OCDE diz que proteção ao meio ambiente não prejudica relação entre os países
Efe - (Paris)
“A proteção ao meio ambiente e o crescimento econômico podem caminhar juntos”, resumiu o ministro italiano do Meio Ambiente, Alfonso Pecoraro Scanio em entrevista coletiva.
Pecoraro Scanio, que exerceu a Presidência desta reunião organizada em Paris pela OCDE, afirmou que uma das idéias assumidas pelos participantes é que o atual esfriamento econômico não deve marcar uma inflexão nas políticas com dimensão ecológica.
A ministra dinamarquesa do Meio Ambiente, Connie Hedegaard, afirmou que “a mudança climática não só é um grande desafio, mas oferece oportunidades”, e advertiu que não tomar medidas em relação a ela, “tem um preço” em termos econômicos.
O secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, manifestou sua satisfação pelos representantes dos Estados participantes que levaram particularmente em conta em seus trabalhos o relatório anual de perspectivas ambientais cuja última edição a organização tinha publicado o mês passado.
O relatório assinalava que tomar um conjunto de medidas que tornem controlável a mudança climática e as conseqüências ambientais que dele se derivariam custaria só um pouco mais do 1% do PIB mundial daqui a 2030, um período no qual o crescimento econômico global seria do 97%.
PF realiza operação para combater comércio de madeira ilegal
Folha Online
Com a operação “Termes”, como foi batizada, a polícia pretende cumprir 58 mandados de busca e apreensão e cerca de 50 mandados de prisão em todo o Estado.
De acordo com a PF, o esquema criminoso foi descoberto a partir da operação “Arco de Fogo”, que visa combater crimes ambientais cometidos na floresta amazônica.
Os envolvidos no esquema facilitavam a comercialização de madeira desde o licenciamento irregular, com a emissão do CIM (Certificado de Identificação de Madeira), até a fiscalização das cargas transportadas nas estradas, informa a PF.
UE faz acordo com a China para desenvolvimento sustentável
France Presse - (Pequim)
A UE deve ajudar a China a desenvolver energias limpas e a reduzir as emissões poluentes, afirmou Barroso, ao fim de um encontro com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Barroso ressaltou a importância de manter uma cooperação com a China sobre os problemas globais, como a mudança climática.
O bloco também pretende formar especialistas chineses em energias limpas e renováveis, além da meta de desenvolver uma tecnologia e uma pesquisa comuns.
Líder
A China já superou os Estados Unidos e é atualmente a maior emissora de gases causadores do efeito estufa, segundo um estudo da Universidade da Califórnia que será oficialmente publicado em maio.
O estudo se baseou em dados de 2004 e estima que a China se tornou o maior emissor de gases causadores do efeito estufa no período entre 2006 e 2007.
Os pesquisadores colheram informações de 30 escritórios regionais dos órgãos de proteção ambiental da China para indicar que as estatísticas oficiais divulgadas por Pequim estão subestimadas.
A conclusão do estudo sugere que a China mude radicalmente sua política energética, que é bastante dependente do carvão.
Sala de aula no meio da mata
Por Clarissa Borba - (AN - Guaramirin)/Ecoinformação
O santuário é mantido pelo instituto, uma organização não-governamental com o objetivo principal mostrar às crianças a importância de preservar as florestas para se conservar a vida no planeta. Por meio de parceria com empresas, a organização desenvolve um projeto de educação ambiental que deve alcançar sete mil alunos no Vale do Itapocu.
Os alunos passearam pelo santuário - uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN) de 50 mil metros quadrados de mata atlântica, com animais e plantas de diferentes espécies. As turmas foram orientadas pela diretora executiva do instituto, Elza Nishimura Woehl, e pelas assistentes.
Saber que os pássaros também são plantadores de árvores e que o ninho do cupim é essencial para a sobrevivência de algumas aves não passava pela cabeça de Dyanne Golinski, dez anos, aluna da 4ª série do ensino fundamental. Ela também se encantou ao encontrar sementinhas de árvores “esquecidas” por um esquilo. Ele é considerado replantador, porque quando está bem alimentado ele esconde algumas sementes, mas esquece onde guardou. Assim, elas apodrecem no chão e dão origem a novas árvores.
