Eucalipto ajuda a preservar onças e lobos, diz estudo

Enviado em Regional de De Bruyn | 25 de Agosto de 2008 @ 20:05

G1

Uma pesquisa de biólogos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) mostra que as plantações de eucalipto no interior de São Paulo podem servir de passagem entre áreas de preservação e ajudar na sobrevivência de algumas espécies de carnívoros. Entre elas, o lobo-guará, a onça-parda, a irara e a jaguatirica, de acordo com reportagem do site G1.

Apesar de defenderem que os eucaliptais não oferecem recursos necessários à fauna nativa, os biólogos descobriram que eles são o que chamam de matrizes permeáveis – um meio para os bichos chegarem a locais onde podem encontrar esses recursos. Funcionam como um tipo de corredor entre diferentes regiões de mata. As conclusões estão em uma tese de doutorado apresentada pela bióloga Maria Carolina Lyra-Jorge, de 37 anos.

– Os animais conseguem passar por ali, coisa que em outras matrizes não conseguem. Aquela situação é positiva porque existem fragmentos de vegetação nativa, que são a fonte que garante aquela biodiversidade, e os eucaliptais conectam esses fragmentos – defende a bióloga, autora do estudo em companhia do biólogo Giordano Ciocheti e da professora Vânia Regina Pivello.

Os biólogos do Laboratório de Ecologia da Paisagem e Conservação (Lepac) registraram durante 18 meses, entre 2005 e 2007, imagens desses animais. Eles estudaram uma área de 50 km² nos municípios de Santa Rita do Passa Quatro, a 248 km de São Paulo, e Luís Antônio, a 273 km da capital paulista. O local foi escolhido por causa das características das áreas de preservação.

Nesses municípios estão localizados o Parque Estadual de Vassununga e a Estação Ecológica de Jataí. Maria Carolina explicou que as reservas eram áreas de usinas que foram desativadas, por isso tinham essa característica fragmentada – áreas de preservação mescladas com espaços preenchidos com eucaliptais ou plantações de cana-de-açúcar.

– É um parque de fragmento, que a gente chama de glebas. Ele tinha o formato que a gente queria – disse.

Para registrar os animais no local, eles usaram câmeras fotográficas que disparam ao detectar movimentos de corpos quentes. De acordo com a pesquisadora, havia 21 pontos de coletas, onde as máquinas ficaram penduradas em troncos de árvores. A tecnologia, segundo a bióloga, é usada há muitos anos pelos ecologistas.

Contra incêndios

O estudo mostra que os eucaliptais são melhores para esses animais como áreas de passagem do que as plantações de cana-de-açúcar, por exemplo.

– O eucalipto é protegido pelas empresas contra os incêndios. Ainda que seja uma monocultura, existe uma situação de proteção ali. Mas, se só tivesse eucalipto, não ia adiantar nada, porque nossos animais não vivem apenas no eucaliptal – afirmou a bióloga.

Para a pesquisadora, isso pode mostrar uma melhor condição de sobrevivência desses animais no atual cenário econômico.

– A gente mora aqui em São Paulo, quer comer, quer ter carne, e, dentro dessa situação, que é a real, é uma abordagem interessante – disse. – [É importante] os agricultores terem um olhar de conservação e os conservacionistas terem um olhar diferente para a agricultura. Essa é a situação ideal dentro da realidade.

Plantas monitoram o ar de Porto Alegre

Enviado em Regional de De Bruyn | 23 de Agosto de 2008 @ 12:44

Zero Hora

Em 10 dias, araçazeiros estarão em 12 pontos estratégicos de Porto Alegre ajudando a controlar a poluição do ar. É o início do programa de biomonitoramento que usará mudas da fruta em escolas, hospitais e locais com maior concentração de poluentes.

Ainiciativa é resultado de um convênio de parceria assinado em março pela Secretaria do Meio Ambiente (Smam) da Capital e o Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O programa deverá se estender por 18 meses.

Em cada um dos 12 pontos serão colocados três pés de araçazeiros plantados em vasos e acondicionados sobre bandejas com água. Ao mesmo tempo, uma muda de igual tamanho ficará em uma estufa no Centro de Ecologia do Instituto de Biociências da UFRGS, isolada da ação de poluentes. A cada três meses, os araçazeiros monitorados serão levados para laboratórios para avaliar o desenvolvimento das plantas em comparação à muda protegida.

