Reunião da Comissão Baleeira “iniciou novo processo”, diz Japão
Efe - Tóquio
A CBI, formada por 81 países, decidiu no final de junho, em Santiago, manter a atual situação sobre as baleias e criar um grupo de trabalho a fim de tentar aproximar posições entre conservacionistas e caçadores de baleias.
Morishita, que compareceu ao Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão (FCCJ, em inglês), em Tóquio, considerou que a decisão tomada “não garante o sucesso” das negociações, mas destacou que se trata do “começo de um novo processo que inclui mais desafios”.
“Para as novas negociações, que serão difíceis, será preciso mais inteligência, vontade e compromisso”, indicou o porta-voz, que esteve presente na 60ª reunião da CBI.
O trabalho em consenso da 60ª reunião da CBI indica que nenhuma resolução será submetida a votação, entre elas a proposta japonesa para reabrir a caça litorânea de baleias e a de Brasil, Argentina e África do Sul, de criar um santuário no Atlântico Sul.
O porta-voz da Agência de Pesca japonesa se referiu ainda à possibilidade de o Japão deixar a CBI, apesar de ter afirmado que o país deverá “continuar pelo menos até a reunião do próximo ano na Ilha da Madeira (Portugal)”, quando mudará a presidência.
Para o futuro, o Japão se comprometeu a tentar chegar a um acordo que possa ser aceito pela maioria dos membros da Comissão, e a buscar um equilíbrio entre conservação e uso sustentável dos recursos.