Austrália anuncia medidas para proteção da Grande Barreira de Corais
Efe - Sydney
Anna Bligh, governadora do estado de Queensland, no nordeste da Austrália, local onde ficam os corais, disse que a partir de junho próximo haverá regulação da pastagem, do emprego de produtos químicos e do uso de água.

Os especialistas preveem que o desaparecimento dos corais se inicie a partir de 2030, em um processo ligado à simbiose que ele mantêm com algumas algas que aderem na sua superfície. Com a mudança climática, o mar se aquece e as algas desaparecem, levando junto os corais.
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) comemorou a ação governamental, que classificou como ‘tardia’, e encorajou os agricultores a cumprir as novas regras.
No início de janeiro, um estudo do Instituto Australiano de Ciências Marinhas alertou que o crescimento da barreira diminuiu em 14% nos últimos 19 anos. Segundo o relatório, a queda sem precedentes do crescimento dos corais na barreira se deve ao aquecimento de água dos mares e ao aumento da acidez, devido à alta de dióxido de carbono na atmosfera.
Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU
BBC Brasil
A informação foi noticiada pelo jornal francês “Le Monde” na quinta-feira, e foi confirmada à “BBC Brasil” pelo Pnuma.
Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores –o equivalente ao território da Venezuela.
A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.
“Irreversível”
“A progressão das frentes pioneiras na Amazônia e as transformações que elas introduziram são tantas que o movimento de ocupação dessa última fronteira do planeta parece irreversível”, disse o órgão da ONU ao “Le Monde”.
Além do desmatamento, a grande corrida pela apropriação das gigantescas reservas de terra e das matérias-primas da região também tem um papel importante na deterioração da Amazônia, segundo o jornal.
“O modelo de produção dominante não leva em conta critério algum de desenvolvimento sustentável, conduz à fragmentação dos ecossistemas e à erosão da biodiversidade”, afirmou o Pnuma.
A entidade também condenou a situação das populações que habitam a floresta, que “vivem uma situação de grande pobreza”. “A riqueza retirada da exploração dos recursos naturais não é reinvestida na região”, disse.
O “Le Monde” conclui o artigo citando que o Pnuma pede um maior envolvimento internacional para ajudar financeiramente os países que abrigam a floresta, e cita como possível caminho o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes estrangeiras para desenvolver projetos que combatem o desmatamento.
O Pnuma prevê que o relatório final, com mais dados ainda sigilosos, seja divulgado durante o encontro anual de seu conselho administrativo, marcado entre 16 e 20 de fevereiro em Nairóbi, no Quênia.
Austrália nega acordo com Japão para limite da caça às baleias
Efe -(Sydney)
“A posição australiana não mudou, estamos totalmente comprometidos com a suspensão total da chamada caça às baleias com fins científicos, e somos totalmente contra a caça comercial de baleias”, disse o ministro do Meio Ambiente, Peter Garrett.
Durante a reunião da Comissão Baleeira Internacional, realizada no fim de semana passado no Havaí, o organismo propôs esse acordo ao Japão, segundo revelou o Fundo Internacional para o Bem-estar dos Animais (IFAW).
O titular de assuntos exteriores australiano, Stephen Smith, destacou que as conversações nesse sentido estão em um nível preliminar e reiterou que a prioridade de Camberra é que o Japão suspenda a caça de cetáceos na Antártida, antes de colocar um fim, de maneira completa, a essa atividade em todo o mundo.
Na semana passada, a Austrália afirmou que manterá a pressão diplomática sobre o Japão, tendo descartado a possibilidade de iniciar ações legais contra o país.
O primeiro ministro, Kevin Rudd, respondeu dessa forma à organização ecologista Sea Shepherd, que se ofereceu para abandonar a perseguição aos navios baleeiros japoneses se a Austrália e a Nova Zelândia realizassem ações legais contra o Japão.
Obama começa a rever decisões climáticas de Bush
Por Paula Scheidt - CarbonoBrasil
“O governo federal deve trabalhar com, e não contra, os estados para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. A Califórnia tem mostrado uma liderança robusta e bipartidária nos esforços pelos padrões do século 21 e mais de uma dúzia de estados seguiram seus passos”, disse Obama nesta segunda-feira.
O diretor do EPA durante a administração Bush, Stephen Johnson, provocou indignação ao ignorar o veredicto de seu corpo técnico e legal e rejeitar o pedido da Califórnia, em dezembro de 2007.
Segundo Obama, é tempo dos EUA liderar nas mudanças climáticas e na redução da dependência de petróleo estrangeiro. “Nós precisamos mais do que velhas promessas vazias. Precisamos mostrar que desta vez será diferente”, afirmou.
Em um movimento contrário ao nacional, a Califórnia tem constantemente anunciado medidas a favor do meio ambiente e em novembro do ano passado se comprometeu a ter um terço da sua demanda energética alimentada por fontes renováveis até 2020. “Com este anúncio do presidente Obama em menos de uma semana de governo, está claro que a Califórnia e o meio ambiente têm agora um forte aliado na Casa Branca”, disse o governador do estado, Arnold Schwarzenegger.
