Enviado em Geral de De Bruyn | 23 de Dezembro de 2009 @ 19:18

Por Janaina Lage - Folha de S.Paulo

O que você diria se pudesse mandar uma carta de amor para as futuras gerações? Essa foi a premissa do jogo Love Letters To the Future (cartas de amor para o futuro), no qual os participantes foram convidados a deixar uma mensagem para ser lida em 2109.

Para discutir a questão ambiental e os impactos que as mudanças climáticas poderão ter para as novas gerações, os organizadores selecionaram as cem cartas mais populares no site do jogo. Elas foram decodificadas e guardadas em uma cápsula do tempo durante a reunião de Copenhague.

Quem enviou carta passou a participar do jogo ao receber uma mensagem de Maya do ano de 2109. A partir daí, era preciso seguir pistas e observar vídeos no site. Houve ainda uma fase com pistas espalhadas em diversas cidades até a conclusão da história durante a conferência na Dinamarca.

O formato do jogo pode não ser exatamente o tradicional, mas indica que os ARGs já estão sendo usados para divulgar campanhas sociais e ambientais. Segundo Michael Andersen, do argn.com, o modelo de jogos está evoluindo para um perfil mais abrangente.

“Existem campanhas para usar a interação visando o bem estar social, gente tentando criar histórias que envolvam amigos e empresas que querem fortalecer suas marcas. Há uma gama de diferentes histórias nesse tipo de jogo”, disse.

No ano passado, a Cruz Vermelha lançou o jogo Traces of Hope (sinais de esperança). A história gira em torno de Joseph, um adolescente de Uganda que procura encontrar sua mãe durante a guerra civil. O jogo mistura narrativa, acompanhamento de pistas e uso de tecnologia, além de enfatizar o papel da Cruz Vermelha durante conflitos.

Os jogos de realidade alternativa não estão somente a serviços de causas humanitárias. Muitas empresas usam esse instrumento para divulgar produtos. TV e cinema já são veteranos nessa estratégia.

Com a estreia do filme marcada para o fim do ano, já está no ar o jogo que faz parte do lançamento do novo filme de Sherlock Holmes. Intitulado 221b Baker Street (a residência londrina fictícia do detetive), não se trata exatamente de um ARG, mas tem inspiração nesse universo. O jogo exige que o participante tenha um perfil no Facebook. A partir daí, para começar a desvendar o mistério, precisa decidir se prefere ser Sherlock ou Dr. Watson.

China exalta resultado da Conferência do Clima da ONU

Enviado em Internacional de De Bruyn | 22 de Dezembro de 2009 @ 19:13

AE-AP

Maior país emissor mundial de gases causadores do efeito estufa, a China enalteceu o resultado da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), encerrada neste último sábado, 19, sem um acordo que exigisse dos países um corte nas emissões de gás carbônico. O encontro, que reuniu mais de 110 chefes de Estado em Copenhague, produziu resultados “significantes e positivos”, declarou Yang Jiechi, ministro das Relações Exteriores chinês.

As disputas entre países ricos e pobres e entre os maiores poluidores mundiais, China e Estados Unidos, predominaram durante os 15 dias de conferência. Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas para exigir dos governantes presentes ações de combate ao aquecimento do planeta.

A reunião terminou neste úlitmo sábado, após uma maratona de 31 horas de negociação, com os delegados aceitando um compromisso proposto pelos Estados Unidos. O chamado Acordo de Copenhague propõe uma ajuda de bilhões de dólares para que países pobres se adaptem às mudanças do clima, mas não exige que os maiores poluidores do mundo façam cortes mais profundos em suas emissões dos gases causadores do problema.

Responsabilidades diferenciadas

Yang ressaltou que o resultado da conferência manteve o princípio das “responsabilidades comuns mas diferenciadas”, reconhecido pelo Protocolo de Kyoto, e deu um passo à frente ao promover cortes obrigatórios de emissão para os países desenvolvidos e ações voluntárias de mitigação por parte dos países em desenvolvimento.

