Obama diz que Senado aprovará lei contra mudança climática

Enviado em Internacional de De Bruyn | 29 de Junho de 2009 @ 22:46

Reuters, AP e Dow Jones

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou a Câmara dos Representantes por ter aprovado a controversa Lei da energia e contra a mudança climática, e disse estar convencido que o Senado americano votará e aprovará a matéria.

Em declarações na Casa Branca, Obama elogiou a Lei que foi aprovada por estreita margem na sexta-feira passada na Câmara, ao dizer que ela criará novas empresas e empregos ecologicamente corretos, ao mesmo tempo que reduzirá a dependência dos EUA por petróleo importado.

Obama também revelou mudanças que ele disse melhorarão a eficiência energética dos EUA, ao impor padrões estritos para as lâmpadas incandescentes, a partir de 2012.

Os novos padrões que estão em um documento emitido pelo Departamento de Energia exigem uma redução de 15% no uso de lâmpadas fluorescentes e de 25% em lâmpadas incandescentes, nos serviços gerais de iluminação pública.

Segundo ele, os novos padrões economizarão US$ 4 bilhões por ano aos consumidores americanos e reduzirão o consumo de eletricidade. Ele afirmou que a Casa Branca participará do processo e ajudará a substituir as lâmpadas atualmente em uso por outras mais eficientes.

Obama tornou a energia um tema central no projeto de lei contra a mudança climática. A Lei foi aprovada por uma margem muito estreita, 219 votos a favor e 212 contrários.

Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com

Unesco declara dois novos patrimônios da humanidade

Enviado em Internacional de De Bruyn | 28 de Junho de 2009 @ 11:46

AE-AP

Madri - A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) acrescentou as montanhas Dolomitas, na Itália, e o Mar Frísio, entre as costas de Alemanha e Holanda, a sua lista de patrimônios da pumanidade. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 26, em uma reunião da Comissão de Patrimônio da Humanidade da Unesco em Sevilha, no sul da Espanha.

O litoral do Mar Frísio é uma área de planícies marítimas de natureza rica. A Unesco descreveu o Mar Frísio como um dos últimos ecossistemas em faixa de intermaré onde os processos naturais não foram alterados pela devastação ambiental.

Efe/Divulgação/EcoIn - Mar Frísio, entre as costas da Alemanha e Holanda

Ao mesmo tempo, a Unesco referiu-se às Dolomitas, nos Alpes italianos, como “um dos mais belos cenários montanhosos” do planeta.

Efe/Divulgação/EcoIn - Montanhas Dolmitas, na Itália

Também na reunião desta sexta-feira, a Unesco ampliou a área do recife de Tubbataha, nas Filipinas, considerada Patrimônio da Humanidade para que a menção também inclua um parque natural. As informações são da Associated Press.

Festival de cinema em Goiás premia filme sobre oceanos

Enviado em Geral de De Bruyn | 25 de Junho de 2009 @ 10:15

Por Andrea Palatnik - France Presse - (Goiás)

Os filmes “Uma mudança no mar”, de Barbara Ettinger, e “Corumbiara”, do diretor Vincent Carelli, foram os grandes vencedores da 11ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), cuja mostra competitiva terminou na noite do último sábado (20) com a cerimônia de premiação.

“Uma mudança no mar”, que fala sobre o aumento alarmante da acidez dos oceanos, foi escolhido pelo júri na categoria melhor longa-metragem, enquanto “Corumbiara”, que denuncia o massacre de povos indígenas em Rondônia, foi premiado com o Troféu Cora Coralina, de melhor obra do festival.

“Minha maior satisfação seria ver o Ministério Público de Rondônia abrir uma investigação para esclarecer este caso”, declarou Carelli, já com o prêmio nas mãos. “O que aconteceu foi um crime de genocídio.”

A história de “Corumbiara” começou há mais de 20 anos, quando o massacre foi denunciado pela primeira vez. Na época, o cineasta conseguiu registrar com sua câmera os vestígios das tribos atacadas, que jamais haviam tido contato com o homem branco, mas o caso não chegou à justiça.