O presidente ainda pediu ao Departamento de Transporte que trabalhasse na criação de um padrão de eficiência nacional para entrar em vigor a partir de março de 2011, dando 18 meses para que as montadoras se preparassem. A meta é que em 2020 os automóveis sejam capazes de rodar no mínimo 35 milhas com um galão (mpg) de combustível, o equivalente a 14 quilômetros por litro.
O uso de gasolina representa quase metade do consumo diário de petróleo no EUA e padrões mais rígidos de eficiência nos veículos poderiam reduzir a dependência do país às fontes estrangeiras. Dezoito estados já demonstraram interesse em seguir o exemplo da Califórnia, estabelecendo padrões de emissões de automóveis mais rígidos que o federal.
Um padrão também forçaria as montadoras a investirem em carros movidos a combustíveis alternativos, como os híbridos ou elétricos. “Isto será um sinal para Detroit de que um grande mercado os aguarda se eles fizerem a coisa certa e produzirem veículos o mais limpo e eficiente possível”, disse a senadora Bárbara Boxer.
As fabricantes de automóveis têm feito forte lobby para impedir tal regulamentação, argumentando que isto as forçaria a produzir dois tipos de veículos ou limitar as promoções em um momento em que companhias como a GM e a Chrysler, ambas sediadas em Detroit, já brigam por grandes resgates financeiros federais para evitar a falência.
Enquanto Obama discursava a favor dos padrões de eficiência, a GM cortava outros dois mil empregos em Ohio e Michigan. A montadora tem sido criticada por concentrar-se na produção de beberrões 4X4 e terá dificuldades para melhorar a eficiência dos atuais 27 mpg para os cerca de 35 mpg em 2020. “Temos que ajudá-las a crescer com sucesso na construção dos carros de amanhã”, disse Obama.
O ato de Obama também servirá para pressionar o Congresso a agir mais rapidamente na aprovação da legislação de um sistema de limite e comércio de emissões (“cap-and-trade”) nacional.
Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com
Especialista em desastres naturais da ONU critica o Brasil
Por Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
A ONU alerta que os desastres naturais cada vez mais devastadores são já alguns dos efeitos das mudanças climáticas, com o aumento de tormentas e eventos climáticos extremos. Em 2008, o número de vítimas foi um dos mais altos da história. No ano passado, o Brasil foi o 13º país mais afetado por desastres naturais. Pelo menos 2 milhões de pessoas foram afetadas pelos desastres, principalmente pelas chuvas. Só as chuvas em Santa Catarina em novembro atingiram 1,5 milhão de pessoas.
Segundo a especialista, a realidade é que as vítimas poderiam ter sido poupadas. “O Brasil tem dinheiro suficiente para lidar com o problema dos desastres naturais e há anos já poderia ter colocado em funcionamento um sistema de prevenção. Mas a grande realidade é que falta vontade política”, afirmou a especialista, em uma conferência de imprensa na ONU para a apresentação dos novos números de vítimas de desastres naturais no planeta.
Ela cita o exemplo dos mortos em Santa Catarina em 2008, por causa das chuvas. “Isso poderia ter sido evitado há anos”, afirmou, lembrando que o fenômeno na região sul não é novo. “Há anos o Brasil vive a mesma situação”, atacou. 2008, segundo a ONU, registrou um dos maiores índices de mortes por desastres naturais na história. Foram 235 mil mortos e só ano do tsunami, em 2004, superou a marca, com 241 mil mortos.
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Grupo de 45 baleias encalha em praia da Austrália
AP

Uma equipe de seis guardas florestais chegou às sobreviventes no início dessa sexta-feira, 23, e estavam tentando manter sua pele molhada, disse a porta-voz do Serviço de Parques e Florestas da Tasmânia, Liz Wren.
“A próxima oportunidade de tentar qualquer possível resgate acontecerá mais tarde, durante a maré alta”, disse. Ela não soube informar o horário preciso.
A equipe determinou que o grupo é composto por 45 baleias, afirmou e que há animais jovens entre as sete sobreviventes.
A razão das baleias terem encalhado ainda não é clara, mas Liz disse que as condições difíceis do mar e o canal estreito pelo qual estavam passando podem ser alguns dos motivos pelos quais o grupo foi parar no banco de areia.
Geleira peruana desaparece em consequência de aquecimento global
France Presse - (Colorado Springs)
“O desaparecimento da geleira Quilca foi gradual, e é consequência das mudanças climáticas e do aquecimento que acontecem em todo o mundo”, explicou Marco Zapata, diretor da Unidade de Glaciologia do Inrena. “O aquecimento global repercute de maneira especial nas geleiras do Peru, que estão entre as mais afetadas”.
Fotografias divulgadas no domingo pela agência estatal peruana mostram que a neve que cobria a geleira Quilca derreteu por completo, deixando a montanha coberta apenas por uma camada de terra.
