Especialista em conservação de água defende vegetarianismo
AP
Allan, de 71 anos, recebeu o prêmio da água de 2008 por ter criado o conceito de “água virtual”, que mede a quantia de água usada em produção industrial e de alimentos. Ele disse que consumir carne prejudica o meio ambiente.
– Pessoas que não são vegetarianas consomem cinco metros cúbicos (cinco mil litros) de água ao dia; o banho que você toma é uma poça minúscula comparada com isso. É a água que entra na comida que é o grande problema – disse ele. – Seja racional e coma menos carne.
Ele falou á reportagem da Associated Press nos bastidores da Semana Mundial da Água, uma conferência da qual participam 2,5 mil cientistas, políticos e representantes de 140 países. Allan receberá o prêmio de US$ 150 mil numa cerimônia na quinta-feira.
Relatório divulgado nessa segunda diz que as populações no mundo em desenvolvimento correm riscos cada vez maiores por causa do uso de água de esgoto em irrigação.
Brasil não pensa em exportar água, apesar de grande reserva
Efe - (Zaragoza - Espanha)
Em declarações à Agência Efe, Manzini destacou a importância de prevenir possíveis problemas em relação ao consumo de água e de fazer uma gestão integral deste recurso.
Manzini participou nesta segunda-feira, 11, de um fórum de debate durante a Exposição Internacional de Zaragoza, dedicada à água e ao desenvolvimento sustentável, dentro da chamada Semana do Brasil, que vai até quarta-feira.
“É uma ilusão pensar que o Brasil tem muita água e que há para todos”, disse Manzini, que acrescentou que o Brasil sofre de uma má distribuição dos recursos hídricos.
Manzini reivindicou uma revisão integral das políticas de gestão das bacias hidrográficas e do litoral, já que é “importante que a gestão da região litorânea esteja integrada à das bacias”.
SOS Mata Atlântica analisa Projeto de Lei que dá aos Municípios poder de alterar limites de APPs
Por Mônica Pinto - AmbienteBrasil
O Código Florestal estabelece que, para APPs nessa situação, devem ser observados os Planos Diretores de cada cidade e as leis de uso do solo, porém respeitando-se os limites da lei maior.
Áreas de preservação permanente são faixas de terra ocupadas ou não por vegetação às margens dos cursos d’água (nascentes, córregos, rios, lagos), ou no topo de morros, em dunas, encostas, manguezais, restingas e veredas (confira a Resolução do Conama que as define, clicando aqui).
De acordo com essa legislação do Conama, só pode haver supressão da vegetação nessas áreas em casos de utilidade pública, interesse social e de baixo impacto ambiental. A resolução dá ao órgão ambiental estadual o poder de emitir a autorização, desde que com anuência prévia do órgão federal ou municipal.
O Projeto de Lei elimina a exigência de observar os limites da lei, impondo como condição, para os Municípios deliberarem sobre as APPs, que tenham um Plano Diretor atualizado nos termos do Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01) e que contem com órgãos colegiados de controle social e com órgãos executivos específicos nas áreas de política urbana e ambiental.
Conforme a Agência Câmara, o deputado José Carlos Vieira argumenta que, depois da aprovação do Estatuto das Cidades, os Municípios passaram a ter Planos Diretores executados sob a ótica do desenvolvimento sustentável e, obrigatoriamente consultando as suas comunidades, têm que delimitar e determinar suas áreas de preservação, os parâmetros para uso e ocupação do solo urbano.
Questionamentos
O PL ainda vai passar pela análise das comissões de Desenvolvimento Urbano; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Porém, já foi questionado pela Fundação SOS Mata Atlântica, entidade à qual AmbienteBrasil pediu uma análise do tema.
Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação, lembra que cabe ao Município disciplinar o uso e ocupação do solo em seus limites territoriais, suplementar a legislação federal e estadual no que couber (artigo 30 da Constituição Federal), sempre observando sua competência legal, ou seja, para disciplinar o que lhe é peculiar, nos limites estabelecidos em outras normas, valendo em qualquer nível a de caráter mais restritivo.