“Países desenvolvidos e em desenvolvimento são muito diferentes em sua responsabilidade histórica e nos níveis atuais de emissão, bem como em suas características básicas nacionais e estágios de desenvolvimento”, disse Yang em nota. “Portanto”, concluiu, “devem carregar diferentes responsabilidades e obrigações na luta contra a mudança climática.”

O ministro chinês afirmou ainda que a conferência também criou um consenso sobre questões-chave como metas de longo prazo, ajuda financeira e tecnológica para os países em desenvolvimento e transparência. “A Conferência de Copenhague não é um fim, mas um novo começo”, defendeu.

A China declarou que vai controlar sua produção de gases estufa, comprometendo-se a reduzir sua intensidade de carbono - o uso de combustível fóssil por unidade de produção econômica - entre 40% e 45%.

O acordo

O Acordo de Copenhague - em grande parte o resultado do encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o premiê chinês, Wen Jiabao, e os líderes de Índia, Brasil e África do Sul - foi criticado por vários países que exigiam mais cortes nas emissões de gases estufa dos países industrializados.

O acordo prevê que os países mais ricos vão financiar um programa de US$ 10 bilhões por ano, com duração de três anos, para financiar os países mais pobres em projetos de adaptação contra a seca e outros impactos das mudanças climáticas.

Em uma concessão dos Estados Unidos à China e outros países em desenvolvimento, o texto ficou de fora da declaração que teria estabelecido um objetivo de reduzir as emissões globais em 50% até 2050. As nações em desenvolvimento acreditavam que a meta poderia comprometer seus esforços para reduzir a pobreza. As informações são da Associated Press.

Aquecimento global provocará crise por água potável nas Filipinas

Enviado em Internacional de De Bruyn | 21 de Dezembro de 2009 @ 20:23

Efe

O aquecimento global afetará de forma grave a segurança do fornecimento de água potável das Filipinas por meio de secas assim como de inundações pela instabilidade do clima, segundo um novo relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Greenpeace.

A organização ambientalista afirma no estudo que o país sofrerá nos próximos anos uma série de períodos de carência de chuvas e fortes tufões que causarão danos irreparáveis na agricultura, saúde e economia.

O meteorologista Leoncio Amadore, autor do documento, lembrou que as Filipinas sofrem também riscos acrescentados como poluição, desmatamento e um crescimento demográfico excessivo para seus poucos recursos.

Segundo as previsões do relatório do Greenpeace, a crise de água chegará em 2025, quando se reduzirá em 65% a quantidade de água potável disponível por pessoa, se se mantiver o atual crescimento da população e o governo continua sem tomar medidas para lutar contra a mudança climática.

Amadore disse que a prova irrefutável que se avizinha uma catástrofe foi a série de tempestades tropicais e tufões sofrida entre setembro e outubro o arquipélago, que causaram mais de mil mortos e danos multimilionários a colheitas e infraestruturas.

Falta consenso sobre três pontos do acordo climático, diz UE

Enviado em Internacional de De Bruyn | 19 de Dezembro de 2009 @ 21:31

Agência Estado

Há ainda três importantes temas pendentes nas negociações sobre um acordo climático global em Copenhague, no último dia do encontro, segundo a Suécia, país que mantém a presidência rotativa da União Europeia (UE). “Eles são relativos a reduções de emissões, financiamento e transparência nos diferentes compromissos que os países prometem”, afirmou o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt.

“Os líderes europeus e africanos discutirão o tema do financiamento, e a presidência (da cúpula) já deixou claro que a redução das emissões dos Estados Unidos deve ser incluída em um apêndice especial”, afirmou Reinfeldt, em comunicado.

Pouco antes, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que a cúpula sobre o clima não resultará no acordo que se esperava anteriormente. Ainda assim, Barroso ressalvou que houve avanços em algumas áreas. “É óbvio agora que nós não obteremos tudo que esperávamos”, afirmou. As informações são da Dow Jones.

