Ambiente será afetado pela crise econômica mundial, afirma ex-ministra

Enviado em Nacional de De Bruyn | 31 de Outubro de 2008 @ 23:28

Agência Brasil

A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC), declarou nesta sexta-feira (31) ter “certeza de que a crise financeira mundial afetará o setor ambiental”. A afirmação aconteceu durante a ECO 2008 (Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Cultura da Paz), que termina hoje em Brasília.

“Num momento de crise, aumenta o risco da barbárie, porque as pessoas correm para buscar saídas de qualquer jeito”, disse a senadora, que considera pequena a possibilidade de haver desaceleração nas atividades madeireiras da Amazônia.

“A saída dessa crise deve comportar um olhar diferenciado para os ativos ambientais, considerando a sustentabilidade dos ecossistemas e a capacidade de suporte do planeta.”

Marina Silva defendeu também uma reavaliação do mito de que os processos auto-regulatórios são capazes de dar respostas. “Até porque quando acontece, a crise é jogada no colo do Estado, obrigando-o a resolver o problema, injetando bilhões no sistema. E esses bilhões não caíram das nuvens. Eles vêm do bolso do contribuinte.”

USP utilizará “computadores verdes”

Enviado em Outros de De Bruyn | 30 de Outubro de 2008 @ 22:11

Click RBS

Microcomputadores livres de chumbo, econômicos no consumo de energia e cujos componentes são totalmente recicláveis. Estas são algumas das características dos “micros verdes”, computadores ambientalmente sustentáveis e que, em breve, estarão sendo utilizados por professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo (USP).

A USP investirá cerca de R$ 2,4 milhões na aquisição de duas mil máquinas, que serão fornecidas pela Itautec, empresa vencedora de um processo de licitação ocorrido no último mês de setembro. A assinatura do contrato marca o início do uso de um “Selo Verde” pela USP.

De acordo com a professora Tereza Cristina, inicialmente, os Selos Verdes serão colocados nos computadores adquiridos da Itautec, mas a idéia é estender para impressoras e switches (equipamento usados na conexão de computadores em rede). A professora Tereza lembra que os computadores comuns têm em sua composição materiais como ferro, alumínio, cobre, zinco, estanho, níquel, chumbo, cobalto, prata e até ouro e caso não seja feito o descarte adequado, esses materiais podem contaminar o ambiente e os seres humanos.

Segundo a Envolverde, os micros verdes (desktop + teclado) apresentam características especiais, desde os parafusos, até os cabos e conectores recicláveis. A cerimônia de entrega deverá ocorrer em meados de novembro, em data que ainda será definida.

Bairros com muitas áreas verdes reduzem risco de obesidade, diz estudo

Enviado em Outros, Geral de De Bruyn | 29 de Outubro de 2008 @ 23:22

Efe

Viver em bairros com muitas áreas verdes reduz o risco de crianças e jovens desenvolverem obesidade, diz um estudo realizado por três universidades norte-americanas publicado hoje na revista “American Journal of Preventive Medicine”.

Os pesquisadores usaram as informações registradas nos serviços de atendimento primário de saúde de Indianápolis (EUA) e compararam as mudanças de peso de 3,8 mil crianças e jovens entre três e 16 anos ao longo de dois anos em relação às áreas cobertas de vegetação em seus bairros, medidas graças a imagens de satélite.

Desta forma, comprovaram que os que vivem em bairros urbanos com muitas áreas verdes sofreram menos mudanças em seu índice de massa corporal neste período de tempo.

Os autores dizem que ter um parque, uma praça ou qualquer outro lugar aberto próximo de casa promove a brincadeira e a atividade física. Os benefícios de viver rodeado por espaços verdes não se limitam ao peso.

A doutora Janice F. Bell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), e co-autora do estudo, diz que pesquisas anteriores provaram que entre crianças e jovens os efeitos positivos sobre a saúde incluem uma melhor função cognitiva e uma redução dos sintomas do transtorno por falta de atenção.

