Estados Unidos querem acordo climático na ONU, mas sem mágicas

Enviado em Internacional de De Bruyn | 30 de Março de 2009 @ 10:09

Alister Doyle - Reuters

O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu no domingo pressionar por um novo acordo climático na Organização das Nações Unidas, mas disse que Washington não tem “varinha de condão” e todos os países precisam ajudar.

“Os Estados Unidos vão se engajar fortemente e totalmente”, disse o enviado especial norte-americano Todd Stern na abertura do encontro de 175 países da ONU em Bonn, na Alemanha.

“Mas todos nós vamos ter que fazer isso juntos, nós não temos uma varinha de condão”, acrescentou Stern, em uma entrevista coletiva.

O encontro de 29 de março a 8 de abril, o primeiro do tipo desde que Obama chegou à Presidência, em janeiro, discute um acordo para o clima para ser adotado a partir de uma cúpula global em Copenhague, em dezembro de 2009.

Em seu discurso, Stern foi aplaudido duas vezes, um contraste com a recepção aos enviados da administração de George W. Bush, sempre acusados de inércia e vaiados durante a conferência de Bali em 2007.

Mesmo assim, Stern deixou claro os limites às ambições de Obama. Ele disse que os Estados Unidos gostariam de negociar um acordo economicamente “viável” e que os demais países não poderiam esperar Washington “chegar em um cavalo branco” para resolver o problema.

“Nós não podemos,” afirmou.

Pedindo maior participação de todos, ele afirmou que os Estados Unidos tem a “responsabilidade singular” como o principal emissor de gases de efeito estufa do mundo.

Ele acrescentou estar muito impressionado com as ações de países em desenvolvimento como a Índia, África do Sul, Brasil, China e México.

Algumas nações, atingidas pela recessão, esperam ouvir as iniciativas ambientais dos Estados Unidos antes de revelarem suas medidas para combater o aquecimento global.

Obama quer reduzir as emissões norte-americanas para cerca de 16 a17 por cento dos níveis atuais, voltando aos níveis de 1990 até 2020. A meta para 2050 é reduzir em 80 por cento as emissões atuais.

“Todo mundo está muito animado” com os sinais de um maior compromisso dos Estados Unidos, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU.

Tesla lança carro 100% não poluente que será produzido em massa

Enviado em Outros, Geral de De Bruyn | 29 de Março de 2009 @ 11:05

France Presse - (Los Angeles)

A montadora Tesla Motors lançou na quinta-feira (26) um novo modelo de carro elétrico de cinco lugares de grande autonomia - o primeiro do mundo a ser produzido em escala industrial.

A Tesla, que no ano passado colocou à venda o Roadster, um automóvel elétrico de dois lugares, informa que seu sedã “Model S” fará sua estreia nas linhas de produção em 2011.

Fred Prouser/Reuters - Elon Musk, cofundador do PayPal e CEO da Tesla Motors, dirige o carro elétrico que é 100% não poluente, durante seu lançamento
O protótipo, 100% não poluente, funciona com uma bateria de íons de lítio. Com uma carga completa, o carro - que chegará às lojas por US$ 57.400 - é capaz de rodar até 360 quilômetros.

“Com o desconto fiscal federal de US$ 7.500, o preço final fica em US$ 49.900″, explica a montadora, em comunicado emitido antes do lançamento oficial do veículo, em Los Angeles.

O preço é salgado em comparação a outros sedãs da mesma categoria, mas a Tesla destaca que, com os incentivos ficais concedidos pelo governo a quem adquirir veículos não poluentes e o baixo custo da manutenção e do combustível, o “Model S” passa a ser bastante competitivo.

Segundo a empresa, o ‘Model S’ será o primeiro veículo elétrico do mundo de grande autonomia produzido em massa.

“O ‘Model S’ se tornará o carro escolhido por motoristas inteligentes e conscientes em relação ao meio ambiente em toda a Europa e América do Norte”, indica a companhia. A princípio, o novo carro será vendido apenas nestes dois continentes, seguindo depois para o mercado asiático.

A Tesla foi fundada em 2003 como uma fábrica de automóveis elétricos 100% não poluentes - do mesmo tipo que as grandes montadoras americanas estão apenas começando a desenvolver.

