Grupos ambientalistas processam governo canadense por não cumprir Quioto

Enviado em Internacional de De Bruyn | 30 de Novembro de 2008 @ 10:50

Por Fernanda B Muller - CarbonoBrasil

Os grupos ambientalistas Ecojustice e Friends of the Earth entraram com um processo no Tribunal Federal do Canadá na semana passada exigindo que o governo conservador acate imediatamente o Ato de Implementação do Protocolo de Quioto, que entrou em vigor em junho.

De acordo com a lei, o governo teria um prazo de 60 dias para traçar um plano com o objetivo de cumprir as metas de Quioto até 2012. Os conservadores lançaram um documento no final de agosto com um plano para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 6% abaixo dos níveis de 1990, mas o prazo seria após 2020.

“Queremos que o tribunal faça uma declaração de que o governo está comprometido a cumprir com a lei”, disse o advogado da Ecojustice, Albert Koehl, segundo a CBC. Ele reconheceu que o caso pode levar meses, mas que, mesmo assim, espera que o próprio processo assegure que Quioto continue sendo um assunto de campanha no caso de alguma eleição federal acontecer neste meio tempo.

Após três anos de queda, desmate na Amazônia volta a subir

Enviado em Regional de De Bruyn | 29 de Novembro de 2008 @ 13:37

Por Anne Warth - Agência Estado

A área desmatada da Amazônia somou 11.986 quilômetros quadrados entre agosto de 2007 e julho deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma área equivalente a quase 10 vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, ante 11.500 quilômetros quadrados desmatados entre 2006 e 2007. Técnicos do Inpe consideram que, dentro da margem de erro do levantamento, pode-se considerar que o desmatamento manteve-se estável.

Em termos proporcionais, o número representa um aumento de 3,8% no desmatamento na comparação com o período anterior, agosto de 2006 a julho de 2007. Esta é a primeira alta de desmatamento na Amazônia desde 2005. Nos últimos três anos, o Inpe vinha registrando quedas seguidas, da ordem de 20% a 30% a cada ano.

Embora os índices no Estado venham caindo há quatro anos, o Pará continua a ser o campeão do desmatamento da Amazônia Legal. Em um ano, foram removidos 5.180 quilômetros quadrados de matas, ou 43% de tudo que foi derrubado na região no período.

Em segundo lugar está o Mato Grosso, com 3.259 quilômetros quadrados devastados, ou 27% do total desmatado.

Em terceiro lugar, está o Maranhão, com 1.085 km² de matas derrubadas. O Maranhão foi o Estado onde o desmatamento mais cresceu nos últimos doze meses. Em quarto, aparece Rondônia, com 1.061 quilômetros quadrados.

De acordo com o Inpe, os meses mais críticos em termos de desmatamento são maio, junho e julho. Nesse período, foi derrubado 28% do total de áreas devastadas da Amazônia Legal nos últimos doze meses, invertendo a tendência do período anterior, quando 73% de tudo que foi derrubado ocorreu exatamente nesses três meses.

Na avaliação do órgão, isso mostra que as políticas públicas para a prevenção e o controle do desmatamento da Amazônia Legal vêm surtindo efeito.

A elevação ou estabilidade, embora reverta um histórico de quedas, representa um alívio em relação às previsões feitas no final do ano passado. Uma alta inesperada da área desmatada, no segundo semestre de 2007, gerou estimativas de que a alta deste ano poderia chegar a 30%.

O pior resultado em termos de desmatamento ocorreu em 2004, quando foram derrubados 27,4 mil quilômetros quadrados da Amazônia Legal.

Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com

Emissão de gases do efeito estufa bate recorde em 2007

Enviado em Geral de De Bruyn | 28 de Novembro de 2008 @ 09:07

Por Stephanie Nebehay - Reuters

Os gases responsáveis pelo aquecimento global atingiram níveis recordes na atmosfera no ano passado, informou na terça-feira (25) a agência de meteorologia da Organização das Nações Unidas (ONU).

A concentração de dióxido de carbono (CO2) e de óxido nitroso (N2O) alcançou novas máximas em 2007, e o nível de gás metano teve a maior alta anual em uma década, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês).