Bell afirma que seria ideal a participação de urbanistas, arquitetos, geógrafos, psicólogos e especialistas em saúde pública nas futuras pesquisas neste campo. Também diz que deve ser levado em conta como a população mais jovem vive e brinca nos locais urbanos.

Brasil tem 1 milhão de “empregos verdes”

Enviado em Geral de De Bruyn | 28 de Outubro de 2008 @ 22:17

Agência Brasil

O Brasil tem cerca de 1 milhão de pessoas trabalhando em “empregos verdes” - atividades ambientalmente sustentáveis. Essa é a estimativa do conselheiro principal para desenvolvimento sustentável e mudança climática da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen. Ele participou da elaboração do relatório “Empregos Verdes: Trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono”, promovido pela OIT e que fala sobre os novos postos de trabalho gerados a partir do combate mundial contra o aquecimento global.

Além dos 500 mil empregos em reciclagem, Poschen estima que existam outros 500 mil em biocombustíveis no Brasil. Mas, segundo ele, o país precisa pensar em criar “empregos verdes” para economizar energia.

– No Brasil há uma situação mista: ele é líder em algumas áreas como biocombustíveis e reciclagem. Mas ainda não há políticas votadas para a geração de empregos nas construções econômicas, ou na preservação da Amazônia, que trazem um bom retorno econômico – analisa Poschen.

De acordo com o conselheiro da OIT, a energia economizada pelo Brasil com a reciclagem de alumínio seria suficiente para sustentar uma cidade de 1 milhão de habitantes durante um ano. Contudo, o investimento em lavouras de cana-de-açúcar e em hidrelétricas não vai gerar muitos “empregos verdes”, segundo Poschen.

– As hidrelétricas geram muitos empregos enquanto estão sendo construídas, mas depois não precisa de muita gente na manutenção. E a cana-de-açúcar tem mecanizado cada vez mais o corte – avalia.

Presidente da Comissão Européia prevê ‘decisões concretas e importantes’ na reunião do G-20

Enviado em Internacional de De Bruyn | 27 de Outubro de 2008 @ 22:04

AFP - (Pequim)

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse neste sábado em Pequim que é possível que “decisões concretas e importantes” sejam tomadas na reunião de cúpula do G-20 em Washington, no dia 15 de novembro.

“Durante os contato bilaterais” mantidos nos dois dias de reunião Ásia-Europa, encerrada neste sábado na capital chinesa, “vi um consenso emergente que possibilitará que a cúpula de Washington chege a decisões concretas e importantes”, afirmou Barroso.

O chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da União Européia (UE) já havia se manifestado no mesmo sentido, indicando que “todos compreenderam perfeitamente que não é possível se reunir apenas para falar. Decisões serão tomadas”.

O G20 reúne os oito países mais ricos (G8 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), onze emergentes (Argentina, Brasil, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia) e a União Européia (UE), representada pelo país que exerce sua presidência semestral - atualmente, a França.

Barroso disse ainda que a atual crise é uma oportunidade para que a comunidade internacional revise os acordos de Bretton Woods, estabelecidos depois da Segunda Guerra Mundial para reger o sistema financeiro.

“Podemos fazer isso agora. Se não agora, quando?”, indagou o presidente da Comissão Européia, lembrando que “um ano atrás, ou mesmo há alguns meses, não era realista” defender isto.

“Acho que estamos agindo rápido. O fato da idéia de uma conferência internacional ter sido aceita tão rapidamente é uma boa amostra de que não queremos deixar esta chance escapar”, estimou.

Barroso advertiu que apesar da crise, o mundo não pode esquecer os compromissos assumidos para combater as mudanças climáticas.

“A crise financeira não é razão e não deve servir de pretexto para adiar nossos compromissos na luta contra o aquecimento global”, declarou.

“Não é porque existe uma crise financeira que a ameaça das mudanças climáticas vai desaparecer”, acrescentou o presidente da Comissão Européia.