Segundo Carelli, nove anos se passaram até que fossem encontrados os primeiros sobreviventes, depois mais dois anos para descobrir índios capazes de traduzir a língua falada por eles. Dois dos que escaparam apresentavam marcas de tiros.

“Uma mudança no mar”, que disputava o prêmio com mais três longas, alerta para a crescente degradação do oceano causada pela absorção de parte do dióxido de carbono lançado na atmosfera pelo homem.

O filme acompanha o educador norueguês radicado nos Estados Unidos Sven Huseby, que fica atônito ao ler um artigo sobre a acidificação dos oceanos e tenta entender as causas do fenômeno.

Ettinger causa perplexidade ao revelar que o oceano absorveu 118 milhões de toneladas cúbicas de CO2 em 200 anos —43% disso apenas nas duas últimas décadas–, e que a maior ameaça desta mudança é a completa extinção da vida marinha.

Na categoria média-metragem, na qual concorriam 15 produções, o escolhido foi “Arrakis”, do italiano Andrea di Nardo, que define seu filme como um “documentário-tributo” às vítimas do amianto.

“‘Arrakis’ é meu primeiro documentário, eu não esperava que fosse chegar tão longe”, disse o diretor, explicando que Arrakis é o nome de um planeta desértico e sem vida em um livro de ficção científica do escritor Frank Herbert.

“Quando Capelli narra, o público não o vê, e por isso não lida com a imagem, lida diretamente com a doença. Este é o maior impacto”, observa Di Nardo, referindo-se à voz rouca do narrador, Silvestro Capelli, ex-operário de uma fábrica de amianto que desenvolveu um câncer na garganta e precisou ter a laringe e as cordas vocais retiradas.

As outras produções premiadas do Fica são “Mar de dentro”, de Paschoal Samora, que concorria na categoria curta-metragem com mais sete filmes, e “Na parte inferior do mundo”, do dinamarquês Jakob Gottshau, que ganhou o prêmio de Melhor Série Televisiva.

O prêmio para Melhor Produção Eleita por Júri Popular ficou com o longa-metragem “Kalunga”, de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe, enquanto “A árvore da música”, de Otávio Juliano, venceu na votação da imprensa.

Proposta para reduzir matança de baleias enfrenta impasse

Enviado em Internacional de De Bruyn | 23 de Junho de 2009 @ 23:19

Associated Press

A Comissão Baleeira Internacional (CBI) iniciou na segunda-feira, 22, a discussão de um possível acordo que poderá reduzir o número de baleias mortas a cada ano. No entanto, grupos ambientalistas manifestaram pouca esperança de um avanço significativo na disputa que já dura duas décadas. A reunião anual da CBI acontece ao longo desta semana na Ilha da Madeira, em Portugal.

AP/Divulgação/EcoIn - CAÇA - Proposta para reduzir matança de baleias enfrenta impasse
japão, Islândia e Noruega mantêm operações comerciais de caça à baleia que matam cerca de 2 mil animais a CAD ano, e relutam em abandonar a atividade.

Países que se põem à caça, como EUA, os membros da União Europeia e a Austrália querem fortalecer as restrições que constam de uma moratória da caça firmada em 1986.

A frota japonesa caça baleias na Antártida e no noroeste do Pacífico, valendo-se de uma brecha no acordo da CBI que permite a caça para fins científicos. O governo japonês também argumenta que a proibição da caça comercial viola tradições culturais.

Críticos dizem que o programa de estudos científicos não passa de uma fachada para caça comercial, e que avanços tecnológicos tornam desnecessária a matança dos animais. Ambientalistas vêm enfrentando a frota baleeira japonesa em alto-mar, a fim de impedir as caçadas.

Delegados de mais de 80 países examinam uma proposta submetida à CBI pela qual o Japão abriria mão pelo menos parte de sua cota de caça para fins científicos na Antártida, em troca do direito de realizar caça comercial em suas águas territoriais.

Mas observadores familiarizados com as negociações dizem que tanto os defensores quanto os opositores da caça parecem determinados a não ceder.

A ativista de defesa das baleias do Greenpeace, Sara Holden, teme que as negociações caminhem para um impasse. “Minha principal preocupação é que os delegados vão se limitar a ficar sentados, contentando-se em conversar enquanto as baleias continuam a morrer”, disse.