“Todos os principais gases estufa - CO2, metano e N2O - atingiram novos picos em 2007. Dois deles, o CO2 e o N2O, estão subindo de forma consistente e não há nenhum sinal de alguma estabilização”, disse Geir Braathen, especialista da WMO, em entrevista coletiva. Ele acrescentou que ainda é cedo para dizer se o nível de metano continuará aumentando.

Cientistas da ONU têm alertado que o alto nível de gases estufa na atmosfera –emitidos por fábricas, carros e pela produção agrícola–levará ao aumento do nível do mar, a maiores tempestades e a mais ondas de calor e secas.

O atual pacto climático, o Protocolo de Kyoto, expira em 2012 e os governos correm agora para chegar a um novo tratado até o fim do próximo ano.

Observadores esperam que o novo pacto inclua os Estados Unidos, que não ratificaram o acordo anterior, e que estabeleça um compromisso de países em desenvolvimento, como China e Índia, com metas de emissão de gases.

O relatório da WMO acrescentou que os níveis de clorofluorcarbonetos, que atacam a camada de ozônio, continuou em lenta redução, resultado do corte nas emissões acertado no Protocolo de Montreal, em 1987, que tinha o objetivo de proteger a camada que bloqueia raios solares perigosos.

“O Protocolo de Montreal, através da retirada gradual das substâncias que atacam a camada de ozônio, teve de fato um efeito positivo sobre o clima”, disse Braathen.

Chuva provoca morte de 97 pessoas em Santa Catarina; 19 ainda continuam desaparecidas

Enviado em Regional de De Bruyn | 27 de Novembro de 2008 @ 09:30

Folha Online

Ao menos 19 pessoas continuam desaparecidas em cidades de Santa Catarina. O número de mortos chega a 97 e o número de pessoas que tiveram de deixar suas casas chega a 78.656. Segundo o órgão, deste total, 27.404 estão desabrigados, ou seja, dependem de abrigos do poder público, e 51.252 estão desalojados –devem ficar hospedados nas casas de familiares ou amigos.

A Defesa Civil informou que dez cidades decretaram situação de calamidade: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Pomerode, Luís Alves, Itajaí e Rodeio. A cidade de Blumenau –uma das mais afetadas pelas chuvas– também decretou situação de calamidade, segundo a prefeitura.

As chuvas também provocaram um aumento de mais de 50% na demanda por transfusões de sangue no Centro Hemoterápico de Blumenau, desde segunda-feira (24). Enquanto no início da semana foram feitas aproximadamente 50 transfusões, nesta quarta foram mais de cem procedimentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na tarde de ontem em Itajaí para avaliar os estragos causados pela chuva que atinge Santa Catarina. Ele afirmou que, agora, é preciso ficar atento com o risco de doenças, principalmente contaminação pela leptospirose.

Doações

A Defesa Civil de Santa Catarina pediu doações de água potável, médicos voluntários e dinheiro aos municípios atingidos pelas chuvas. Com acessos interditados, há, no entanto, dificuldade para a entrega dos materiais. Com isso, Defesa Civil Estadual pede para os interessados priorizem as doações em dinheiro nas contas bancárias.

A água poderá ser entregue na Defesa Civil dos municípios, além dos órgãos de segurança do governo estadual, como polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros.

A Defesa Civil informou três contas bancárias para receber doações para compra de mantimentos. Os interessados em contribuir podem depositar qualquer quantia nas seguintes contas:

- Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7;
- Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57

Saques

Os comerciantes de Itajaí (Santa Catarina) estão preocupados com a enchente que assola a cidade desde o último fim de semana. Não bastasse os que perderam toda a mercadoria com a quantidade de água acumulada, os que não foram atingidos também estão preocupados com seu patrimônio devido a onda de assaltos existente na cidade.

De acordo com o major da Polícia Militar de Itajaí, Jurildo Mello, o número deste tipo de crime na cidade ainda não foi contabilizado. “Os saques a lojas e residências abandonadas têm ocorrido desde terça-feira (25). A polícia está combatendo esses delitos, mas em algumas áreas o trabalho é dificultado porque o número de pessoas envolvidas é muito grande”, disse. O major conta que a polícia precisa, inclusive, acompanhar a entrega de doações de alimentos para que eles não sejam saqueados.