Serão analisados crescimento, desfolhamentos, mudança de cor e manchas, além de alterações químicas, físicas e biológicas.

– Com os resultados, teremos condições de avaliar o efeito da poluição, se é elevada ou não – explica a engenheira química Maria Teresa Raya Rodriguez, professora do Centro de Biologia.

O araçazeiro é usado por ser uma espécie nativa e se mostrar um bom indicador em trabalhos anteriores, explica Maria Teresa. A idéia de colocar as plantas em escolas visa a desenvolver a educação ambiental entre os estudantes, segundo o engenheiro químico Fabiano Porto da Fontoura, da Smam.

Em setembro passado, uma pesquisa da Universidade de São Paulo apontou que o ar porto-alegrense concentra 22,25 microgramas de material particulado fino (mistura de poeiras e fumaça) por metro cúbico. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o indicador tolerável é de até 10 microgramas por metro cúbico. A exposição em longos períodos ao poluente pode causar doenças cardiovasculares e bronquites crônicas.

Conforme especialistas, o trânsito é o maior poluidor na área urbana da Capital. Estimativas da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) apontam que metade dos veículos movidos a diesel fiscalizados poluam a atmosfera com emissão de gases expelidos pelo cano de descarga.

Os locais

Araçazeiros serão colocadas em 12 pontos estratégicos da cidade, confira onde alguns deles estarão:

Escolas

Escola Estadual Artur da Costa e Silva (bairro Sarandi)
Escola Estadual Ceará (bairro Teresópolis)
Escola Estadual Coronel Aparício Borges (bairro Partenon)
Escola Municipal Girafinha (bairro Santana)
Escola Estadual Lions Club (bairro Humaitá)

Hospitais - (ainda não confirmados)

Estações de monitoramento do ar da prefeitura (cruzamento da Borges de Medeiros com a Salgado Filho, no Centro, e na Praça Princesa Isabel, no bairro Azenha).

Ibama apreende animais de circo em Brasília

Enviado em Regional de De Bruyn | 12 de Agosto de 2008 @ 22:21

Agência Brasil

Dois chimpanzés e um hipopótamo foram recolhidos nesta terça-feira do circo Le Cirque, em Brasília, na Operação Arca de Noé, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), junto com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a defesa civil e a polícia ambiental. Os animais foram levados para o Zoológico de Brasília.

De acordo com a equipe de fiscalização do Ibama, foram constatadas situações de maus tratos, problemas de ordem sanitária e risco à segurança pública.

— Nós estamos fazendo uma autuação por maus tratos constatados no Distrito Federal, em julho e agosto de 2008, pela equipe de fiscalização do Ibama de Brasília — explicou o coordenador de Operações de Fauna do instituto, Antônio Paulo de Paiva.

De acordo com os agentes da fiscalização, os dois chimpanzés estão mutilados, sem nenhum dos dentes. Além disso, falta espaço para a acomodação dos animais, as girafas não conseguem, inclusive, esticar o pescoço quando estão embaixo da lona, no local onde ficam.

Também faltariam tanques com água para os elefantes e não havia nenhum obstáculo que pudesse impedir a saída dos animais com direção ao Eixo Monumental, que leva à Esplanada dos Ministérios. Além disso, de acordo com Paiva, alguns animais têm certificado de vacinação, mas nenhum está vacinado contra a raiva.

O Le Cirque está na capital federal desde 24 de julho. Para realizar apresentações com animais, seria necessária uma autorização do Ibram, o órgão distrital do meio ambiente. De acordo com a lei distrital, não é permitida a apresentação de animais em circos, salvo com laudo de que não há maus tratos. De acordo com o coordenador de operações de fiscalização, Roberto Cabral, quando o Ibama viu que havia apresentação dos animais, “por precaução” embargou a atividade do circo, no final de julho, até a decisão do Ibram.

O circo recorreu à Justiça Federal e obteve uma liminar, que diz não haver maus tratos. Um laudo elaborado a partir da fiscalização atesta o contrário.

— Com base nesse laudo nós estamos procedendo agora à apreensão dos animais e autuação em relação a maus tratos — disse o coordenador.

