Estadão Online
Os três ministros, que representam os três próximos países a ocupar a Presidência rotativa da UE, pretendem fechar esse acordo antes das eleições do Parlamento Europeu.
A idéia é chegar a um acordo sobre um mecanismo que substitua o Protocolo de Kyoto na conferência mundial sobre o clima, que será realizada em Copenhague, capital da Dinamarca, em dezembro de 2009.
O ministro francês Jean-Louis Borloo - que recebeu em Paris os ministros Martin Bursik, da República Tcheca, e Andreas Carlgren, da Suécia, além de representantes da Comissão Européia e do Conselho Europeu - disse em comunicado que a reunião serviu para falar do trabalho pendente para os 18 meses das três presidências.
Segundo o comunicado, os ministros insistiram que uma economia consciente com relação às emissões de dióxido de carbono contribuirá não só para uma luta contra a mudança climática, mas também para criar empregos, para o crescimento, e para colocar a Europa em posição de força.
Além disso, o texto aponta que os três ministros pedem que se realize rapidamente um estudo sobre a dimensão econômica do desmatamento nas regiões tropicais, uma vez que este fenômeno é ao mesmo tempo uma das principais fontes de emissão de gases do efeito estufa.
O objetivo é associar de forma mais ampla o continente africano para a busca de um acordo global sobre a mudança climática para depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kioto que estabelece limites nas emissões causadoras do efeito estufa para os países desenvolvidos.
O plano de trabalho para as presidências francesa, tcheca e sueca da UE em relação ao meio ambiente deverá ser focado em questões legislativas relativas ao clima e à energia, ao desenvolvimento sustentável e à biodiversidade, além de se concentrar em problemas de poluição, gestão de resíduos, produtos químicos e assuntos nos mares Mediterrâneo e Báltico.
Minc anuncia liberação de R$ 1 bilhão para recuperar áreas na Amazônia
Agência Brasil
Minc negou que, ao alterar as regras de aplicação da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que vai restringir, a partir de 1º de julho, a concessão de financiamento agrícola para quem não cumpre critérios ambientais, o governo tenha flexibilizado a restrição ao crédito.
De acordo com portaria assinada hoje por Carlos Minc, nem todas as propriedades localizadas em municípios do bioma amazônico serão punidas. A restrição vai valer apenas para aquelas que ficam em áreas de floresta.
“Não voltamos atrás, não flexibilizamos. Eu nem tenho poder para mexer numa resolução do Banco Central. Apenas expliquei na portaria como poderá ser comprovado aqueles que estão dentro ou fora do bioma amazônico”, disse o ministro, durante o 1º Fórum de Governadores da Amazônia Legal.
Segundo ele, as mudanças vão ajudar a orientar os bancos que concedem o financiamento agrícola. “A restrição só vale para o bioma amazônico. Tem vários municípios em que parte das propriedade está dentro do bioma amazônico e outra parte, fora [cerrado e área de transição]. A parte fora já estava de fora da resolução, mas não tinha como explicar isso aos bancos.”
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Danos à natureza “cortarão padrão de vida de pobres”
Por Richard Black - BBC News
Segundo a pesquisa “The Economics of Ecosystems and Biodiversity” (TEEB, ou “A Economia de Ecossistemas e Biodiversidade”, em tradução livre), os atuais índices de declínio na natureza podem reduzir o PIB (Produto Interno Bruto) global em cerca de 7% até 2050.
“Chegamos a respostas como 6% ou 8% do PIB”, disse o líder do projeto, Pavan Sukhdev, “quando pensamos sobre os benefícios de ecossistemas intactos, em que há um controle do uso da água, de enchentes e secas e do fluxo de nutrientes da floresta para o campo”.
“Mas aí você percebe que os grandes beneficiários (da natureza) são os 1,5 bilhão de pobres do mundo; esses sistemas naturais representam de 40% a 50% do que nós definimos como ‘PIB dos pobres’”, disse Sukhdev.