Grupo vê ambientes escondidos na terra firme da Amazônia

Enviado em Regional de De Bruyn | 25 de Novembro de 2008 @ 09:01

Por Eduardo Geraque - Folha de S.Paulo

Qualquer um que tenha caminhado no mato na Amazônia já desconfiava que o ambiente chamado de terra firme (aquele que nunca é inundado) é muito heterogêneo. Mas a revelação feita por um modelo matemático desenvolvido no Brasil e apresentado em uma conferência internacional sobre a Amazônia faz emergir o tamanho dessa diferença.

“Nós descobrimos a existência de quatro ambientes dentro da chamada terra firme”, afirma Antônio Nobre, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). A ferramenta, baseada “em muita física básica”, segundo o ecólogo, permitiu calcular que 58,5% da chamada terra firme é um baixio que tem acesso fácil à água em todas as épocas do ano.

“São áreas de chavascais e de transição”, diz Nobre. “Não que essas áreas tenham lâminas d’água, mas elas são úmidas. Quando você anda pelo chavascal ele faz “choc”, “choc”…” Na área de transição, também chamada de campinarana, há predomínio de areia e “o lençol freático é bastante raso”, afirma o pesquisador.

O novo modelo, que partiu do conceito físico dos vasos comunicantes, analisou até agora uma área de 18 mil quilômetros quadrados ao redor do rio Negro, no Estado do Amazonas. “A ferramenta está pronta para ser usada em toda a Amazônia. Esse será o próximo passo do estudo”, diz Nobre.

Hoje, estima-se que 17% da Amazônia seja preenchida por áreas inundáveis e 83% por áreas de terra firme. Com os novos dados, esse último grupo ganha quatro subdivisões.

Dentro dos baixios, a modelagem feita no âmbito do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia) e do Geoma (Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia), que usou imagens feitas pelo ônibus espacial Endeavour, identificou duas classes.

Os chavascais, que ocupam uma área de 25,6% da terra firme, e uma área de transição (ecótono), que representa 32,9% do total das áreas estudadas que não são inundáveis.

Na região onde o lençol freático é mais profundo e a água nunca chega, há 11,1% de encostas e 30,4% de platôs.

Leia a matéria na íntegra no site: www.ecoinformacao.com

Governadores pedem ajuda de países ricos para Amazônia

Enviado em Regional de De Bruyn | 23 de Novembro de 2008 @ 13:30

Por Warner Bento Filho - Especial para O Estado

Os governos de estados da Amazônia esperam receber de países ricos investimentos da ordem de bilhões de reais para frear o desmatamento ao mesmo tempo que promove a inclusão social da população da região. Eles reconhecem, na prática, que não conseguem cuidar sozinhos da floresta e precisam da ajuda de governos e empresas do mundo desenvolvido.

Este foi o discurso que os governadores Blairo Maggi (Mato Grosso), Ana Júlia Carepa (Pará) e Eduardo Braga (Amazonas) levaram para uma conferência encerrada quarta-feira em Los Angeles para discutir as mudanças climáticas. A Conferência de Governadores sobre Clima Global, promovida pelo governo da Califórnia, reuniu representantes dos Estados Unidos e de países que têm florestas tropicais, além de empresários e representantes da União Européia, Nações Unidas e Banco Mundial, entre outras organizações. Pelas estimativas dos governadores brasileiros, a conta da preservação da floresta em seus Estados é de cerca de R$ 7,5 bilhões ao ano.

A grande esperança dos governadores é que as determinações de corte nas emissões de gases-estufa - como a anunciada durante a campanha eleitoral pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barak Obama, de 80% até 2050, em relação aos níveis de 1990 - resultem em investimentos na Amazônia, por meio de operações de crédito de carbono. Para isso, pretendem incluir o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento (RED) no mercado de carbono. A negociação começa no próximo mês, em reunião da Convenção do Clima das Nações Unidas em Poznan, Polônia.