Entre os investidores da companhia estão Serge Brin e Larry Page, fundadores do Google, e Elon Musk, cofundador do PayPal, revolucionário sistema de pagamentos online.

Mundo vive ‘apagão’ voluntário contra o aquecimento global

Enviado em Geral de De Bruyn | 29 de Março de 2009 @ 10:55

estadao.com.br

Quando a campanha ‘Hora do Planeta’ (Earth Hour, na versão em inglês) começou, em 2007, apenas Sydney, na Austrália, apagou as suas luzes. Mas, a repercusão foi tão grande que, no ano seguinte, outras cidades australianas e várias metrópoles espalhadas pelo mundo também quiseram participar. Neste ano, ela se espalhou por todo o mundo.

Hora do Planeta 2009 é um evento mundial durante o qual residências e pontos turísticos e de referência das cidades ficam sem iluminação por uma hora para lembrar a ameaça das mudanças climáticas no planeta. No Brasil, lugares famosos como o Cristo Redendor, no Rio de Janeiro, e a Ponte Estaiada, em São Paulo, tiveram a sua iluminação apagada entre as 20h30 e 21h30.

Pintura panorâmica representa floresta Amazônica na Alemanha

Enviado em Internacional de De Bruyn | 27 de Março de 2009 @ 01:38

Efe

O artista austríaco Yadegar Asisi exibe desde quarta-feira, 25, na galeria Panometer, em Leipzig (Alemanha), sua nova criação: uma pintura panorâmica e circular da Amazônia de 30 metros de altura e 106 metros de comprimento.

Divulgação/EcoIn - Grande painel tem altura de um prédio de 10 andares
Para apreciar a obra, intitulada Amazonien - das Zauberbild der Natur (Amazônia - a Imagem Mágica da Natureza), o espectador fica sobre uma plataforma de seis metros de altura, localizada no centro de uma antiga fábrica de gás.

“Ao observar a pintura panorâmica, o espectador deve vislumbrar o que há de excepcional nesse pedaço da Terra que é a floresta amazônica”, declarou o artista.

Amazonien também serve como homenagem aos 150 anos da morte de grande naturalista alemão Alexander von Humboldt, que dedicou parte de sua vida a investigar a região amazônica.

A obra é resultado de mais de 25 mil fotografias e incontáveis desenhos esboçados por Asisi durante quatro visitas ao Brasil.

Árvores ancestrais, flores, animais e indígenas compõem a pintura. O público ainda dispõe de lunetas para descobrir alguns insetos e aves em meio às folhagens.

“Com Amazonien, quero mostrar ao público a beleza, a diversidade e a riqueza da floresta para que as pessoas se sensibilizem por uma parte tão valiosa da Terra”, disse Asisi.

A pintura panorâmica vem acompanhada de peças complementares de caráter científico, visual e auditivo que permitem ao espectador, por exemplo, estudar os processos biológicos e as características físicas de plantas e insetos.

Além disso, uma instalação simula efeitos da luz sobre a representação da selva amazônica acompanhada pela música de Eric Babak.

Asisi já apresentou na Panometer de Leipzig outras grandes pinturas panorâmicas, como visões aéreas da Roma antiga e da cidade alemã de Dresden no século XVIII.

Emissão de poluentes cairá pela primeira vez em 10 anos, dizem especialistas

Enviado em Geral, Internacional de De Bruyn | 25 de Março de 2009 @ 10:17

Efe - Berlim

As emissões de poluentes causadores do aquecimento da Terra e das mudanças climáticas serão reduzidas em 2009 pela primeira vez em uma década, informou o jornal alemão “Frankfurter Runschau”, que fez uma pesquisa junto a especialistas.

“A soma de todos os fatores fará com que a redução das emissões de CO2 alcance aproximadamente 2%”, diz o professor Gernot Klepper, do Instituto de Estudos Econômicos Mundiais (IfW) de Kiel.

Cálculos similares foram feitos por Claudia Kemfert, do Instituto Alemão de Estudos Econômicos (DIW), que espera uma redução das emissões poluentes no planeta nesse mesmo nível.

A redução nas emissões causadoras do efeito estufa e da mudança climática se devem, sobretudo, à queda da produção industrial e ao arrefecimento do crescimento econômico em países como China e Índia.

No entanto, o diretor do programa de meio ambiente das Nações Unidas (Pnuma), Achim Steiner, adverte contra um otimismo exagerado, também em entrevista ao jornal alemão.