A CBI havia encomendado, no ano passado, um relatório sobre como conciliar o manejo das populações e a conservação das baleias.

Impacto da mudança climática já é irreversível, admitem EUA

Enviado em Internacional de De Bruyn | 21 de Junho de 2009 @ 09:12

France Presse - (Washington)

Os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos nos Estados Unidos e este fenômeno pode ser irreversível, advertiu nesta terça-feira o governo do presidente Barack Obama, ao divulgar um relatório sobre o tema.

O aquecimento climático se traduz por uma elevação das temperaturas e do nível dos oceanos e pelo derretimento de geleiras e neves hibernais, destaca o documento elaborado pelo Programa de Pesquisa americano sobre o Aquecimento Climático, redigido por várias secretarias e a Casa Branca.

Se não houver modificação no consumo de energia, o aumento das temperaturas vai provocar ondas de calor mais frequentes, advertem os autores do estudo.

Os furacões, que se abatem regularmente sobre o sudeste, vão se tornar ainda mais devastadores na medida em que se reforçam, ao passar por oceanos com águas mais quentes.

As regiões que já constataram um aumento das precipitações vão, provavelmente, sofrer com mais chuva e neve no futuro, enquanto que as mais áridas, como as do sudoeste, deverão conhecer períodos de seca com mais frequência.

O aquecimento terá um impacto sobre a agricultura no Meio Oeste americano, considerado o “celeiro” do país. Vai também fazer aumentar a demanda por energia, através da utilização mais frequente dos sistemas de climatização, segundo o relatório.

“A mudança climática já está presente em seu quintal”, resumiu Jerry Melillo, um dos autores do relatório, intitulado “Global Climate Change Impacts in the United States” (”Impactos da Mudança Climática Global nos EUA”, em inglês).

Mesmo se forem tomadas rapidamente medidas de redução das emissões dos gases de efeito estufa, os estudiosos do aquecimento climático dizem que seu impacto já é irreversível. “Se diminuirmos as emissões, a mudança climática e suas consequências continuarão em parte a se fazer sentir, uma vez que esses gases já estão presentes na atmosfera”, aponta o estudo.

Desde sua chegada à Casa Branca no dia 20 de janeiro, Barack Obama reorientou totalmente a política dos Estados Unidos em relação à mudança climática. O antecessor George W. Bush, que contestava a própria existência do fenômeno, havia se recusado a ratificar o protocolo de Kyoto sobre a redução de emissões poluentes.

Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com

Lula lança em MT programa para regularizar terras na Amazônia

Enviado em Regional de De Bruyn | 19 de Junho de 2009 @ 21:00

Por João Domingos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta sexta-feira, 19, em Alta Floresta (MT), o programa de regularização de terras na Amazônia, com o objetivo de combater o desmatamento. O programa prevê a regularização de terras em 120 dias e, a partir daí, a oferta de assistência técnica do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

Anteriormente, o prazo de regularização era de cinco anos. Na cerimônia, Lula anunciou que vai convocar os governadores da Amazônia e prefeitos da região, nos dias 15 e 16 de julho, que mais têm problemas com incêndio, para fazer um grande pacto sobre a participação de cada um no combate às queimadas. A preocupação do presidente é com o risco de retaliação de países europeus de boicotarem produtos brasileiros, por conta da emissão de CO2 provocado por queimadas.

Em discurso sob sol escaldante, Lula reafirmou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é candidata à Presidência da República, e em tom de brincadeira disse que os ministros que o acompanhavam em Mato Grosso deveriam ter ido para Rondônia, onde Dilma lançou o programa de combate ao desmatamento, porque o mandato dele já está acabando.

Em entrevista depois da cerimônia, o presidente disse que tem tempo para sancionar a MP 458, que trata da legalização das terras da Amazônia e que as ONGs não falam a verdade quando afirmam que essa MP vai permitir a grilagem de terras. Segundo o presidente, pelo contrário, o que a MP faz é justamente impedir a grilagem.