Reunião sobre meta climática termina e acordo fica para 2010

Enviado em Internacional de De Bruyn | 18 de Dezembro de 2009 @ 19:38

Por Cláudio Angelo e Luciana Coelho - Folha de S. Paulo

A última reunião de hoje na qual Brasil, China, Estados Unidos, África do Sul e Índia discutiram as metas climáticas –ou a falta delas– terminou sem consenso. Uma declaração sobre o encontro, que como previsto terminou sem acordo, será divulgada nas próximas horas.

Segundo informou a delegação brasileira, o conteúdo do documento será feito com vistas a um possível acordo apenas em 2010. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se dirige ao aeroporto para retornar ao Brasil.

Estados Unidos e China, os dois maiores emissores de gases de efeito estufa, são os principais criadores de entraves para o acordo climático entre os 193 países participantes da 15ª Conferência do Clima, que ocorre desde 7 de dezembro em Copenhague.

Além da “briga” entre países emergentes e desenvolvidos sobre estabelecer metas obrigatórias de emissões de gases também para as nações mais pobres –o Protocolo de Kyoto obriga apenas os mais ricos a seguir as metas–, existe a polêmica sobre a criação de um fundo verde.

Os EUA propuseram um fundo bilionário para ajudar os países pobres a lidar com a mudança climática, mas condicionaram a contribuição a uma “transparência” dos países envolvidos e uma possível vigilância. Sobre isso, mais cedo, o presidente Lula disse que o fundo não podia ser usado como “desculpa” para intromissão nos países ajudados. A China também rechaçou um possível controle.

Nesta sexta, antes da última reunião sobre as metas, o premiê chinês faltou aos dois encontros improvisados pelos EUA e enviou um emissário –a atitude enfureceu líderes europeus e Barack Obama.

No começo do dia, o presidente Lula, que há dois dias tentava mediar com o francês Nicolas Sarkozy uma saída do impasse, declarou-se “frustrado” em sessão plenária com líderes mundiais. Na plateia estavam Obama, Gordon Brown, Wen Jiabao, Angela Merkel e outros.

Lula fez também uma oferta de doação para um fundo global de combate à mudança climática, como antecipado pela Folha na última quarta-feira.

Em discurso duro, feito de improviso e longamente aplaudido, Lula enumerou as ações do Brasil e disse que o país estaria disposto a contribuir para um fundo se isso salvar a conferência.

Já o americano Barack Obama, que tomou seu lugar no púlpito, criticou os países que não aceitam se submeter à verificação de suas ações –crítica velada à China. Os países desenvolvidos usam esse argumento para justificarem sua inação.

UE quer que Estados Unidos aumentem meta de redução de CO2

Enviado em Internacional de De Bruyn | 17 de Dezembro de 2009 @ 22:27

Reuters

O presidente da Comissão Europeia (Poder Executivo da União Europeia), José Manuel Barroso, disse na quinta-feira (17) que os Estados Unidos deveriam elevar na conferência de Copenhague a sua meta de redução de emissões de gases-estufa.

“Realmente espero que eles anunciem mais”, disse o português a jornalistas. “O presidente [Barack] Obama não está vindo [a Copenhague] só para reiterar o que está no projeto de lei deles”, afirmou, referindo-se ao projeto que tramita no Congresso dos EUA com metas para a limitação das emissões.

A conferência de Copenhague, que termina na sexta-feira, pode fracassar devido às discordâncias entre países ricos e pobres sobre quem pagará a conta do combate à mudança climática.

Para tentar superar o impasse, a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que os EUA ajudarão a angariar US$ 100 bilhões de dólares por ano até 2020 para um fundo climático destinado aos países pobres. Mas ela não fez nenhuma oferta adicional no que diz respeito às emissões.

Os EUA até agora se comprometem a uma redução de emissões de 17% até 2020, em comparação aos níveis de 1990. Isso equivale a 3% a menos do que os níveis de 1990, data-base usada pela ONU.

Barroso disse que conversas com outros líderes lhe deixaram confiante de que os países ricos aceitarão dar US$ 10 bilhões por ano aos países pobres no período 2010-12. Esse dinheiro ajudará as nações em desenvolvimento a se adaptar às mudanças climáticas e reduzir suas emissões.