Projeto ameaça 70% das grutas do país

Enviado em Nacional de De Bruyn | 26 de Outubro de 2008 @ 11:53

Por Matheus Pichonelli e Thiago Reis - Agência Folha

Cerca de 70% das cavernas do Brasil correm o risco de destruição. Hoje, as 7.300 já identificadas são protegidas por um decreto assinado em 1990. Nos próximos dias, o governo federal deve alterar a norma, após dois anos de pressão de empresas, sobretudo mineradoras e hidrelétricas, que vêem nas grutas um empecilho à expansão de seus empreendimentos.

A minuta, enviada na semana passada para a Casa Civil, autoriza, na prática, que cavernas que não sejam de “máxima prioridade” sofram “impactos negativos irreversíveis”.

Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem - Cerca de 70% das cavernas do Brasil correm o risco de destruição; hoje, as 7.300 já identificadas são protegidas por um decreto
Isso significa que cavernas que estejam em outros três novos critérios poderão ser alteradas. Grutas com “alta relevância”, por exemplo, poderão ser destruídas desde que o empreendedor se comprometa a preservar duas similares.

Para formações com “média relevância”, o projeto prevê a destruição desde que o responsável pela obra financie ações que contribuam para a “conservação e o uso adequado do patrimônio espeleológico brasileiro” –sem especificar quais.

Já cavernas com “baixo grau de relevância” poderão ser impactadas sem contrapartidas. O Ministério do Meio Ambiente terá 60 dias para elaborar os critérios de relevância a partir da aprovação.

O Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) diz que o novo decreto trará avanços. “Essa indefinição, que dura anos, afastou investimentos estrangeiros do país”, afirma o presidente do instituto, Paulo Camillo.

“Há cavernas belíssimas que, claro, precisam ser preservadas. Mas é preciso criar um sistema para valorar o grau de importância dessas cavernas, porque muitas são inúteis”, diz Rinaldo Mancin, diretor de assuntos ambientais do Ibram.

Segundo o Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas), do Instituto Chico Mendes, a maior parte das cavernas mapeadas no Brasil foi descoberta na última década. O Cecav e a SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia) estimam que 70% das cavernas possam ser destruídas com a nova lei.

Somente na região de Carajás, no Pará, onde atua a Vale, pesquisadores patrocinados pela própria companhia descobriram mais de mil cavernas que, segundo a empresa, impedem a exploração mineral.

A instalação de uma hidrelétrica pelo grupo Votorantim no vale do Tijuco Alto, em São Paulo, também enfrenta restrições devido a duas grutas localizadas na área a ser alagada, 450 dolinas (depressões em terrenos calcários) e outras 52 grutas e abismos na área de influência direta do projeto.

Para o secretário-executivo da SBE, Marcelo Rasteiro, o projeto, como foi apresentado, é “nefasto”. Ele diz que a importância das cavernas não pode ser medida facilmente.

Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com

ONU inaugura exposição de fotos para estimular preservação ambiental

Enviado em Internacional de De Bruyn | 25 de Outubro de 2008 @ 16:46

Efe

Uma exposição fotográfica para aumentar a conscientização social sobre a proteção do ambiente foi inaugurada na última quinta-feira (23), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, com o apoio da WSC (Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem, na sigla em inglês) e a Unesco (organismo da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura). A mostra gratuita poderá ser vista até 9 de janeiro de 2009.

Com esta iniciativa, as instituições pretendem insistir na necessidade de os governos e a comunidade internacional se unirem para conservar a diversidade cultural e natural do mundo. Para isso, são mostradas imagens da vida selvagem global e de vários espaços naturais ameaçados, desde a floresta virgem de Makira, em Madagascar, até a fauna litorânea da Patagônia argentina.

A exposição também contém um mapa elaborado com tecnologia satélite por cientistas que representa um retrato único do impacto dos seres humanos em todos os pontos do planeta.

“O forte traço da humanidade já causou o desaparecimento de muitas espécies. Muitas mais estão em perigo. Esta exposição é uma oportuna lembrança, não só das maravilhas da natureza, mas também de nossa dependência do meio ambiente”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

A amostra se divide em três galerias. A primeira, intitulada “Humanos saudáveis, meio ambiente saudável”, reflete a relação entre as pessoas, os animais e um ecossistema saudável. A segunda, “Protegendo os habitats e a vida selvagem”, oferece soluções para os desafios de preservação da biodiversidade, e a terceira, “Conectando as pessoas com a natureza em um mundo urbanizado”, serve para fomentar a valorização dos ecossistemas neste novo milênio.

