Ativistas pedem restrições à navegação na Antártida

Enviado em Internacional de De Bruyn | 31 de Março de 2008 @ 10:05

BBC News

- Ativistas ambientais preocupados com a proteção do ecossistema da Antártida pediram mais restrições a navios que viajam pela região.

Os ativistas da ONG Antartic and Southern Ocean Coalition (ASOC) encaminharam um documento à Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), que estão reunidos em um encontro em Londres até sexta-feira, pedindo que navios que usam óleo pesado como combustível sejam banidos das águas do continente antártico.

O grupo quer ainda mais restrições no despejo de esgoto e resíduos das embarcações e que todos os navios que viajam pela região sejam obrigados a estar equipados para enfrentar as condições congeladas das águas da Antártida.

A ONG afirma que grande parte das embarcações que transportam os turistas para a região não são reforçadas e preparadas para enfrentar as condições geladas do continente antártico. Segundo a ONG, as embarcações inadequadas para as águas congeladas aumentam as chances de acidentes que acabam derramando óleo no oceano e contaminando o ecossistema da região.

A ASOC preparou um documento no qual registrou seis incidentes na região ocorridos em pouco mais de um ano e que causaram um grande risco de contaminação ao ecossistema da região.

Entre os casos citados, estava o do naufrágio do cruzeiro M/S Explorer, em novembro de 2007, navio que transportava 154 turistas - que foram salvos graças a uma grande operação internacional.

De acordo com a Associação de Operadoras de Turismo da Antártida, cerca de 38 mil turistas visitaram a região entre 2006 e 2007 e a maioria chegou ao continente de navio.

“A IMO é a única organização que pode concordar em limitar os padrões de embarcações, equipamentos e procedimentos para proteger a vida humana e o ambiente marítimo para todos os navios que navegam pelas águas da Antártida”, disse o diretor da ASOC, James Barnes.

Brasil vive efeito destrutivo dos biocombustíveis, diz “Time”

Enviado em Geral de De Bruyn | 30 de Março de 2008 @ 12:52

Por Bruno Gracez - (BBC Brasil)

A mais recente edição da revista “Time” afirma, em reportagem que ilustra a sua capa, que o Brasil oferece um exemplo “vívido da dinâmica destrutiva dos biocombustíveis”.

A reportagem, intitulada “O Mito da Energia Limpa”, afirma que políticos e grandes empresas estimulam bicombustíveis como alternativas ao petróleo, mas isso está provocando uma alta do preço de alimentos, intensificando o aquecimento global e fazendo o contribuinte pagar a conta.

A reportagem afirma que o desmatamento na Amazônia está sendo acelerado por uma “fonte improvável: os biocombustíveis”.

De acordo com o texto, “uma explosão da demanda por combustíveis agrícolas tem provocado uma alta recorde do preço mundial de colheitas, o que tem causado uma expansão dramática da agricultura brasileira, que está invadindo a Amazônia em um ritmo alarmante.”

A reportagem diz que apenas uma pequena fração da floresta vem sendo usada para o plantio da cana-de-açúcar que gera o etanol brasileiro, mas acrescenta que o desmatamento resulta de uma “reação em cadeia tão vasta que chega a ser sutil.”

Efeito em cadeia

Esse efeito em cadeia, de acordo com a “Time”, tem início nos Estados Unidos, com o cultivo do milho usado para a fabricação da versão americana do etanol.

Segundo a revista, os fazendeiros americanos estão destinando um quinto do milho que cultivam para a produção de etanol, o que obriga os produtores de soja dos Estados Unidos a trocarem sua colheita tradicional pela do milho.

Essa transição vem fazendo com que fazendeiros de soja no Brasil expandam seus terrenos de cultivo, tomando áreas antes destinadas a pastos de gado. E obrigando produtores de gado a levarem suas fazendas para a Amazônia.

O artigo afirma que “é injusto pedir a países em desenvolvimento que deixem de desenvolver regiões sem dar qualquer compensação.”