Com relação ao terceiro mandado,Lula considera o assunto encerrado, com o parecer contrário do relator do projeto, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado José Genoino (PT-SP).

Barco naufraga e derrama 5 mil litros de óleo no Rio Negro

Enviado em Regional de De Bruyn | 17 de Junho de 2009 @ 00:57

Por Fabiana Marchezi - Central de Notícias

Uma embarcação naufragou e derramou cerca de 5 mil litros de óleo combustível no Rio Negro, em Manaus, Amazonas, nesta segunda-feira, 15. O acidente não deixou vítimas.

De acordo com informações do 9º Distrito Naval da Amazônia, da Marinha do Brasil, o barco que afundou, o Jean Filho XXX, é um empurrador da empresa J.F. Oliveira Navegação Ltda, que servia para mover balsas por longas distâncias até outras cidades amazônicas. Por isso, transportava combustível suficiente para se deslocar por mais de uma semana sem abastecer.

Um inquérito administrativo foi aberto para apurar as causas do naufrágio. Segundo a Marinha, a embarcação está legalizada perante a Capitania dos Portos e a empresa proprietária está tomando as providências necessárias para evitar que o óleo se espalhe pelo rio.

Paul McCartney defende dieta vegetariana para combater aquecimento

Enviado em Internacional de De Bruyn | 15 de Junho de 2009 @ 23:57

Efe - (Londres)

O ex-beatle Paul McCartney aderiu a uma campanha para que as pessoas não consumam carne pelo menos um dia da semana, em prol do combate à mudança climática.

O músico e suas filhas, Stella e Mary, apoiam a campanha “Meat Free Monday” (”segunda-feira sem carne”, em tradução livre), cujo objetivo é reduzir as emissões de gás que causam o efeito estufa, um dos causadores do aquecimento no planeta.

Matt Dunham/AP - Paul McCartney posa junto às filhas Mary (esq.) e Stella, em campanha para combate à mudança climática pelo vegetarianismo
A família McCartney conseguiu apoio de diversas personalidades, entre elas os atores Kevin Spacey e Woody Harrelson; Chris Martin, vocalista da banda Coldplay; e o empresário Richard Branson, fundador da linha aérea Easyjet.

“Deveríamos nos preocupar com a mudança climática porque, se não fizermos isso, deixaremos um problema gravíssimo como herança para nossos filhos e netos”, disse McCartney ao jornal “The Independent”. O músico é vegetariano há muitos anos.

O presidente do Painel Intergovernamental da ONU sobre a Mudança Climática (IPCC, em inglês), Rajendra Pachauri, recomenda um dia de dieta vegetariana por semana.

Alguns conhecidos chefs britânicos se somaram à campanha e oferecerão menus vegetarianos especiais às segundas-feiras.

Paul McCartney, que conseguiu o apoio da viúva do também ex-beatle George Harrison, Olivia, negou ao “Independent” que esteja aproveitando a campanha da ONU para impulsionar ideias vegetarianas.

Avançam as conversações das Nações Unidas sobre clima

Enviado em Internacional de De Bruyn | 12 de Junho de 2009 @ 21:23

Por Alister Doyle Gerard Wynn - Reuters

As conversações sobre clima encerradas nesta sexta-feira obtiveram progresso na elaboração de um novo tratado da ONU para conter o aquecimento global, mas não chegaram a atender às demandas das nações em desenvolvimento de que os países ricos façam grandes reduções nas emissões de gás que levam ao efeito estufa.

“Vejo que foi uma sessão significativa que fez nosso trabalho avançar em áreas importantes”, disse o chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, Yvo de Boer, em uma coletiva de imprensa sobre o encontro realizado ente os dias 1 e 12 de junho, envolvendo 183 países.

Ele afirmou que os governos expressaram posições muito mais claras depois de uma primeira revisão de um esboço de texto do tratado que deve ser firmado em Copenhague, em dezembro, para suceder o Protocolo de Kyoto. Serão restringidas emissões de gás do efeito estufa emitidas principalmente pela queima de combustíveis fósseis.

“Não há dúvida de que nações industrializadas precisam ampliar seu alcance em termos de corte de emissões”, disse ele, apesar de a recessão estar afetando muitas nações desenvolvidas.