“Esta interpretação prevê o entendimento de que o Município não pode por Lei alterar o que estabelecido na Constituição Federal em relação a sua competência”, disse Márcia ao portal.
Segundo ela, no caso em pauta, não se pode desconsiderar o artigo segundo do Código Florestal, sobre APPs, e alteração do parágrafo único, delegando competência ao Município para estabelecer os locais que se situam tais áreas. “Isto só se daria por emenda constitucional, o que de fato não ocorre. Tal condição fere a competência que têm a União, Estados e Distrito Federal - e somente eles - para isso”, diz.
E completa: “para o Município, cabe estabelecer o que lhe dá o artigo 23 da Constituição nas condições próprias, de caráter administrativo, regulamentando as questões de ocupação sem interferir na qualidade de vida, garantia maior da população. E, sem dúvida, a alteração para minimizar as regras de proteção de áreas de preservação permanente irá por em risco a condição de vida e moradia desta população, em vista da função que exercem”.
Florestas intocadas armazenam três vezes mais carbono
Por Sabrina Domingos - Carbono Brasil
Cientistas da Universidade Nacional da Austrália, que publicaram um relatório sobre o tema nesta terça-feira, dizem que o papel das florestas selvagens, assim como o da biomassa de carbono verde pertencente a elas, foi subestimado na luta contra o aquecimento global. “Na Austrália e, provavelmente em todo o mundo, a capacidade de armazenamento das florestas naturais foi subestimado e consequentemente deturpado em avaliações econômicas e opções políticas”, afirmam.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e o Protocolo de Quioto não fazem distinção entre a capacidade de carbono de florestas plantadas e das intocadas. As florestas ainda intactas podem carregar três vezes mais carbono do que o calculado atualmente, caso o estoque de carbono da biomassa seja incluído nas medições. Atualmente, a habilidade de armazenamento de carbono é baseada em estimativas de florestas plantadas.
O relatório “Carbono Verde, o papel das florestas naturais para o estoque de carbono” informa que a falta de diferenciação na definição de floresta também subestima o acúmulo de carbono em florestas adultas. O IPCC define como floresta árvores acima de 2 metros de altura e com copas maiores de 10%; mas, na Austrália, florestas foram definidas por árvores com mais de 10 metros de altura e copa superior a 30%.
O estudo avalia que as florestas preservadas do sudeste da Austrália podem abrigar cerca de 640 toneladas de carbono por hectare – enquanto a estimativa do IPCC é de 217 toneladas. Os cientistas também calculam que cerca de 9,3 bilhões de toneladas de carbono podem ser estocadas nos 14,5 milhões de hectares de florestas de eucalipto no sudeste australiano, se não ocorrer intervenção humana. O IPCC estima apenas um terço desta capacidade e somente 27% do estoque de carbono de biomassa das florestas.
Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com
Lula quer reparação ambiental com ‘todos os países’
Por Adriana Chiarini - Agência Estado
Lula afirmou que defendeu no fórum do G-8 que os países mais desenvolvidos se reúnam com China, Índia, Brasil e México para “administrar qual a responsabilidade de cada um”. Ele citou dados indicando que os Estados Unidos são o principal poluidor mundial. Dados citados pelo presidente dizem que os EUA emitem 70 toneladas de poluentes por quilômetro quadrado, enquanto, no Brasil, esse número seria de 1,9 tonelada.
De acordo com o presidente, os países que se desenvolveram mais cedo também emitem gases poluentes há mais tempo. “A responsabilidade histórica é maior para alguns”, disse durante a cerimônia de lançamento do Fundo da Amazônia, do Fundo de Mudanças Climáticas e do Protocolo Verde, assinado por cincos bancos federais.
Segundo ele, é importante dar as informações corretas sobre os danos ambientais “porque, senão, aparece alguém dizendo que tem cana na Amazônia e que o etanol de cana afeta os alimentos”.
O presidente também lembrou que será realizado um evento internacional em setembro, no Brasil, para discutir os efeitos do biodiesel sobre os alimentos e o meio ambiente. Ele comentou que 85% da energia elétrica do Brasil é limpa e citou os carros flex - que podem usar dois diferentes tipos de combustíveis, entre eles o etanol. “Quem é que pode ter esse discurso no G-8? Não pode ter”, disse.