Mas acrescenta que, mesmo com incentivos financeiros suficientes para manter a Amazônia intacta, os elevados preços de commodities estimulariam o desmatamento em outras partes do mundo.

Cidades de 35 países já decidiram apagar a luz pelo clima

Enviado em Outros, Geral de De Bruyn | 29 de Março de 2008 @ 12:30

Efe

- Iniciativa lançada pela WWF deixará cidades por uma hora no escuro neste sábado

Cidades de 35 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, já se inscreveram para participar da “Earth Hour”. A iniciativa contra a mudança climática foi lançada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na Austrália.

Além do Brasil, a lista do WWF inclui Espanha, Argentina, Bolívia, México, Uruguai e Venezuela, entre vários outros países. A “Earth Hour” consiste em apagar neste sábado, das 20h às 21h, luzes e eletrodomésticos por uma hora.

A mobilização se transformou em um acontecimento mundial muito maior do que poderíamos imaginar – disse o porta-voz da organização, Andy Ridley – Já são quase 400 cidades, 18.876 empresas e 257.165 cidadãos que se registraram na página do evento, mas sabemos, pela experiência do ano passado, que muitas pessoas apagam as luzes sem se inscrever – disse Ridley.

Em 2007, a “Earth Hour” ocorreu somente em Sydney e reuniu mais de 2 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa, além de 2.100 empresas, cinemas, teatros, restaurantes, bares, discotecas, clubes esportivos, escolas e igrejas. Os organizadores acreditam que a edição deste ano vai superar os 30 milhões de pessoas na Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Israel, Irlanda e Tailândia, entre outros.

Surpreendente como alguns países, nos quais não há nem representação do WWF, também estão preparando atos espetaculares – expressou Ridley.

Uma campanha do MMA pretende reduzir o uso de sacolas plásticas

Enviado em Nacional de De Bruyn | 28 de Março de 2008 @ 09:20

O Dia Online

Quando você vai ao supermercado, feira ou padaria, por exemplo, já reparou na quantidade de sacolas plásticas usadas? Ao chegar em casa, você vai acumulando em um puxa-saco que, em certo momento, fica lotado e você não faz mais idéia do que fazer com tantas sacolinhas. O destino acaba sendo o lixo, e no final elas vão parar nas galerias de esgoto, que entopem e transbordam ruas em dias de chuva.

No mundo todo são consumidos cerca de 1 milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano.

Mas algumas marcas já confeccionam exemplares de sacolas que funcionam bem como alternativa para a chamada farrra dos sacos plásticos. A Gatto de Rua criou, para diferentes situações, uma Coleção de Sacolas Retornáveis, resistentes e produzidas em material durável e em diversos modelos e tamanhos.

O consumidor pensa em um primeiro momento que não deve gastar com esse tipo de sacola, já que as plásticas são distribuidas gratuitamente. No entanto, o resultado final é um prejuízo ainda maior com o entupimento de tubulações, mau cheiro, etc.

Uma nova campanha do Ministério do Meio Ambiente vai incentivar os brasileiros a praticar o consumo sustentável e reduzir o uso de sacolinhas plásticas e outras embalagens. A campanha Consumo Consciente de Embalagens, divulgada durante a 1ª reunião do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável (CGPS), no final de fevereiro, terá o slogan: “A escolha é sua, o planeta é nosso”.

Gordon Brown, Prêmie do Reino Unido quer acabar com as sacolas plásticas

Enviado em Internacional de De Bruyn | 27 de Março de 2008 @ 11:57

Efe - (Londres)

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu nesta sexta-feira, 29, aos supermercados do Reino Unido que não dêem mais sacolas plásticas para seus clientes levarem as compras.

Em um artigo escrito para o tablóide popular Daily Mail, Brown desafiou os supermercados a acabarem de uma vez com o lixo desse tipo de sacolas, em benefício do meio ambiente.

“Estou convencido de que temos que atuar e que temos que fazê-lo já. Está claro que nosso objetivo é acabar com as sacolas de plástico, de usar e jogar fora”, explicou o líder.