Diga não à caça amadora

Enviado em Nacional de De Bruyn | 24 de Outubro de 2008 @ 22:17

Assessoria de Imprensa da Amda

O Supremo Tribunal Federal - STF está julgando uma ação sobre a legalidade da caça amadora no país e solicitou ao Ibama um parecer. Neste contexto, o órgão realiza uma enquete em seu site para saber a opinião da população. A votação está gerando grande polêmica na sociedade e preocupa as ongs que lutam em prol do meio-ambiente.

Para ambientalista, defensores dos direitos dos animais e diversos setores da sociedade, a caça amadora é uma prática cruel, que incita a violência e que, além disto, não pode ser fiscalizada devidamente no Brasil. “Se os órgãos de meio ambiente têm dificuldade em fiscalizar até mesmo o manejo de flora, como pretender que fiscalizem a caça amadora? Além disso, os animais merecem respeito”, alerta a assessora jurídica da Associação Mineira de Defesa do Ambiente ( Amda), Cristina Chiodi.

Os que são contrários à caça amadora declaram, ainda, que a prática é causa a poluição ambiental, pois há emissão irregular de chumbo na biosfera, e afirmam que faltam estudos e comprovação de que a atividade possa representar algum ganho social ou ambiental.

Por outro lado, os defensores da caça amadorista alegam que as áreas utilizadas para a atividade são uma alternativa de uso sustentado à expansão agrícola e que o dinheiro arrecadado pelas associações é utilizado, também, como apoio na proteção a áreas de planos de manejo e de unidades de conservação.

Para Cristina, os que se mobilizam a favor da caça amadora ignoram totalmente que os animais são seres vivos, com a mesma capacidade que nós temos para sentir dor, frio, fome, etc. “Em minha opinião, o que há por trás do interesse da liberação da caça amadora é muito mais do que esporte doentio de mutilar, torturar e matar animais inocentes. Se isso não for o suficiente para mobilizar a opinião pública contra a caça, é importante considerar que a prática representa um maior número de armas de fogo em circulação”, diz.

Até o dia 22/10/08, a opção contra a atividade estava com 67% dos votos, a opção a favor com 32% e as pessoas sem opinião definida correspondem a 1% do total de 12.854 votos.

A caça está proibida de ser realizada no país desde 2005, com exceção do estado do Rio Grande do Sul, que possui a atividade regulamentada. Atualmente, os únicos tipos de caça permitidos são a de controle e a científica, mas somente podem ser realizadas após estudos sobre sua necessidade e com o dimensionamento dos respectivos impactos para as espécies.

Para votar contra a caça amadora, acesse o site: http://www.ibama.gov.br/2008/10/enquete-voce-e-contra-ou-a-favor-a-caca-amadora/

Campanha para coibir tráfico de animais vai contar com imagens chocantes

Enviado em Nacional de De Bruyn | 23 de Outubro de 2008 @ 22:26

Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai utilizar imagens chocantes em campanha para coibir o tráfico de animais. De acordo com o ministro Carlos Minc, a idéia é conseguir o mesmo impacto das campanhas publicitárias de combate ao fumo.

– Pode até parecer mundo-cão, mas, infelizmente, as imagens e campanhas muito bonitinhas não funcionam. A gente tem que pegar pesado pra fazer efeito – justificou.

Os cartazes da Campanha Nacional de Proteção à Fauna, lançada nesta quinta, vão mostrar imagens de bichos silvestres debilitados ou até mortos com o slogan. “Isso acontece porque você compra”.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por ano, cerca de 50 mil animais apreendidos em todo o país são recebidos pelos centros de triagem de animais silvestres. No entanto, estudos do MMA mostram que o comércio ilegal chega a 10 milhões de animais por ano.

De acordo com o diretor de Biodiversidade e Florestas do Ibama, Antonio Carlos Hummel, os maiores alvos do comércio ilegal de bichos silvestres no Brasil são espécies de passariformes e primatas.

