Brasil perde US$ 2,5 bi por ano sem eficiência energética, diz Bird

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 29 de Fevereiro de 2008 @ 11:36

Folha Online

O Brasil poderia economizar cerca de US$ 2,5 bilhões por ano se usasse todo seu potencial de eficiência energética, afirma um estudo do Bird (Banco Mundial), divulgado nesta quinta-feira (28).

Atualmente o Brasil é o 10º maior consumidor mundial de energia, mas seu consumo deve dobrar até 2030, segundo o estudo. Se a eficiência energética não melhorar no país, isso poderá trazer conseqüências para o ambiente, já que o consumo de energia está associado a uma alta da emissão dos chamados gases causadores do efeito estufa.

No livro “Financiando a Eficiência Energética: Lições do Brasil, China, Índia e Além”, lançado na quarta-feira, o Banco Mundial analisa as demandas nos três países, entre outros, além das soluções já encontradas e as dificuldades para se estabelecer programas de eficiência energética.

Segundo Todd Johnson, especialista em eficiência energética no Brasil do Banco Mundial, o país apresenta desafios. “As taxas de juros são altas. É difícil pedir empréstimos. Os bancos agora não investem em eficiência energética - eles estão focados em linhas de negócios já testadas”.

O problema, segundo o Banco Mundial, é que a maior parte dos programas de eficiência energética de pequeno e médio porte não conseguem financiamento no país.

Catástrofe ambiental - Segundo a Agência Internacional de Energia, a eficiência energética é a forma mais rápida e mais barata de evitar a catástrofe ambiental que pode ser causada pelo aumento no consumo mundial de energia, principalmente entre os países em desenvolvimento.

O livro afirma que melhorias em equipamentos já existentes poderiam reduzir o uso de energia nesses países em pelo menos 25%, e tecnologias avançadas poderiam reduzir o crescimento da demanda de energia até 2030 em pelo menos 10%, além de reduzir a previsão do aumento das emissões de CO2 em 16%.

“Nós dissecamos o terreno da eficiência energética neste estudo para descobrir por que é tão difícil oferecer os incentivos certos para que haja maior investimento”, disse o economista Robert Taylor, um dos autores do livro e especialista em energia do Banco Mundial.

“O que descobrimos foi um enorme potencial não usado - especialmente no Brasil, China e Índia - mas várias boas soluções que podem funcionar desde que haja financiamento e investimento, além do compromisso dos responsáveis pelas políticas dos países.”

Taylor afirma que, nos três países, as autoridades e o setor financeiro conhecem o potencial de eficiência energética, mas como os benefícios e o retorno financeiro não são imediatos, o investimento não está entre as prioridades.

Mas Taylor afirma: “Sou um otimista. Tenho a esperança de que os três países vão apresentar novas idéias e soluções que poderão ser aprendidas pelo resto do mundo.”

Juntos, Brasil, Índia e China respondem por 40% da população mundial e por muito mais da metade do consumo de energia dos países em desenvolvimento. Até 2030, eles devem ser responsáveis pelo aumento de 42% da demanda mundial de energia.

O livro conclui que, na China, um setor de eficiência energética comercialmente viável está emergindo após uma década de forte apoio do governo; na Índia, novos programas de empréstimos bancários para financiar projetos em algumas indústrias de pequeno e médio porte estão prontos para se expandir, e, no Brasil, um fundo para eficiência energética arrecadado entre as empresas de energia garante uma plataforma para melhorias.

Segundo o livro, a eficiência energética nesses países é crítica “por razões da segurança no fornecimento de energia, competitividade econômica, melhoria de vida e sustentabilidade ambiental”.

Ibama fecha cavernas em três parques de SP

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 28 de Fevereiro de 2008 @ 13:30

Por Alencar Izidoro - Folha de S.Paulo

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem - Entrada da Caverna do Diabo, no Vale do Ribeira, uma das que tiveram a visitação proibida por decisão do Ibama
Todas as 46 cavernas turísticas controladas pelo governo de São Paulo no Vale do Ribeira, no extremo sul do Estado, estão fechadas para visitação por determinação do Ibama (instituto ambiental federal). A decisão foi tomada na semana passada e provocou uma avalanche de viagens canceladas, pousadas esvaziadas e protestos da comunidade em uma das regiões paulistas mais pobres.

A justificativa para vetar a visitação em áreas famosas, como as cavernas do Diabo e de Santana, é a falta de planos de manejo –estudo formal para mapear riscos de degradação.