Amazônia deixará de existir se desmate chegar a 50%

Enviado em Regional de De Bruyn | 22 de Novembro de 2008 @ 13:00

Por Eduardo Geraque - Folha de S.Paulo

A floresta amazônica deixará de existir se mais 30% dela forem destruídos. A afirmação foi feita na quinta-feira (20), em Manaus, durante a conferência científica Amazônia em Perspectiva.

“O número agora está consolidado. Se 50% de toda a Amazônia for desmatada, um novo estado de equilíbrio vai existir no bioma”, afirma Gilvan Sampaio, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Hoje aproximadamente 20% de toda a floresta amazônica, que tem mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, já sumiram “No Brasil, esse número está ao redor de 17%.”

E pode chegar aos 50% até o meio do século. Um estudo de 2006 da Universidade Federal de Minas Gerais prevê que, se o ritmo do corte raso continuar, quase metade da floresta que sobra hoje tombará até 2050.

O novo modelo desenvolvido pelo pesquisador não considera mais a vegetação como algo estático, como ocorria nos estudos apresentados anteriormente. “Desta vez, existe uma espécie de conversa entre o clima e a vegetação”, afirma Sampaio, que havia publicado uma versão anterior de seus modelos no ano passado.

De acordo com o estudo, que analisa a situação da floresta num intervalo de 24 anos, a região leste da Amazônia ainda é a mais sensível. Como o clima depende da vegetação, e vice-versa, a ausência de árvores na parte oriental da Amazônia fará com que as chuvas diminuam até 40% naquela região.

“As pessoas têm a idéia de que a floresta cortada sempre se regenera, mas nesse novo estado de equilíbrio isso não deve mais ocorrer, pelo menos no leste da floresta.”

O estudo também mostra que a geografia do desmatamento pouco importa para que o ponto de não-retorno da floresta seja atingido. “A questão é quanto você tira e não de onde”. Se países como o Peru e a Venezuela, onde a situação da floresta é melhor hoje, começarem a desmatar muito, todo o bioma estará em perigo.

A conseqüência desse novo equilíbrio ecológico será bem mais impactante no lado leste. Sem chuva, a tendência é que toda a região vire uma savana pobre. “Não é possível falar em cerrado, porque ele é muito mais rico do que a capoeira que surgiria na Amazônia.”

O oeste amazônico, entretanto, onde estão o Amazonas e Roraima, continuariam a ter florestas, mesmo nessa nova realidade climática. “A umidade continuaria a ser trazida do Atlântico pelo vento”, diz.

O desafio brasileiro para impedir que a floresta entre em um novo estágio evolutivo parece até fácil de ser resolvido –no papel. Dos 5 milhões de hectares da Amazônia que estão dentro do país, 46% são protegidos por lei. Mas, na prática, a preservação dessas regiões não é integral.

Uma prova clara disso foi dada ontem também na conferência de Manaus. Dados apresentados por Alberto Setzer, também do Inpe, mostram que entre 2000 e 2007 os satélites registraram focos de incêndio em 92% das unidades de conservação da Amazônia. “Isso me deixa consternado”, diz Setzer.

Em Roraima e Tocantins, 100% das áreas de proteção ambiental tiveram incêndios. “Muitas dessas unidades de conservação não têm nem meios para combater o fogo”, afirma o pesquisador.

O sumiço de parte da floresta amazônica terá conseqüências imediatas para o Nordeste. “A tendência de desertificação vai aumentar bastante”, diz Sampaio. O grupo do Inpe ainda estuda as conseqüências da possível nova Amazônia para as demais regiões do Brasil.

Greenpeace bloqueia usina nuclear espanhola

Enviado em Internacional de De Bruyn | 20 de Novembro de 2008 @ 23:40

Efe - (Madri)

Ativistas do Greenpeace bloquearam nesta quinta-feira, 20, a passagem da entrada principal da usina nuclear de Garoña, na província espanhola de Burgos, com um contêiner, em cujo interior há dez ecologistas, enquanto outro grupo se amarrou à porta das instalações para pedir seu fechamento.

Com esta ação, a organização exige do Governo “o cumprimento de seu compromisso de fechamento das usinas nucleares e o fechamento imediato dessa central”, informou o Greenpeace em comunicado.

