Arquiteto propõe cidade flutuante ‘high tech’ contra aquecimento global
G1
O arquiteto belga Vincent Callebaut já tem a solução: ele propõe a construção de vilas flutuantes, com sistemas computadorizados capazes de controlar da produção de energia à desalinização da água.
As cidades artificiais propostas por Callebaut, batizadas de ‘Lilypad’, poderiam ser instaladas em qualquer lugar do oceano. Autosustentáveis, cada vila tem capacidade para receber 50 mil moradores.
Utilizando apenas tecnologias já disponíveis hoje em dia, afirma o arquiteto, as vilas flutuantes seriam ecologicamente adequadas.
A energia seria fornecida por placas de captação de raios solares, turbinas eólicas e usinas movidas pelo movimento das ondas do mar.
Um lago construído no centro da ilha serviria para capturar, armazenar e purificar a água da chuva. A cidade proposta também tem três marinas - já que os barcos seriam a principal forma de ligação entre as vilas e com o continente - e montanhas artificiais.
Cidades de 35 países já decidiram apagar a luz pelo clima
Efe
- Iniciativa lançada pela WWF deixará cidades por uma hora no escuro neste sábado
Além do Brasil, a lista do WWF inclui Espanha, Argentina, Bolívia, México, Uruguai e Venezuela, entre vários outros países. A “Earth Hour” consiste em apagar neste sábado, das 20h às 21h, luzes e eletrodomésticos por uma hora.
A mobilização se transformou em um acontecimento mundial muito maior do que poderíamos imaginar – disse o porta-voz da organização, Andy Ridley – Já são quase 400 cidades, 18.876 empresas e 257.165 cidadãos que se registraram na página do evento, mas sabemos, pela experiência do ano passado, que muitas pessoas apagam as luzes sem se inscrever – disse Ridley.
Em 2007, a “Earth Hour” ocorreu somente em Sydney e reuniu mais de 2 milhões de pessoas, segundo uma pesquisa, além de 2.100 empresas, cinemas, teatros, restaurantes, bares, discotecas, clubes esportivos, escolas e igrejas. Os organizadores acreditam que a edição deste ano vai superar os 30 milhões de pessoas na Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, Israel, Irlanda e Tailândia, entre outros.
Surpreendente como alguns países, nos quais não há nem representação do WWF, também estão preparando atos espetaculares – expressou Ridley.
Pesquisa mostra que 71% da população japonesa é contra a caça de baleias
Folha Online
O levantamento divulgado pelo Greenpeace foi feito pelo Centro de Pesquisa
Japonesa, empresa da Gallup International Association. Os pesquisadores entrevistaram 1.051 pessoas de 15 a 60 anos no início deste ano. Foram feitas 18 perguntas relacionadas à caça de baleias.
Entre os resultados obtidos, a pesquisa também aponta que 87% das pessoas consultadas não sabem que parte dos impostos cobrados no Japão ajudam a subsidiar a atividade baleeira do país.
Crise
No início do mês, a Austrália divulgou fotos de baleeiros japoneses arpoando baleias minke e arrastando suas carcaças para dentro de um navio, chamando a atividade de matança “indiscriminada”. As fotos abriram uma crise entre os dois países.
O Japão negou que uma das imagens mostrasse filhotes sendo abatidos e acusou o governo australiano de fazer ativismo sobre o tema.
As fotos divulgadas foram mais uma etapa da campanha do governo australiano pelo fim da caça anual à baleia praticada pelo Japão no oceano Austral.
Plástico biodegradável é produzido a partir do amido de mandioca
Por Júlio Bernardes - (Agência USP/Envolverde)
Uma pesquisa do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP produziu plástico biodegradável a partir do amido de mandioca, obtendo os chamados amidos termoplásticos (TPS). O estudo, realizado pela química Eliangela Teixeira, também mostrou a viabilidade do uso de resíduos da industrialização do amido para produzir termoplástico reforçado com fibras celulósicas. Os plásticos com amido poderão ser aplicados principalmente na indústria de embalagens.