Ele afirmou ainda que o Brasil assumirá todas as responsabilidades de preservação da Amazônia e do meio ambiente. “O Brasil quer garantir a soberania sobre o território amazônico e sobre suas decisões.” Segundo Lula, “muita gente fala da Amazônia como se fosse dona dela”. Para ele, é melhor para a imagem do Brasil e para a economia brasileira “fazer as coisas direito” em termos ambientais.
Município poderá delimitar área de preservação permanente
Por Newton Araújo Jr - Agência Câmara
Áreas de preservação permanente são faixas de terra ocupada ou não por vegetação às margens dos cursos d’água (nascentes, córregos, rios, lagos), ou no topo de morros, em dunas, encostas, manguezais, restingas e veredas. Calcula-se pouco mais de 20% do território brasileiro estejam em APPs (mais do que um estado e meio do Pará).
Conforme resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), só pode haver supressão da vegetação nessas áreas em casos de utilidade pública, interesse social e de baixo impacto ambiental. A resolução dá ao órgão ambiental estadual é o poder de emitir a autorização, com anuência prévia do órgão federal ou municipal.
Zonas urbanas
O Código Florestal afirma que, no caso de APPs localizadas em zonas urbanas, serão observados os planos diretores e leis do uso do solo, mas respeitando-se os limites da lei.
O projeto elimina a exigência de observar os limites da lei, impondo como condição, para os municípios deliberarem sobre as APPs, que tenham um plano diretor atualizado nos termos do Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01) e contem com órgãos colegiados de controle social e com órgãos executivos específicos nas áreas de política urbana e ambiental.
Segundo o deputado, é justo que os municípios deliberem sobre as APPs, desde que tenham se adaptado às exigências do Estatuto das Cidades, dispondo de órgãos colegiados para assegurar o caráter democrático das suas decisões, bem como órgãos executivos com técnicos capacitados na área ambiental.
Ele argumenta que, depois da aprovação do Estatuto das Cidades, os municípios passaram a ter planos diretores executados sob a ótica do desenvolvimento sustentável e, obrigatoriamente, consultando as suas comunidades, têm que delimitar e determinar suas áreas de preservação, os parâmetros para uso e ocupação do solo urbano.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Uso de mamona para biocombustível pode ir por terra
Zero Hora
As novas especificações para o biodiesel exigidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) poderão desestimular a produção a partir do óleo de mamona: muito viscoso e com risco de entupir os bicos injetores dos motores, o produto precisará de aditivos, como os óleos de soja ou girassol, para ser utilizado nos tanques. Ou seja, o programa, lançado em 2005, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está ameaçado.
O projeto da mamona - que incentivou os produtores a investirem no plantio nos últimos anos - agora pode ir por terra. Segundo simulações realizadas em laboratório pela Brasil Ecodiesel, uma das maiores produtoras do setor no Brasil, os novos critérios da ANP limitam de 20% a 30% a participação do óleo de mamona em um litro de biodiesel.
Os 80% teriam de ser compostos por óleos de soja, pinhão manso ou algodão. O presidente do Conselho de Administração da empresa, Jório Dauster, disse que a decisão não terá impacto sobre produtores de biodiesel e agricultores.
Dauster explicou que, mesmo com apenas 20% estimados pela empresa, ainda há um grande mercado para a oleaginosa. Segundo a indústria, serão necessários 1,2 bilhão de litros de biodiesel para atender à obrigatoriedade de mistura de 3% de biodiesel ao óleo diesel, o chamado B3. O mercado potencial para o óleo de mamona seria, portanto, de 240 milhões de litros por ano - considerando a limitação de 20% - , o que demandaria uma produção de 500 mil toneladas do produto por ano. Hoje, a produção não passa de 120 mil toneladas.
– O ideal seria não haver restrições, mas a questão da viscosidade do óleo de mamona não é muito grave. O problema hoje está no próprio preço da mamona, que subiu muito, por razões conjunturais, e não pode ser utilizada como matéria-prima para o biodiesel – afirmou Dauster.