— Todos os animais que estão no circo entraram no país com autorização, todos são documentados e têm autorização do Ibama para entrar e estar no Brasil, e não teria como se desfazer de animais que estão no circo há mais de 50 anos — afirmou Ricardo Gondor Junior, gerente do Le Cirque.

— Maus tratos são o que eles (fiscais) fizeram, apreenderam esses animais, que ficaram três horas sem água — disse o advogado do circo, Luiz Sabóia. Ele alega que um laudo do Ibama de Minas Gerais já atestou que não há maus tratos no circo contra os animais.

Reunião para o desenvolvimento do Vale do Ribeira, no Paraná

Enviado em Regional de De Bruyn | 11 de Agosto de 2008 @ 20:19

Por Daniela Licht - Básica Assessoria de Imprensa

O diretor executivo do Idéia Ambiental – Instituto de Pesquisa e Conservação da Natureza, Rodrigo de Almeida, participou de uma reunião pública com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para debater os problemas que assolam o Vale do Ribeira, região mais carente do Paraná. Na ocasião, foi apresentada uma carta com as principais necessidades da localidade, abordando as temáticas de Saúde, Educação, Infra-Estrutura e Meio Ambiente.

Rodrigo de Almeida, do Idéia Ambiental - entidade recentemente convidada a participar do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Vale do Ribeira - , representou o instituto e apresentou o programa RPPN – Um Investimento de Futuro, cujas metas estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento sustentável do Vale do Ribeira. “O Vale precisa se desenvolver economicamente, mas é preciso fazer isso com cautela, uma vez que possuímos um grande patrimônio ambiental na região, que pode no futuro próximo representar uma boa opção de renda para a comunidade local, através do turismo”, explica.

RPPN

Desde 2006, o Idéia Ambiental trabalha com aquele que se tornou seu carro-chefe: o projeto “RPPN, um investimento de futuro”, que consiste no estabelecimento de propriedades particulares destinadas à proteção ambiental. Instituídas pelo IBAMA através do decreto 98.914/1990 (mas com conceito datado de 1934), as RPPN’s são direcionadas à realização de atividades de cunho científico, cultural, educacional, recreativo e de lazer.

Com parceiros em todos os setores, o Instituto registrou até hoje mais de 656 RPPN’s, protegendo cerca de 500 hectares em todo o Brasil. Inscrito no Bovespa Social Ambiental, programa mantido pela Bovespa, o projeto foi aprovado e atualmente é o único do segmento ambiental do Paraná a ingressar na rede de investidores desta instituição financeira.

Poluição prejudica o Rio na disputa para ser sede das Olimpíadas, alerta ministério

Enviado em Regional de De Bruyn | 9 de Agosto de 2008 @ 13:04

Por Vladimir platonow - Agência Brasil

Rio de Janeiro - A chance do Brasil sediar as Olimpíadas de 2016 pode ir por água abaixo se o Rio de Janeiro não melhorar os índices de poluição, principalmente quanto ao esgoto que é lançado sem tratamento nas lagoas e no oceano. O alerta foi feito sexta-feia, 8, pela secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira. Ela participou de um encontro para debater os impactos que as mudanças climáticas podem trazer à cidade.

Izabella também chamou atenção para a poluição causada pelos automóveis, que podem deixar o ar da cidade esfumaçado, parecido como o de Pequim, onde se realizam os Jogos Olímpicos.

“Um dos capítulos obrigatórios pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) é a questão ambiental. Hoje, isso é uma variável decisiva, que está no centro das decisões de qualquer iniciativa global. O Rio de Janeiro tem uma beleza natural, que é um valor ambiental fantástico, mas também tem um grande desafio, que é resolver a questão do saneamento”, disse a secretária-executiva do MMA.

Para ela, o problema ambiental também está relacionado ao sistema de transportes na cidade, baseado no uso de veículos movidos à derivados de petróleo, com uma frota de automóveis crescente. “A cidade do Rio tem que caminhar na direção dos transportes coletivos, principalmente o metrô”, sentenciou Izabella.

A secretária de Ambiente do Rio, Marilene Ramos, também alertou sobre a gravidade do problema, pois o Brasil compete com outros países para trazer as Olimpíadas e problemas ambientais podem tirar pontos decisivos na disputa.