É a segunda geleira que desaparece no Peru desde 2005, por motivos atribuídos ao aquecimento global. De acordo com a Inrena, cerca de 150 picos nevados do país correm o risco de perder suas geleiras.
Há 19 cordilheiras nevadas espalhadas pelo território peruano e no sudeste andino.
Austrália descarta ação legal pelo fim da caça às baleias
Efe - (Sydney)
Rudd apontou que o Japão tem autorização da Comissão Baleeira Internacional para caçar baleias com fins científicos.
O governante respondia, com essa fala, à organização ambientalista australiana Sea Shepherd, que na quarta-feira, 21, propusera abandonar a perseguição aos baleeiros japoneses se a Austrália e a Nova Zelândia processassem o Japão.
Todos os anos, a Sea Shepherd assedia em alto mar os pesqueiros japoneses, quando eles iniciam seu habitual programa de captura de baleias para pesquisas científicas.
Rudd ressaltou que a Comissão Baleeira Internacional tem previsões de revisar a permissão de caça dada ao Japão em meados de 2009. “Estamos envolvidos em um processo diplomático para ver, com nossos amigos em Tóquio, se podemos encontrar uma forma de solucionar essa questão”, disse Rudd.
Sea Shepherd quer que Camberra e Wellington usem, na justiça, um relatório publicado pelo Fundo Internacional de Bem-Estar dos Animais (IFAW), segundo o qual o direito internacional permite a esses governos impedir a caça de baleias.
O documento, elaborado por um grupo de juristas australianos, diz que o Tratado Antártico obriga a examinar o impacto ambiental de qualquer atividade que se realize em suas águas.
Os barcos utilizados pelo Japão, assegura o relatório, cumprem com as regras exigidas para a caça de baleias na zona subantártica, mas não nas águas da Antártida e, além disso, realizam operações muito perigosas, como a reposição de combustível em alto mar.
Ambientalistas querem ação legal contra baleeiros japoneses
Efe - (Sydney)
A cada ano, a Sea Shepherd assedia em alto mar os pesqueiros japoneses, quando eles iniciam seu habitual programa de captura de baleias para pesquisas científicas.
“Se a Austrália ou a Nova Zelândia iniciarem ações legais, Sea Shepherd estará de acordo em abandonar suas táticas agressivas no próximo ano para permitir outra abordagem”, anunciou Paul Watson, porta-voz da organização.
No ano passado, os ecologistas abordaram o pesqueiro japonês Yashin Maru 2, por haver entrado ilegalmente no santuário marinho declarado pela Austrália e que não é reconhecido pelo Japão, denunciaram os ativistas.
Os ativistas também jogaram bombas de mau cheiro contra outro navio, cuja tripulação reagiu disparando contra eles, inclusive perfurando o colete a prova de balas de Watson, segundo ele relatou.
Sea Shepherd quer que Camberra e Wellington usem, na justiça, um relatório publicado pelo Fundo Internacional de Bem Estar dos Animais (IFAW), segundo o qual o direito internacional permite a esses governos parar a caça de baleias.
O documento, elaborado por um grupo de juristas australianos, diz que o Tratado Antártico obriga a examinar o impacto ambiental de qualquer atividade que se realize em suas águas.
Os barcos utilizados pelo Japão, assegura o relatório, cumprem com as regras exigidas para a caça de baleias na zona sub-antártica mas não nas águas da Antártida e, além disso, realizam operações muito perigosas, como a reposição de combustível em alto mar.
Projeto como ‘CSI’ ajudará a investigar crimes contra animais
Efe - (Miami)
O projeto poderia conduzir até 200 casos de crueldade animal nos dois primeiros anos e aumentaria dramaticamente o número de profissionais nessa área.
“Estamos transferindo nosso conhecimento da ciência forense a este novo campo dedicado a resolver crimes contra os animais”, disse Bruce Goldberger, diretor do Centro de Medicina Legal William R. Maples da Universidade da Flórida, a UFA, no noroeste do estado.
Todos os anos, a ASPCA investiga mais de cinco mil casos de crueldade animal e detém ou emite intimações a mais de 300 pessoas e os crimes incluem negligência, abandono, brigas de cachorros e de galos, entre outros.
O projeto parece com a famosa série de televisão CSI, na qual peritos resolvem crimes através da análise de DNA, provas balísticas e outros recursos.
Os participantes receberão treinamento nas salas de aula da UFA e pela internet mediante a recém-formada Associação Internacional de Ciência Legal Veterinária.
A colaboração entre a universidade e a ASPCA começou há um ano quando as instituições organizaram uma conferência sobre o uso da medicina forense para investigar a crueldade animal.
Os organizadores do evento esperavam que assistissem só alguns especialistas, mas participaram cerca de 200 dos Estados Unidos e de nove países.
“Isso significa que os padrões de pesquisas e o uso da ciência para documentar o que aconteceu aos animais (vítimas da crueldade) são muito mais elevados do que há cinco anos”, informou Randall Lockwood, vice-presidente dos serviços anticrueldade animal da ASPCA.