As pegadas de mamíferos como a anta e a onça também atraíram a atenção dos estudantes. Em algumas marcas deixadas pelos animais na mata, a monitora coloca gesso e água para fazer moldes e mostrar como é formato de cada uma delas. Há poucos dias, uma onça deixou marcas atrás da casa de Elza (a diretora mora no santuário), comeu oito gansos e desapareceu.
“Não tenho medo desses animais. Eles fogem ao ver um ser humano. Gostaria que morassem perto da minha casa”, comentou Elza. A ambientalista lamenta que muitos homens matem animais silvestres quando estes chegam perto das casas. “Quem faz isso é egoísta. Fomos nós que tiramos a casa onde eles viviam”, ensina.
Chuvas intensas prejudicam borboletas no Reino Unido
Ansa - (Londres)

“As borboletas enfrentam várias ameaças. Algumas espécies estão em risco de extinção”, alertou Sir David Attenborough, presidente da Butterfly Conservation.
Os danos causados pelas chuvas foram tão graves que os especialistas temem uma mudança brutal no ecossistema das borboletas, caso neste ano as chuvas torrenciais voltem a cair.
Joan Ruddock, a ministra da Biodiversidade, disse que o governo é favorável a um programa de financiamento para projetos de proteção das borboletas.
“Esses insetos são um elemento vital do verão britânico e o seu número é um indicador extraordinário para medir a saúde do campo. Por isso encorajaremos quem trabalhar para a sua conservação “, declarou Ruddock.
A vanço da medicina por estrar comprometida com a perda da biodiversidade
AP/Ecoinformação
“Nós temos que fazer algo a respeito do que está acontecendo com a biodiversidade”, disse Steiner. “Nós devemos ajudar a sociedade a entender o quanto já dependemos da biodiversidade para fazer nossas economias funcionarem, nossas vidas, e, mais importante, o que nós estamos perdendo em termos de futuro potencial.”
Steiner estava anunciando as conclusões de um novo livro médico, nos bastidores da conferência, realizada em Cingapura, Empresas pelo Meio Ambiente. Cerca de 600 executivos e especialistas em meio ambiente fizeram parte da reunião de dois dias que acabou na quarta-feira, 23.
O livro Sustaining Life (Vida Sustentável, em tradução livre) é baseado no trabalho de mais de 100 especialistas e é financiado por diversas organizações, incluindo o Pnuma, disse Steiner. Seus principais autores são da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard.
“Por causa da ciência e da tecnologia, estamos em uma posição muito melhor para revelar o potencial da natureza, encontrado em tantas espécies”, disse. “Ainda assim, em muitos casos, veremos que já o perdemos antes de termos conseguido usá-lo.”
Steiner disse que o livro olha para sete grupos de organismos ameaçados por valor médico potencial ou conhecido: anfíbios, ursos, caracóis, tubarões, primatas não-humanos, caranguejos e gimnospermas, um tipo de forma de vida vegetal.
Eles também acreditam que alguns ursos possam produzir uma substância que poderia evitar a osteoporose.
Ameaça da mudança climática para segurança é subestimada, diz relatório
France Presse - (Londres)
“Nas próximas décadas, o aquecimento global vai acarretar uma modificação no tema da segurança estratégica, tão importante como o fim da Guerra Fria”, destaca Nick Mabey, autor do documento “As respostas da segurança internacional a um mundo exposto ao aquecimento global”, do Rusi (Royal United Services Institute).
“Se o aquecimento global não se desacelerar esse será o primeiro fator de conflito dentro dos Estados”, adverte o estudo.
O setor da segurança “deve, como conseqüência, tomar iniciativas para apoiar os esforços, visando a uma redução importante das emissões de CO2 como um meio de evitar o pior cenário no tema da segurança”, afirma o relatório.
Os pesquisadores comparam o fato de não reconhecer os riscos do aquecimento global a ignorar o risco do terrorismo, ou da proliferação de armas nucleares.
