Relatório recomenda 4 porções de carne por semana contra a crise climática
Efe - (Londres)
O estudo, elaborado pela Rede de Pesquisa sobre Alimentos e Clima da universidade, afirma também que deveria ser reduzido o consumo total de alimentos, especialmente dos que têm poucos nutrientes, como os doces.
Os especialistas recomendam o retorno a hábitos de alimentação seguidos por mães e avós, como a compra de produtos próprios de cada estação, cozinhar em panelas de pressão e caminhar até o supermercado. Também propõem o uso de microondas ou a compra pela internet, acrescenta o texto.
O relatório faz estas recomendações, devido à preocupação cada vez maior sobre a relação entre a indústria de criação de gado e os gases que poluem o meio ambiente.
A análise foi elaborada após uma investigação que durou quatro anos sobre o impacto dos alimentos na mudança climática.
Metas do Milênio: A mudança climática como freio
IPS/Envolverde
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, definidos em 2000 pela Assembléia Geral da ONU, incluem reduzir pela metade a proporção de pessoas que sofrem fome e pobreza, em relação a 1990; garantir educação primária universal; promover a igualdade de gênero e reduzir a mortalidade infantil e a materna; combater a aids, a malária e outras doenças; assegurar a sustentabilidade ambiental e fomentar uma associação mundial para o desenvolvimento, tudo isto até 2015.
“Embora a mudança climática afete a todos, tanto países industrializados quanto em desenvolvimento, os mais pobres são os que mais sofrem, por sua alta exposição aos efeitos deste fenômeno”, disse Richard Carey, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), que reúne entre seus 30 membros todas as economias do Norte industrializado.
A rodada de conversações da PEP aconteceu às vésperas da avaliação de alto nível sobre o cumprimento dos Objetivos encabeçada pelo secretário-geral Ban Ki-moon com chefes de Estado e de governo e representantes do setor privado. “Os resultados desta discussão serão apresentados na reunião de alto nível”, disse Angela Cropper, subdiretora-executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Situar a luta contra a mudança climática “no dentro” do debate sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ajudará a alcançá-los, afirmou.
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Projeto busca plantas à prova de mudanças climáticas
Por Mark Kinver - BBC News
Coordenado pela organização Global Crop Diversity Trust, o projeto de US$ 1,5 milhão está realizando buscas em bancos nacionais de sementes para encontrar variedades “à prova do clima” de vários produtos, entre eles milho e arroz.
A equipe busca sementes que sejam resistentes a eventos extremos, como enchentes, secas ou mudanças constantes de temperatura.
Os pesquisadores esperam que essas variedades ajudem a proteger a produção de alimentos do impacto das mudanças climáticas.
Segundo a Global Crop Diversity Trust, a falta de material preciso e disponível prejudica os esforços de produtores para identificar o que pode ser usado para desenvolver variedades que possam resistir a condições futuras.
“Nossas plantações devem produzir mais alimento, na mesma quantidade de terra e com menos água”, disse o diretor organização, Cary Fowler.
“Não há um cenário possível no qual nós possamos continuar a produzir os alimentos que precisamos sem diversidade”, afirmou.
Acesso aberto
O projeto representa o mais recente estágio de um plano mais amplo da organização para conservar a variedade de plantas produzidas ao redor do mundo.
Nos últimos anos, a organização realizou uma série de encontros com especialistas na produção de alimentos básicos como trigo, arroz, lentilha e milho, com o objetivo de identificar a melhor estratégia de conservação para cada produto.
“Esses especialistas nos ajudaram a identificar quais são as mais importantes coleções de sementes em termos de diversidade genética”, disse Fowler à BBC.
A informação ajudou a organização a estabelecer quais características são necessárias para que as espécies tenham as melhores chances de sobreviver no futuro.
Fowler disse que um exemplo é quando uma planta mostra um bom nível de resistência ao calor durante o período de florescimento - um estágio no qual a planta passa por mais estresse -, mas para o qual havia pouca informação.
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Iniciativa Verde

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Projetos de conservação da Mata Atlântica atenderão 15 estados
Click RBS
Serão destinados recursos de R$ 3.258.304,00. Cada projeto aprovado receberá até R$ 350 mil para ações em unidades de conservação na Mata Atlântica do Nordeste, políticas de desenvolvimento de territórios rurais, de crédito, assistência técnica e extensão rural, entre outros.
A próxima etapa será a adequação das entidades às recomendações da Comissão Executiva do PDA. Até o final do ano, o ministério fará o primeiro desembolso do recurso. Cada entidade tem no máximo dois anos para utilizar o valor na execução dos projetos.
Pela primeira vez os projetos serão desenvolvidos em rede, o que vai exigir articulação maior das entidades com o órgão estadual de meio ambiente. Ao todo serão financiados projetos em 15 estados (AL, BA, CE, ES, MG, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SC, SE e SP).
O objetivo do PDA é o desenvolvimento de conhecimentos, a partir de outros projetos que o ministério já apoiou, para o aperfeiçoamento de políticas nas área de serviços ambientais, sistemas agroflorestais e turismo em base comunitárias.
Plantas estressadas produzem molécula semelhante à aspirina
Associated Press
Cientistas do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas ficaram surpresos ao descobrir que plantas estressadas produzem uma molécula semelhante à aspirina, que pode ser detectada no ar ao redor dos vegetais.
A substância pode ser um tipo de resposta imunológica, especulam os pesquisadores.
De acordo com os cientistas, a descoberta levanta a possibilidade de fazendeiros, engenheiros florestais e outros possam passar a monitorar as plantas em busca de sinais antecipados de doença, infestação por pragas ou outras fontes de estresse.