“A crise econômica significa apenas que tiramos o pé do acelerador para depois voltar a apertá-lo o mais rapidamente possível”, afirma Steiner, que ressalta que o clima sofrerá mais que até agora assim que a China superar a crise e recuperar seus antigos níveis de produção industrial.

Fórum de Istambul termina sem reconhecer água como ‘direito’

Enviado em Internacional de De Bruyn | 23 de Março de 2009 @ 22:37

Efe - Istambul

Fórum Mundial da Água (FMA) terminou neste domingo, 22, em Istambul mostrando a clara divisão entre os Estados no momento de se comprometer a garantir o acesso à água como um direito essencial de todo ser humano.

Durante toda a semana, aproximadamente 25 mil participantes - entre líderes políticos, especialistas, empresas e ONGs - discutiram as questões mais polêmicas em torno deste recurso, como as secas, a reciclagem das águas residuais, a distribuição e a gestão da água.

Ao mesmo tempo, ONGs e associações críticas com o fato de que o fórum seja organizado pelo Conselho Mundial de Água (CMA), uma instituição de caráter privado, se encontraram em diversas atividades paralelas de protesto, algumas reprimidas pela polícia.

Pelo menos 17 ativistas turcos foram detidos no protesto do primeiro dia, e dois membros da ONG International Rivers foram deportados pelo Governo turco. A declaração final, assinada pelas delegações dos 150 países participantes (70 deles representados em nível ministerial), foi apresentada neste domingo, por ocasião do Dia Mundial de Água.

Nela, os Estados signatários advertem para a “necessidade de conseguir segurança no (setor) da água, em um mundo (em que) se enfrenta mudanças globais rápidos e sem precedentes”, incluindo o crescimento da população, as migrações, a urbanização, a mudança climática e a desertificação, entre outros.

Por isso, se comprometem a “intensificar” os esforços para conseguir cumprir os Objetivos do Milênio das Nações Unidas, embora a declaração não seja vinculativa para os países signatários. No entanto, o tema que mais debate gerou durante as negociações finais foi o direito à água, que terminou sem consenso, explicou no sábado a presidente do processo político, Sumru Noyan.

Assim, na Declaração Ministerial de Istambul não se chegou a decretar a água um direito humano, como exigiam os movimentos sociais e ecologistas e vários países latino-americanos. “Admitimos as discussões dentro das Nações Unidas sobre os direitos humanos e o acesso à água potável e ao saneamento. Reconhecemos que o acesso à água potável e ao saneamento é uma

necessidade humana básica”, diz o documento final, que países como a Venezuela se negaram a assinar.

Os organizadores afirmaram que existe consenso entre os Estados com relação ao “direito à água”, mas não sobre como expressá-lo, pois as diferentes redações têm diversas consequências político-jurídicas. “Em nenhum documento vinculativo da ONU a água aparece como direito humano”, justificou Noyan.

Durante vários dias, as delegações sul-americanas lideradas por Uruguai e Bolívia tentaram pressionar para que se introduzisse o direito humano na declaração, enquanto outros países ofereceram uma redação intermédia que falaria da água como um “direito básico”.

Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com

Brasil é 4º maior produtor de água engarrafada; setor cresce 7,6% ao ano no mundo

Enviado em Nacional de De Bruyn | 22 de Março de 2009 @ 12:55

Lucas Frasão - O Estado

Há dez anos morando em São Pedro, interior de São Paulo, a professora aposentada Maria do Carmo Meirelles, de 61 anos, não lembra qual foi a última vez que comprou garrafa d’água no supermercado. A cada mês, ela enche seis galões de 20 litros cada em uma fonte natural que fica a 3 quilômetros de sua chácara, sem pagar nada. “A água é fresca, boa mesmo. O gosto é diferente da água de garrafa.”

Já a arquiteta Paloma Shizue Cortes Morimoto, de 26 anos, consome apenas água de garrafa. Moradora do Rio, ela não tem uma fonte natural próxima a seu apartamento, no bairro do Catete, e não bebe água de filtro. “Acho que não filtra direito. Além disso, o encanamento do meu prédio é velho e não confio na manutenção da caixa d’água”, conta ela, que gasta cerca de R$ 10 com água a cada semana. “Água de torneira, só em casos extremos.”

