Uso de mamona para biocombustível pode ir por terra
Zero Hora
As novas especificações para o biodiesel exigidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) poderão desestimular a produção a partir do óleo de mamona: muito viscoso e com risco de entupir os bicos injetores dos motores, o produto precisará de aditivos, como os óleos de soja ou girassol, para ser utilizado nos tanques. Ou seja, o programa, lançado em 2005, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está ameaçado.
O projeto da mamona - que incentivou os produtores a investirem no plantio nos últimos anos - agora pode ir por terra. Segundo simulações realizadas em laboratório pela Brasil Ecodiesel, uma das maiores produtoras do setor no Brasil, os novos critérios da ANP limitam de 20% a 30% a participação do óleo de mamona em um litro de biodiesel.
Os 80% teriam de ser compostos por óleos de soja, pinhão manso ou algodão. O presidente do Conselho de Administração da empresa, Jório Dauster, disse que a decisão não terá impacto sobre produtores de biodiesel e agricultores.
Dauster explicou que, mesmo com apenas 20% estimados pela empresa, ainda há um grande mercado para a oleaginosa. Segundo a indústria, serão necessários 1,2 bilhão de litros de biodiesel para atender à obrigatoriedade de mistura de 3% de biodiesel ao óleo diesel, o chamado B3. O mercado potencial para o óleo de mamona seria, portanto, de 240 milhões de litros por ano - considerando a limitação de 20% - , o que demandaria uma produção de 500 mil toneladas do produto por ano. Hoje, a produção não passa de 120 mil toneladas.
– O ideal seria não haver restrições, mas a questão da viscosidade do óleo de mamona não é muito grave. O problema hoje está no próprio preço da mamona, que subiu muito, por razões conjunturais, e não pode ser utilizada como matéria-prima para o biodiesel – afirmou Dauster.
Segundo ele, a falta de chuvas no Nordeste brasileiro e em regiões produtoras na Índia fez subir o preço do produto nos últimos meses:
– Não descartamos a mamona, mas estamos com investimento grande em pinhão manso, que não tem problemas técnicos.
Aurélio Lamare Santos Murta, pesquisador da Coppe/UFRJ, considera a medida (da ANP) exagerada.
– Nenhum motor vai usar 100% de biodiesel. Adicionar 3% ou 5% de biodiesel de mamona não teria problema, porque os 95% de diesel reduziriam a viscosidade – afirmou o pesquisador.
A produção com óleo de mamona já é pequena: 0,17% do total.
– E isso ocorre num momento de redução de oferta por causa da seca, de preços altos. O produtor vai acabar desistindo - prevê Murta.
Poluição do ar foi reduzida, dizem autoridades Pequim
France presse - Pequim
Após alguns dias alarmantes, nos quais a chegada dos atletas coincidia com uma espessa nuvem de poluição na capital, a visibilidade em Pequim melhorou consideravelmente graças aos fortes ventos e, segundo as autoridades, ao êxito na batalha contra a poluição.
“Já foram adotadas importantes medidas e foram obtidos grandes resultados”, declarou à imprensa Du Shaozhong, chefe adjunto do Gabinete do Meio Ambiente de Pequim, dez dias antes dos Jogos.
Ele citou o rodízio de automóveis, a retirada de 300 mil veículos poluidores e o fechamento de várias fábricas situadas nas imediações de Pequim, com um resultado de 20% de melhora.
Apesar do vento, procedente sobretudo de uma tempestade tropical que chegou do sudeste, o presidente do Comitê Olímpico Australiano, John Coates, declarou que não havia notado mudanças em relação a sua última visita em março.
“Não parece ter havido grandes melhorias. Esperamos que sejam postas em prática mais soluções e que haja avanços”, disse Coates, que chegou na segunda-feira a Pequim com alguns membros da equipe olímpica australiana.
Área de cultivo de orquídeas em Joinville sofre com abandono
Por Camille Cardoso
Fascinado pelas orquídeas que cultivava e estudava, Adalberto Schmalz queria que elas sobrevivessem à sua morte e permanecessem para sempre expostas à curiosidade do público na sua estufa, inaugurada em 1949 às margens da rua Marechal Deodoro, na área central de Joinville.
Partiu do então prefeito Helmut Fallgatter uma sugestão: que o bosque de mais de 3,5 mil metros quadrados entrasse na lista de áreas que o município pediria para o governo federal tombar - entre elas, a praça das Palmeiras e o Cemitério dos Imigrantes. Assim, em 1965, o bosque Schmalz nasceu. E em 1973, após a morte de Adalberto Schmalz, ele começou a morrer.