– O comércio de animais se aproxima do tráfico internacional de drogas, movimenta muitos milhões – comparou.

Além das peças publicitárias, a campanha inclui o projeto “A Escola é o bicho”, em parceria com o Ministério da Educação, para capacitar professores para educação contra o tráfico de animais.

– A rapaziada é mais sensível. Queremos falar com os estudantes para a informação chegar aos pais – comentou Minc.

A parceria com organizações não-governamentais estrangeiras para conscientização de potenciais compradores de animais brasileiros e a prestação de esclarecimentos legais sobre a manutenção de animais silvestres em casa também serão abordados pela iniciativa.

– Muita gente tem um pássaro em casa, é bonitinho, canta. Mas o dono não sabe se é legal ou ilegal, se tem autorização do Ibama, se tem anilha [anel de identificação]. Vamos esclarecer esses aspectos. Isso não se resolve só com polícia, mas mexendo nos corações e nas mentes das pessoas – apontou o ministro.

No próximo dia 1º, o ministério lançará o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada. A edição mais recente, com dados anteriores a 2002, lista 633 espécies ameaçadas de extinção, com os grupos de invertebrados terrestres, anfíbios, répteis, aves, mamíferos, invertebrados aquáticos e peixes.

– Esse número infelizmente aumentou – adiantou Minc.

Programa ‘Um bilhão de árvores para a Amazônia’ será apresentado em Congresso Internacional

Enviado em Regional de De Bruyn | 22 de Outubro de 2008 @ 22:33

Por Juliane Ferreira - INTERACT Comunicação Empresarial

O governo estadual do Pará, representado pelas Secretarias de Estado do Meio Ambiente e da Agricultura, terá um estande durante o IV Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Florestas Plantadas, que acontece em Curitiba (PR) entre os dias 19 e 21 de novembro, para apresentar o Programa de Restauração Florestal. A iniciativa visa à restauração, recomposição e manutenção da floresta Amazônica.

O governo do Pará está adotando instrumentos de regulamentação do uso da riqueza florestal para frear o desmatamento, substituindo o atual sistema de exploração econômica por alternativas mais viáveis e rentáveis ao produtor. Para tanto será implantado o programa “Um Bilhão de Árvores para a Amazônia”, que pretende diminuir e até mesmo extinguir o passivo ambiental que resulta da degradação das Áreas de Reserva Legal (ARL) e das Áreas de Preservação Permanente (APP), criando mecanismos ligados ao desenvolvimento socioeconômico do setor florestal que possibilitem a restauração florestal. A idéia central do programa, que poderá ser conhecido em detalhes pelos participantes do IV Congresso, é incentivar a produção florestal a curto, médio e longo prazos por meio de plantios florestais de espécies nativas com fins produtivos e energéticos implementados por pequenos produtores rurais e pela iniciativa privada.

Com a obrigatoriedade de recomposição da reserva legal e a transformação dessa recomposição em atividade produtiva, que conte com financiamento, assistência técnica, pagamento por serviços ambientais, subsídios para pequenos produtores rurais e reorientação de acesso ao crédito, podem resultar em um bilhão de árvores plantadas até o ano de 2013, segundo estatísticas do próprio governo estadual.

Congresso

O IV Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Florestas Plantadas terá como tema central os riscos globais e as oportunidades para a indústria de produtos de madeira sólida. O encontro, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), irá reunir especialistas em investimentos, em análise de mercado internacional e tendências para o setor, novas tecnologias para a indústria madeireira e colheita florestal, além de professores e autoridades ligadas ao segmento. Na edição deste ano, os participantes terão a oportunidade de realizar visitas técnicas a florestas e indústrias.

Serviço:

IV Congresso Internacional de Produtos

de Madeira Sólida de Florestas Plantadas

Data: de 19 a 21 de novembro de 2008

Local: Estação Embratel Convention Center

Curitiba- PR – Brasil

Programa completo: www.congressoflorestaplantada.com.br ou

www.wrsaopaulo.com.br.

Mais informações: (11) 3722 3344 ou (41) 3225. 4358.

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