O governo britânico dará um ano para que os supermercados ponham um fim nessa política e ameaça e, em caso contrário, aplicará uma multa por cada sacola dada.

Brown se uniu à campanha ecologista do jornal, que dá aos leitores um saco de algodão para as suas compras. Além do Daily Mail, o jornal The Independent, de trajetória ecológica, também aderiu à campanha.

A rede britânica de supermercados Marks and Spencer quis dar exemplo ao anunciar que cobrará de seus clientes, a partir do dia 6 de maio, o equivalente a 6,6 centavos de euro por cada sacola de plástico.

O maior supermercado do país, o Tesco, que distribuiu três milhões de sacolas de plástico no ano passado, continuará entregando as sacolas de graça, mas oferecerá, em troca, pontos para seus clientes mais fiéis que reutilizarem o que já foi usado.

Todos os anos são distribuídos no Reino Unido 13 milhões de sacolas plásticas, material praticamente não degradável, já que permanece intacto no meio ambiente durante centenas de anos.

Geleira desaba na Antártica

Enviado em Internacional de De Bruyn | 26 de Março de 2008 @ 10:07

Zero Hora

Um bloco de gelo com tamanho quase igual ao de Porto Alegre desabou na Antártica.

Imagens de satélite divulgadas ontem mostraram a desintegração de um bloco de gelo de 415 quilômetros quadrados. O processo de descolamento se iniciou em 28 de fevereiro. Tratava-se do extremo da plataforma de gelo de Wilkins.

O restante da placa de gelo, de tamanho equivalente à metade do Estado de Alagoas, é sustentado por uma fina camada de gelo. Os cientistas temem que essa área maior também desabe.

O britânico David Vaughan, do British Antarctic Survey - instituto encarregado de realizar pesquisas no continente - , garante que o fenômeno é resultado do aquecimento global.

Apesar do tamanho do bloco que se descolou, os atuais desprendimentos ainda não estão afetando o nível do mar, embora isso possa ocorrer no futuro com o agravamento do aquecimento global.

Carbono negro é a segunda maior causa do aquecimento globlal

Enviado em Internacional de De Bruyn | 25 de Março de 2008 @ 08:28

Efe - (Londres)

A concentração de carbono negro (ou carbono grafite) na atmosfera, resultante da queima de combustíveis e biomassa, é a segunda maior causa do aquecimento climático depois das emissões de dióxido de carbono, segundo um artigo publicado pela revista britânica “Nature”.

Um estudo realizado por especialistas das universidades da Califórnia e de Iowa indica que o carbono negro é uma substância que absorve a radiação solar e não permite que a radiação refletida pela superfície terrestre saia da atmosfera, por isso eleva a temperatura do planeta.

O carbono negro pode viajar longas distâncias pela atmosfera terrestre, em um percurso no qual se mistura com outros aerossóis, como nitratos, sulfatos e cinzas.

Esta mistura origina colunas de nuvens marrons de 3 a 5 quilômetros de espessura que não deixam que a radiação solar visível chegue à superfície terrestre, o que prejudica o ciclo do hidrogênio e aquece a atmosfera.

Este fato é agravado porque a maior concentração do carbono negro ocorre nos trópicos, onde a radiação solar é maior.

Além disso, a deposição de carbono negro pode também escurecer a neve e o gelo, aumentando sua absorção do calor local e contribuindo com o derretimento das geleiras e os pólos, em particular do círculo polar ártico e da cordilheira do Himalaia.

A queima de biocombustíveis, de combustíveis fósseis e de biomassa é a principal fonte de emissão do carbono negro na atmosfera.

As maiores concentrações são dos países em desenvolvimento localizados nos trópicos e no leste asiático, especialmente grande parte do Brasil e do Peru, a Índia, o leste da China, o Sudeste Asiático, o México e a América Central.

De acordo com o estudo, os efeitos do carbono negro são a segunda maior colaboração humana para o aquecimento do planeta, depois das emissões de dióxido de carbono.