A interdição atingiu todas as cavernas dos parques Jacupiranga, Petar e Intervales, gerenciados pela Fundação Florestal, que foi multada em R$ 30 mil. No local, há 404 cavidades, mas só 46 são abertas ao turismo. Em 2007, elas tiveram juntas 55 mil visitantes.

No último final de semana, quem esteve lá perdeu a viagem. “As reservas, inclusive de turistas da França e da Alemanha, foram canceladas”, reclama Antonio Avelino de Melo, 57, que controla uma pousada. Moradores e comerciantes já falam em fechar a rodovia Régis Bittencourt como protesto.

A gestão José Serra (PSDB) admite a falta dos planos de manejo, mas diz que a entrada nas cavernas dos três parques do Vale do Ribeira são bem controladas, enquanto há outras pelo país abertas à visitação e sem estudos de impacto, inclusive em áreas federais.

José Amaral Wagner Neto, diretor-executivo da Fundação Florestal, classificou a decisão do instituto de “intempestiva”. “São as cavernas mais bem controladas do Brasil. Todo mundo é acompanhado por algum dos 225 monitores ambientais e não entra sem proteção”, diz.

Ele teme que a medida estimule a visita a outras cavernas particulares fora dos parques e que não têm nenhum controle.

O secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, disse que poderá apelar hoje à ministra Marina Silva (Meio Ambiente). “Não é algo técnico.” Ele reconhece que deveriam estar prontos os planos das cavidades e promete fazê-los, mas os considera formalidades, por já haver outros estudos mapeando a situação nos locais.

Por trás da decisão do Ibama está também uma cobrança do Ministério Público Federal, que entrou com ação judicial em janeiro contra órgãos do Estado e da União para exigir, entre outras coisas, a existência de planos de manejo em cavernas. A liminar para a interdição de áreas foi negada pela Justiça. A ação do procurador da República Felipe Jow Namba cita irregularidades na iluminação da caverna do Diabo que levariam à degradação do ambiente.

O coordenador de fiscalização do Ibama em São Paulo, Luís Antonio de Gonçalves Lima, diz que foram feitas recomendações nos últimos anos que não foram atendidas. “São ambientes sensíveis, onde pode haver danos irreversíveis.”

José Antonio Scaleante, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia, acha a interdição “arbitrária”. “O controle é rigoroso. O prejuízo ambiental pode ser maior agora: a população vai trabalhar com os palmiteiros para sobreviver.”

Proliferação de algas provoca mancha vermelha em rio chinês

Enviado em Internacional de Paulo Jr | 27 de Fevereiro de 2008 @ 12:52

Efe - (Pequim)

A proliferação de uma alga inócua atribuída às intensas nevascas provocou uma mancha vermelha em um afluente do rio Yang Tsé na altura da província de Hubei (centro da China), o que levou à interrupção do fornecimento de água para 20 mil pessoas, informou nesta quarta-feira a agência estatal “Xinhua”.

As autoridades locais tinham interrompido o fornecimento de água no domingo (24) diante do temor de que a origem do fenômeno fosse um vazamento tóxico. O fornecimento foi retomado logo após ser comprovado que a alga não é prejudicial.

Os testes mostraram que a cor avermelhada das águas do rio Hanjiang e de três de seus afluentes se deve à proliferação de uma alga do gênero Cyclotella, provocada pela morte de espécies aquáticas devido à súbita elevação das temperaturas após as intensas nevascas dos últimos meses.

Este tipo de alga não está relacionada com a alga esverdeada que nos últimos meses se estendeu por vários lagos e rios chineses. Este outro tipo, nocivo, brota devido à poluição das águas.

Segundo a Administração Estatal de Proteção Ambiental, 26% das águas chinesas são “totalmente inúteis”, 62% não são apropriadas para a fauna aquática e 90% dos rios que atravessam cidades na China estão poluídos.

Estudo mostra que mata preservada ao lado de rios precisa dobrar

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 26 de Fevereiro de 2008 @ 10:21

Por Eduardo Geraque - Folha de S.Paulo

No Congresso Nacional, projetos visam a diminuir as áreas de proteção florestal na Amazônia. No mundo real, cientistas acabam de estimar que, na verdade, pelo menos as áreas de proteção permanente localizadas ao lado dos rios precisam ser alargadas, e muito.

Um estudo liderado pelo ecólogo Carlos Peres, 44, belenense há 13 anos na Inglaterra, mostra que o tamanho mínimo para que a mata de galeria possa preservar a biodiversidade local é de 400 metros de largura, 200 metros de cada lado.