“As fibras fazem parte naturalmente da constituição dos resíduos, compostos por cerca de 82,5% de amido residual e 17,5% de fibras celulósicas”, aponta a pesquisadora. “Desta forma, pode-se ter um aproveitamento tanto do amido para a formação da fase matriz (termoplástica) e ainda, das fibras celulósicas que são capazes de promover reforço mecânico aos TPS.”
Os amidos termoplásticos podem ser obtidos via estado fundido (temperaturas de 120oC a 160oC) na presença de plasticizante e cisalhamento. “Essa metodologia é bastante utilizada no processamento de plásticos de origem petroquímica”, explica Eliangela. “Os grânulos de amido são rompidos, há perda da cristalinidade granular e uma fase contínua é então obtida, com o material podendo ser moldado à quente”.
De acordo com a química, os amidos termoplásticos apresentam um grande potencial de aplicações, especialmente no setor de embalagens. “Como essa área emprega um grande volume de plásticos de origem petroquímica, os TPS podem contribuir para melhorar o gerenciamento do lixo e reduzir o impacto ambiental dos plásticos não-biodegradáveis.” O material também pode ser adotado na confecção de tubetes de plantio para o setor agrícola.
Nanofibras
Os resultados dos testes com o amido estão na tese de doutorado de Eliangela, que foi orientada pelo professor Antonio Aprígio da Silva Curvelo, do IQSC. Outra linha de pesquisa do estudo foi direcionada à obtenção de nanofibras de celulose a partir das microfibras contidas no resíduo, para aumentar a resistência dos amidos termoplásticos.
“As nanofibras, por apresentarem dimensões extremamente pequenas, também podem gerar efeitos significativos de reforço mecânico ao TPS”, conta Eliangela. “Entretanto, este efeito é fortemente dependente do plasticizante que é empregado para a obtenção do TPS”.
A pesquisadora testou também o uso direto da raiz de mandioca para a obtenção de termoplásticos. “Foi possível a obtenção de um filme plástico diretamente da mandioca”, destaca. “Entretanto a particularidade deste tipo de material, é que os açúcares naturalmente presentes na raiz (principalmente glicose e sacarose) também atuaram como plasticizante para o amido”.
Segundo a química, os açúcares da raiz devem ser computados na formulação, pois influenciaram consideravelmente no desempenho mecânico do TPS final. “Ao final do processo de produção, foram obtidos materiais de maior flexibilidade e no entanto, de menor resistência à ação mecânica”, ressalta.
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Estudo diz que centenas de plantas medicinais correm risco de extinção
Efe
Segundo a BBC, o estudo indica que mais de 50% dos medicamentos são obtidos de plantas em risco de desaparecimento, devido ao aumento das coleções particulares e públicas e, em alto grau, ao desmatamento do planeta.
De acordo com a BGCI, os pesquisadores acreditam que estas plantas podem tratar doenças tão graves como o câncer ou o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV).
Segundo o estudo, foram identificadas cerca de 400 espécies de plantas medicinais em risco de extinção.
Entre as que correm risco, o estudo cita a Hoodia, uma planta medicinal do sul da África, pertencente à família Apocynaceae, utilizada na medicina para reduzir temporariamente o apetite e que é usada como alimento das tribos da região para enfrentar longas e cansativas caças no deserto, sem sentir a sensação de fome.
Entre estes grupos ameaçados também se encontra a metade da variedade de magnólias, utilizadas na medicina tradicional chinesa há cinco mil anos e na japonesa, e que tem substâncias usadas na luta contra o câncer e as doenças cardíacas.
A organização indica que atualmente há cerca de cinco bilhões de pessoas que se beneficiam destas plantas como remédio, e cada vez mais elas são usadas para elaborar medicamentos em laboratórios.