Usuários de poços artesianos pagarão pelo uso da água

Enviado em Regional de De Bruyn | 24 de Março de 2008 @ 10:28

Por Juliano Nunes - Joinville/SC

- Águas de Joinville repassará aos usuários dos seus serviços, os valores pagos pela ‘matéria-prima’; a água

É questão de tempo para que o uso da água seja cobrado. Hoje, paga-se pelos serviços de captação, tratamento e distribuição, mas não pela água em si. Tanto é que usuários de poços artesianos, atualmente, não pagam nada além da instalação do próprio poço.

A Agência Municipal de Água e Esgoto (AMAE), que regula o serviço prestado pela Companhia Águas de Joinville, não tem um prazo certo para isso, mas explica que antes será preciso criar comitês para cada bacia hidrográfica (como já existe para o rio Cubatão) e uma Agência de Águas. O preço da água será calculado por cada comitê. “Para exemplificar, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão decidiu, conforme estabelecido no Plano Diretor dos Recursos Hídricos da referida bacia, cobrar um valor de R$ 0,03 para cada metro cúbico captado”, diz o gerente da Unidade Técnica da AMAE, Adriano Stimamiglio.

“A cobrança pelo uso dos recursos hídricos já é realidade em algumas regiões do Brasil. A Águas de Joinville, que também pagará pela água, repassará aos usuários dos seus serviços, os valores pagos pela ‘matéria-prima’ – a água” avisa Adriano. Ou seja, a conta de água deve subir.

A cobrança está prevista na Política Nacional de Recursos Hídricos, de 1997, que define a água como “um bem de domínio público”, porém “limitado” e “dotado de valor econômico”. A lei também prevê a necessidade de outorga para o uso. Ou seja, quem quiser instalar um poço artesiano precisará da permissão. Pequenas populações rurais que se abasteçam com rios estarão livres disso.

A lei dá três justificativas para a cobrança: reconhecimento da água como bem econômico, dando ao usuário uma indicação de seu real valor; incentivo à racionalização do uso da água; e obtenção de recursos para financiar programas e intervenções dos planos de recursos hídricos.

ANA é responsável pelas outorgas

Outorgas são permissões. Têm prazo determinado e, no caso das águas, servem para organizar os usos, entre eles, abastecimento humano, animais, irrigação, indústria, geração de energia elétrica, preservação ambiental, paisagismo, lazer e navegação, entre outros. A outorga também serve para minimizar conflitos entre setores usuários e evitar impactos ambientais. A Agência Nacional de Águas (ANA) é a responsável por emitir as outorgas. Águas de domínio de Estados, a outorga fica com as autoridades estaduais. Dúvidas podem ser tiradas com a ANA pelos telefones (61) 2109-5278 ou 2109-5276 ou via e-mail: soutorga@ana.gov.br). O site www.ana.gov.br também traz informações.

OpinaEco - A água é um bem renovável, mas não deixa de ser limitado. A disponibilidade de água é reduzida em função de diversas degradações domésticas, industrial e agrícola e por desequilíbrios ambientais causados por desmatamento e uso indevido do solo.
Quando se mexe no bolso as coisas geralmente causam efeito. Quem sabe assim as pessoas passam a ter mais consciência quanto ao desperdício deste líquido tão preciso e essencial a vida de todos os seres vivos que habitam o planeta.

Peles de urso polar são vendidas pela internet, denuncia a WWF

Enviado em Internacional de De Bruyn | 23 de Março de 2008 @ 09:53

Efe

- A Russia mata anualmente cerca de 200 animais

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) denunciou esta semana que a caça ilegal na Rússia acaba anualmente com a vida de até 200 ursos polares, cujas peles são vendidas pela internet e encontram crescente procura.

“A caça ilegal do urso branco e a venda de suas peles pela internet na Rússia continua e tem inclusive aumentado, apesar de estar terminantemente proibida desde 1957″, disse à agência Interfax o diretor dos programas da WWF neste país, Víctor Nikífirov.