Segundo ele, a falta de chuvas no Nordeste brasileiro e em regiões produtoras na Índia fez subir o preço do produto nos últimos meses:
– Não descartamos a mamona, mas estamos com investimento grande em pinhão manso, que não tem problemas técnicos.
Aurélio Lamare Santos Murta, pesquisador da Coppe/UFRJ, considera a medida (da ANP) exagerada.
– Nenhum motor vai usar 100% de biodiesel. Adicionar 3% ou 5% de biodiesel de mamona não teria problema, porque os 95% de diesel reduziriam a viscosidade – afirmou o pesquisador.
A produção com óleo de mamona já é pequena: 0,17% do total.
– E isso ocorre num momento de redução de oferta por causa da seca, de preços altos. O produtor vai acabar desistindo - prevê Murta.
Salvar planeta custa US$ 892 bilhões, ou 2% do PIB mundial
Por Claudio Angelo - Folha de S.Paulo - Bancoc
Ainda não se sabe quanto o custo pode representar em dólares. O valor do PIB mundial é de US$ 44,6 trilhões (medido em 2005), mas não é possível estimar quanto será em 2030, ano de referência com que o IPCC trabalhou. Hoje, 2% desse valor são US$ 892 bilhões, mais de 80% do PIB do Brasil.
Embora não recomende aos governos que caminho tomar, o relatório apresenta três futuros possíveis para a humanidade, na forma de três cenários de redução de emissões de gases de efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO2).
No mais otimista, a concentração de CO2 na atmosfera é limitada a 450 ppm (partes por milhão) –o dobro do que havia no ar antes da Revolução Industrial. No mais pessimista, ela fica em 650 ppm.
“Se você mirar em uma estabilização de 450 ppm, consegue evitar que a temperatura suba 2 ºC, o que causaria uma mudança climática perigosa. Mas vai ser um pouco mais caro: cerca de 2% do PIB mundial”, disse à Folha Mohan Munasinghe, vice-presidente do IPCC. O relatório fala em “menos de 3%”.
“Para 550 ppm é menos de 1%, e para 650 ppm é algo desprezível [cerca de 0,2% do PIB]”, disse o pesquisador. Este último cenário colocaria o planeta no rumo de um aumento de 4 ºC na temperatura em 2100, com os efeitos catastróficos decorrentes disso –secas, cheias, furacões e fome.
“Há tecnologias existentes e conhecidas para estabilizar em 450 ppm a 550 ppm, mas elas implicam em um custo significativo”, disse Munasinghe. “O que falta é vontade política.”
Entre essas tecnologias, uma interessa especialmente ao Brasil: os biocombustíveis.
O IPCC traz uma boa notícia para agricultures brasileiros. Somados, todos os biocombustíveis - em especial o etanol de cana - poderão ocupar de 3% a 10% da matriz do setor de transportes em 2030. Isso significa reduzir até 1,5 bilhão de toneladas anuais de gás carbônico, pagando menos de US$ 25 por tonelada cortada.
“Eles foram destacados no sumário executivo como uma das tecnologias de mitigação já disponíveis no mercado com os maiores potenciais de mitigação no setor de transporte”, disse Suzana Kahn Ribeiro, professora da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia) da UFRJ e autora do capítulo de transportes do relatório.
Não só no setor de transportes: o IPCC também os considera uma boa alternativa para gerar de energia até mesmo no setor florestal - com o álcool de celulose, um combustível produzido a partir de restos de madeira e serragem (ainda em escala piloto, fora do mercado).
Leia a matéria na íntegra no site www.ecoinformacao.com
Correios do Brasil e da França lançam selos com temas ambientais
WWF
A foto escolhida pelo lado brasileiro, entre as várias cedidas pelo WWF-Brasil, é obra de Marcelo Moreira, pesquisador da Fundação Vitória Amazônica (FVA), e foi tirada durante a Expedição Aracá, iniciativa realizada conjuntamente pela FVA e WWF-Brasil, em agosto de 2007.
A criação de uma emissão conjunta de um selo com essa temática ressalta a necessidade de mobilização de escala global em prol da garantia da integridade dos ecossistemas fundamentais para o equilíbrio ecológico no mundo.
