Estados Unidos querem acordo climático na ONU, mas sem mágicas
Alister Doyle - Reuters
“Os Estados Unidos vão se engajar fortemente e totalmente”, disse o enviado especial norte-americano Todd Stern na abertura do encontro de 175 países da ONU em Bonn, na Alemanha.
“Mas todos nós vamos ter que fazer isso juntos, nós não temos uma varinha de condão”, acrescentou Stern, em uma entrevista coletiva.
O encontro de 29 de março a 8 de abril, o primeiro do tipo desde que Obama chegou à Presidência, em janeiro, discute um acordo para o clima para ser adotado a partir de uma cúpula global em Copenhague, em dezembro de 2009.
Em seu discurso, Stern foi aplaudido duas vezes, um contraste com a recepção aos enviados da administração de George W. Bush, sempre acusados de inércia e vaiados durante a conferência de Bali em 2007.
Mesmo assim, Stern deixou claro os limites às ambições de Obama. Ele disse que os Estados Unidos gostariam de negociar um acordo economicamente “viável” e que os demais países não poderiam esperar Washington “chegar em um cavalo branco” para resolver o problema.
“Nós não podemos,” afirmou.
Pedindo maior participação de todos, ele afirmou que os Estados Unidos tem a “responsabilidade singular” como o principal emissor de gases de efeito estufa do mundo.
Ele acrescentou estar muito impressionado com as ações de países em desenvolvimento como a Índia, África do Sul, Brasil, China e México.
Algumas nações, atingidas pela recessão, esperam ouvir as iniciativas ambientais dos Estados Unidos antes de revelarem suas medidas para combater o aquecimento global.
Obama quer reduzir as emissões norte-americanas para cerca de 16 a17 por cento dos níveis atuais, voltando aos níveis de 1990 até 2020. A meta para 2050 é reduzir em 80 por cento as emissões atuais.
“Todo mundo está muito animado” com os sinais de um maior compromisso dos Estados Unidos, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU.
Tesla lança carro 100% não poluente que será produzido em massa
France Presse - (Los Angeles)
A Tesla, que no ano passado colocou à venda o Roadster, um automóvel elétrico de dois lugares, informa que seu sedã “Model S” fará sua estreia nas linhas de produção em 2011.

“Com o desconto fiscal federal de US$ 7.500, o preço final fica em US$ 49.900″, explica a montadora, em comunicado emitido antes do lançamento oficial do veículo, em Los Angeles.
O preço é salgado em comparação a outros sedãs da mesma categoria, mas a Tesla destaca que, com os incentivos ficais concedidos pelo governo a quem adquirir veículos não poluentes e o baixo custo da manutenção e do combustível, o “Model S” passa a ser bastante competitivo.
Segundo a empresa, o ‘Model S’ será o primeiro veículo elétrico do mundo de grande autonomia produzido em massa.
“O ‘Model S’ se tornará o carro escolhido por motoristas inteligentes e conscientes em relação ao meio ambiente em toda a Europa e América do Norte”, indica a companhia. A princípio, o novo carro será vendido apenas nestes dois continentes, seguindo depois para o mercado asiático.
A Tesla foi fundada em 2003 como uma fábrica de automóveis elétricos 100% não poluentes - do mesmo tipo que as grandes montadoras americanas estão apenas começando a desenvolver.
Entre os investidores da companhia estão Serge Brin e Larry Page, fundadores do Google, e Elon Musk, cofundador do PayPal, revolucionário sistema de pagamentos online.