“Uma das questões que nós vamos enfocar no plano que apresentaremos no caderno de encargos em fevereiro do próximo ano é o enfrentamento das questões ambientais aqui no estado. Estamos trabalhando fortemente na construção de um pacto pelo saneamento e num plano de enfrentamento de mudanças climáticas para definir o que vamos fazer até 2016 para receber esses atletas com um estado ambientalmente melhor”, disse a secretária.

“Se nós não mostrarmos que temos condições de ter a Baía de Guanabara e as lagoas de Jacarepaguá despoluídas e qualidade do ar adequada, dificilmente nós vamos conseguir nos classificar para termos essas Olimpíadas aqui”, assinalou Marilene.

O Brasil já concorreu duas vezes para sediar as Olimpíadas, em 2004 e 2012, e foram justamente os problemas ambientais que ajudaram a tirar pontos do país.

Lula veta artigo com regra para ocupação na Amazônia

Enviado em Regional de De Bruyn | 6 de Agosto de 2008 @ 22:07

Por Eduardo Scolese/Marta Salomon - Folha de S.Paulo

Ao converter em lei a medida provisória que ampliou de 500 para 1.500 hectares o limite das áreas na Amazônia Legal que podem ser vendidas a seus ocupantes sem licitação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou um artigo que condicionava a regularização das propriedades ao zoneamento ecológico-econômico dos Estados, com regras para a ocupação do território. O Ministério do Meio Ambiente disse ter sido pego de surpresa.

Como apenas 2 dos 9 Estados da Amazônia - Acre e Rondônia - já concluíram o zoneamento, o dispositivo vetado poderia, segundo versão oficial do governo federal, representar um entrave à regularização fundiária, apontada como maior das prioridades do PAS (Plano Amazônia Sustentável).

Segundo dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), 420 mil quilômetros quadrados do território da Amazônia (8,4%) são terras públicas ocupadas irregularmente por posseiros.

Na justificativa do veto, Lula alegou que a exigência do zoneamento poderia limitar a regularização fundiária a uma pequena parcela (7,5%) da Amazônia Legal. A previsão é que o zoneamento ecológico-econômico deva ser concluído até o segundo semestre de 2009.

O zoneamento determina quais as áreas poderão ser destinadas a atividades econômicas mais intensas e quais terão de ser preservadas.

O veto surpreendeu o ministério. “Não era esperado, mas não chega a representar um desastre ecológico”, reagiu o ministro Carlos Minc. “Concordamos que a regularização fundiária é uma tarefa urgente.”

Minc diz ter negociado com a Casa Civil e o Ministério do Desenvolvimento Agrário o respeito à preservação de 80% das propriedades em área de floresta como precondição à entrega dos títulos de propriedade.

O diretor de zoneamento do Meio Ambiente, Roberto Vizentin, classificou o veto de “equívoco”: “Era um artigo defendido por deputados e senadores e que qualificava o processo de regularização, fazendo com que ele fosse compatível com princípios e fundamentos do desenvolvimento sustentável que o zoneamento enseja”.

O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), que assina o veto com Lula, não quis se manifestar ontem.

O artigo vetado fora incluído no texto pelo relator da MP 422, deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), a pedido de deputados do núcleo agrário da Casa. Para ambientalistas, a ampliação do limite de 500 para 1.500 hectares significou um incentivo à legalização da grilagem na região amazônica.

Área de cultivo de orquídeas em Joinville sofre com abandono

Enviado em Regional de De Bruyn | 29 de Julho de 2008 @ 20:58

Por Camille Cardoso

Fascinado pelas orquídeas que cultivava e estudava, Adalberto Schmalz queria que elas sobrevivessem à sua morte e permanecessem para sempre expostas à curiosidade do público na sua estufa, inaugurada em 1949 às margens da rua Marechal Deodoro, na área central de Joinville.

Partiu do então prefeito Helmut Fallgatter uma sugestão: que o bosque de mais de 3,5 mil metros quadrados entrasse na lista de áreas que o município pediria para o governo federal tombar - entre elas, a praça das Palmeiras e o Cemitério dos Imigrantes. Assim, em 1965, o bosque Schmalz nasceu. E em 1973, após a morte de Adalberto Schmalz, ele começou a morrer.

Até chegar ao ponto em que está hoje, em que um muro branco, com uma cerca de arame farpado no topo, circunda um matagal no qual não se vêem mais orquídeas. Bem diferente do tempo em que o refúgio - que foi aberto em 1946 - recebia visitas até de famosos, como os membros da família de dom Pedro 2º.