Por isso, o estudo conclui que a perda destas plantas pode acarretar conseqüências impensáveis no futuro, e problemas imprevisíveis no campo da medicina e no tratamento paliativo das doenças.
A BGCI, com sede em Londres, é uma organização internacional formada por 600 analistas de 120 países.
OpinaEco - Realmente é preciso ficar de olhos bem abertos quanto a questão do uso das plantas medicinais. Já não é de hoje que empresas de fora do País estudam as potencialidades medicinais na Amazônia. Os estudos são muito importantes, mas o controle é essencial para a sobrevivência, na forma ampla da palavra.
A relação da febre amarela com o desmatamento
Agência Brasil
O último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta crescimento não apenas do número de casos de febre amarela como também do número de países atingidos pela doença nos últimos 20 anos. “Toda essa mudança do ecossistema, o aquecimento global, chuvas intensas, calor, tudo isso é um facilitador de doenças por vetores”, disse o Moraes. Ele destacou a grande preocupação mundial com o que tais mudanças podem representar de aumento desse tipo de doença.
Segundo Moraes, existe ainda outro agravante: a grande dificuldade de controle da transmissão pelo mosquito Aedes aegypti: Além do fácil acúmulo de água em recipientes, o combate ao mosquito transmissor com inseticidas tem uma grande limitação – o produto se espalha facilmente e é necessária a visita de agentes de controle de casa em casa para um combate efetivo às larvas. “Isso é praticamente inviável. Tem uma dificuldade ecológica importante na transmissão de doenças por vetores”.
O epidemiologista lembrou que, no início do ano 2000, houve um aumento de casos de febre amarela similar ao que se registra atualmente no país – em viajantes que visitaram regiões turísticas durante o período de férias, sobretudo nos estados de Goiás e de Mato Grosso.
“Na passagem do milênio, houve várias excursões a locais considerados exotéricos, como a Chapada dos Veadeiros [em Goiás] e a Chapada dos Guimarães [em Mato Grosso]. Tivemos um aumento razoável de casos de febre amarela em viajantes que foram para essas regiões e não estavam vacinados.”
Segundo ele, a invasão de terras para a criação de trilhas ecológicas com fins comerciais, como é o caso de regiões em Goiás e também em Minas Gerais, provocam grandes alterações no ecossistema, que podem levar o mosquito haemagogus a substituir o macaco pelo homem. “Os macacos vivem nas copas das árvores. O ciclo se forma e se mantém restrito ali. Na hora em que as árvores são destruídas e surge a presença de um outro primata, o ser humano, esse haemagogus vai substituir o macaco pelo homem”.
Moraes alerta que, se a expansão urbana em áreas rurais não for ordenada e equilibrada, a mudança pode acarretar não só o aumento de casos de febre amarela em escala mundial, como também de outras doenças transmitidas por vetores, como a leishmaniose e a malária. “Existe toda essa questão de desequilíbrio e ocupação desordenada, que traz este aumento de casos”.
Ele acredita que o quadro de febre amarela no Brasil é de uma epidemia localizada em população não-vacinada, que mora em regiões rurais ou que entra em contato com a mata onde podem ser encontrados macacos portadores do vírus da doença.
De acordo com o epidemiologista, a situação endêmica ocorre quando existe um número bastante reduzido de casos. Os surtos são registrados apenas em áreas restritas, como uma comunidade ou uma escola. Já o alastramento de casos é caracterizado como epidemia. “Qualquer caso que exceda aquele padrão de poucos casos já se considera epidemia”, afirmou Moraes.
Fiscalização do Ibama vistoria caminhões no Acre
Ascom/Ibama
O Ibama no Acre conseguiu apreender nos primeiros 15 dias da operação 1000 pranchas (unidade para madeira serrada pronta para o comércio), além de 80 dúzias de tábuas de madeira, também prontas para serem comercializadas. As apreensões foram feitas na cidade de Tarauacá. Já no rio Acre, que passa pelo município Assis Brasil, os fiscais apreenderam uma embarcação com 5 m³ de madeira. Vale lembrar também que outras equipes continuam na operação fazendo a vistoria de outros rios no estado.