“Pelos meus contatos com muitos parceiros, estou esperançoso de que alcancemos a meta dos US$ 10 bilhões”, disse Barroso.

A União Europeia já prometeu cerca de US$ 3,5 bilhões por ano no período 2010-12, e o Japão disse na quarta-feira que irá elevar sua oferta para cerca de US$ 5 bilhões por ano, incluindo financiamento público e privado.

Japão anuncia US$15 bi de ajuda a pobres contra aquecimento

Enviado em Internacional de De Bruyn | 16 de Dezembro de 2009 @ 21:26

Reuters

O Japão elevará para cerca de 15 bilhões de dólares até 2012 sua ajuda para que os países em desenvolvimento trabalhem no combate ao aquecimento climático global, sinalizando que um acordo sobre o clima da ONU está mais próximo em Copenhague, afirmou o governo nesta quarta-feira, 16.

“A iniciativa deve contribuir para o sucesso” da conferência da Organização das Nações Unidas na capital dinamarquesa, onde 110 líderes mundiais se reúnem na quinta e sexta-feiras, mostrou um comunicado.

As finanças públicas responderão por até 11 bilhões de dólares do total e os recursos privados pelos outros 4 bilhões de dólares, segundo o documento.

“Esta escalada de finanças públicas pretende permitir uma implementação mais rápida da assistência aos países em desenvolvimento”, afirmou. A ajuda financeira está acima da anteriormente prevista, de 9 bilhões de dólares.

De acordo com o comunicado, o dinheiro estava condicionado a que um acordo significativo seja alcançado — “uma estrutura justa e eficaz, com a participação de todos os principais países emissores e aprovação de seus respectivos objetivos ambiciosos”.

A ONU está buscando um financiamento inicial e rápido de 10 bilhões de dólares por ano durante os três anos até 2012 para ajudar as nações em desenvolvimento a lidar com a mudança climática. A organização quer compromissos de montantes maiores para 2020.

Na semana passada, a União Europeia prometeu 7,3 bilhões de euros, ou 10,63 bilhões de dólares, para o financiamento climático até 2012. Nesta quarta-feira, um grupo de seis países, incluindo os Estados Unidos, disse que daria 3,5 bilhões de dólares para ajudar a conter o desmatamento.

Negociadores em Copenhague sentem pressão do tempo

Enviado em Internacional de De Bruyn | 15 de Dezembro de 2009 @ 15:36

Agencia Estado

Os negociadores na conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Copenhague, começam a sentir a pressão do relógio, uma vez que eles ainda têm dificuldades para resolver muitas das questões em aberto antes do encontro dos líderes mundiais na sexta-feira, 18. “A chegada iminente de bem mais de cem líderes afeta totalmente a negociação”, disse o enviado dos Estados Unidos Todd Stern. “Todos que têm o chefe chegando estão particularmente ávidos para ter as coisas na melhor forma possível. Então acredito que isso está colocando pressão, mas é provavelmente uma pressão saudável.”

Os negociadores desperdiçaram tempo precioso nesta segunda-feira, 14, quando o Grupo dos 77 (G-77), que inclui países mais pobres e grandes economias emergentes, como Brasil, China e Índia, deixaram as negociações, acusando os países industrializados de tentar matar o Protocolo de Kyoto. Isso levou à suspensão das negociações oficiais, e o presidente da conferência nomeou cinco grupos de trabalho diferentes para avançar nas consultas sobre questões espinhosas. Os grupos se reuniram no início desta terça-feira e deveriam se reportar a todos os delegados em um encontro plenário ainda nesta terça-feira.

A conferência de Copenhague busca encontrar um novo acordo sobre regras internacionais para limitar o aquecimento global depois de 2012. Os países em desenvolvimento querem manter a estrutura do Protocolo de Kyoto de 1997 - que exige que as nações ricas, mas não os países pobres e nem os EUA, cortem as emissões de gases de efeito estufa - com um novo documento para complementá-lo.