Nenhum dos descendentes de Schmalz optou por continuar o trabalho do pioneiro no cultivo de orquídeas na cidade. São 11 herdeiros, no total. Pelo menos para a principal herdeira, Rita de Cássia Fiera, de 51 anos, viúva de um dos netos de Schmalz, o bosque é um peso e uma dívida que ultrapassa R$ 500 mil em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O bosque está entre os bens paisagísticos intocáveis aos cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As flores que hoje tomam o bosque são as bromélias, no alto das palmeiras que crescem sem cuidado.

Os herdeiros de Schmalz tentam, em vão, suspender a dívida e a cobrança de impostos. O marido de Rita de Cássia, Adalberto Schmalz Borges, morreu em fevereiro, após uma luta de anos contra um tipo raro de anemia. Depois de 25 anos de convívio, ela passou a ter direito à metade do imóvel. Os olhos de Rita enchem de lágrimas ao lembrar.

– Meu marido teria de fazer um tratamento que custava R$ 7 mil por dia. Precisávamos vender o bosque, mas não conseguimos.

Pelo menos desde 1980 não há legislação municipal que conceda isenção de impostos sobre a propriedade de bens tombados. Mesmo assim, a família tenta há quase três décadas dispor do terreno comprado em 1930.

– Queremos a anulação da dívida, que consideramos imoral. E que o processo de tombamento seja corrigido ou recomeçado. Mas o melhor seria o cancelamento de tudo – diz Rita.

Na área nobre do bairro América onde o terreno de mais de 3.500 metros quadrados do bosque está, o mercado imobiliário estabelece um valor de R$ 400 a R$ 450 por metro quadrado. Pelo cálculo, a venda do terreno poderia render algo perto de R$ 2 milhões.

Aquecedor ecológico reaproveita 100 quilos de plástico

Enviado em Regional de De Bruyn | 28 de Julho de 2008 @ 21:37

Agência Brasil

Foi instalado esta semana no município de Palmas, no Paraná, o maior aquecedor ecológico já construído no Brasil. Foram utilizadas 3,3 mil embalagens para a montagem, sendo 1,8 mil garrafas PET e 1,5 mil embalagens longa-vida. As garrafas utilizadas na montagem representam o reaproveitamento de aproximadamente 100 quilos de plástico.

Divulgação/EcoIn - Foram utilizadas 3,3 mil embalagens para a montagem da instalação no Paraná
A coordenação do projeto é da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, aproveitando um sistema criado pelo catarinense José Alcino Alano. O aquecedor está ajudando a diminuir gastos com o fornecimento de energia elétrica para esquentar cerca de 8 mil litros de água consumidos diariamente no alojamento da 15ª Companhia de Engenharia de Combate do Exército Brasileiro, onde vivem 50 soldados.

O secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, destacou os benefícios desse sistema alternativo de aquecimento.

– É uma energia que não traz impactos ao meio ambiente, é limpa. Evita que resíduos que podem ser reciclados ou reaproveitados se acumulem nos aterros, diminuindo a vida útil destes depósitos. E, ainda, quem o utiliza economiza dinheiro, pois seu uso reduz em 35% o valor da conta de luz.

José Alcino Alano conta que desde 2004, recebe apoio do Programa Desperdício Zero, da Secretaria do Meio Ambiente, para divulgar sua obra, registrada como projeto-livre.

– É livre porque pode ser reproduzido sem finalidades comerciais, apenas para melhorar o meio ambiente e a qualidade de vida daqueles que precisam – explicou.

O Paraná já possui cerca de 6 mil aquecedores, mas segundo o coordenador do Desperdício Zero, Laerty Dudas, esse número pode ser maior, pois são ministradas oficinas que formam muitos multiplicadores.Os aquecedores estão sendo muito usados também para aquecer água para lavar galões de leite, além de dar banho nos animais.

Segundo Alano, para construir um aquecedor com capacidade para esquentar a água para banho de quatro pessoas, são utilizadas 240 garrafas PET e 200 embalagens longa vida, além de canos e conexões de PVC. Esses números levam o secretário Rasca Rodrigues a contabilizar que nos seis mil sistemas já existentes no estado, evitou-se que pelo menos 1,2 milhão de garrafas PET e quase 1,5 milhão de embalagens longa-vida fossem direcionadas aos aterros.