Cada uma à sua maneira, Maria e Paloma interagem com as estatísticas do mercado nacional de águas engarrafadas, que cresceu cerca de 10% ao ano nos últimos três anos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam). “A água de torneira não é ruim, mas ninguém confia mais”, diz Carlos Alberto Lancia, presidente da instituição.

Nos últimos anos, o setor vem registrando crescimento - produziu cerca de 1,5 bilhão de litros de água mineral em 1995. Em 2005, esse número saltou para 5,6 bilhões e, em 2007, 6,8 bilhões. De acordo com Lancia, 35 empresas respondem por 50% da produção nacional.

Outro dado que aponta crescimento é a receita arrecadada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Apenas por compensação financeira pela exploração de recursos minerais, a autarquia arrecadou cerca de R$ 857 milhões em 2008, valor aproximadamente 50% mais alto se comparado ao de 2007. Em 1995, havia no Brasil 319 concessões de lavra de água mineral. Até setembro do ano passado, eram 789.

Dados da Associação Internacional de Águas Engarrafadas indicam que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de produtores. Consome mais água engarrafada que países como Itália, Alemanha, França e Espanha. E fica atrás dos Estados Unidos, México (que crescem, em média, 8,5% ao ano) e da China, cuja demanda aumenta 17,5% a cada ano. A taxa média de crescimento mundial é de 7,6% ao ano. Em 2007, por exemplo, foram consumidos 206 bilhões de litros de água vendida em garrafa. O mercado faturou cerca de US$ 100 bilhões naquele ano.

“A água mineral brasileira é uma das mais baratas do mundo”, diz Lancia. Segundo o presidente da Abinam, o consumo mundial dessa água ultrapassou a venda de refrigerantes.

O crescimento do mercado também ajudou a expandir a oferta e variedade de produtos. Se antes o consumidor tinha a opção de comprar água com gás, agora encontra no supermercado águas saborizadas, um misto de mineral com refrigerante. Algumas marcas ainda investiram no mercado de luxo, como a americana Bling H2O. A empresa trata a água diversas vezes antes de envasá-la em garrafas com formatos especiais. Lançadas em edições limitadas e geralmente adornadas com cristais Swarovski, as garrafas da Bling H2O custam de US$ 20 a US$ 65.

Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com

Para vizinhos, Brasil deveria reconhecer água como direito humano

Enviado em Geral, Internacional de De Bruyn | 21 de Março de 2009 @ 10:55

Efe - (Istambul)

O fato de o Brasil, ao lado de Estados Unidos, Egito e Turquia, não reconhecer o acesso à água como um direito humano básico causou certo mal-estar no 5º Fórum Mundial da Água, realizado esta semana em Istambul.

Vários países da América Latina, como Bolívia, Equador, Venezuela, Cuba e Uruguai, além de Suíça e Espanha, se mostraram descontentes com a posição dos brasileiros, que estariam se negando a debater o assunto.

O motivo do descontentamento destas nações tem origem em uma mudança na declaração ministerial, na qual a água passou a ser declarada como “necessidade humana básica”, ao invés de “direito humano básico”, reduzindo as implicações políticas do documento.

Fontes diplomáticas explicaram à Agência Efe que esta mudança provocou mal-estar na ‘maioria’ dos países presentes em Istambul, que pediram a reabertura do debate durante o fim de semana, com a chegada dos representantes ministeriais.

Brasil, EUA, Egito e Turquia estariam se negando a reabrir o diálogo e teriam bloqueado qualquer possibilidade de mudança.

“O Brasil não quer reconhecer publicamente que se opõe à declaração da água como um direito humano básico”, disseram as fontes à Efe.

Os países críticos ainda se mostraram descontentes com o fato de o Fórum Mundial da Água ser organizado por uma instituição privada, como o Conselho Mundial de Água.

“É muito triste que os Governos se submetam a um conselho privado dominado por grandes empresas”, disse um assessor do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.

Mato Grosso extrapola 16 vezes o limite de poluição da OMS

Enviado em Regional de De Bruyn | 19 de Março de 2009 @ 08:44

Por Rodrigo Vargas - Agência Folha - (Cuiabá)

Moradores do “arco do desflorestamento”, onde estão concentrados os desmates na Amazônia, estão expostos a um índice de poluição até 17 vezes maior que o limite estabelecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) devido às queimadas, o que resulta em aumento no número de consultas e internações hospitalares por doenças respiratórias e redução expressiva na capacidade pulmonar de crianças e adolescentes.