Muitas nações desenvolvidas preferiam um novo, único e mais abrangente documento, embora a União Europeia tenha sinalizado hoje uma abertura na sua abordagem. O ministro do Ambiente da Alemanha, Norbert Roettgen, disse que “nós aceitamos que isso não pode ser a base neste momento da nossa discussão, e, então, aceitamos essa abordagem em duas linhas”.

Mais de 110 líderes mundiais devem se juntar às negociações na quinta e na sexta-feira, com alguns, incluindo o premier britânico, Gordon Brown, já chegando na cidade hoje. Eles devem tomar as decisões finais para engajar seus países em um novo acordo para limitar o aquecimento global. Porém as discussões caminham de forma mais lenta que o previsto, por causa das tensões sobre quem deve cortar as emissões de dióxido de carbono e quem deve pagar por isso. As informações são da Dow Jones.

Polícia detém 67 pessoas em protestos pelo clima em Copenhague

Enviado em Internacional de De Bruyn | 11 de Dezembro de 2009 @ 20:57

Efe

A Polícia da Dinamarca deteve hoje 67 pessoas durante diferentes protestos pela Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), na véspera de uma grande manifestação convocada para o sábado (11) na cidade.

A maior parte dos detidos, de diferentes nacionalidades, foi detida por ter se negado a seguir as instruções dos agentes, informou a Polícia.

As detenções aconteceram em um dia de protestos contra grandes companhias acusadas de contribuir com suas emissões com a poluição mundial. O evento foi batizado de “Don’t Buy the Lie” (Não Compre a Mentira).

Os ativistas percorreram o centro da capital dinamarquesa gritando palavras de ordem e colando cartazes contra diferentes empresas, mas a forte presença policial impediu que os protestos passassem para maiores conflitos.

A Polícia e os organizadores (mais de 516 grupos ambientais, sindicatos e outras afiliações de 67 países) calculam que a manifestação de amanhã reunirá pelo menos 50 mil pessoas, o que a tornaria o maior protesto em anos na Dinamarca, um país de apenas 5,5 milhões de habitantes.

O protesto sairá do Parlamento às 14h locais (11h, no horário de Brasília) e terminará em frente ao Bella Center, palco da COP-15, em cujo exterior serão pronunciados discursos e haverá apresentações musicais.

Impasse em acordo do clima divide países ricos

Enviado em Internacional de De Bruyn | 10 de Dezembro de 2009 @ 12:55

Agência Estado

Os impasses entre as nações ricas tornaram-se públicos ontem, no terceiro dia da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague. A União Europeia (UE) condicionou a sua presença no acordo que deve entrar em vigor após 2013 à entrada dos Estados Unidos, do Japão e de outros países industrializados

Em resposta, Todd Stern, assessor para assuntos climáticos da Casa Branca, descartou a hipótese de que os termos de Kyoto sirvam de base para o novo protocolo, com a participação dos EUA. Stern admitiu que elementos do atual acordo, como o mercado de carbono, podem ser aceitos. Mas nada além disso. “Se estamos falando em pôr outro nome no Protocolo de Kyoto, não vamos aceitar.”

Em público, Anders Turesson, negociador-chefe da Suécia, país que preside a UE, não descartou que o bloco abandone o Protocolo de Kyoto em favor de outro acordo climático, ainda inexistente. “O essencial é manter o sistema de Kyoto, sua arquitetura”, argumentou. Minutos depois, na mesma sala, Todd Stern - principal assessor do presidente Barack Obama para assuntos climáticos - foi taxativo: “Não vamos fazer parte de Kyoto. Essa proposta não está sobre a mesa.”

Os EUA e a China também pressionaram um ao outro. O negociador chinês, Su Wei, classificou de insuficiente a proposta dos EUA de cortarem em 17% as emissões de CO2 até 2020 e pediu uma meta mais ambiciosa.

O governo norte-americano também exigiu compromisso e afirmou que os EUA não transferirão recursos para a China. “Não há nenhuma chance. Queremos direcionar os nossos dólares para os países mais pobres. A China tem uma economia dinâmica, está sentada em uma reserva de US$ 2 bilhões. Não creio que seja a primeira candidata para receber recursos públicos”, disse Stern. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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