Eliangela Teixeira, também mostrou a viabilidade do uso de resíduos da industrialização do amido para produzir termoplástico reforçado com fibras celulósicas. Os plásticos com amido poderão ser aplicados principalmente na indústria de embalagens.

“As fibras fazem parte naturalmente da constituição dos resíduos, compostos por cerca de 82,5% de amido residual e 17,5% de fibras celulósicas”, aponta a pesquisadora. “Desta forma, pode-se ter um aproveitamento tanto do amido para a formação da fase matriz (termoplástica) e ainda, das fibras celulósicas que são capazes de promover reforço mecânico aos TPS.”

Os amidos termoplásticos podem ser obtidos via estado fundido (temperaturas de 120oC a 160oC) na presença de plasticizante e cisalhamento. “Essa metodologia é bastante utilizada no processamento de plásticos de origem petroquímica”, explica Eliangela. “Os grânulos de amido são rompidos, há perda da cristalinidade granular e uma fase contínua é então obtida, com o material podendo ser moldado à quente”.

De acordo com a química, os amidos termoplásticos apresentam um grande potencial de aplicações, especialmente no setor de embalagens. “Como essa área emprega um grande volume de plásticos de origem petroquímica, os TPS podem contribuir para melhorar o gerenciamento do lixo e reduzir o impacto ambiental dos plásticos não-biodegradáveis.” O material também pode ser adotado na confecção de tubetes de plantio para o setor agrícola.

Nanofibras
Os resultados dos testes com o amido estão na tese de doutorado de Eliangela, que foi orientada pelo professor Antonio Aprígio da Silva Curvelo, do IQSC. Outra linha de pesquisa do estudo foi direcionada à obtenção de nanofibras de celulose a partir das microfibras contidas no resíduo, para aumentar a resistência dos amidos termoplásticos.

“As nanofibras, por apresentarem dimensões extremamente pequenas, também podem gerar efeitos significativos de reforço mecânico ao TPS”, conta Eliangela. “Entretanto, este efeito é fortemente dependente do plasticizante que é empregado para a obtenção do TPS”.

A pesquisadora testou também o uso direto da raiz de mandioca para a obtenção de termoplásticos. “Foi possível a obtenção de um filme plástico diretamente da mandioca”, destaca. “Entretanto a particularidade deste tipo de material, é que os açúcares naturalmente presentes na raiz (principalmente glicose e sacarose) também atuaram como plasticizante para o amido”.

Segundo a química, os açúcares da raiz devem ser computados na formulação, pois influenciaram consideravelmente no desempenho mecânico do TPS final. “Ao final do processo de produção, foram obtidos materiais de maior flexibilidade e no entanto, de menor resistência à ação mecânica”, ressalta.

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Luzes de Xangai forçam observatório a mudar de cidade

Enviado em Internacional de De Bruyn | 23 de Janeiro de 2008 @ 09:57

Efe - (Xangai)

A atividade do observatório astronômico da cidade de Xangai, no leste da China, terá de ser transferida à província vizinha de Zhejiang para escapar das fortes luzes que estão tornando cada vez mais difícil seu trabalho nesta região do país.

O centro, situado na colina de Sheshan, aos arredores da metrópole oriental, assinou um acordo com as autoridades provinciais de Zhejiang para delimitar a primeira “zona protegida do céu noturno” da China na localidade de Tianhuangping, a 1.000 metros de altura, em Anji.

Reuters - Observatório astronômico de Xangai terá de ser transferido à vizinha Zhejiang para escapar das fortes luzes e da poluição
As luzes de Xangai, com milhares de arranha-céus e cerca de 20 milhões de habitantes, “afetam em grande medida a capacidade de observação, portanto devemos encontrar uma base mais apropriada”, disse o diretor do Laboratório de Óptica Astronômica do observatório, Tao Jun, ao jornal “Shanghai Morning Post”.

Segundo Tao, a situação, agravada pela contaminação do ar, não permite o bom funcionamento do segundo maior telescópio óptico da China, instalado em Sheshan, com um diâmetro de 1,56 metro. Por conta disso, ele tem sido excluído de projetos científicos internacionais importantes nos últimos anos.

O observatório de Xangai também estuda a possibilidade situar outros telescópios no oeste do país, onde a qualidade do ar é muito melhor que no litoral oriental, contaminado e urbanizado, enquanto rejeita a idéia de acrescentar novas equipes a sua base de Sheshan.

Estudo diz que centenas de plantas medicinais correm risco de extinção

Enviado em Outros de De Bruyn | 22 de Janeiro de 2008 @ 10:22

Efe

Centenas de plantas medicinais se encontram em risco de extinção, o que dificultará a descoberta de tratamentos para várias doenças, indica um estudo divulgado pela Organização Internacional para a Conservação em Jardins Botânicos (BGCI).

Segundo a BBC, o estudo indica que mais de 50% dos medicamentos são obtidos de plantas em risco de desaparecimento, devido ao aumento das coleções particulares e públicas e, em alto grau, ao desmatamento do planeta.

De acordo com a BGCI, os pesquisadores acreditam que estas plantas podem tratar doenças tão graves como o câncer ou o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV).

Segundo o estudo, foram identificadas cerca de 400 espécies de plantas medicinais em risco de extinção.

Entre as que correm risco, o estudo cita a Hoodia, uma planta medicinal do sul da África, pertencente à família Apocynaceae, utilizada na medicina para reduzir temporariamente o apetite e que é usada como alimento das tribos da região para enfrentar longas e cansativas caças no deserto, sem sentir a sensação de fome.

Entre estes grupos ameaçados também se encontra a metade da variedade de magnólias, utilizadas na medicina tradicional chinesa há cinco mil anos e na japonesa, e que tem substâncias usadas na luta contra o câncer e as doenças cardíacas.

A organização indica que atualmente há cerca de cinco bilhões de pessoas que se beneficiam destas plantas como remédio, e cada vez mais elas são usadas para elaborar medicamentos em laboratórios.

Por isso, o estudo conclui que a perda destas plantas pode acarretar conseqüências impensáveis no futuro, e problemas imprevisíveis no campo da medicina e no tratamento paliativo das doenças.

A BGCI, com sede em Londres, é uma organização internacional formada por 600 analistas de 120 países.

OpinaEco - Realmente é preciso ficar de olhos bem abertos quanto a questão do uso das plantas medicinais. Já não é de hoje que empresas de fora do País estudam as potencialidades medicinais na Amazônia. Os estudos são muito importantes, mas o controle é essencial para a sobrevivência, na forma ampla da palavra.

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