“Nós medimos 200 corredores e só 14% deles têm esse tamanho de mata de galeria ideal”, afirma Peres, professor da Universidade de East Anglia, à Folha. O cientista acaba de publicar um artigo sobre o estudo feito no Brasil na revista “Conservation Biology”.

Para chegar as dimensões ideais da mata de galeria, os pesquisadores investigaram a riqueza da fauna de 37 locais durante seis meses. Todas as áreas amostradas ficam no município de Alta Floresta (MT). Elas estão espalhadas por um terreno de 6.000 km2.

“Claro que não é apenas a largura que importa. É fundamental que essa mata seja bastante preservada. Muitas vezes, o proprietário da terra permite que o gado paste nessas áreas e que ocorra também a exploração seletiva de madeira.”

Depois de analisar a estrutura dos bosques escolhidos para a análise e de contar o número de espécies de aves e mamíferos que freqüentavam as matas de galeria, os cientistas fizeram gráficos, cruzando essas variáveis, para saber a medida ideal da área a ser preservada.

Politicamente possível

“É bom dizer que essa análise, em termos biológicos, mostra que o ideal é 400 metros. Porém, em termos políticos, sei que isso pode ser impossível de ser obtido”, explica Peres.

Ainda assim, diz o pesquisador, daria para fazer uma “concessão”. Seria possível estabelecer que a obrigação legal das áreas de preservação permanente ao lado de rios passem a ter, pelo menos, 100 metros de cada lado. “Isso é dez vezes mais do que a legislação prevê em algumas situações”, diz o pesquisador brasileiro.

Pelo Código Florestal brasileiro, os rios com menos de 10 metros de largura precisam ter uma mata de galeria de 30 metros de largura de cada lado. Essa obrigação varia de 10 metros a 50 metros de largura, para cursos d’água com um largura aproximada de 50 metros.

Em todos os bosques, 24 deles conectados a outros fragmentos florestais e oito sem ligação alguma com outras zonas de preservação (os cinco restantes foram analisados para efeito de comparação), foram identificadas, no total, 365 espécies de aves e 27 de mamíferos, sendo cinco de primatas.

Mas nas matas de galeria estreitas, com menos de 200 metros de largura, e sem conexão com outros trechos de floresta, a situação é mais crítica. Apenas um terço das espécies de pássaros e um quarto dos mamíferos vivem com freqüência nessas regiões, em comparação com os corredores mais largos.

Impacto bovino

O estudo das áreas de galeria também flagra, com clareza, a presença de rebanhos bovinos no norte de Mato Grosso.

A marca dos bois foi identificada no campo em 70% dos corredores conectados com outros pedaços de florestas e em 89% das zonas isoladas. Quanto ao fogo, ele esteve presente, respectivamente, em 16% e 2% das áreas. “Quanto ao gado, não tem jeito. É preciso impedir a entrada dele”, disse.

Sem acordo, Brasil, Argentina e Bolívia criam grupo para discutir falta de gás

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 25 de Fevereiro de 2008 @ 09:23

Portal G1

Os governo do Brasil e da Argentina, junto com a Bolívia, decidiram criar um grupo de trabalho para discutir o problema da falta de gás boliviano para abastecer os dois países vizinhos.

Os presidentes dos três países se reuniram neste sábado (23) em Buenos Aires para discutir a questão energética, que deve se agravar com a chegada do inverno na Argentina. Não chegaram a um acordo, mas decidiram continuar discutindo o problema.

“Nós criamos um grupo com os três ministros dos três países para que a gente possa, não apenas discutir gás em época de inverno, para a gente discutir quais as novas fontes de produção de energia de que nós precisamos”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o encontro.

Ele ressaltou que todas as economias da região estão crescendo, a da Argentina mais que a do Brasil, mas afirmou que todos vão precisar de mais energia. “Não se trata de sobrar gás ou não, se trata de uma política de solidariedade que os países do Mercosul têm que ter para ajudar uns aos outros”, disse Lula.

Lula disse que a criação do grupo será importante para resolver os problemas energéticos de todos os países que possam passar por crises de desabastecimento.

“O Uruguai, de vez em quando precisa, a Argentina precisa, de vez em quando nós precisamos da Argentina. Então, eu acho que essa política de solidariedade é extremamente importante”, disse Lula.

Em entrevista à Agência Brasil, o ministro de Minas e Energia, Édson Lobão, reafirmou que o Brasil não cederá gás boliviano para a Argentina. “O Brasil não vai abrir mão o gás”, afirmou.

“Tanto quanto possível, vamos contribuir para minorar essa dificuldade, sem repasse de gás, mas com repasse de energia se tivermos energia para fornecer.”