De Boer afirmou que os cortes apresentados por países ricos chegam no máximo a 24 por cento em relação aos níveis de 1990 –bem distante das demandas das nações em desenvolvimento. E esse número exclui os Estados Unidos, que planejam reduzir as emissões para o nível de 1990 somente até 2020 –tiveram um corte de cerca de 14 por cento desde 2007. Se os EUA fossem incluídos no balanço, a média das nações industrializadas cairia praticamente pela metade.

Os países em desenvolvimento também pediram mais cortes.

“Nós finalmente conseguimos ter um intercâmbio positivo nos números” para nações em desenvolvimento, disse o embaixador da China para Clima, Yu Qingtai. A China e os EUA são os principais emissores mundiais.

A China e muitos países em desenvolvimento querem que as nações ricas reduzam até 2020 em pelo menos 40 por cento seus níveis de emissão em relação a 1990 para evitar que a piora no aquecimento global desencadeie mais secas, elevação dos níveis dos mares, doenças e extinção de espécies de plantas e animais.

O Japão fixou na quarta-feira a meta de um corte de 8 por cento em relação a 1990, a ser atingido até 2020, desapontando muitos delegados.

Tensão constante na agenda ambiental atravessa governo Lula

Enviado em Geral de De Bruyn | 11 de Junho de 2009 @ 19:35

Por Marta Salomon - Folha de S.Paulo

Conter o desmatamento, fator que mais contribui no país para a emissão de gases de efeito estufa, é uma bandeira do governo Lula. Sob essa bandeira - retórica, por ora - trava-se, porém, uma disputa acirrada entre ministros, que mantém a agenda ambiental sob constante tensão, ameaça esvaziar órgãos de fiscalização e põe em risco metas oficiais de combate ao aquecimento global.

Há um ano e alguns dias, Carlos Minc assumiu o Ministério do Meio Ambiente prometendo uma gestão em ritmo de bolero, “dois pra lá, dois pra cá”, por meio do qual liberaria mais rapidamente licenças ambientais a empreendimentos como rodovias e hidrelétricas e, em compensação, avançaria na proteção ao ambiente, com a criação de novas unidades de conservação, por exemplo.

Em uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desabafou: “É só pancada”.

As “pancadas” apontadas por Minc partem do agronegócio, cujas propostas de mudança na legislação ambiental são encampadas pelo ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), e dos ministérios responsáveis por obras que dependem de licenças ambientais concedidas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
São muitos negócios milionários em jogo.

O instituto acaba de liberar o primeiro passo do licenciamento da polêmica hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Com mais de 11.000 MW de potência, será a maior usina do país.

Na área do licenciamento, o maior problema, no momento, é o asfaltamento da rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. Ambientalistas dizem que a obra vai aumentar o desmatamento na Amazônia.

Minc disse que é contra a rodovia, como era contra a usina de Angra 3, mas se dispôs a conceder a licença após o cumprimento de exigências, que fatalmente atrasarão a obra. Ganhou um inimigo: o ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, que tem projetos políticos no Amazonas.

Na tentativa de apressar o licenciamento, Nascimento conta com o apoio dos colegas Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), Edison Lobão (Minas e Energia) e de Dilma Rousseff (Casa Civil).

O conflito mais evidente –até mesmo por meio de troca de acusações em público– está na disputa entre áreas destinadas ao agronegócio e à preservação ambiental. Proprietários de terra dizem que a legislação inviabiliza a produção.

Um dos episódios envolve um compromisso internacional de Lula na produção do biodiesel. Em 2007, o presidente afirmou que o biodiesel não avançaria na floresta amazônica nem ameaçaria o ambiente.

Prometeu, para o ano seguinte, o anúncio de um plano de zoneamento da cana-de-açúcar. O plano ficou pronto em novembro passado, mas, mais de seis meses depois, ainda não foi anunciado.

O motivo são as pressões para liberar novas usinas de cana na área do entorno do Pantanal mato-grossense, chamada Bacia do Alto Paraguai. Minc já disse que não assina o plano se a expansão da cana não for contida na região.

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