A iniciativa de realizar o estudo foi lançada pelo governo alemão e a Comissão Européia quando a Alemanha estava na Presidência do G8 - até meados do ano passado - e segue o modelo do relatório Stern, encomendado pelo governo britânico e publicado em 2006, que faz uma análise do impacto das mudanças climáticas sobre a economia mundial.
Sukhdev, um diretor da divisão de mercados globais do Deutsche Bank, foi escolhido para liderar o estudo.
O documento a ser divulgado durante a convenção é um relatório preliminar sobre o que a equipe reconhece ser assuntos complexos, difíceis e pouco estudados.
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Greenpeace ateia fogo a tronco amazônico para protestar contra desmatamento
Efe - (Berlim)
O tronco foi colocado sobre uma plataforma do Rio Reno bem em frente à antiga sede do Parlamento alemão, onde hoje começou a reta final da conferência. A plataforma com a árvore em chamas estava escoltada por sete lanchas –sobre o tronco os ativistas mostraram um grande cartaz com os dizeres: “Vocês Estão Queimando as Florestas! Salvem o Clima!”.
A organização ambientalista convidou a chanceler alemã, Angela Merkel, e todos os países industrializados a destinarem um valor significativo para a proteção das florestas e selvas. Merkel, em seu posterior discurso de abertura, anunciou uma injeção de 500 milhões de euros adicionais entre 2009 e 2012 e uma ajuda permanente anual do mesmo valor a partir de 2013.
Em comunicado, o Greenpeace celebrou o anúncio do governo alemão como “sinal forte e importante” diante do resto dos países industrializados para conseguir que “se reúnam os 30 bilhões de euros anuais necessários para a proteção das selvas e, portanto, do clima”.
Ministros pedem a líderes do G8 corte de emissões de CO2 até 2050
Efe - (Tóquio)
Após uma reunião de três dias na cidade de Kobe (sudoeste do Japão) os representantes de França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Japão e Rússia, disseram que pedirão a seus líderes que “acertem uma meta comum a longo prazo”, segundo o comunicado divulgado hoje.
Com o objetivo de reduzir pelo menos à metade as emissões de gases poluentes à atmosfera, que já contava com o apoio da UE (União Européia) e Japão, o G8 quer “demonstrar a liderança” na luta contra a mudança climática, segundo o comunicado.
No ano passado, os membros do G8 acertaram em Heiligendamm (Alemanha) “considerar seriamente” a redução pela metade das emissões de gases causadores do efeito estufa até 2050.
A reunião de três dias em Kobe, que terminou nesta segunda, foi uma das reuniões ministeriais organizadas como prévia da cúpula internacional do G8, que acontecerá entre os dias 7 e 9 de julho na região montanhosa do lago Toya, na ilha de Hokkaido, Japão.
Os ministros do Meio Ambiente da França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Rússia acertaram, além disso, o início de um plano de ação que desenvolva tecnologias capazes de melhorar a capacidade de tratamento dos resíduos em nível global.
O Plano de Ação 3R Kobe, que se prevê seja revelado na segunda-feira, tem como objetivo favorecer um uso mais efetivo dos recursos através da redução dos resíduos e da promoção da reciclagem.
Brasil apresenta proposta para conter mudança climática
Por Isabel Conde/Efe - (Tóquio)
Representado por Ana Maria Sampaio, embaixadora em Nairóbi (Quênia) perante o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o Brasil garantiu que serão dados passos mensuráveis, verificáveis e reais contra o efeito estufa, disseram à Efe fontes diplomáticas.
Em sua participação no encontro, Sampaio destacou a experiência do Brasil no campo dos biocombustíveis e disse que, por meio do uso generalizado desse insumo energético, o país reduz suas emissões de gás carbônico em 675 milhões de toneladas.
A diplomata brasileira pediu aos membros do G8 que cumpram as metas estabelecidas em 1997 pelo Protocolo de Kyoto e definam níveis de redução nas emissões a médio prazo.