Indústrias do Rio podem compensar emissão de gases poluentes investindo em seringueiras

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 24 de Fevereiro de 2008 @ 19:41

Agência Brasil

As indústrias do Rio de Janeiro que investirem no plantio de seringueiras poderão receber um selo de certificação ambiental. A iniciativa tem o objetivo de, além de estimular as indústrias a compensarem as emissões de gases poluentes, aumentar a produção do látex no país. O investimento poderá ser no Rio de Janeiro ou em outros estados, por meio de parcerias com os produtores de látex.

O selo Seringueira Ambiental foi lançado nesta sexta-feira (22) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio (Sebrae-RJ) e o Instituto Tecnológico da Borracha (IteB).

Um projeto piloto de plantio de mudas já foi implantado no município de Silva Jardim, na região centro-oeste do estado. As primeiras árvores já estavam em fase de corte para a produção de látex.

Segundo a Firjan, a iniciativa também tem o objetivo de aumentar a produção nacional de látex, atualmente estimada em 100 milhões de toneladas. Atualmente o Brasil importa cerca de dois terços do látex consumido, e é responsável por apenas 1,3% da produção mundial. No início do século 19, o Brasil produzia tudo o que consumia.

De acordo com o IteB, as empresas interessadas deverão fazer um inventário de suas emissões de gases poluentes com as empresas especializadas ou, no caso de pequenas empresas, utilizar o serviço do instituto, que faz esse cálculo.

As empresas entrarão com parte do capital, que poderá ser utilizado para o plantio ou o cuidado das mudas, e o serviço de extração do látex, assim como os seus lucros, devem ficar na maior parte dos casos com os produtores de látex. O ganho das indústrias, segundo o instituto, é mais para o lado da responsabilidade ambiental.

Eike e empresa chinesa querem produzir energia solar no Brasil

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 23 de Fevereiro de 2008 @ 12:10

Ecopress / Reuters Brasil

O empresário Eike Batista quer viabilizar o uso da energia solar no Brasil e para isso fechou uma parceria com a chinesa Yigli, uma das maiores produtoras de painéis fotovoltaicos do mundo, visando atender o mercado brasileiro e de toda a América Latina.

A energia solar hoje é um das mais caras, com o megawatt em torno dos 240 dólares enquanto a hidroeletricidade, fonte de maior peso na matriz elétrica brasileira, gira em torno dos 50 dólares. Para o empresário, a tendência é de que essa diferença diminua substancialmente ao longo dos anos.

“Tenho total confiança que em 2015 estaremos cuspindo mil megawatts de energia solar”, afirmou, estimando que já em 2011 a energia solar deverá custar a metade do que custa hoje.

Uma planta piloto de equipamentos para captar a energia do sol será instalada na área onde está sendo construído o Porto de Açu, no Rio de Janeiro, projeto da LLX, empresa de logística de Eike. A produção inicial, prevista para 2009, será para uma capacidade instalada de 50 megawatts.

“A energia solar é a única que terá seu preço reduzido ao longo do tempo, as outras só tendem a subir”, declarou o empresário que nos últimos anos vem consquistando posições relevantes em setores como mineração, petróleo, gás, energia e entretenimento.

Segundo Eike, a empresa chinesa entrará na parceria com tecnologia enquanto a MPX irá comprar os terrenos para instalação dos painéis fotovoltaicos e da planta de produção. A energia produzida terá sua comercialização compartilhada. Como locais prováveis para a instalação dos painéis Eike citou o Nordeste; o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; e áreas ao longo de linhas de transmissão de energia. A MPX, braço de energia elétrica da EBX, holding que reúne as sete empresas do grupo, possui nove projetos de energia em implantação baseados principalmente em termelétricas a carvão. Segundo Eike, a tendência é de que com o tempo essa fonte ceda lugar à energia solar, menos poluente.

“A MPX vai se transformar em uma gigantesca empresa de energia solar”, previu o empresário.

La Niña acentua incidência de raios no Brasil

Enviado em Geral de De Bruyn | 22 de Fevereiro de 2008 @ 21:54

Zero Hora

Apurado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número já supera o balanço do primeiro trimestre de 2007, quando foram registradas 18 mortes no país - o ano passado fechou com 46 casos. O Inpe atribui o aumento ao fenômeno climático conhecido como La Niña - resfriamento das águas do oceano Pacífico que acaba influenciando o clima na América do Sul.

O Brasil é campeão mundial na incidência de raios, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano. O país lidera o ranking, apesar de o Inpe fazer o levantamento apenas em nove Estados.