Mais de 170 aves são apreendidas no Pará
Ibama - (PA)
Os curiós foram soltos em reserva indígena, sendo que os psitacídeos foram encaminhados para a Fundação Zoobotânica de Marabá e para a Floresta Nacional de Carajás, por serem filhotes (sendo que apenas dois já estavam empenados) e ter sofrido maus tratos. Destes animais, sete jandaias ficaram na Fundação e os outros filhotes foram para o Zoológico e colocados em incubadoras.
“As aves ficarão na Fundação e no Zoológico até empenarem e aprenderem a comer sozinhas. A partir daí, decidiremos o futuro delas. Pelo menos, as Ararajubas (espécie ameaçada de extinção) vão continuar lá, para o programa de reprodução em cativeiro, mas, podemos tentar a reintrodução com o restante, fazendo a marcação e treinando os animais para sobreviverem na vida livre”, afirma Francileia Lobo, veterinária da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama em Marabá
A Polícia Civil, que está apoiando o Ibama no combate ao Tráfico de Animais em Marabá, garantiu que vai continuar a investigação sobre o crime, já que há suspeita de organização de uma quadrilha, que estaria atuando no sudeste do estado. De acordo com o gerente de Marabá, Leo Bento, esse trabalho é muito importante, visto que coloca em risco a sobrevivência desses animais. “As pessoas podem ou não ter consciência disso, mas para conhecimento de todos, é importante frisar que até a chegada desses animais ao consumidor final, poucos animais sobrevivem. Isso porque eles são transportados em caixas de madeira e/ou dentro de sacolas de viagem. Por isso, muitos morrem asfixiados, com fome e sede”, acrescenta Leo.
Salão de Detroit exibe carros ecologicamente corretos
Efe - (Detroit)
Seguindo a tendência das últimas edições, a General Motors (GM), a Ford e a Chrysler apareceram no salão mais “verdes” do que nunca.
O grande anúncio da GM na abertura do primeiro dia do Salão não foi um novo veículo, mas um surpreendente acordo com a desconhecida empresa Coskata para fabricar etanol a partir de praticamente qualquer produto e a um custo muito mais barato do que atualmente.
O presidente da GM, Rick Wagoner, disse que frente à crescente demanda de energia que o mundo experimentará nos próximos anos, a resposta é perfeitamente clara. “Temos que desenvolver formas de propulsão alternativas para poder responder”, afirmou.
A chave é a tecnologia desenvolvida pela Coskata que, graças à utilização de microorganismos e biorreatores, pode produzir etanol com materiais como ervas, sacolas de plástico e, inclusive, pneus velhos, a um custo de menos de US$ 1 por galão (3,7 litros).
A Ford e a Chrysler não ficaram atrás nos anúncios ecologicamente corretos, embora a segunda e terceira maiores fabricantes americanas tenham acertado as bases para uma acirrada disputa no terreno das pickups.
A Ford apresentou a EcoBoost, uma tecnologia que pode ser aplicada a qualquer motor e permite reduzir o consumo de combustível em 20% e as emissões de dióxido de carbono em 15%.
O segredo da EcoBoost é a utilização de uma sobrealimentação e a injeção direta. A Ford quer que, a partir de 2009, saiam de suas fábricas, a cada ano, meio milhão de veículos com esta tecnologia.
Enquanto isso, a Chrysler também anunciou que, nos próximos anos, ampliará sua gama de veículos híbridos e expressou seu compromisso com as tecnologias mais ecológicas.
As duas fabricantes, porém, reservaram seus maiores esforços para a apresentação do Ford F-150 e o Dodge Ram 1500, duas pickups que disputarão neste ano uma categoria-base para os resultados de Detroit.