Fundo Verde
Durante o encontro, o México propôs a instituição do chamado Fundo Verde, que agruparia todas as nações do mundo, disse à Efe o secretário de Meio Ambiente e Recursos Naturais do país, Juan Rafael Elvira.
Segundo o mexicano, ficou provado que o Protocolo de Kyoto é insuficiente e que é necessário chegar a uma solução que inclua os países desenvolvidos, responsáveis por 52% das emissões.
Elvira também disse que as contribuições ao fundo deveriam ser determinadas pelo percentual total das emissões de cada país, pelo percentual das emissões per capita e por seu PIB (Produto Interno Bruto).
“As nações desenvolvidas contribuiriam com mais e poderiam recuperar parte [dos recursos] para desenvolver projetos sustentáveis, enquanto os países em desenvolvimento, que pagariam sua parte correspondente, teriam direito a receber mais”, explicou.
Por sua vez, as nações mais pobres, como os da América Central, contribuiriam com um valor mínimo e teriam direito a todos os benefícios do fundo.
Ainda segundo o secretário mexicano, em julho, o presidente do seu país, Felipe Calderón, participará da cúpula do G8 na ilha de Hokkaido, no norte do Japão, onde apresentará melhor a proposta.
Dia da Biodiversidade: taxa de extinção é 100 mil vezes maior que natural
O Dia Online/EcoInformação
“É uma tarefa de Hércules colocar a comunidade internacional e cada país no caminho certo da sustentabilidade”, disse o ministro do meio ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, que foi enfático ao afirmar que se este caminho não for seguido, o mundo irá falhar em alcançar a meta. Segundo Gabriel, a taxa de extinção hoje é de cem a mil vezes maior que a natural.
Em Bonn, na Alemanha, mais de cinco mil delegados e chefes de estado tentarão chegar a um acordo sobre como resolver a difícil equação de salvar espécies de plantas e animais das mudanças climáticas e poluição.
A prioridade da 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD) é criar regras obrigatórias de acesso a recursos genéticos e divisão dos benefícios, um dos seus três objetivos, mas que desde a sua criação, há 15 anos, nunca ganhou um regime internacional. A COP9 iniciou na segunda-feira (19) e segue até o dia 30.
Mudança na mentalidade
O fundador do conselho ético World Future Council, Jakob von Uexküll, pediu aos Governos para fazer “uma mudança radical” em relação à proteção da natureza. O artífice do Nobel Alternativo afirmou que a crise alimentícia mundial é um “apelo de alerta” à comunidade internacional, ao fim do segundo congresso do conselho, que engloba cientistas, políticos e acadêmicos de todo o mundo.
Fundado há um ano, o World Future Council, com sede em Hamburgo (noroeste da Alemanha), é formado por especialistas internacionais e seu trabalho inclui buscar respostas à mudança climática e ao desenvolvimento sustentável das cidades e a
agricultura.
“Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã. Sem uma mudança de perspectiva, não poderão se alimentar as gerações futuras. Devemos assumir nossa responsabilidade”, afirmou. Jakob von Uexküll afirmou que as leis ambientais “não são de esquerda nem de direitas” e pediu à 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, realizada em Bonn até o dia 30, a “fundar novas alianças”.
A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), primeiro acordo mundial que aborda integralmente todos os aspectos da biodiversidade, desde recursos genéticos até espécies e ecossistemas.
A biodiversidade, no entanto, está em tudo que é produzido no mundo e, por não ter que pagar nada para retirar da natureza tantos produtos e serviços, muitas vezes o homem não enxerga o verdadeiro valor deste bem.
Mais ácida por causa do CO2, água do mar corrói conchas
Reuters

“Isso significa que a acidificação do oceano pode estar impactando seriamente a vida marinha em nossa plataforma continental agora mesmo”, disse Richard Feely, do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico, que faz parte da NOAA (agência climática dos EUA).