O Rio Grande do Sul também padece com o fenômeno. A cidade de Unistalda, na Fronteira Oeste, é a vice-campeã brasileira com a maior incidência de raios por quilômetro quadrado. O levantamento é do Inpe e foi feito em 3 mil cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, medindo a incidência de descargas elétricas nos anos de 2005 e 2006.

No final de semana, por exemplo, em uma propriedade rural de Caçapava do Sul, na região Centro-sul, uma descarga elétrica vitimou 18 vacas e sete terneiros, causando um prejuízo de mais de R$ 20 mil.

O capataz da fazenda, Luiz Gonzaga Alves, 76 anos, só percebeu o morticínio na segunda-feira de manhã, quando foi dar uma volta pelo campo.

- Aqui é comum cair raio assim. Os bichos têm esse instinto de ir para debaixo das árvores na chuva, para se proteger. A gente mesmo faz isso, às vezes. Mas, depois dessa, nunca mais paro perto de árvore em tempestade - diz o capataz.

Câmara dos Deputados terá comissão especial sobre energias renováveis

Enviado em Nacional de Paulo Jr | 21 de Fevereiro de 2008 @ 10:00

Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou na quarta-feira (20) que a Casa vai instalar, nos próximos dias, uma comissão especial sobre fontes renováveis de energia. O objetivo, segundo Chinaglia, é criar um grupo para avaliar as propostas em tramitação na Câmara sobre fontes renováveis de energia e recursos para financiamento de pesquisas nessa área.

“Vou fazer uma negociação para ver quem pode e vai presidir e quem vai ser o relator, e imediatamente vamos instalar a comissão. A questão de energias renováveis tende a ser um tema permanente (na Câmara)”, afirmou.

Chinaglia participou da abertura do Fórum de Legisladores do G8 (grupo que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia) e países emergentes sobre mudanças climáticas, organizado pela Globe - Organização Mundial de Legisladores para um Ambiente Equilibrado. O encontro tem como foco a contribuição do Legislativo dos países envolvidos na busca de políticas globais pela redução de gases de efeito estufa, contra o aquecimento do planeta.

Segundo Chinaglia, mais que mudanças na legislação para o setor, a comissão deverá avaliar novas forma de investimento em pesquisa e tecnologia para que o Brasil não seja ultrapassado por outros países na área de biocombustíveis, por exemplo.

“A legislação existente é mais do que suficiente. Houve uma febre de investimentos em usinas, exatamente pelo potencial que o Brasil tem de produzir e exportar biocombustíveis, notadamente o etanol. Se houvesse insegurança jurídica, não haveria investimentos estrangeiros. Agora, quando se trata de legislação, sempre é possível aperfeiçoar”, disse o deputado.

Quanto ao marco regulatório brasileiro sobre mudanças climáticas, discutido em uma comissão mista no Congresso, Chinaglia afirmou que o texto pode ser aprovado ainda neste ano, apesar da prorrogação da comissão por mais seis meses.

Prefeito de Londres recomenda população a trocar água mineral por de torneira

Enviado em Internacional de Paulo Jr | 20 de Fevereiro de 2008 @ 18:01

Efe - (Londres)

O prefeito de Londres, Ken Livingstone, lançou nesta quarta-feira uma campanha destinada a promover o consumo de água de torneira frente à engarrafada em restaurantes, cafés e outros estabelecimentos.

“A mensagem é muito simples. Não tenham vergonha de pedir água de torneira no restaurante”, disse o político trabalhista. Na opinião de Livingstone, dessa forma os londrinos economizarão dinheiro e ajudarão a salvar o planeta.

“Bebendo menos água engarrafada, reduziremos as emissões de gases procedentes da produção e do transporte, e contribuiremos para resolver o problema do que fazer com as garrafas usadas”, afirmou.

Segundo um estudo, um copo de água de torneira em Londres “gera” o equivalente a 0,3 grama de CO2, enquanto um copo de água mineral das marcas Volvic ou Evian “libera” 185 gramas de gás carbônico na atmosfera.

Já uma pesquisa do Conselho Nacional de Consumidores revelou que muitas pessoas não pedem água de torneira em restaurante porque sentem vergonha.

David Owen, executivo-chefe da empresa Thames Water, responsável pelo fornecimento de água potável à capital britânica, afirmou que “Londres tem provavelmente a melhor água de torneira do mundo”.

O diretor-executivo da ONG Friends of the Earth, Tony Jupiter, elogiou a campanha e disse que “é uma loucura do ponto de vista ambiental transportar garrafas de água mineral por milhares de quilômetros de distância”.

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