Até chegar ao ponto em que está hoje, em que um muro branco, com uma cerca de arame farpado no topo, circunda um matagal no qual não se vêem mais orquídeas. Bem diferente do tempo em que o refúgio - que foi aberto em 1946 - recebia visitas até de famosos, como os membros da família de dom Pedro 2º.
Nenhum dos descendentes de Schmalz optou por continuar o trabalho do pioneiro no cultivo de orquídeas na cidade. São 11 herdeiros, no total. Pelo menos para a principal herdeira, Rita de Cássia Fiera, de 51 anos, viúva de um dos netos de Schmalz, o bosque é um peso e uma dívida que ultrapassa R$ 500 mil em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O bosque está entre os bens paisagísticos intocáveis aos cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As flores que hoje tomam o bosque são as bromélias, no alto das palmeiras que crescem sem cuidado.
Os herdeiros de Schmalz tentam, em vão, suspender a dívida e a cobrança de impostos. O marido de Rita de Cássia, Adalberto Schmalz Borges, morreu em fevereiro, após uma luta de anos contra um tipo raro de anemia. Depois de 25 anos de convívio, ela passou a ter direito à metade do imóvel. Os olhos de Rita enchem de lágrimas ao lembrar.
– Meu marido teria de fazer um tratamento que custava R$ 7 mil por dia. Precisávamos vender o bosque, mas não conseguimos.
Pelo menos desde 1980 não há legislação municipal que conceda isenção de impostos sobre a propriedade de bens tombados. Mesmo assim, a família tenta há quase três décadas dispor do terreno comprado em 1930.
– Queremos a anulação da dívida, que consideramos imoral. E que o processo de tombamento seja corrigido ou recomeçado. Mas o melhor seria o cancelamento de tudo – diz Rita.
Na área nobre do bairro América onde o terreno de mais de 3.500 metros quadrados do bosque está, o mercado imobiliário estabelece um valor de R$ 400 a R$ 450 por metro quadrado. Pelo cálculo, a venda do terreno poderia render algo perto de R$ 2 milhões.
Aquecedor ecológico reaproveita 100 quilos de plástico
Agência Brasil

O secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, destacou os benefícios desse sistema alternativo de aquecimento.
– É uma energia que não traz impactos ao meio ambiente, é limpa. Evita que resíduos que podem ser reciclados ou reaproveitados se acumulem nos aterros, diminuindo a vida útil destes depósitos. E, ainda, quem o utiliza economiza dinheiro, pois seu uso reduz em 35% o valor da conta de luz.
José Alcino Alano conta que desde 2004, recebe apoio do Programa Desperdício Zero, da Secretaria do Meio Ambiente, para divulgar sua obra, registrada como projeto-livre.
– É livre porque pode ser reproduzido sem finalidades comerciais, apenas para melhorar o meio ambiente e a qualidade de vida daqueles que precisam – explicou.
O Paraná já possui cerca de 6 mil aquecedores, mas segundo o coordenador do Desperdício Zero, Laerty Dudas, esse número pode ser maior, pois são ministradas oficinas que formam muitos multiplicadores.Os aquecedores estão sendo muito usados também para aquecer água para lavar galões de leite, além de dar banho nos animais.
Segundo Alano, para construir um aquecedor com capacidade para esquentar a água para banho de quatro pessoas, são utilizadas 240 garrafas PET e 200 embalagens longa vida, além de canos e conexões de PVC. Esses números levam o secretário Rasca Rodrigues a contabilizar que nos seis mil sistemas já existentes no estado, evitou-se que pelo menos 1,2 milhão de garrafas PET e quase 1,5 milhão de embalagens longa-vida fossem direcionadas aos aterros.
Dados da coordenadoria de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente mostram que de cada 100 garrafas PET comercializadas no Paraná, apenas 15 são recicladas . Já o consumo de embalagens longa-vida chega a 400 milhões de unidades por ano, das quais 240 milhões são lançadas no meio ambiente, causando forte impacto ambiental.
José Alcino Alano, responsável também por um projeto em Santa Catarina, feito com 1,7 mil garrafas, explica como são construídos os aquecedores, conhecimento que é repassado nas oficinas que formam os multiplicadores.
Primeiro é preciso recortar as garrafas e caixas que irão formar o painel, depois pintar de preto os canos e embalagens longa-vida que irão absorver energia solar e transformá-la em calor. As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantêm o calor através de efeito estufa.
A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa. Após seis horas, em média, nesse ciclo constante, a água pode chegar a uma temperatura de até 38 graus Celsius no inverno, e mais de 50 no verão.