Na arte de Jean Paul Véret-Lemarinier, além da bela cachoeira, considerada uma das maiores do Brasil por seus 365m e que compõe o Parque Estadual Serra do Aracá, o selo também retrata o Mer de Glace (Mar de Gelo), uma geleira com 7km de extensão e 200m de profundidade situada no maciço Mont-Blanc, nos Alpes Franceses.
Separando as duas gravuras que compõe o selo, foi desenhada, ao centro, uma estrela branca circundada pelas bandeiras estilizadas da França e do Brasil, o que simboliza o elo entre os dois países. No contexto da emissão conjunta, o Carimbo de 1º Dia de Circulação traz a Torre Eiffel e o Cristo Redentor para representar os ícones pelos os quais a França e o Brasil são conhecidos mundialmente.
Os Correios do Brasil e da França já lançaram o novo selo em várias solenidades realizadas nos dois países. No entanto, uma nova cerimônia de lançamento acontece hoje, dia 21, no Palácio Rio Negro, em Manaus, capital do estado que abriga a unidade de conservação.
A expedição ao rio Aracá, localizado no município de Barcelos (AM), foi realizada no período de 18 de julho a 19 de agosto de 2007 e coordenada pela Fundação Vitória Amazônia (FVA) e WWF-Brasil, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Governo do Amazonas/SDS e CWS. O objetivo foi estudar o Parque Estadual Serra do Aracá, localizado no município de Barcelos (AM), e o rio que drena essa região biogeográfica bastante particular, localizada entre os rios Branco e Negro.
Desde que foi criado, em 1990, o parque nunca foi alvo de estudos integrados, que subsidiem a gestão da unidade. Durante cerca de 30 dias, 30 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e auxiliares percorreram a região de difícil acesso, escalaram uma montanha de 1.375 metros de altura e inventariaram a fauna e flora na região da Serra do Aracá, nas paleodunas e campos alagados da bacia do rio Aracá. Também foi realizado o levantamento socioeconômico e o mapeamento do uso dos recursos naturais utilizados pelas populações residentes neste rio.
O Parque Estadual Serra do Aracá, localizado no município de Barcelos (AM), ocupa uma região de 1.818.700 hectares com formações geológicas e com geomorfologia particular que, associadas às condições climáticas locais, proporcionam endemismos naturais que por si só justificam a preservação da área. A cachoeira, cuja foto inspirou a gravura no selo, é abrigada pelo o maior atributo natural do Parque é a Serra do Aracá. De formato tabular, a serra atinge 2.000m de altitude e é resíduo da formação geológica do Monte Roraima.
A FVA e o WWF-Brasil pretendem realizar uma segunda expedição para a região em agosto de 2008, focando desta vez na bacia do rio Demini.
Humanidade tem 7 anos para estabilizar emissões, diz IPCC
Folha Online
“Temos uma janela de oportunidade de apenas sete anos, pois as emissões terão que chegar ao máximo até 2015 e diminuir depois disso. Não podemos permitir um atraso maior”, afirmou.
Pachauri disse a ministros da União Européia, que participam de uma reunião de dois dias em Paris, que as tentativas de enfrentar o problema vão fracassar se o bloco não assumir a liderança nas negociações mundiais.
“Se a União Européia não liderar, temo que qualquer tentativa de fazer mudanças e de gerenciar o problema da mudança climática vá desmoronar”, disse. “Vocês não conseguirão trazer os Estados Unidos, a América do Norte (para as negociações). Vocês não conseguirão trazer outros países do mundo também.”
Limite
A União Européia quer limitar o aquecimento total desde a época pré-industrial a dois graus, objetivo também estabelecido por muitos cientistas.
Pachauri também alertou para esta meta, pois, segundo ele, estão surgindo provas de que a mudança climática está se acelerando mais do que o previsto. Ondas de calor e enchentes estão aumentando e as temperaturas subindo, o que causa o derretimento das geleiras.
Atualmente estão ocorrendo negociações para um novo acordo global que possa substituir o Protocolo de Kyoto, quando seu prazo de vigência for encerrado em 2012.
Em 2007 o IPCC e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelo trabalho de pesquisa e alerta a respeito do aquecimento global.