Divulgação - Caça ilegal mata cerca de 200 ursos polares
Ele explicou que o último estudo que acaba de ser realizado pelo Fundo estima que a caça ilegal ocasione a morte de entre 150 e 200 ursos por ano e constata “os mais altos indicadores de oferta e procura das peles pela internet nos últimos anos”.

“De abril de 2007 a março de 2008 na internet apareceram 30 anúncios de venda de peles de urso polar, o que dá uma média mensal de 2,7, frente a 1,25 em 2003 e 1,13 em 2004″, precisou.

Acrescentou que “também aumentou o preço médio da pele do urso branco: de US$ 3 mil, em 2003, para US$ 6.000 em 2008, com uma margem de preços este ano de entre US$ 2 mil e US$ 12.245″.

“Procuraremos fazer tudo possível para mudar essa situação e salvar esses animais únicos da extinção com a ajuda das autoridades das regiões árticas, a Polícia, inspeções ambientais e patrulhas de ativistas e voluntários”, concluiu.

Escassez de água - Perigo que ronda o planeta

Enviado em Geral de De Bruyn | 22 de Março de 2008 @ 11:32

Planeta Sustentável

O alerta é da ONU, que já traça um cenário atual bastante difícil: mais de 1 bilhão de pessoas - cerca de 18% da população mundial - estão sem acesso a uma quantidade mínima de água de boa qualidade para consumo.

Ap - Cada vez fica mais difícil o acesso a água potável
A questão é que, mantidos os atuais padrões de consumo e de danos ao meio ambiente, o quadro pode piorar muito e rapidamente: calcula-se que, em 2025, dois terços da população global - 5,5 bilhões de pessoas - poderão ter dificuldade de acesso à água potável; em 2050, já seria cerca de 75% da humanidade.

O drama diz respeito à sede e à escassez de água para cozinhar, tomar banho e plantar, mas também à disseminação de doenças causadas pela ausência de tratamento da água, como diarréia e malária.

Desigualdades

Se considerarmos todo o planeta, veremos que a distribuição de água doce na natureza é desequilibrada entre as várias regiões. Alguns países dispõem de mais água do que seus habitantes necessitam, enquanto outros estão situados em regiões extremamente secas, como o norte da África, o Oriente Médio e o norte da China.

Canadá, Islândia e Brasil são países favorecidos pela natureza em relação à água potável. Esse desequilíbrio faz com que um canadense possa gastar até 600 litros de água por dia e um africano disponha de menos de 30 litros diários para beber, cozinhar, fazer a higiene, irrigar plantações e sustentar rebanhos.

Nas regiões mais secas da Terra, as populações locais vivem numa situação que se convencionou chamar de “estresse hídrico”. Trata-se de uma combinação de fatores ambientais (como a falta de chuvas) e socioeconômicos (alto crescimento demográfico) que resulta em pessoas demais e água de menos. Isso nem sempre ocorre, porém, em razão da falta de recursos hídricos.

A África Subsaariana, por exemplo, é atravessada por grandes rios, e seu índice pluviométrico anual é considerado alto. No entanto, os países da região, entre os mais pobres do mundo, não possuem infra-estrutura para aproveitar mais que 3,8% da vazão total de seus rios.

Má utilização

Uma das próximas vítimas mundiais do estresse hídrico pode ser a China, e num espaço de tempo curto: 20 anos. O país tem 20% da população mundial e 7% dos recursos hídricos globais. Metade das cidades chinesas já padece com a escassez de água.

No norte do país, mais árido, o lençol freático está exaurido; no sul, onde as fontes são mais abundantes, a poluição atinge os maiores rios. Para o Banco Mundial, caso a China continue a crescer demográfica e economicamente como hoje, 30 milhões de chineses estarão sem água em 2030.

A principal causa da escassez de água potável é o mau uso. Estima-se que, de cada 100 litros de água própria para consumo, 60 se percam em razão de maus hábitos ou de distribuição ineficiente.

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