Salvar planeta custa US$ 892 bilhões, ou 2% do PIB mundial
Por Claudio Angelo - Folha de S.Paulo - Bancoc
Ainda não se sabe quanto o custo pode representar em dólares. O valor do PIB mundial é de US$ 44,6 trilhões (medido em 2005), mas não é possível estimar quanto será em 2030, ano de referência com que o IPCC trabalhou. Hoje, 2% desse valor são US$ 892 bilhões, mais de 80% do PIB do Brasil.
Embora não recomende aos governos que caminho tomar, o relatório apresenta três futuros possíveis para a humanidade, na forma de três cenários de redução de emissões de gases de efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO2).
No mais otimista, a concentração de CO2 na atmosfera é limitada a 450 ppm (partes por milhão) –o dobro do que havia no ar antes da Revolução Industrial. No mais pessimista, ela fica em 650 ppm.
“Se você mirar em uma estabilização de 450 ppm, consegue evitar que a temperatura suba 2 ºC, o que causaria uma mudança climática perigosa. Mas vai ser um pouco mais caro: cerca de 2% do PIB mundial”, disse à Folha Mohan Munasinghe, vice-presidente do IPCC. O relatório fala em “menos de 3%”.
“Para 550 ppm é menos de 1%, e para 650 ppm é algo desprezível [cerca de 0,2% do PIB]”, disse o pesquisador. Este último cenário colocaria o planeta no rumo de um aumento de 4 ºC na temperatura em 2100, com os efeitos catastróficos decorrentes disso –secas, cheias, furacões e fome.
“Há tecnologias existentes e conhecidas para estabilizar em 450 ppm a 550 ppm, mas elas implicam em um custo significativo”, disse Munasinghe. “O que falta é vontade política.”
Entre essas tecnologias, uma interessa especialmente ao Brasil: os biocombustíveis.
O IPCC traz uma boa notícia para agricultures brasileiros. Somados, todos os biocombustíveis - em especial o etanol de cana - poderão ocupar de 3% a 10% da matriz do setor de transportes em 2030. Isso significa reduzir até 1,5 bilhão de toneladas anuais de gás carbônico, pagando menos de US$ 25 por tonelada cortada.
“Eles foram destacados no sumário executivo como uma das tecnologias de mitigação já disponíveis no mercado com os maiores potenciais de mitigação no setor de transporte”, disse Suzana Kahn Ribeiro, professora da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia) da UFRJ e autora do capítulo de transportes do relatório.
Não só no setor de transportes: o IPCC também os considera uma boa alternativa para gerar de energia até mesmo no setor florestal - com o álcool de celulose, um combustível produzido a partir de restos de madeira e serragem (ainda em escala piloto, fora do mercado).
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Em 25 anos, emissão de poluentes caiu 98% em Cubatão
G1
A emissão de poluentes abordada no estudo é documentada desde 1983, quando foi iniciado o Programa de Controle da Poluição Ambiental no município. Nos últimos 10 anos, mesmo com a diminuição da poluição, as empresas de Cubatão tiveram um aumento de 39% em sua produção.
“As empresas de Cubatão investiram mais de US$ 1 bilhão em programas ambientais nos últimos 25 anos e o resultado apresentado hoje nos traz a certeza de que é possível harmonizar aumento de produtividade e melhoria ambiental”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Durante o período do estudo, o total de emissões atmosféricas foi reduzido em 99% - fazendo com que a qualidade do ar na região central de Cubatão seja normalmente melhor do que a do Parque do Ibirapuera, na capital paulista.
Água
As melhorias no meio ambiente – como a recuperação da Serra do Mar e da qualidade das águas do rio Cubatão – foram fruto também da diminuição do despejo de resíduos. O aumento da recirculação da água durante a produção chegou a 65% - isso diminuiu a captação de água em 28% e o lançamento de resíduos em 32%.
O pólo industrial de Cubatão reúne 54 empresas dos setores químico, petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes, além de prestadores de serviços.
Ibama recebe denúncia formal de venda de pingüins na Bahia
Por Thiago Décimo - O Estado de S.Paulo
Os animais, da espécie pingüim de magalhães, provenientes da Patagônia argentina, que por motivos ainda desconhecidos saíram de sua rota migratória natural - que chega ao litoral de Santa Catarina - e começaram a aparecer no litoral nordestino na metade do mês, estariam sendo vendidos por moradores das Praias da Ribeira e de Boa Viagem, em Salvador.
Segundo a coordenadora do IMA, Sheila Serra, a formalização da denúncia tem como objetivo levar o Ibama a investigar as suspeitas, ainda não confirmadas. De acordo com o Ibama, uma equipe deve ser enviada aos locais onde a venda estaria sendo feita para investigações a partir de sexta-feira, 25.