Os dados sobre a corrosão que prejudica animais foram coletados num cruzeiro de pesquisa em 2007.
Várias atividades naturais, como a respiração humana, emitem o gás de efeito estufa CO2 para a atmosfera. Mas processos industriais que envolvem queima de combustíveis fósseis é que têm aumentado as emissões.
OMS debate plano para reduzir efeitos da mudança climática
Efe - (Genebra)
“Caso consigamos reduzir esses fatores de risco, poderíamos salvar 13 milhões de vidas a cada ano”, afirma a espanhola María Neira, diretora do departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.
“A resolução [que está sendo debatida na Assembléia] pede a implementação de um plano global para a consulta de todos os países-membros, onde se possa definir as atividades que devem ser realizadas para enfrentar os problemas provocados pela mudança climática”, afirmou o especialista.
Neira considera que é preciso atuar imediatamente para prevenir os efeitos nocivos para a saúde da mudança climática, pois “o aquecimento global não é um tema que afete somente os ursos polares e as geleiras”. “Afeta a todos nós, e é um tema para já”, afirmou.
Os efeitos são claros: as inundações e a aparição de doenças relacionadas com a poluição das águas, como o cólera; secas que produzem a perda de colheitas e a aparição de mosquitos e os conseqüentes surtos de malária e dengue, entre outros.
Por isso, ela considera que é necessário contar com mais evidências científicas, com uma agenda global de pesquisa, e com uma enorme campanha de sensibilização e promoção. “Corremos o risco de enfrentar um retrocesso enorme de todas as conquistas conseguidas até agora em matéria de saúde pública”, explicou a doutora.
“Os sistemas de saúde de muitos países pobres estão saturados, e podem chegar ao colapso com as conseqüências da mudança climática”, acrescentou. Durante a Assembléia, os países andinos pediram que as nações mais industrializadas assumam a responsabilidade pelas conseqüências da mudança climática.
A Assembléia Mundial da Saúde, que está reunida durante toda esta semana, deve votar a resolução sobre mudança climática e saúde nesta quinta-feira (22).
Lista de aves em risco de extinção ganha oito novas espécies
Efe - (Alemanha)
O Brasil lidera a lista de países com maior número de aves ameaçadas, com 141 espécies, seguido de Indonésia, com 133; Peru, com 106; China, com 102; Filipinas, com 92; e Colômbia, com 90 espécies.

Smart disse que as longas secas e os climas extremos inesperados estão entre os fatores mais prejudiciais para estas espécies. “Esta última atualização da Lista Vermelha demonstra que as aves estão sob enorme pressão devido à mudança climática”, afirmou Smart, que pediu aos participantes da conferência que adotem medidas firmes para garantir a sobrevivência da biodiversidade.
Trata-se, como explicou, de um problema global, que cada vez afeta mais os territórios continentais e que ameaça espécies da Austrália, como a Mallee Emuwren (Stipiturus mallee), e das ilhas Galápagos, como o Floreana Mockingbird (Nesomimus trifasciatus).
Entre as oito espécies elevadas ao nível de perigo crítico da Lista Vermelha figuram o albatroz de Tristão (Diomedea dabbenena), o Spoon-billed Sandpiper (Eurynorhynchus pygmeus), o Tachira Antpitta (Grallaria chthonia), Reunion Cuckooshrike (Coracina newtoni), e o Mariana Crow (Corvus kubaryi).
Completam o grupo o akekee (Loxops caeruleirostris) e o Gough Bunting (Rowettia goughensis).
Smart disse que a produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja, cana-de-açúcar e palma pode ajudar na luta contra a mudança climática em “alguns aspectos”, mas o desmatamento indiscriminado de florestas, para esses cultivos, atenta contra a sobrevivência da biodiversidade.
Segundo ela, atualmente uma em cada oito aves estão ameaçadas, um dado “alarmante”. Smart ainda destacou que um em cada quatro mamíferos e um em cada três anfíbios poderiam desaparecer nos próximos cem anos.