O protesto aconteceu dentro de uma ação intitulada “Eu Sou Antinuclear”, que conta com a participação de 60 ativistas.

O responsável pela campanha de energia nuclear do Greenpeace, Carlos Bravo, assinalou que “não há nenhum motivo econômico, energético, meio ambiental ou social” que pode ser usado pelo Governo para “descumprir seu compromisso de fechar Garoña e as demais usinas nucleares”.

Garoña, inaugurada em 1971, “está totalmente amortizada há anos, e é uma usina nuclear obsoleta, afligida por graves problemas de segurança”, segundo o comunicado do Greenpeace.

Reino Unido aprova lei para reduzir emissões de CO2 em 80%

Enviado em Internacional de De Bruyn | 19 de Novembro de 2008 @ 23:26

Fance Presse - (Londres)

O Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei para diminuir em 80%, até 2050, as emissões de gases de efeito estufa. A rainha Elizabeth 2ª deve agora dar sua aprovação formal à matéria.

A aprovação acontece em um momento em que os países da UE (União Européia) não conseguem chegar a um acordo sobre o plano de ação sobre o aquecimento global, que prevê a redução de 20% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) até 2020 e que deve ser adotado até o fim do ano.

O ministro britânico da Energia e Aquecimento Climático, Ed Miliband, declarou que a nova lei faz do Reino Unido “um líder mundial da política climática”. “É a primeira legislação desse tipo no mundo e envia uma mensagem clara antes das discussões sobre o clima em escala européia e mundial para dizer que é possível tomar medidas sérias.”

O Reino Unido visava inicialmente a uma redução de 60%, até 2050, nas emissões de CO2, em relação ao níveis de 1990.

Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu ao Comitê sobre o Aquecimento Climático que estudasse a possibilidade de ampliar esse objetivo para 80%.

O Comitê aprovou a ampliação enfatizando que o aumento da temperatura na Terra acontece mais rápido do que o previsto - por isso, o perigo das emissões de CO2 é maior.

Mudança climática é o maior desafio da humanidade, diz príncipe Charles

Enviado em Internacional de De Bruyn | 18 de Novembro de 2008 @ 23:44

Efe - (Paris)

O príncipe Charles afirmou que o maior desafio para a humanidade é enfrentar a mudança climática. Ele defendeu ainda o projeto Rainforest, idealizado por ele para preservar as florestas tropicais.

“Não se deve perder nenhum minuto”, ressalta Charles, em entrevista publicada no sábado (15) pela revista “Le Figaro Magazine”, acrescentando que uma ação a ser “empreendida a partir de agora para inverter o curso dos eventos é conter a destruição das grandes florestas tropicais”.
Esta é a razão do projeto Rainforest, lançado no ano passado com propostas como o controle das emissões de carbono, o aproveitamento de água da chuva e o esfriamento do clima, com o objetivo de preservar o ecossistema.

Caso se alcance o objetivo de sua iniciativa, ele afirma que “não só daremos uma contribuição essencial para o futuro” das próximas gerações, “mas haverá uma transformação radical da vida de aproximadamente 1,4 bilhão de habitantes dos mais pobres da Terra que vivem na região das florestas tropicais”.

O príncipe conta que sua fundação para um meio ambiente integrado atua em vários países para estabelecer “verdadeiras comunidades que voltem a colocar as pessoas e a proteção do meio no centro de seu funcionamento”.

Ele explicou que o projeto busca privilegiar os “princípios de identidade local, de justiça, de proporção e, atreveria a dizer, de beleza. São princípios que foram sacrificados no altar da ‘modernidade’ e que, no entanto, refletem nossa verdadeira humanidade”, disse.

A entrevista, feita por ocasião da visita de Charles à França para participar dos 80 anos do armistício que colocou fim à Primeira Guerra Mundial, também trata desse conflito.

O herdeiro da Coroa britânica diz que participa do aniversário porque é importante “lembrar às jovens gerações os imensos sacrifícios feitos não só em nome dos princípios e dos valores que estavam em jogo, mas também porque se deve entender a pertinência atual de valores como coragem, sacrifício, dever e cortesia”.

Próxima Página »