Dados da coordenadoria de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente mostram que de cada 100 garrafas PET comercializadas no Paraná, apenas 15 são recicladas . Já o consumo de embalagens longa-vida chega a 400 milhões de unidades por ano, das quais 240 milhões são lançadas no meio ambiente, causando forte impacto ambiental.

José Alcino Alano, responsável também por um projeto em Santa Catarina, feito com 1,7 mil garrafas, explica como são construídos os aquecedores, conhecimento que é repassado nas oficinas que formam os multiplicadores.

Primeiro é preciso recortar as garrafas e caixas que irão formar o painel, depois pintar de preto os canos e embalagens longa-vida que irão absorver energia solar e transformá-la em calor. As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantêm o calor através de efeito estufa.

A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa. Após seis horas, em média, nesse ciclo constante, a água pode chegar a uma temperatura de até 38 graus Celsius no inverno, e mais de 50 no verão.

Em 25 anos, emissão de poluentes caiu 98% em Cubatão

Enviado em Regional de De Bruyn | 26 de Julho de 2008 @ 12:19

G1

A emissão de poeira e fumaça pelas indústrias do pólo industrial de Cubatão, a 57 km de São Paulo, caiu 98% nos últimos 25 anos. O dado faz parte de um estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A emissão de poluentes abordada no estudo é documentada desde 1983, quando foi iniciado o Programa de Controle da Poluição Ambiental no município. Nos últimos 10 anos, mesmo com a diminuição da poluição, as empresas de Cubatão tiveram um aumento de 39% em sua produção.

“As empresas de Cubatão investiram mais de US$ 1 bilhão em programas ambientais nos últimos 25 anos e o resultado apresentado hoje nos traz a certeza de que é possível harmonizar aumento de produtividade e melhoria ambiental”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o período do estudo, o total de emissões atmosféricas foi reduzido em 99% - fazendo com que a qualidade do ar na região central de Cubatão seja normalmente melhor do que a do Parque do Ibirapuera, na capital paulista.

Água

As melhorias no meio ambiente – como a recuperação da Serra do Mar e da qualidade das águas do rio Cubatão – foram fruto também da diminuição do despejo de resíduos. O aumento da recirculação da água durante a produção chegou a 65% - isso diminuiu a captação de água em 28% e o lançamento de resíduos em 32%.

O pólo industrial de Cubatão reúne 54 empresas dos setores químico, petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes, além de prestadores de serviços.

Ibama recebe denúncia formal de venda de pingüins na Bahia

Enviado em Regional de De Bruyn | 25 de Julho de 2008 @ 09:26

Por Thiago Décimo - O Estado de S.Paulo

O Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA) formalizou na quinta-feira, 24, a primeira denúncia formal de venda de pingüins na Bahia ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os animais, da espécie pingüim de magalhães, provenientes da Patagônia argentina, que por motivos ainda desconhecidos saíram de sua rota migratória natural - que chega ao litoral de Santa Catarina - e começaram a aparecer no litoral nordestino na metade do mês, estariam sendo vendidos por moradores das Praias da Ribeira e de Boa Viagem, em Salvador.

Segundo a coordenadora do IMA, Sheila Serra, a formalização da denúncia tem como objetivo levar o Ibama a investigar as suspeitas, ainda não confirmadas. De acordo com o Ibama, uma equipe deve ser enviada aos locais onde a venda estaria sendo feita para investigações a partir de sexta-feira, 25.

O presidente da Sociedade de Pesquisa e Preservação dos Mamíferos Marinhos (Mama) - organização que tem feito o monitoramento da chegada de pingüins no Nordeste -, Luciano Wagner Reis, afirma que mais de 200 animais já chegaram à costa baiana, 128 apenas em Salvador, desde o início do mês. Outros dois casos foram identificados pelo projeto no Nordeste, um em Sergipe e um em Alagoas. Ele confirma ter recebido “dezenas” informações sobre a venda dos pingüins, mas afirma que “apenas um ou dois casos” poderiam ser reais, segundo sua equipe.

A venda (ou guarda) de espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória é crime pela lei ambiental. A punição a quem pratica o delito é prisão de seis meses a um ano e multa de R$ 500 por animal envolvido.

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