Atualmente, é difícil saber se um ecossistema está doente antes que surjam sinais visíveis, como folhas mortas. “Ao contrário dos humanos, que recebem a orientação de tomar aspirina como um antitérmico, as plantas são capazes de gerar seu próprio coquetel de substâncias semelhantes à aspirina, desencadeando a formação de proteínas que aumentam as defesas bioquímicas e reduzem o dano”, diz nota do líder do estudo, Thomas Karl.
“Nossas medições mostram que quantias significativas da substância podem ser detectadas na atmosfera á medida que plantas reagem a secas, calor excessivo e outras fontes de estresse”.
Pesquisadores já sabiam que plantas em laboratório produzem um tipo de aspirina, o metil salicilato, mas nunca haviam tentado detectá-lo na mata.
Mas quando medidores foram montados num bosque de nogueiras da Califórnia, para determinar como as emissões das plantas podem afetar a poluição, pesquisadores descobriram quantidades mensuráveis de metil salicilato.
Operação do Ibama apreende 132 motosserras sem licença no Pará
Por Cíntia Acayaba - Folha Online
Uma empresa terceirizada, que prestava serviços a uma empresa de celulose, foi multada por utilizar as motosserras sem licença ou registro em órgão ambiental. A multa aplicada é de R$ 132 mil - R$ 1.000 por unidade. O Ibama não divulgou os nomes das empresas.
No sábado (20), ao final de uma operação de monitoramento de desmatamento na Estação Ecológica do Jari, entre o Amapá e o Pará, fiscais do Ibama do Amapá - responsáveis pela região paraense de Almeirim, por causa da maior proximidade - encontraram os trabalhadores com as motosserras.
Eles estavam desmatando uma área que supostamente pertence à empresa de celulose. As motosserras foram apreendidas, mas ninguém foi detido.
O analista ambiental Fernando Di Franco, que coordenou a operação, afirmou que o Ibama deve confirmar nos próximos dias se a empresa é proprietária das terras e se tinha autorização para desmatá-la.
Mesmo que a empresa tenha a autorização para desmatar, as motosserras - sem registro - não poderiam ser utilizadas.
“Não era mata nativa, mas havia cerca de 20 anos que aquela área não era desmatada. As árvores já estavam altas e a floresta praticamente regenerada”, disse Di Franco.
Segundo o analista, a madeira retirada seria utilizada como matriz energética pela empresa de celulose. Duas camionetes e um caminhão foram utilizados para levar as motosserras ao escritório do Ibama na região. O material apreendido deve ser encaminhado para a superintendência do órgão em Macapá. A empresa tem 20 dias para recorrer da multa.
Oportunidade: soluções sustentáveis geram lucro
Globo.com
Os negócios baseados em ecossoluções estarão entre os mais promissores pelos próximos sete anos, segundo estudo realizado pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) que será divulgado até o fim do mês.
O empreendedor Aires de Freitas já encontrou seu nicho nesse mercado. Sua empresa, a Air Plast, produz um material chamado PET micronizado, polímero feito a partir de garrafas de plástico que pode ser usado para a fabricação de colchões, estofamento e calçados.
A Air Plast produz cerca de 700 toneladas de PET micronizado por mês e vende o quilo a R$ 3,35. Na empresa, trabalham 12 funcionários.
Para o empresário, antes de optar por um negócio baseado na sustentabilidade do planeta, é preciso pensar na sustentabilidade econômica. “A preservação ambiental só funciona se está aliada a um retorno financeiro”, opina. “Não é altruísmo, é um negócio.”
Segundo Marcelo Dini, gerente de inovação e acesso à tecnologia do Sebrae-SP, a gestão ambiental é cada vez mais urgente. Além de ter importância climática, ela pode representar um diferencial competitivo para o negócio.
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Circo sem apresentação de animais em Blumenau
Jornal de Santa Catarina
A temporada blumenauense de espetáculos começa hoje e, enquanto a trupe estiver no município, os bichos estarão de férias. O descanso, forçado, é garantido pela Lei 6.422, de 2004, que proíbe a utilização de animais em espetáculos circenses no município.
Entre os 36 animais que fazem parte do elenco permanente do circo, há camelos, lhamas, pôneis, cavalos, avestruzes, tigres e outras espécies. Durante as duas semanas em que o grupo permanecer em Blumenau, os bichos vão descansar e 60 artistas vão subir ao picadeiro para se apresentar ao público.
O gerente geral do circo, Jonas Santos, adianta que nem a visita aos animais será permitida, pois a lei também veta a exposição.
- Infelizmente será assim. Todos os artistas adoram se apresentar com os bichos, mas como aqui não é possível, adaptamos o show e nos apresentamos com as pessoas - afirma Santos.
Ele explica que o espetáculo, com duas horas de duração, passa por algumas mudanças quando não há possibilidade de utilizar os animais. E o público, principalmente as crianças, sente falta dos bichos nas apresentações, garante o gerente do circo. Aqui, os pequenos terão de se contentar com o globo da morte, trapezistas e palhaços.
Segundo Santos, todos os animais nasceram no circo e assim como os artistas, integrantes de seis gerações que cresceram sob a lona, fazem parte dos 86 anos da história do grupo.
Como nos próximos municípios por onde o Circo Bremer vai passar, durante a temporada catarinense, é permitida a participação dos animais nas apresentações, eles permanecerão junto com a trupe, num espaço reservado ao fundo do picadeiro e nas jaulas.
Integrantes das bandas Coldplay e A-ha gravam música para a Amazônia
BBC/Click RBS

– Nós precisamos dessas pessoas (os indígenas), nós precisamos de tudo o que eles têm a nos ensinar. Há como encarar todos esses desastres ambientais e caos, que parecem ser provocados pelo sistema econômico mundial – diz Parry.