O presidente da Sociedade de Pesquisa e Preservação dos Mamíferos Marinhos (Mama) - organização que tem feito o monitoramento da chegada de pingüins no Nordeste -, Luciano Wagner Reis, afirma que mais de 200 animais já chegaram à costa baiana, 128 apenas em Salvador, desde o início do mês. Outros dois casos foram identificados pelo projeto no Nordeste, um em Sergipe e um em Alagoas. Ele confirma ter recebido “dezenas” informações sobre a venda dos pingüins, mas afirma que “apenas um ou dois casos” poderiam ser reais, segundo sua equipe.
A venda (ou guarda) de espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória é crime pela lei ambiental. A punição a quem pratica o delito é prisão de seis meses a um ano e multa de R$ 500 por animal envolvido.
Los Angeles proibirá sacolas de plástico a partir de julho de 2010
Efe - Los Angeles
Quando a medida entrar em vigor, os consumidores serão obrigados a utilizar as próprias bolsas para carregar as compras ou a pagar US$ 0,25 para adquiri-las nos estabelecimentos de comércio, em papel ou em material biodegradável.
A iniciativa tem como objetivo reduzir o consumo de plástico nesta cidade, a segunda maior dos Estados Unidos, atrás de Nova York, e evitar que se polua mais o mar, como acontece muitas vezes. “É a regra mais sensível com o meio ambiente que fizemos”, assegurou o vereador Bill Rosendahl.
Los Angeles será a segunda cidade da Califórnia, após San Francisco, a autorizar esta medida. San Francisco aprovou algo similar em 2007.
O objetivo das duas cidades é pressionar os legisladores do Estado para que aprovem uma lei que eliminaria o uso das sacolas de plástico de seus territórios a partir de 2012.
Estima-se que Los Angeles consuma 2,3 bilhões de bolsas de plástico ao ano - só 5% são recicladas.
Planta sobe montanha para fugir do calor
Por Ricardo Bonalume Neto - Folha de S.Paulo
“O aspecto mais importante da nossa pesquisa é mostrar que a mudança climática está causando conseqüências significativas em um grande conjunto de espécies de plantas”, declarou Jonathan Lenoir, em comunicado da revista “Science”, que publica na edição de hoje o artigo descrevendo o estudo.
Lenoir, pesquisador do Laboratório de Estudo dos Recursos de Florestas e Bosques, de Nancy, França, e mais quatro colegas –incluindo um cientista chileno - analisaram dois grandes conjuntos de dados de plantas em regiões de montanha do país europeu.
Em entrevista coletiva por telefone, Pablo Marquet, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, disse que o estudo demonstrou que não só as espécies estão se deslocando, mas que estão indo para toda parte, e que isso valeria também para outras regiões, “permitindo nos situar em meio a um mar de espécies em movimento”.
Para Marquet, este é o primeiro trabalho que permite dizer com confiança que espécies de planta estão se movendo por conta do aquecimento global, e que foi possível demonstrar isso porque outros fatores de mudança que poderiam afetar a pesquisa –como o uso da terra, ou o perda de nitrogênio– foram controlados.
Foram selecionadas 171 espécies de planta, que incluíam desde árvores e arbustos até gramíneas. Para ter mais confiabilidade dos dados, Lenoir e colegas procuraram estudar as espécies mais comuns, deixando as mais raras ou sensíveis de lado. Apesar de existirem 2.853 espécies nas bases de dados, essas 171 representavam 62% do total de ocorrências.
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Liminar veta agrotóxicos perto do parque das Emas
Por Felipe Bachtold - Agência Folha
Segundo pesquisa feita na USP (Universidade de São Paulo), os agrotóxicos têm afetado pelo menos uma ave em processo de extinção no local, um dos 17 pontos do país considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
O estudo, finalizado em 2007, aponta que a maior parte da população da ave em questão - o bacurau-do-rabo-branco - acumulava quantidades altas de um produto usado na lavoura. O agrotóxico chega ao pássaro por meio de insetos que vivem nas plantações e servem como alimento.
Muitas lavouras das imediações, a maioria de soja e milho, usam aviões para pulverizar inseticidas e herbicidas. A Justiça considerou que havia “descaso” na elaboração de um plano para ocupação das áreas em volta ao parque e concedeu a liminar.
A administração do parque diz que houve demora porque não há um modelo de pesquisas no país sobre efeitos do uso de agrotóxicos. Agentes da unidade e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já alertam produtores da região sobre a determinação judicial. O parque tem área equivalente à da cidade de São Paulo.
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