A conclusão é de uma pesquisa inédita realizada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em conjunto com outras instituições, em dois municípios de Mato Grosso: Alta Floresta e Tangará da Serra.

O estudo comprova os efeitos nocivos das queimadas à saúde dos moradores da região ao mostrar que a poluição nos períodos críticos da queima atinge níveis “muito mais elevados” que o observado em grandes regiões metropolitanas do país.

Cerca de 60% das emissões originadas pelas queimadas são de partículas menores do que 2,5 micrômetros (a milésima parte do milímetro), capazes de penetrar profundamente nos pulmões.

O limite aceitável para a concentração das partículas, segundo a OMS, é de 35 microgramas por metro cúbico.

No período das chuvas, a concentração fica em torno de 15 microgramas por m3 na região amazônica. Na seca (julho a outubro), quando têm início as queimadas, o mesmo indicador sobe para 300 e, em alguns municípios, até 600 microgramas por m3.

Aumento nas internações

De acordo com a pesquisa, cada dez microgramas de aumento na concentração das partículas na atmosfera correspondem a uma elevação de 7% nas internações por doenças respiratórias em crianças e idosos e a uma redução na capacidade pulmonar de crianças e adolescentes de 0,34 litro por minuto de ar expirado.

“A população residente na área do arco do desflorestamento tem sido exposta, desde o nascimento, a níveis elevados de poluição atmosférica durante cerca de três a quatro meses por ano”, diz a pesquisadora Eliane Ignotti, da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso).

Os levantamentos realizados em Alta Floresta e Tangará da Serra indicam uma prevalência de asma acima da média nacional para as faixas etárias de seis a sete anos: 21% e 26%, respectivamente. A média é 20%.

Iniciado em 2006, o estudo envolve pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), da Unemat e da ONG Fundação Ecológica Cristalino. Os resultados correspondem à primeira fase do trabalho, concluída em dezembro de 2008.

Um dos objetivos da segunda etapa, diz Ignotti, é verificar se a fumaça das queimadas tem relação com doenças cardiovasculares, partos prematuros e baixa frequência escolar. Outra linha de pesquisa buscará investigar possíveis danos em nível celular e, para isso, analisará as crianças.

“Além de serem mais suscetíveis ao desenvolvimento de agravos oriundos da exposição a agentes tóxicos, [as crianças] também sofrem uma menor influência de possíveis fatores associados a danos ao DNA, como o tabagismo e o alcoolismo.”

Segundo a pesquisadora, a relação entre as queimadas e os problemas respiratórios parece óbvia, mas nunca foi medida. “Somente agora é possível afirmar categoricamente que os prejuízos das queimadas vão além da questão ambiental.”

Destino de urso polar depende do corte de emissões de CO2

Enviado em Internacional de De Bruyn | 17 de Março de 2009 @ 09:19

Reuters

O aquecimento global está ameaçando os ursos polares, devido ao derretimento das geleiras no Ártico, disse na segunda-feira o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim.

“Se o gelo está se desintegrando no Ártico, isso vai causar um grande impacto entre os ursos polares”, disse a repórteres Solheim, em um encontro para discutir o futuro do enorme animal branco.

A reunião é a primeira desde 1981 que reúne países onde habitam os ursos polares — Noruega, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Groenlândia, administrada pela Dinamarca.

“Com certeza, o principal ponto em um plano de socorro aos ursos polares passa por reduzir o aquecimento global”, disse o ministro.

A população mundial de ursos polares é estimada em torno de 20 a 25 mil animais, sendo que de 2.200 a 4.000 pertencem à população do Mar de Barents da Noruega e do noroeste da Rússia.

Os ursos polares passam a maior parte de suas vidas perto dos mares congelados. Apesar de serem excelentes nadadores, eles não combinam com a água para obter suas principais presas, as focas, então eles precisam caçar nos campos de gelo.

Solheim disse que estava muito contente que os Estados Unidos, sob governo do ex-presidente George W. Bush, colocaram o urso polar na lista das espécies em perigo de extinção.

Em 1973, esses países concordaram em proteger os ursos polares e seus hábitats, mas ficaram 28 anos sem se reunir.

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