O grupo aponta ainda que as preocupações ligadas ao clima vão trazer “mudanças fundamentais” no panorama geopolítico, modificarão a gestão das relações internacionais e forçarão uma reconsideração dos interesses nacionais.
“As conseqüências climáticas obrigarão a repensar radicalmente a maneira como identificamos e asseguramos nossos interesses nacionais”, diz Mabey, acrescentando que a energia e a segurança “dependerão, cada vez mais, de alianças fortes com outros grandes consumidores de energia, como a China”.
“Os primeiros sinais dessa resposta estão aparecendo, mas as mudanças necessárias devem ser feitas mais rapidamente do que no passado”, alerta.
Indústria da aviação se compromete a diminuir impacto ambiental
Efe - (Genebra)
Os participantes reconheceram suas “responsabilidades ambientais” e se comprometeram a fazer todo o possível para minimizar os efeitos causados pela indústria da aviação.
Os principais executivos das companhias aéreas, empresas de aviação e organizações como a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) expressam a intenção de impulsionar o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias, especialmente para viabilizar combustíveis mais limpos.
No texto, os diretores também afirmam estar dispostos a otimizar a eficiência dos combustíveis de suas frotas e em melhorar a elaboração de rotas aéreas, a gestão do tráfego aéreo e as infra-estruturas aeroportuárias.
Para alcançar este objetivo, os signatários da declaração apelam aos governos para que participem destes esforços realizando pesquisas apropriadas para conseguirem tecnologias mais limpas.
Participação
Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), a aviação é responsável por 2% das emissões globais de CO2 e está previsto que até 2050 passe a ser responsável por 3%.
Segundo as mesmas fontes, a indústria de automóveis é responsável do 18% das emissões globais.
O diretor da Iata, Giovanni Bisignani, afirmou que, apesar de o transporte aéreo ser responsável por 2% das emissões de CO2, representa 8% do Produto Interno Bruto mundial.
Além da Embraer, participam da cúpula os presidentes e diretores da Airbus, Boeing, Bombardier e British Airways. Entre os organizadores está também o Conselho Internacional de Aeroportos.
Planta que cresce em locais contaminados mostra caminho para recuperar solo
Efe - (Madri)
As pesquisas genéticas realizadas pela Universidade alemã de Heidelberg têm como finalidade destrinchar os mistérios da Arabidopsis halleri, uma das poucas plantas adaptadas a este tipo de terreno.
A Arabidopsis halleri, uma herbácea pouco comum da família brassicacea, extrai do solo as substâncias tóxicas e, por meio de um sistema de bombeamento, as envia das raízes para as folhas, onde se concentram para defender a planta de insetos e de agentes patogênicos.
Os cientistas alemães descobriram que esta planta tem três cópias do gene HMA4 quando a compararam com sua irmã, a Arabidopsis thaliana, que só tem um e que não consegue sobreviver em locais contaminados com metais pesados, diz o estudo.
Quando este gene foi transplantado para a Arabidopsis thaliana, ela se tornou mais resistente aos metais pesados, mas não o suficiente. A autora principal do estudo, Ute Kraemer, explicou que há outros genes envolvidos no processo que ainda não foram totalmente identificados.
No entanto, o efeito de acumulação e tolerância aos metais é muito amplo no HMA4, por isto a “boa notícia” é que o número de genes adicionais necessários para ter uma planta destas características é baixo (entre um e dez), acrescentou.
A pesquisadora alemã disse, que, por causa da pouca biomassa da Arabidopsis halleri, seria inviável economicamente limpar os terrenos contaminados com esta planta, já que em teoria seriam necessários aproximadamente cem anos para regenerar um solo moderadamente contaminado.
A solução é aumentar a produção de biomassa nesta variedade ou potenciar geneticamente outras plantas mais frondosas da mesma família da Brassica juncea (planta da mostarda) para que sobrevivam nestes terrenos inóspitos e se comportem como a Arabidopsis halleri.
Os terrenos contaminados com metais pesados existem em grande quantidade no mundo e estão se transformando em um grave problema na Europa, sobretudo na Europa Oriental, na China e na Índia.